CINCO TENDÊNCIAS QUE IMPULSIONAM O PROGRESSO EM DIREÇÃO AO CONSUMO SUSTENTÁVEL

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Em todo o mundo, quase um milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto e cinco trilhões de pedaços de plástico estão flutuando em nossos oceanos. Compramos mais de 80 bilhões de roupas novas por ano e consumimos 3,9 bilhões de toneladas de alimentos – um terço dos quais é perdido ou desperdiçado.

Afastar-se da trajetória atual do consumo insustentável é uma tarefa difícil, mas há sinais de que a maré está virando. A Greve Global no mês de setembro/2019 levou milhares de manifestantes às ruas contra mudanças climáticas, e sinalizou que os consumidores estão cada vez mais exigindo ações da indústria e dos governos por um consumo sustentável.

1 – AS TENDÊNCIAS

A seguir, apresentamos as cinco tendências notáveis ​​que estão impulsionando ativamente o progresso em direção ao consumo sustentável:

1.1. DEMANDA DO CONSUMIDOR POR MAIS INFORMAÇÕES SOBRE SUSTENTABILIDADE 

Informações claras e intuitivas sobre sustentabilidade são ferramentas vitais para os consumidores.

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Assim, para que eles tomem decisões certas que apoiem um estilo de vida mais sustentável para todos, é necessário que tenham acesso à educação e informações claras e confiáveis sobre as reivindicações de sustentabilidade do produto. Todavia, informações desprovidas de mínimo indício de veracidade contribuem para corroer a confiança do consumidor.

A prática de se criar a falsa aparência de sustentabilidade de um produto, conhecida como “Greewashing” ou “lavagem verde”, em que os consumidores são enganados por reivindicações de sustentabilidade não substanciadas sobre produtos, está se tornando um grande problema. Somente no Brasil, o IDEC encontrou, recentemente, informações enganosas em 48% dos 500 produtos analisados. Infelizmente essa realidade traz enormes prejuízos ao consumidor final e às empresas que fornecem informações de sustentabilidade claras, responsáveis e transparentes. 

1.2. MOBILIDADE SUSTENTÁVEL E COMPARTILHAMENTO DE CARONAS

Os avanços na tecnologia da mobilidade prometem ser um fator enorme nos esforços para reduzir significativamente a emissão de carbono na atmosfera.

É bem provável que, desde a mudança gradual para veículos elétricos à inovação no setor de mobilidade elevada, pareça muito diferente e potencialmente mais sustentável até 2030.

Estamos nos aproximando do final de ano, mas que medidas os consumidores adotaram em 2019 para mudar os hábitos de consumo?

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Uma tendência notável foi a crescente demanda por serviços de compartilhamento de carona – com o mercado global atingindo US $ 170 bilhões até 2025. O compartilhamento de carona tem o potencial de reduzir a necessidade do uso de carro, e os serviços de carona também estão se tornando uma opção comum para muitos consumidores.

As campanhas de consumo também estão atraindo consumidores e impactando o mercado. Movimentos como o Flight Free 2020 (compromisso de não utilizar os serviços das empresas aéreas em 2020) mobilizam os consumidores a se comprometerem a permanecer “no chão” no próximo ano, forçando algumas companhias aéreas a atenderem às demandas dos consumidores, e consequentemente, ocasionando mudanças para um nível mais sustentável.

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1.3. PROJETO CIRCULAR E MODA SUSTENTÁVEL

Em maio deste ano, na Cúpula Internacional dos Consumidores, que reuniu líderes globais de organizações de consumidores, empresas, governo e sociedade civil, um tema forte foi destaque: de que a Geração Z (definição sociológica para a geração de pessoas nascida, em média, entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010) está desempenhando importante papel, ao exigir mais transparência nas reivindicações de sustentabilidade de marcas e fabricantes.

Na indústria da moda, algumas marcas estão ouvindo e definindo a referência para a sustentabilidade com sua abordagem de “transparência radical”.

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Nesse referido setor, os produtores estão fornecendo informações claras e comparáveis ​​sobre a abordagem de produção, os custos e a margem de lucro de cada produto, para que nós, como consumidores, possamos pedir que produtos sejam adequadamente sustentáveis. Sem dúvida, uma excelente iniciativa.

O conceito de circularidade também está em ascensão na indústria da moda, produzindo itens a partir de materiais seguros e renováveis, ​​feitos para durar e reciclando roupas velhas. A circularidade pode funcionar em vários níveis. Na Índia, por exemplo, a Campanha da Semana de Ação Verde do CAG (Citizen Consumer and Civic Consumer Group) busca educar os consumidores sobre opções viáveis ​​para doar roupas indesejadas, fazer reciclagem delas ou upcycling (também conhecido como reutilização criativa, é o processo de transformação de subprodutos, resíduos, produtos inúteis ou indesejados em novos materiais ou produtos de melhor qualidade ou com maior valor ambiental).

1.4. A BUSCA POR EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS

Embalagens insustentáveis são uma enorme barreira que precisa ser superada para que possamos alcançar um progresso real em direção ao consumo sustentável. Seja fazendo compras online ou em lojas físicas de alimentos, é difícil evitar o acúmulo de embalagens desnecessárias.

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É preciso mais pesquisas globais e ações que mostrem que os consumidores valorizam embalagens que são recicláveis ou reutilizáveis. No nível da cadeia de suprimentos, compromissos globais, como a iniciativa “Nova Economia de Plásticos”, são etapas significativas para empresas que lidam com resíduos de plástico.

A “Nova Economia de Plásticos” nada mais é que a união de empresas, governos e outras organizações por trás de uma visão e metas comuns para lidar com o lixo plástico e a poluição em sua origem. Inclui empresas que representam 20% de todas as embalagens plásticas produzidas globalmente, além de governos, ONGs, universidades, associações industriais, investidores e outras organizações. O compromisso global da “Nova Economia de Plásticos” é liderado pela Fundação Ellen MacArthur, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).

1.5. CONSTRUIR PRODUTOS PARA DURAR – CONSCIENTIZAÇÃO DA OBSOLESCÊNCIA PLANEJADA

É público e notório que produtos não são eternos, principalmente os eletrônicos, que são vulneráveis ​​a falhas mecânicas, falhas de software e cujo custo de reparo é ainda considerado alto para a maioria da população, contribuindo para que muitos deles permaneçam sem conserto.

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É aceitável que todos esses fatores colaborem para a diminuição da vida útil global dos produtos, mas jamais deve ser aceitável a sua obsolescência (decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo, de forma que se torne obsoleto ou não-funcional, especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto).   

Mas o que está sendo feito para proteger os consumidores de fabricantes, que praticam a obsolescência de produtos?

De acordo com informações da Digital Index, estão sendo tomadas medidas em todo o mundo para fortalecer e proteger os direitos dos consumidores, com a disponibilização de ferramentas, como o mecanismo de relatório ‘Trashed Too Fast’ da Test-Achats que oferece aos consumidores uma maneira de sinalizar produtos que eles sentem que pararam de funcionar muito cedo, além da implantação de políticas que penalizam os fabricantes por se envolverem em estratégias de obsolescência planejada.

E para produtos digitais que já estão fora de uso, a crescente pressão levou à promulgação de legislação em 67 países para regular o problema global do lixo eletrônico, com algumas das principais empresas de tecnologia estabelecendo metas ambiciosas para o uso de materiais renováveis.

2 – CONCLUSÃO

Nos últimos anos, a necessidade de estilos de vida sustentáveis tornou-se um imperativo, levando os consumidores a se preocuparem, cada vez mais, com o impacto ambiental dos produtos.

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Além da crescente conscientização de como os produtos são produzidos, embalados e comercializados, pesquisas mostram que eles estão prestando atenção nos supostos culpados por trás da crise climática global. Destarte, vem se intensificando as manifestações dos consumidores, exigindo das indústrias e dos governos práticas que diminuam ou eliminem os impactos ao meio ambiente, como aconteceu na Greve Global do mês de setembro/2019, que levou milhares de manifestantes às ruas, requerendo deles ações concretas nesse sentido. Como consequência, cresceu a procura dos consumidores por marcas que pregam o consumo sustentável, ao mesmo tempo que empresas se empenham em campanhas ousadas, corajosas e atraentes que demonstram o seu alinhamento com os novos valores ambientais e pró-sociais da geração do milênio.(Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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O BOCA A BOCA É A FORMA DE COMUNICAÇÃO MAIS INFLUENTE QUE AFETA O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

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O boca a boca tradicional (WOM) é uma das formas de comunicação mais antiga. Com a disseminação da Internet, surgiu uma nova forma de comunicação: o boca a boca eletrônico (eWOM), considerada uma das mídias informais mais influentes entre consumidores, empresas e a população em geral. Com base nessa ideia, o presente artigo analisa o impacto do boca a boca tradicional (WOM) e do boca a boca eletrônico (eWOM) no campo do comportamento do consumidor, dando destaque às principais diferenças entre eles e o grau que influenciam as empresas e os consumidores, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão do potencial de ambos. 

1 – AS DEFINIÇÕES DO BOCA A BOCA

O boca a boca é uma das formas mais antigas de se transmitir informações e foi definido de várias maneiras. Uma das primeiras definições foi a apresentada por Katz e Lazarsfeld em 1966, que a descreveram como a troca de informações de marketing entre consumidores, de forma a desempenhar um papel fundamental na formação de seus comportamentos e na mudança de atitudes em relação a produtos e serviços.

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Outros autores, como Arndt em 1967, sugeriram que o boca a boca tradicional (WOM) é uma ferramenta de comunicação de pessoa para pessoa; entre um comunicador e um destinatário, que percebe as informações recebidas sobre uma marca, produto ou serviço como não comerciais. Da mesma forma, o WOM foi definido como a comunicação entre consumidores sobre um produto, serviço ou empresa em que as fontes são consideradas independentes da influência comercial. Essas trocas interpessoais fornecem acesso a informações relacionadas ao consumo desse produto ou serviço além da publicidade formal, ou seja, que vão além das mensagens fornecidas pelas empresas e que influencia involuntariamente a tomada de decisão do indivíduo.

Para Daugherty e Hoffman o boca a boca tradicional (WOM) é amplamente considerado como uma das formas de comunicação mais influentes que afetam o comportamento do consumidor. Essa influência é especialmente importante em produtos intangíveis, difíceis de avaliar antes do consumo, como ocorre no turismo. (Leia aqui o artigo “A Influência das Mídias Sociais no Turismo”. Consequentemente, o WOM é considerado a fonte de informação mais importante nas decisões de compra dos consumidores e no comportamento pretendido. Por exemplo, a satisfação do turista é de extrema importância por causa de sua influência nas intenções comportamentais, no boca a boca (WOM) e nas decisões de compra. Em outras palavras, a satisfação geral leva à possibilidade de revisitar e recomendar o destino.

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Da mesma forma, pesquisas anteriores indicam que os #consumidores consideram o boca a boca (WOM) um meio muito mais confiável do que a mídia tradicional (televisão, rádio, anúncios impressos, etc.). Daí ser considerada uma das fontes de informação mais influentes sobre produtos e serviços. Geralmente os consumidores confiam na opinião de outros consumidores, mais do que na opinião de vendedores.

A nova forma de comunicação online é conhecida como boca a boca eletrônico, representado pela sigla eWOM.

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Essa forma de comunicação assumiu uma importância especial com o surgimento de plataformas online, que a tornaram uma das fontes de informação mais influentes da Web, principalmente no setor de turismo. Leia aqui o artigo “A Influência das Mídias Sociais no Turismo”

Como resultado dos avanços tecnológicos, essa nova forma de comunicação levou a mudanças no comportamento do consumidor devido à influência que ele permite que os consumidores exerçam um sobre o outro, possibilitando obterem ou compartilharem informações sobre empresas, produtos ou marcas.

Uma das concepções mais abrangentes do boca a boca eletrônico (eWOM) foi proposta por Litvin em 2008, que a descreveu como toda #comunicação informal, via Internet, dirigida aos consumidores e relacionada ao uso ou características de bens ou serviços ou seus vendedores. A vantagem dessa ferramenta é que ela está disponível para todos os consumidores, que podem usar plataformas online para compartilhar suas opiniões e análises com outros usuários. Onde antes os consumidores confiavam no boca a boca tradicional (WOM) de amigos e familiares, hoje eles procuram nos comentários online (eWOM) as informações sobre um produto ou serviço.

2 – O BOCA A BOCA ELETRÔNICO (EWOM)

Como resultado da TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação), hoje, os consumidores de todo o mundo podem deixar comentários, por exemplo, nas Redes Sociais, para que outros consumidores possam usar para obter facilmente informações sobre bens e serviços.

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Tanto os consumidores ativos como os passivos usam o eWOM como fonte de informação. Apenas para título de esclarecimento, os indivíduos que compartilham suas opiniões com outras pessoas online, são consumidores ativos; enquanto aqueles que simplesmente buscam informações nos comentários ou opiniões postadas por outros clientes, são consumidores passivos.

O boca a boca eletrônico (eWOM) também oferece às empresas uma vantagem sobre o boca a boca tradicional (WOM), na medida em que permite a elas tentarem entender quais fatores motivam os consumidores a postar suas opiniões online. No entanto, o uso da tecnologia pelos consumidores para compartilhar opiniões sobre produtos ou serviços (eWOM) pode ser um problema para as empresas, já que elas não tem como controlar essas ações.

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Para tentar resolver esse problema, as empresas estão buscando obter maior controle das análises online dos clientes, criando espaços virtuais em seus próprios sites, onde os consumidores podem deixar comentários e compartilhar suas opiniões sobre os produtos e serviços da empresa. A título de exemplo, no campo do turismo, as empresas estão começando a entender que a mídia habilitada para TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) influencia o comportamento de compra dos turistas.

3 – DE OLHO NO CONSUMIDOR

Compreensivelmente, as empresas veem as duas formas de comunicação – WOM e eWOM – como uma oportunidade para ouvir as necessidades dos consumidores e ajustar como eles promovem seus produtos ou serviços para melhor atendê-los, aumentando assim seu retorno.

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Uma atitude negativa ou positiva em relação ao produto ou serviço influenciará as intenções futuras de compra dos clientes, permitindo que eles comparem o desempenho real do produto ou serviço com suas expectativas.

No campo do comportamento do consumidor, alguns estudos mostraram que os consumidores prestam mais atenção às informações negativas do que às positivas. Por exemplo, os clientes mais satisfeitos com um produto ou serviço tendem a se tornar representantes leais por meio do boca a boca eletrônico (eWOM), o que pode gerar vantagens altamente competitivas para estabelecimentos, empresas ou vendedores, especialmente para as empresas de pequeno porte, que tendem a ter menos recursos. Alguns estudos também identificaram que o boca a boca tradicional (WOM) é a tática de vendas e marketing mais frequentemente usada por pequenas empresas.

Além disso, o eWOM oferece às empresas uma maneira de identificar as necessidades e percepções dos consumidores e até uma maneira econômica de se comunicar com eles. Hoje, o boca a boca eletrônico se tornou um meio importante para o #marketing de mídia social das empresas.

4 – DIFERENÇAS ENTRE O WOM E O EWOM

Embora muitos autores considerem o eWOM uma cópia eletrônica do WOM, este artigo irá resumir e explicar as principais diferenças entre eles. 

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A primeira delas é a credibilidade como fonte de informação, pois pode influenciar as atitudes dos consumidores em relação a produtos ou serviços. Por exemplo, no que diz respeito à compra de serviços turísticos, considerados de alto risco, os consumidores usam mais o boca a boca eletrônico (eWOM) para reduzir o risco ao tomar decisões. Da mesma forma, o eWOM tende a ser mais credível quando o consumidor que o utiliza tem experiência anterior.

A privacidade das mensagens é outra característica que diferencia as duas formas de comunicação, pois as informações tradicionais do WOM são compartilhadas por meio de diálogos e conversas particulares, em tempo real e face a face. Por outro lado, as informações compartilhadas através do eWOM não são particulares e às vezes podem ser vistas por pessoas anônimas que não se conhecem. Além disso, as informações podem ser vistas em vários momentos. De fato, como as informações do eWOM são escritas, consumidores e empresas podem verificá-las a qualquer momento; isso contrasta com o WOM tradicional, onde, quando a mensagem chega ao destinatário, ela tende a desaparecer.

Outra diferença marcante entre os dois meios de comunicação é a velocidade de difusão da mensagem. As informações do eWOM se espalham muito mais rapidamente do que as informações do WOM, considerando a fonte de onde são publicadas, ou seja, na Internet. Plataformas online para compartilhamento de informações (mídias sociais, sites, blogs etc.) são o que diferencia o eWOM do WOM tradicional. Primeiro, o eWOM torna as informações acessíveis a mais consumidores; segundo, por serem escritas, elas persistem ao longo do tempo.

5 – ALGUMAS OBSERVAÇÕES

Este artigo buscou fornecer uma compreensão mais clara do boca a boca tradicional (WOM) e do boca a boca eletrônico (eWOM) no contexto das pesquisas de informações do consumidor. Para esse fim, foi constatado que o WOM é o meio mais antigo para compartilhar opiniões sobre produtos ou serviços e o mais provável de influenciar o comportamento do #consumidor, devido à alta confiabilidade e credibilidade transmitida por familiares e amigos. Por outro lado, poucos estudos examinaram a interação entre o risco percebido e a credibilidade da fonte eWOM.

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Há uma lacuna na literatura sobre credibilidade do WOM em situações que envolvem múltiplos ou muitos comunicadores e receptores e como isso afeta o consumidor final. Isso incluiria, por exemplo, situações nas quais uma pessoa comunica uma mensagem a outra, que atua como intermediária, recebendo a mensagem original e transmitindo-a a terceiros, ou seja, ao consumidor final. Nesses casos, a mensagem original pode ser alterada ou distorcida, descartando a credibilidade do WOM como fonte de informação. Isso dá muito mais força aos comentários e análises escritas, como o eWOM, que podem reduzir o risco e aumentar a confiança do consumidor.

Outro ponto que distingue o eWOM do WOM tradicional é a velocidade com que ele se espalha e a facilidade de acesso a ele. Nesse sentido, quando os consumidores precisam de informações sobre um produto ou serviço, eles recorrem à mídia online (eWOM) por dois motivos. Primeiro, é que eles podem obter as informações mais rapidamente, pois não há necessidade de esperar que outra pessoa – um amigo ou membro da família – ofereça uma opinião sobre o que deseja consumir. Segundo, é que se eles já receberam informações através do WOM, podem usar o eWOM para corroborar as informações recebidas. Portanto, credibilidade e velocidade são os dois principais recursos, não apenas distinguindo as duas mídias, mas também influenciando o comportamento do consumidor.

6 – CONCLUSÃO

O presente artigo mostrou que essas duas formas de comunicação – WOM e eWOM – embora aparentemente iguais, são ao mesmo tempo muito diferentes. A Internet transformou o boca a boca tradicional (WOM) em boca a boca eletrônico (eWOM). Com isso, a comunicação de opiniões feita interpessoalmente (ou seja, pessoa a pessoa ou pessoalmente) vem se reduzindo, dando lugar à comunicação digital de opiniões, mediada pela TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação). Entretanto, os muitos estudos realizados são unânimes em afirmar que elas são as formas de comunicação mais eficazes de influenciar o comportamento do consumidor e as mais usadas para se obter informações antes, durante e depois de consumir um determinado produto ou serviço, como acontece na área de turismo, onde o eWOM é considerado a fonte mais influente na obtenção de informações de viagens antes da compra. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS NO TURISMO

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Hoje, o mercado de turismo depende principalmente da tecnologia de informação para atividades promocionais, vendas e principalmente, para o desenvolvimento de relacionamentos gerenciais com clientes. Quando um consumidor está tomando a decisão final sobre a escolha do destino, as informações mais importantes vêm da influência interpessoal digital – o boca a boca online, conhecido pela sigla “eWOM”. Os empresários que lidam com essa segmentação de mercado reconhecem o crescente número de consumidores que usam as mídias sociais para trocar ideias com outros consumidores e obter informações sobre destinos de viagem. O objetivo deste artigo é apresentar como e em que medida as mídias sociais influenciam o turismo.

1- INFORMAÇÕES E COMUNICAÇÕES CONTEMPORÂNEAS EM TURISMO

Os consumidores têm sido mais do que ativos, desde o surgimento da sofisticada tecnologia Web 2.0, que influenciou e transformou fortemente o processo de tomada de decisões sobre viagens. Muitos resultados de pesquisas confirmam que – aproximadamente 50% das pessoas fazem o download de aplicativos de viagem, enquanto procuram destinos antes de saírem de férias. 

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Desde então, as empresas de turismo tentam combinar técnicas de marketing usadas no passado e analisar vários fatores específicos no processo de desenvolvimento da estratégia de informação e comunicação, como por exemplo, o tipo de mercado do turismo; a disposição do consumidor em comprar; o desenvolvimento do destino e a participação de mercado e posicionamento da marca, etc. O ambiente moderno de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) passou a ser um sério desafio para a indústria do turismo e de grande importância para o envio de mensagens corretas através dos canais adequados de Redes Sociais.

Atualmente, a Web 2.0 tem um enorme impacto no comportamento dos consumidores turistas. De acordo com as tendências da tecnologia em informação, os consumidores começaram a ser mais adaptáveis ​​e flexíveis, contribuindo para o surgimento de um novo perfil deles – os usuários digitais. Esse novo tipo de consumidor leva a novas experiências, pois eles criam, compartilham, colaboram e se comunicam através da internet. Com o desenvolvimento das tecnologias, o principal interesse do turismo passou a residir na exploração do potencial das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), e particularmente das Redes Sociais, como instrumentos estratégicos para o aprimoramento positivo das experiências de turismo.

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Como resultado da extensão do conceito Web 2.0 no setor de turismo, surgiu uma outra inovação tecnológica chamada Travel 2.0, que representa a nova geração de sites de viagens. Essa tecnologia facilita a colaboração social entre os consumidores, permitindo a eles que compartilhem suas experiências de viajem com outros consumidores. A credibilidade da Travel 2.0 está aumentando e os consumidores de hoje confiam mais em suas informações de viagens do que em conselhos de profissionais do setor.

Considerando os canais de marketing e criatividade da mensagem, as comunicações mais eficazes não estão “no que se diz”, mas sim “em como se diz”. As abordagens tradicionais de comunicação enfatizam as técnicas de mídia de massa que são menos eficazes no ambiente em que os consumidores têm acesso a grandes quantidades de informações sobre destinos, arranjos, hotéis etc. Com o avanço tecnológico, surgiram muitas opções de comunicação nas quais os consumidores podem pesquisar, interagir e compartilhar suas informações.

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Algumas dessas opções online de comunicação de marketing interativo, são: website; mídias sociais; marketing móvel; anúncios e vídeos específicos da internet; anúncios gráficos; micro-sites; anúncios de pesquisa; comunidades online; interstitial webpage; blogs e e-mails.

2 – AS MÍDIAS SOCIAIS COMO FERRAMENTA IMPORTANTE PARA O TURISMO

As mídias sociais representam um conceito muito mais amplo e se referem a todos os canais ou ferramentas que promovem e permitem a disseminação de conteúdos e mensagens de forma descentralizada. Nelas estão incluídas as Redes Sociais (Facebook; Instagram; etc). Trata-se de um importante instrumento para a análise das atitudes dos consumidores e isso é confirmado pelo aumento de compras e recomendações de viagens para outros usuários.

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Construir uma marca de sucesso no turismo com base em serviços, significa que cada um deve ter uma proposta única de valor, com base na experiência do cliente. Os consumidores precisam saber, por meio de fontes confiáveis, como será sua experiência de viagem, a fim de reduzir a incerteza e criar algumas expectativas sobre o que eles vão encontrar em um destino.

Por considerarem incompletas as informações dos serviços turísticos, os consumidores têm buscado obter na Internet, em Redes Sociais as informações necessárias de outros consumidores para tomar a decisão certa sobre a viagem. Como informado anteriormente, os consumidores modernos confiam mais nas informações de outros consumidores que utilizam as mídias sociais, em vez das informações de profissionais que atuam na área de turismo, em decorrência de considerarem mais completa e realista as opiniões daqueles. À medida que as mídias sociais se tornam muito expressivas, os consumidores passam a influenciar cada vez mais outros consumidores com suas próprias opiniões e experiências. Como a mídia social é de baixo custo e isenta de viés, o seu uso representa uma grande vantagem para as comunicações de marketing.

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Existem 6 (seis) tipos de mídias sociais: sites de redes sociais (Facebook, Instagram, Linkedin, etc); blogs (WordPress, Blogger, Wix, etc); comunidades de conteúdo (YouTube, Flickr, Scrib, Slideshare, Delicious, etc); projetos colaborativos (Wikipedia, Wikitravel, etc); mundos virtuais sociais (por exemplo, Segunda Vida) e mundos virtuais de jogos (por exemplo, World of Warcra); microblogs (por exemplo, Twitter); sites de avaliação de consumidores (por exemplo, TripAdvisor, Epinions) e fóruns na Internet (por exemplo, “ornTree, Fodor’s Travel Talk). Todas elas (umas mais, outras menos) desempenham um papel importante, que é incentivar consumidores a postarem e compartilharem suas experiências, comentários e opiniões de viagens, servindo como fonte de informação para outros consumidores. Isso continua a impactar positivamente a comunicação.

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A mídia social exige toda a integração das atividades de marketing e usa a publicidade persuasiva para fornecer uma experiência competitiva de produto e serviço. O boca a boca eletrônico (eWOM) é importante para os profissionais de marketing entenderem essa nova plataforma de comunicação e apoiarem o melhor relacionamento com o cliente. Ele também é importante para aumentar a satisfação do consumidor devido à melhoria do produto ou serviço. Ao mesmo tempo, o eWOM pode resolver problemas e dúvidas durante a viagem e ajudar a descobrir o que os consumidores pensam e dizem sobre sua experiência de viagem. No entanto, para os empresários do setor, o principal benefício ainda é o monitoramento da reputação e da imagem da empresa, bem como a análise das estratégias competitivas atuais.

Dentre as Redes Sociais, o Facebook, em particular, tem uma grande influência sobre as escolhas dos consumidores, especialmente no setor de viagens.

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Em média, 76% dos consumidores postam nessa plataforma as suas fotos de férias e 40% postam avaliações de atividades e atrações. Mais de 90% dos consumidores de todo o mundo dizem confiar nas recomendações de amigos online, e apenas 48% de todos os consumidores que usaram as mídias sociais para criar planos de viagem, ficam presos aos seus planos de viagem originais. Esses dados contribuem para mudanças fundamentais na indústria do turismo e ajudam a determinar uma melhor compreensão do processo de tomada de decisão da viagem, do comportamento dos consumidores durante as férias e das suas atividades pós-férias. A mídia social tem uma grande influência nas decisões dos consumidores, usuários de Internet. A análise dos comentários na Internet, postados por blogueiros de viagem, também ajudam eles sobre a decisão dos destinos de férias. Eles usam a mídia social para planejar suas férias. Eles fazem o download de aplicativos de viagem, enquanto planejam suas férias. Cada vez mais eles fazem uso do Google Maps, além de aplicativos de restaurantes, de transporte público, de clima, de guias da cidade, etc.

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As 7 principais coisas que os consumidores mais gostam de comentar nas Redes Sociais, principalmente no Facebook, são:  sobre compras, culinária local, gastronomia, locais históricos, museus e galerias, bem como parques de diversões e temáticos. Durante e após a viagem, a atividade mais popular entre os consumidores é compartilhar vídeos ou fotos feitas por eles. Depois das férias, quase 25% são consumidores proativos, enquanto escrevem críticas, contra 20% deles que fazem isso durante as férias. 

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Enfim, com tantas facilidades tecnológicas, os consumidores digitais do turismo podem interagir e compartilhar ideias com outros consumidores, usando diferentes plataformas (blogs, fóruns, wikis, compartilhamento de vídeos e fotos em Redes Sociais, comunidades virtuais, salas de bate-papo e podcasts), em busca de informações que tornem suas viagens um sucesso.

3 – CONCLUSÃO

As atividades de mobilidade digital e mídia social permitem que a indústria do turismo tenha uma visão adequada do comportamento dos consumidores (suas ações, reações e opiniões). As comunicações de marketing estarão concentradas principalmente na melhoria dos relacionamentos na mídia social e na adaptação às necessidades dos consumidores. Hoje, as mídias sociais são reconhecidas como uma das  mais importantes ferramentas competitivas em termos de marketing turístico, já que através dela os consumidores, cada vez mais, desenvolvem entre eles, comunicações integradas multicanal para falar de suas experiências de viagem e recomendar destinos, hotéis, restaurantes, etc. Assim, o rápido avanço tecnológico colabora para que os consumidores se deparem a todo instante com novas tecnologias digitais que podem ajudá-los a melhorar os serviços e tornar suas experiências online mais personalizadas e relevantes – é o caso da Web 3.0.

Diante dessa realidade e considerando que é inevitável o crescimento do uso de mídias sociais pelos consumidores, para tratar de assuntos relacionados a “viagens”, a indústria do turismo, cada vez mais está sendo desafiada a buscar entender os reais interesses e necessidades dos consumidores, e os fatores motivadores que os levam a tomar determinadas decisões. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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BIGTOKEN – A INOVAÇÃO QUE PERMITE AOS CONSUMIDORES TEREM O CONTROLE ABSOLUTO SOBRE OS SEUS DADOS

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Na atualidade, o mercado de dados do consumidor é um negócio de US $ 130 bilhões, todavia, todo esse dinheiro não está indo para aquelas pessoas que fornecem esses dados  – os consumidores – e que, infelizmente, ainda não possuem o controle absoluto sobre eles. Imagine um dia típico em que você compra gasolina para o seu carro, sai para almoçar, compra uma blusa na web e vai ao cinema com amigos. Nada especial, é claro, mas, numa análise tecnológica, o que está acontecendo é que você deixou uma trilha de dados (informações pessoais) que serão usados ​​e vendidos por empresas. Parece injusto? Sim, é injusto porque as pessoas deixam de receber dinheiro que está sendo gerado com os seus dados pessoais. Diante dessa realidade e considerando que os dados são moedas, surge o seguinte questionamento: de que outra forma os consumidores podem ter o poder de usar seus próprios dados para criar valor para si mesmos? A resposta está neste artigo, que mostrará uma plataforma revolucionária chamada de “BIGtoken“, criada pela empresa SRAX, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados para negociá-los. Todo o processo de transação é transparente, com remuneração justa para todos.

1. OS DADOS NAS PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS

As plataformas de Redes Sociais ganharam enorme popularidade na última década. Quase todos os usuários da Internet agora têm uma conta em pelo menos uma delas. Aqueles que levarem algum tempo para analisá-las, descobrirão que não são os verdadeiros consumidores, mas sim o produto delas. Para ser preciso, são os dados gerados pelos usuários que são o principal produto dessas plataformas de Redes Sociais, para as quais empresas e agências terceirizadas pagam uma enorme fortuna para terem acesso.

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Informações do usuário de Redes Sociais, como preferências de marca, interação social, afiliações políticas ou opiniões gerais, são insumos valiosos que permitem às empresas criarem campanhas estratégicas para levar seus produtos e serviços às massas. As plataformas de Redes Sociais acabam obtendo muitos recursos com as informações dos usuários, enquanto estes não recebem qualquer compensação. Ao mesmo tempo, é praticamente impossível para os usuários saberem como e onde suas informações estão sendo usadas e com que finalidade.

Hoje em dia, com o avanço tecnológico, a informação acabou se tornando um objeto muito valioso, que movimenta bilhões de dólares em todo o mundo. Leia o artigo “A INFORMAÇÃO É A MOEDA DO SÉCULO XXI” para entender melhor o mecanismo desse mercado.

2. SOBRE A SRAX

A SRAX é uma empresa de tecnologia de marketing digital e gerenciamento de dados do consumidor. A tecnologia da SRAX desbloqueia dados para revelar os principais consumidores das marcas e suas características nos canais de marketing. Monetizando seus conjuntos de dados, a SRAX está crescendo vários fluxos de receita recorrentes, através de suas várias plataformas.

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Por meio da plataforma BIGtoken, a SRAX desenvolveu um mercado de dados gerenciados pelos consumidores, onde eles podem possuir e lucrar com suas informações pessoais, oferecendo a todos os usuários da Internet, a possibilidade de escolha, transparência e compensação. As ferramentas da SRAX oferecem uma vantagem competitiva digital para marcas nos setores de CPG, automotivo, relações com investidores, luxo e estilo de vida, integrando todos os aspectos da experiência de publicidade, incluindo a participação verificada do consumidor, em uma única plataforma. 

3. SOBRE O BIGTOKEN

O BIGtoken é uma plataforma de dados gerenciados pelos consumidores, criada pela empresa de marketing de desempenho, Social Reality, Inc. (SRAX). A ideia nasceu da percepção da SRAX de que a quantidade de informações a que eles tinham acesso e o valor que estavam criando a partir dos dados de outras pessoas, não geravam qualquer benefício para os consumidores. Como solução, a empresa criou uma plataforma, que usa a tecnologia blockchain para fornecer transparência e controle aos consumidores, permitindo-lhes possuírem, gerenciarem, verificarem e venderem seus próprios dados. Sobre a tecnologia blockchain, leia o artigo “USO DO BLOCKCHAIN MELHORA A TRANSPARÊNCIA NO VAREJO”.

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Ao contrário das empresas que controlam e lucram, utilizando os dados como moeda, o BIGtoken oferece esse controle e valor diretamente às mãos dos consumidores. Essa plataforma, em apenas 6 (seis) semanas, adquiriu 11 milhões de usuários em todo o mundo, criando um mercado totalmente novo e abrindo uma grande via para se fazer negócios.

A forte força dessa plataforma sugere que há espaço para mais inovação em torno dos dados fornecidos pelos consumidores. Sem dúvida! Com a entrada da empresa SRAX no mercado, foi possível  permitir aos consumidores extraírem valor pelo uso de seus dados, sendo pagos por eles através do BIGtoken.

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Com o BIGtoken, não somente os consumidores podem lucrar com o mercado de dados, como também os fabricantes, empresas de produtos de consumo, empresas de marketing e marcas que usam a plataforma BIGtoken para coletar informações precisas sobre os consumidores, enquanto operam nos padrões dos Regulamentos de Proteção de Dados.

Com a expansão tão rápida, a SRAX começou a oferecer pagamentos em dinheiro para os consumidores, em troca de seus dados e já planeja oferecer o BIGtoken em vários idiomas para garantir que todos os consumidores possam assumir o controle de seus dados, independentemente do idioma que falem.

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Cada vez mais a SRAX está entusiasmada por concluir a distribuição global do BIGtoken”, disse Kristoffer Nelson, diretor da SRAX e co-fundador do BIGtoken. “Com nossa crescente base mundial de usuários, agora temos a maior presença no mercado global, permitindo que os consumidores tenham controle e compensação por seus dados. Acreditamos que o direito de uso e controle dos dados integra os direitos humanos, logo, pessoas de todo o mundo devem ter direito a transparência, escolha e compensação pelas informações  fornecidas”.

4. COMO FUNCIONA O BIGTOKEN

BIGtoken nada mais é que uma plataforma que permite aos consumidores manterem a propriedade de seus dados e controlarem como serão usados ​​e por quem. Esse sistema possui uma variedade de recursos que agem no interesse dos usuários.

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Alguns desses recursos incluem:

  • Escolha do Cliente; 
  • Dados autenticados e verificados;
  • Transparência para todos;
  • Recompensas para Consumidores.

O funcionamento é muito simples e muito eficaz. A plataforma cria um gráfico de dados humanos que permite uma troca transparente de identidade digital e dados do consumidor, combinada com uma troca eficiente de valor econômico. O BIGtoken também permite que os usuários conectem suas Redes Sociais e outras contas. Com isso, muitos dados (informações) serão gerados sempre que o usuário navegue na Web; crie uma publicação nas Redes Sociais ou faça uma compra online. Ao serem coletados esses dados, um valor será estabelecido com base nas taxas atuais do mercado. Sendo assim, os consumidores usuários podem então usar o BIGtoken para fornecer às empresas, acesso a seus dados a um preço predeterminado. Todos os usuários recebem valores sempre que uma empresa ou terceiros adquirir acesso aos seus dados. Com esse formato, o  BIGtoken” se tornou uma plataforma revolucionária, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados para negociá-los.

5. ENTREVISTA DO CEO DA SRAX, CHRIS MIGLINO, NA FORBES

Entrevistado por Robert Reiss, da Forbes, o CEO, Chris Miglino, da Social Reality, Inc. (SRAX), falou sobre um dos conceitos mais inovadores do nosso tempo, chamado BIGtoken e das mudanças que permitem aos consumidores possuírem seus próprios dados.

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5.1. Robert Reiss: Descreva o BIGtoken, criação exclusiva da empresa SRAX.

Chris Miglino: O BIGtoken, desenvolvido pela SRAX, é uma plataforma, um sistema de gerenciamento e distribuição de dados do consumidor. Com mais de 15 milhões de usuários ativos em todo o mundo, até o momento, contribuiu para criar o primeiro mercado de dados gerenciado por consumidores, onde eles podem possuir e ganhar dinheiro real com seus dados. Por meio de uma plataforma blockchain transparente e sistemas de recompensa ao consumidor, ele oferece aos usuários a possibilidade de escolha, transparência e compensação real por seus dados. O BIGtoken permite que os consumidores insiram suas informações de maneira fácil, possibilitando a eles o controle total sobre seus dados pessoais. Os consumidores controlam o acesso a suas informações com a oportunidade de ganhar dinheiro e recompensas quando seus dados são compartilhados e cada vez que são comprados pelas agências de publicidade por meio de transações seguras e transparentes. O BIGtoken também fornece aos anunciantes e empresas de mídia, o acesso a dados dos consumidores para alcançar e atender melhor o público.

5.2. Reiss: Por que o BIGtoken mudará o futuro da propriedade de dados?

Chris Miglino: Simplesmente, porque estamos colocando o controle da propriedade de dados nas mãos dos consumidores. Chegará um dia, num futuro próximo, em que a ideia de que as pessoas não possuem seus próprios dados, será um conceito estranho e ultrapassado. Assim, as pessoas se perguntarão por que não aproveitaram, antes, a oportunidade de controlar e gerenciar suas informações pessoais. Devido ao BIGtoken e à rapidez com que as pessoas em todo o mundo estão gravitando em torno dele e assumindo a propriedade de sua identidade digital, possuir dados se tornará comum, pois todos possuirão suas informações e poderão se beneficiar de seu valor. 

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5.3. Reiss: Fale sobre como sua ideia surgiu e que conselho você dá para outros empreendedores com ideias inovadoras.

Miglino: A ideia para o BIGtoken surgiu através da nossa matriz, a SRAX, no ramo de dados nos últimos dez anos. Nesse período, compramos de terceiros, muitas informações de consumidores e percebemos que neste processo eles não tinham a menor chance de serem compensados ​​por isso. Os consumidores nunca entenderam o valor de seus dados, o que sempre acabou os prejudicando. Observamos, então, que havia uma grande oportunidade no mercado que iria virar a indústria de cabeça para baixo. Na verdade, nós reinventamos o uso de dados, dando ao consumidor o direito de usá-los livremente.

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A SRAX está comprometida em garantir que o consumidor possua seus dados. Não apenas isso, mas queremos garantir que os dados compartilhados pelos consumidores sejam precisos e verificados para que os profissionais de marketing possam alocar corretamente seus orçamentos de campanha. Muitos dados de agregadores não são precisos porque eles adivinham, com base em algoritmos, ações e informações não verificadas. Nossa plataforma oferece um nível mais profundo de entendimento do consumidor e uma visão mais completa do conjunto de dados. Além disso, os consumidores não estão apenas atualizando as informações existentes, mas também concedendo aos profissionais de marketing o direito de comercializá-las.

Como a SRAX desenvolveu uma solução que está revolucionando o setor de dados, o conselho que eu daria a outros empreendedores que estão trabalhando em suas próprias inovações é que, por mais distante que pareça a ideia, não desista e acredite na sua capacidade de mudar a maneira como as coisas são feitas tradicionalmente. Lembre-se de que você está criando um mercado totalmente novo e abrindo uma avenida para fazer negócios.

6. USUÁRIOS DO FACEBOOK E O BIGTOKEN

“Em todo o mundo, existem mais de 2,38 bilhões de usuários ativos mensais no Facebook e, pela primeira vez, o BIGtoken está dando a esses usuários a oportunidade de ganhar com os dados que criaram”, disse Kristoffer Nelson. “A empresa SRAX está permitindo que esses usuários aproveitem seus dados do Facebook para seu próprio benefício. Ao cooperar com os consumidores no uso de seus dados, profissionais de marketing e compradores de mídia poderão visualizar uma imagem mais precisa do consumidor e se beneficiar de um conjunto de informações de alta qualidade.

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Atualmente, mais de 50% dos gastos com anúncios em mídia são desperdiçados, em decorrência de dados incorretos. O SRAX beneficiará os profissionais de marketing, ajudando-os a alocar orçamentos com precisão, além de recompensar os consumidores pelo compartilhamento de dados verificados e pelo controle deles “.

7. CONCLUSÃO

Os dados do consumidor são literalmente a espinha dorsal do marketing moderno, mas a maioria das pessoas não tem ideia de que essas informações são uma mercadoria valiosa, que  gera bilhões de dólares. Infelizmente, a menos que a pessoa esteja vivendo no deserto e completamente fora da rede há mais de uma década, seus dados pessoais estarão disponíveis para venda, sem seu consentimento. Geralmente, o consumidor tem  vários aplicativos que estão acompanhando seus movimentos do dia a dia, e colhendo seus dados de compra, sem lhes fornecer qualquer recompensa. É o caso das operadoras de cartão de crédito que colhem os dados dos usuários, para depois vendê-los aos profissionais de marketing. Com esses dados em mãos, os profissionais de marketing  enviarão para os consumidores, através do computador e dispositivos móveis,  banners com mensagens muito mais personalizadas sobre produtos e serviços. Diante dessa realidade, surge a plataforma “BIGtoken”, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados, incluindo a posse, a verificação e a venda aos profissionais de marketing, mediante recompensa financeira. Com o BIGtoken, toda a aquisição de dados é segura e transparente, com os consumidores totalmente cientes de como eles serão usados e quem terão acesso a eles. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A REVOLUÇÃO DE PAGAMENTOS DIGITAIS DA CHINA E O PROJETO LIBRA DO FACEBOOK

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Facebook divulgou um plano para desenvolver uma moeda digital global chamada Libra. O Facebook diz que a respectiva moeda reduzirá os custos de transações financeiras para empresas e consumidores e ampliará a inclusão financeira. Segundo a empresa, a Libra permitirá que mais pequenas empresas comprem publicidade em suas plataformas sociais, alcançando assim mais clientes em potencial. Portanto, a Libra também poderia impulsionar o principal negócio de publicidade do Facebook, pois criaria mais anunciantes em potencial.

Desde que o Facebook anunciou seu novo projeto de moeda digital “Libra”, ele vem enfrentando uma forte reação dos reguladores globais e dos setores financeiros. A Libra, projetada como um sistema de pagamento global associado, tem a ambição de tornar as transações monetárias tão convenientes quanto as mensagens para bilhões de pessoas em todo o mundo.

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A Libra está se juntando a uma revolução global de pagamentos online liderada pela China, onde quase metade dos pagamentos digitais do mundo são feitos. Na China, você pode realmente sair de casa apenas com o telefone. Os códigos QR conquistaram as lojas, restaurantes e transporte público da China para pagamentos instantâneos. Naquele país, usar dinheiro e cartões de crédito é obsoleto. Plataformas de pagamento móveis, como Alipay, da Alibaba, e WeChat Pay, apoiado pela Tencent, geraram 81 trilhões de yuans em transações (US $ 12,8 trilhões) no ano passado.

1 – O MERCADO DE PAGAMENTO DIGITAL NA CHINA

“A China é provavelmente o único lugar do mundo em que o pagamento digital já foi alcançado em grande escala”, disse Shiv Putcha, analista principal da empresa de pesquisa em tecnologia Mandala Insights, em Mumbai.

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Embora Libra ainda esteja lutando para obter a aprovação do governo, muitas de suas aspirações já foram realizadas por empresas na China – e alguns dos impactos preocupantes foram alertados pelos legisladores.

Na cidade de Nantong, leste da China, Liangliang Huang, 31, não carrega mais dinheiro ou cartão de crédito quando sai. Desde encomendar refeições, comprar café Starbucks até comprar mantimentos nos mercados, ela paga simplesmente digitalizando um código QR. Viver sem dinheiro tornou-se predominante nas cidades chinesas, e não é um privilégio pouco frequente para os jovens, disse Huang. “Meus pais, com mais de 50 anos, também vivem suas vidas com Alipay e WeChat Pay. É muito mais fácil do que usar dinheiro ou cartões “.

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Para os comerciantes, o mais atraente no pagamento digital é o baixo custo. Os bancos chineses cobram taxas de furto de cartão de crédito de 0,5% a 0,6% de cada transação. Por outro lado, a taxa de carteiras móveis é tão baixa quanto 0,1% e, às vezes, até mesmo de sensação. Os comerciantes também ganham com caixas rápidas, configuração fácil e baixo risco de receber moeda falsa.

Os beneficiários não são apenas aqueles que vivem nas grandes cidades. Os moradores das vastas áreas menos desenvolvidas do país também participam. Uma recente pesquisa conjunta das universidades Fudan, Nanjing e Renmin constatou que a maioria das micro e pequenas empresas nas cidades de quarto e quinto níveis da China, depende principalmente de aplicativos digitais para transações diárias. O dinheiro contribuiu para menos de 10% dos pagamentos das empresas pesquisadas, muitos dos quais não podem pagar por um leitor de cartão.

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“Permite um grande nível de inclusão financeira”, disse Aaron Klein, da Brookings Institution. “Você não precisa de uma conta bancária para fazer parte do sistema.” Na China, até os mendigos estão substituindo seus copos de lata por códigos QR para obter doações.

A China agora é amplamente irreconhecível em comparação com a China de 30 anos atrás. Como um membro regular do planeta, você provavelmente pensará que coisas como a Internet e os sistemas de pagamento são um pouco diferentes por lá. E você estaria certo. A China ultrapassou em muito a maioria dos países em termos de como os consumidores lidam com a troca de dinheiro.

2 – QUAIS PAGAMENTOS SÃO USADOS NA CHINA?

Para consumidores ou qualquer pessoa que faça negócios na China, é necessário ter um sistema de pagamento on-line ou móvel. Enquanto o Apple Pay é usado em algumas pequenas áreas do mercado chinês, as carteiras móveis das gigantes chinesas Tencent (WeChat Pay) e Alibaba (Alipay) são onde os negócios reais são realizados.

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Aproximadamente 87 milhões de pessoas em todo o mundo usaram o aplicativo Apple Pay em 2017. “Isso é muita gente”, você pode pensar! Mas é um número pequeno comparado aos estimados 400 milhões de usuários da Alipay, ou, de fato, aos impressionantes 600 milhões de usuários do WeChat Pay que fazem esses pagamentos diariamente.

Se você é uma empresa que vende por meio de um site, loja ou aplicativo, se deseja fazer transações com consumidores chineses, precisa entender o mundo do comércio eletrônico na China continental. Por várias razões, a infraestrutura e a demanda por cartões de crédito nunca existiram realmente na RPC. A China era basicamente uma sociedade baseada em dinheiro e com um sistema bancário subdesenvolvido. Então, começou a fabricar telefones celulares baratos em um momento em que os pagamentos baseados em tecnologia estavam decolando – portanto, os cartões de crédito foram amplamente ignorados e substituídos pelos pagamentos móveis.

A criação e adoção de pagamentos móveis que vemos hoje na China surgiram de uma necessidade, mas a adoção em massa surgiu da criação de experiências suaves e sem atritos para o usuário, que mudaram completamente o jogo – algo que ainda não aconteceu no Ocidente. .

3 – CONHECENDO OS PROVEDORES DE PAGAMENTO DA CHINA

Em 2018, mais de 85% das compras feitas na China foram em plataformas de pagamento móvel. Na verdade, existem apenas algumas plataformas móveis para pagamento na China. O WeChat Pay e a Alipay dominam o mercado com sua participação de 92% de pagamentos móveis.

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Por exemplo, as pessoas que vendem maçãs isoladas nas ruas das cidades da China têm códigos QR do WeChat Pay que você pode digitalizar para enviar dinheiro em um instante. Da mesma forma acontece com as compras online, compras em lojas físicas, restaurantes, bares, etc.

3.1 – PAGAMENTOS ALIPAY NA CHINA. O QUE É ISSO?

Alipay é uma plataforma de pagamento online e móvel de terceiros do Alibaba Group. Em 2013, o Alipay ultrapassou o PayPal para se tornar a maior plataforma de pagamento móvel do mundo (o que significa que processou o maior volume de pagamentos).

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A incrível participação de mercado da Alipay em pagamentos online e móveis se resume às plataformas de comércio eletrônico amplamente usadas pela empresa fundadora (Alibaba), Taobao e Tmall. Enquanto a Alipay ainda detém a maior parte do mercado de pagamentos móveis da China (cerca de 53%), o WeChat Pay está alcançando e ganhando ano a ano.

3.1.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Alipay é um aplicativo independente, disponível em smartphones e desktops. Ele está conectado a mais de 50 instituições financeiras, o que significa que os usuários podem conectar os cartões Mastercard ou Visa para realizar determinadas transações. Para o uso completo de todas as funções, os consumidores precisam conectar um cartão de crédito ou débito chinês. Uma vez cadastrado em uma conta, os consumidores podem pagar online, nas lojas, transferir dinheiro, pagar contas, pedir um táxi e muito mais.

3.1.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

As empresas podem se registrar na Alipay e configurar pagamentos online transfronteiriços ou pagamentos na loja. Os clientes podem fazer compras em um site por meio da conta #alipay em RMB chinês e o pagamento será liquidado na conta do comerciante na moeda escolhida. Não apenas é necessário vincular sites estrangeiros à Alipay para entrar no mercado chinês de comércio eletrônico, se os comerciantes tiverem uma loja física fora da #china com acesso aos pagamentos da Alipay, eles também poderão atrair vendas de muitos outros turistas chineses.

3.2 – PAGAMENTOS WECHAT. O QUE É ISSO?

Apelidado de “super app” e nomeado “um dos aplicativos móveis mais poderosos do mundo” pela Forbes, o WeChat é de longe o aplicativo polivalente mais utilizado na China.

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Com um número estimado de 900 milhões de usuários diários e mais de 800 milhões de usuários estimados de carteira, o #weChat tem uma forte compreensão do mercado chinês. Ele permite que os usuários enviem mensagens, façam chamadas de voz ou vídeo, joguem, enviem ou recebam pagamentos, paguem contas, dividam contas, paguem na loja ou online e muito mais. No entanto, o WeChat agora faz parceria com jd.com e outros aplicativos para permitir que os usuários acessem as plataformas de compras com apenas alguns cliques.

3.2.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Os consumidores vinculam seus cartões bancários à carteira dentro do aplicativo WeChat. Para isso, eles devem ter uma conta bancária chinesa vinculada ao seu número de celular chinês para adicionar um cartão de débito ou crédito à sua carteira WeChat. Depois de vinculados, os #consumidores individuais usam a carteira como cartão de débito para pagamentos diretos. Eles também podem “transferir” dinheiro de sua conta bancária para criar um saldo na carteira.

3.2.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

O WeChat oferece às empresas a chance de criar miniprogramas. Essas lojas são efetivamente ativadas no aplicativo para os consumidores comprarem produtos. Para fornecedores online, o WeChat oferece às empresas a capacidade de aceitar o WeChat Pay, mas apenas na China continental, Hong Kong e África do Sul. Da mesma forma que na Alipay, os consumidores podem pagar em RMB chinês e o valor é então liquidado na conta do fornecedor em uma moeda de sua escolha.

3.3 – PAGAMENTOS UNIONPAY NA CHINA. O QUE É ISSO?

O UnionPay é o Mastercard, Visa e American Express da China. Todos eles reunidos em um. É a única rede interbancária na China, ligando todos os caixas eletrônicos do país para qualquer banco.

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Se você emitiu um cartão de débito ou crédito na China, ele será vinculado ao UnionPay. É a maior rede de cartões do mundo, com 7 bilhões de cartões emitidos até o momento. O UnionPay também oferece pagamentos online e móveis.

3.3.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Os consumidores com contas bancárias na China receberão um cartão bancário emitido pela UnionPay. Este cartão pode ser usado em lojas, online, em caixas eletrônicos e através de um recurso sem contato, conhecido como QuickPass. Os cartões #UnionPay estão sendo aceitos em mais e mais países ao redor do mundo, permitindo que consumidores usem seus cartões de débito ou crédito enquanto viajam para o exterior.

3.3.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

Ao aceitar o UnionPay em um site, aplicativo ou loja, os fornecedores podem ter acesso a praticamente todos os consumidores chineses com cartão de crédito ou débito.

4 – OUTROS SISTEMAS DE PAGAMENTO NA CHINA

Embora Alipay, WeChat Pay e UnionPay sejam de longe as formas mais comuns de pagamento na China, existem alguns outros provedores de pagamento que trabalham na China. O Paypal, por exemplo, não é bloqueado na China e, portanto, os fornecedores que aceitam pagamentos pelo PayPal têm acesso ao mercado chinês.

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Outros provedores, como o Baidu e o 99Bill, também atuam como provedores de pagamento de terceiros, mas com uma base de clientes muito menor, sua presença não é vista tanto na China.

5 – COMO POSSO INTEGRAR PAGAMENTOS CHINESES?

Pouquíssimos consumidores chineses podem usar o #paypal ou cartões de crédito internacionais; portanto, é essencial ter uma das opções de pagamento chinesas quem quiser entrar no mercado chinês. Simplificando, a China opera seu próprio ecossistema de pagamentos: quem deseja vender ao povo chinês, deve fazê-lo em um sistema que eles já usam.

Para facilitar a integração com empresas não chinesas, começaram a oferecer naquele mercado “gateways de pagamento de terceiros” para as diferentes plataformas. A NihaoPay, por exemplo, é uma adquirente global da UnionPay, WeChat Pay e Alipay. Ao adicionar o NihaoPay (ou gateways semelhantes) ao processo de checkout em sites de comércio eletrônico, possibilitaram as empresas a aceitarem pagamentos do vasto mercado consumidor chinês.

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Os modelos de Woocommerce da Eggplant Digital se integram a todos esses gateways, oferecendo às empresas uma passagem fácil e simplificada para a venda na China, usando um site WordPress.

6 – A LIBRA DO FACEBOOK. SISTEMA BANCÁRIO DA CHINA EM ALERTA

Para a Libra do Facebook, as vantagens mostradas acima podem até ser ampliadas para consumidores internacionais. “Imagine que alguém na Índia ou Bangladesh esteja trabalhando no Reino Unido e enviando dinheiro para casa”, disse Putcha. Em teoria, os usuários de Libra podem fazer transferências internacionais em tempo real, quase sem taxas – o custo médio global atual do envio de uma remessa de US $ 200 é de US $ 14, segundo o Banco Mundial. “Isso gera uma visão muito atraente para as pessoas”, disse Putcha.

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Mas também existem lados opostos. O sistema bancário da China sofreu impactos esmagadores e perdeu grande parte da receita para o novo ecossistema, de acordo com Klein. “A Alipay e o WeChat Pay assumiram grandes posições no domínio de pagamentos digitais no varejo, que historicamente tem sido um forte produtor de receita para os bancos.”

Jianning Zhang, gerente sênior de uma agência bancária estatal em Zhongshan, província de Guangdong, ecoou o comunicado. Desde que o pagamento digital foi adotado na cidade em 2015, seu banco perdeu “cerca de metade da receita do cartão de crédito”, o que anteriormente contribuía com um oitavo da receita total. A receita de juros de empréstimos de pequena escala também foi afetada, pois mais pessoas estão recorrendo aos pequenos empréstimos disponíveis nos aplicativos de pagamento com apenas um clique.

O pior é que os bancos estão perdendo o controle de seus clientes, pois os dados do consumidor vão diretamente para o sistema da Alipay e do WeChat Pay, não para o banco de dados dos bancos. “Quando os consumidores passam o dedo em nossos cartões de crédito, obtemos informações sobre onde e que transação eles fizeram. Com as técnicas de análise de dados, podemos combiná-las com serviços financeiros direcionados para criar novas receitas ”, afirmou Zhang.

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Em nível nacional, a perda pode ter um efeito cascata mais amplo na economia do condado, como Putcha apontou: À medida que mais depósitos e receitas são engolidos pelas plataformas de pagamento online, os bancos e o Banco Central ficam com pouco financiamento para investir em projetos e empréstimos a indústrias. O sistema Libra apresenta riscos ainda maiores para os bancos, pois, diferentemente do Alipay e do WeChat Pay, que ainda estão vinculados às contas bancárias das pessoas, ele é projetado como uma alternativa ao sistema bancário existente e às moedas locais.

Novas forças de mercado aceleraram a reforma dos serviços bancários chineses, disse Zhang. Novas mudanças estão ocorrendo nos principais bancos estatais, como a adoção de tecnologia de inteligência artificial e a melhoria da qualidade do serviço, de acordo com Zhang. “Nós nos esforçamos para fornecer serviços personalizados para reconquistar nossos clientes.”

Embora Libra tenha o potencial de abalar o sistema financeiro mundial e remodelar bilhões de hábitos de pagamento das pessoas, os impactos levariam anos para vir. Ao contrário de muitos avanços da tecnologia financeira chinesa, que prosperaram sob as luzes verdes da política das autoridades, o projeto global tem que superar enormes obstáculos regulatórios e obstáculos já estabelecidos em vários países, disse Putcha.

7 – PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

A Libra será administrada por uma organização sem fins lucrativos, a Libra Association, cujos membros supervisionarão a moeda. O Facebook contratou 27 empresas e organizações para o órgão e nenhuma delas está sediada na China continental. O próprio Banco Central da China tem ponderado e explorado a possibilidade de ter uma moeda digital soberana desde 2014, mas parece estar se arrastando para realmente trazê-la à realidade.

Gu espera que a Associação Libra comece a envolver mais participantes internacionais no futuro. “As empresas líderes em áreas e setores relacionados serão recrutadas ativamente”, disse Gu em um post no blog.

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No mercado de língua chinesa e renminbi, o WeChat Pay e a Alipay são os principais provedores de pagamento e é natural que eles sejam altamente procurados pela Libra Association, disse Gu. “No entanto, acho que as chances de o governo permitir que eles participem são reduzidas”, acrescentou.

É muito improvável que as entidades chinesas possam atuar como nós validadores de Libra, disse à TechNode Tian Chuan, consultor comunitário da empresa pública de tecnologia de blockchain Ultrain, sediada em Hangzhou. Os novos regulamentos para provedores de serviços de blockchain deixaram claro que tudo precisa ser registrado e aprovado antes de entrar na cadeia, acrescentou.

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As empresas chinesas ainda podiam encontrar maneiras de participar do projeto Libra, mas de forma limitada. “As universidades podem ter permissão para hospedar um nó para fins de pesquisa, desde que não ofereçam o serviço às massas”, acrescentou. As empresas e os investimentos chineses provavelmente poderão se envolver por meio de entidades registradas no exterior em lugares como Cingapura ou Ilhas Cayman, por exemplo.

De acordo com o cenário mais otimista de Tian, Libra teria sucesso em alguns países a princípio, tendo obtido aprovação dos reguladores dos EUA e acumulado bilhões de usuários consumidores. Em seguida, a Libra poderá lançar uma versão censurada em conjunto com o Banco Central chinês, com rigorosos requisitos de proteção aos consumidores.

8 – CONCLUSÃO

O Facebook, a plataforma de rede social mais popular do mundo, já anunciou um novo projeto para lançar uma criptomoeda chamada Libra. Este anúncio chamou a atenção de todo o mundo, inclusive na China, onde os pagamentos digitais baseados em dispositivos móveis se tornaram onipresentes graças ao aumento do WeChat Pay da Tencent e do braço de pagamentos da Alibaba, Alipay; onde as regulamentações permanecem rígidas nas atividades de criptomoeda no país e os produtos do Facebook são praticamente proibidos.

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No entanto, alguns observadores da indústria acreditam que a Libra, se lançada com sucesso, pode escalar as mesmas alturas de pagamento digital desfrutadas pelos gigantes da tecnologia chineses sem competir diretamente com eles. Outros acreditam que a Libra poderia desencadear uma guerra cambial que prejudicaria a internacionalização do yuan chinês.

A capacidade do Facebook de realmente lançar a Libra tem sido um grande ponto de discórdia, pois vários reguladores nacionais já manifestaram suas preocupações no momento. De qualquer forma, a possibilidade de trazer essa criptomoeda para as massas, via Facebook, gerou uma quantidade considerável de entusiasmo na China, com figuras importantes da tecnologia tendo a palavra e fazendo comparações com o WeChat Pay. Na verdade, só o tempo irá mostrar as consequências dessa disputa mundial. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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AS REDES SOCIAIS SE TORNARAM OS PRINCIPAIS CANAIS DE FRAUDES ONLINE

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Bilhões de consumidores em todo o mundo estão ativos nas Redes Sociais. É um fenômeno moderno que revolucionou a maneira como os consumidores buscam informações, comunicam uns com os outros e interagem nos negócios, ao mesmo tempo que abre uma variedade de oportunidades para criminosos cometerem fraudes, usando táticas que ocasionam danos significativos em termos de perda financeira, emocional, bem-estar e degradação da confiança.
Dessa forma, ações urgentes são necessárias para proteger os consumidores e minimizar os prejuízos. Uma dessas ações foi um estudo pioneiro implantado em nove países em dois anos consecutivos, visando identificar boas práticas para resolver os problemas e recomendar soluções, cujo relatório sinalizou uma presença maciça de golpistas nas Redes Sociais, se apresentando como marcas autênticas, autoridades ou amigos para enganar as vítimas. A seguir será transcrito um resumo detalhado do referido relatório.

1. POR QUE AS REDES SOCIAIS?

As Redes Sociais são plataformas ideais para os fraudadores. Três bilhões de pessoas, que equivale a 40% da população global, estão ativas no Facebook, Twitter, WhatsApp e  Instagram, com um milhão de novos usuários estimado a cada dia.

Essa popularidade, combinada com a natureza aberta das plataformas de Rede Social, torna fácil para os criminosos alcançarem uma grande quantidade de pessoas, dando a eles acesso rápido a dados pessoais que serão usados ​​para direcionar grupos demográficos e personalizar ações mais convincentes. Por exemplo, usando o nome verdadeiro de uma pessoa, fazendo referência à sua cidade natal, às férias recentes, a hobbies e amigos.

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WhatsApp e Facebook são as plataformas através das quais as fraudes mais se propagam, seguido pelo Instagram e Twitter.

As Redes Sociais oferecem aos fraudadores a capacidade de ocultar suas verdadeiras identidades e motivos por trás do anonimato de perfis e contas falsas, que eles usam para enganar os consumidores.

São fraudes difíceis de serem identificadas, pois parecem vir de fontes confiáveis, como família, amigos, seguidores virtuais, membros de comunidades online ou marcas conhecidas, que se espalham com uma velocidade alarmante nas Redes Sociais para uma ampla gama de públicos.

2. FRAUDES MAIS COMUNS NAS REDES SOCIAIS

O objetivo principal dessas fraudes é induzir as pessoas a revelarem seus dados pessoais, como  endereços de email, senhas e datas de nascimento para facilitar o roubo de ID (conhecido como “phishing”), que serão usados para ganho financeiro. Os golpistas usam técnicas cada vez mais sofisticadas para atingir os consumidores, assim, qualquer pessoa pode se tornar uma vítima. É comum eles terem grupos demográficos específicos como alvo, se acharem que terão mais êxito em suas ações. Daí não serem verificadas tantas diferenças no número de vítimas, em termos de idade ou gênero.

Existem três categorias de fraudes. São elas:

• Fraude no comércio eletrônico – Os fraudadores afirmam serem genuínos vendedores online, em sites como o Facebook Marketplace, induzindo os consumidores a pagarem por produtos falsificados ou de baixa qualidade. Em alguns casos, os produtos comprados, simplesmente, nunca chegam.
• Fraude no investimento – Os fraudadores anunciam verdadeiras oportunidades de investimento, às vezes usando notícias e anúncios que parecem ser de fontes genuínas. Consumidores que são tentados a investir, perdem parte ou todo o seu dinheiro.
• Fraude do impostor – Os fraudadores se apresentam como autênticos amigos ou familiares, para obterem a confiança do consumidor, para depois pedirem que ele compre bens, envie dinheiro ou clique em links que baixam malware para o computador.

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Dentro dessas três categorias acima descritas, se enquadram os seguintes tipos de fraudes:

CATFISH: Os fraudadores criam perfis falsos para fazer contato com indivíduos e atrair eles para um relacionamento online. Eles levam tempo para construir essa confiança e depois pedem a eles que enviem dinheiro ou compartilhem seus dados pessoais;

CRYPTOCURRENCY: Anúncios, notícias ou mensagens falsas buscam induzir os consumidores a investirem em criptomoeda, como bitcoin. Como resultado, eles acabam perdendo seus investimentos ou seus dados pessoais ou ambos;

CLICKBAIT SCAM: Postagens nas Redes Sociais com emocionantes notícias sobre celebridades, incentivam os consumidores a clicarem em links ou URLs ocultos. Isso leva a um site externo que baixa malware no computador da vítima.

CASH GRABS: O fraudador invade a conta de Rede Social de alguém e envia mensagens para seus amigos, alegando estar precisando desesperadamente de ajuda e pedindo que enviem dinheiro. Por exemplo, informa aos amigos da vítima que se encontra em viagem de férias, que teve sua carteira roubada e que precisa urgentemente de dinheiro para chegar em casa. Este é um dos tipos mais comuns de fraude.

FAKE COMPETITIONS OR GIVEAWAYS: Fraudadores apresentam negócios, geralmente no Facebook, pedindo aos usuários que “curtam e compartilhem” postagens ou cliquem em links para ganhar prêmios inexistentes. Geralmente, clicar nesses links pode baixar malware.

MEMBERSHIP SCAMS: O consumidor é convidado a participar de um grupo falso ou página de fãs, sendo necessário para compartilhar detalhes pessoais, que envie mensagens de texto premium ou que pague para se tornar um associado.

QUIZ SCAMS: O consumidor vê um “teste divertido”, aparentemente inocente no feed de um amigo, onde lhe é solicitado a inserir certos dados pessoais, como o nome de solteira da mãe, mês do seu aniversário e nome do primeiro animal de estimação, que são geralmente usados em perguntas de segurança da conta.

SUBSCRIPTION TRAPS: Os consumidores são induzidos a se inscreverem numa página para adquirir produtos ou serviços que eles nunca recebem. Débitos são feitos em sua conta ou são direcionados a demandas de pagamento.

3. AÇÕES EFICAZES CONTRA FRAUDES NAS REDES SOCIAIS

À medida que cresce o uso da internet, também cresce a quantidade de fraudes online nas Redes Sociais. Plataformas como Facebook e Instagram se tornaram os principais canais utilizados pelos golpistas. Hoje, o cybercrime é o maior motivo de preocupação para 81% dos usuários da Internet no mundo.

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Desde então várias medidas estão sendo aplicadas com a finalidade de impedir as ações de golpistas e  minimizar os prejuízos dos consumidores. Neste tópico iremos destacar algumas dessas medidas.

3.1. COMPARTILHAMENTO DE ALERTAS E ORIENTAÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Como os consumidores passam a maior parte do seu tempo, fazendo uso das Redes Sociais, eles estão buscando interagir entre si para compartilhar informações sobre suspeitas de fraudes, alertas, orientações e histórias sobre vítimas, em vez de buscar informações em sites oficiais de órgãos de segurança. Estes órgãos, por sua vez, pouco se envolvem nas Redes Sociais para se comunicar com  os consumidores, alertá-los, por exemplo, sobre fraudes emergentes.

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Muito diferente ocorre na Espanha, onde a Polícia Nacional estabeleceu as Redes Sociais como um meio de contato confiável para aqueles consumidores que procuram aconselhamento sobre como evitar fraudes ou desejam relatar incidentes. Com isso, eles se envolvem com sucesso com os consumidores no Twitter, publicando avisos bem-humorados e alegres para aumentar a conscientização e incentivar usuários de Redes Sociais para interagirem diretamente com eles.

Este é um modelo que pode ser adotado pelas autoridades em outros países como forma de construir confiança entre os órgão de defesa e os consumidores,  ajudando a reduzir o estigma social associado à vítima de uma farsa.

O setor privado também pode ter um papel fundamental na educação e orientação dos consumidores através das Redes Sociais. Os prestadores de serviços financeiros, por exemplo, podem através delas, oferecer oportuna e relevantes informações e alertas regulares aos clientes sobre o risco de fraudes. É o caso das instituições bancárias, que podem ir além de simples avisos e incluir conteúdo interativo para envolver os consumidores, como faz o Banco NatWest, realizando pesquisas no Twitter, perguntando aos seguidores se certas mensagens são seguras ou são fraudes.

3.2. RELATÓRIOS OFICIAIS

Especialistas estimam que os casos de fraudes trazidos a público são apenas a ponta de um iceberg, já que grande parte das vítimas não fazem registro dos fatos nos órgão oficiais, devido a  vários fatores, incluindo constrangimento, apatia e incerteza sobre onde denunciar fraudes ou procurar reparação. São pouquíssimas, mas já existem agências que coletam dados sobre fraudes em diferentes setores, para emissão de relatórios oficiais que servirão de base de pesquisas para implantação de medidas mais eficazes de combate aos golpistas.

Informação detalhada sobre a escala e a natureza das fraudes online é crucial para fundamentar estratégias para ações preventivas e corretivas.

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Quando se trata de fraude em nível global ou transfronteiriço, os relatórios de fraude ainda são fragmentados, inconsistentes e não confiáveis. Assim, necessário que as seguintes melhorias sejam feitas:

• Os consumidores precisam entender que qualquer um pode ser vítima de fraudes online e que trazer a público os fatos, pode rapidamente beneficiar outras pessoas. Para facilitar isso, vítimas precisam de informações claras e oportunas sobre onde denunciar essas fraudes e a quem enviar as reclamações. As plataformas de Redes Sociais devem facilitar aos consumidores a possibilidade de sinalizar fraudes e outros conteúdos prejudiciais. Como exemplo, podemos citar as operações do Facebook no Reino Unido que estão desenvolvendo uma nova ferramenta de relatório de “anúncios fraudulentos” como parte de uma ação legal;

• Sistemas abrangentes de coleta de dados precisam ser instalados para gravar e analisar todos os incidentes online de fraude, incluindo seus canais de origem. Um único ponto de coleta de dados por fraude em cada país seria o ideal. Para facilitar o compartilhamento dessas informações, entre agências nacionais e globais, as classificação de dados devem ser consistentes;

• Se os consumidores puderem ver evidências de que esses relatórios levam a ações positivas, sob a forma de aplicação e reparação, isso ajudará a criar confiança no sistema. Daí a importância de mais publicidade e orientações nas Redes Sociais.

3.3. FERRAMENTA QUE DETECTA CONTEÚDO NOCIVO

A identificação rápida de informações fraudulentas, ofensivas ou prejudiciais é essencial para proteger os usuários de Redes Sociais. Para eficácia desse procedimento, importante seria que as autoridades impusessem a obrigatoriedade de verificar a legitimidade de pessoas físicas e jurídicas, antes deles  criarem uma conta, anunciar ou publicar nas Redes Sociais.

Também o ideal seria que as próprias plataformas de Redes Sociais fossem mais proativas no uso de ferramentas digitais para detectar sites e anúncios fraudulentos. Isso é possível, se tomarmos como exemplo a ScamAdviser.com, desenvolvido pelo Ecommerce Foundation.

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Trata-se de uma ferramenta gratuita disponibilizada para os consumidores verificarem a legitimidade de um site. Quando um consumidor entra num endereço online, os algoritmos verificam 40 fatores como o endereço IP, análises de sites, segurança e reputação de spam para gerar um relatório geral de confiança. Atualmente, a ScamAdviser.com tem mais de 55 milhões de sites em seu banco de dados e 2,5 milhões de usuários únicos por mês.

Infelizmente, esse tipo de procedimento, que pode ser implantado nas plataformas de Rede Social, cria um potencial conflito de interesses quando se trata de autopoliciamento eficaz. Assim, reguladores independentes poderiam exercer melhor essa função.

Para encerrar este tópico, não poderíamos deixar de citar o Trustworthy Accountability Group (tag), que apesar de estar fora das Redes Sociais, ajuda o consumidor em caso de consulta.

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Trata-se de um programa de autorregulação entre indústrias para combater crimes digitais. As plataformas de Redes Sociais podem verificar o Trustworthy Accountability Group (tag) para garantir que as empresas foram autenticadas, que o conteúdo hospedado não é fraudulento. Vem crescendo o número de empresas que se inscrevem voluntariamente neste serviço, o que aumenta a viabilidade do sistema como uma solução.

3.4. LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA

A responsabilidade pelo monitoramento de fraudes nas Redes Sociais e aplicação das medidas de segurança podem ser compartilhadas entre a polícia, órgãos de defesa do consumidor, órgãos do governo e plataformas de Redes. No entanto, quando as ações criminosas são transfronteiriças e inexiste legislação de proteção para coibi-las, a localização dos responsáveis é dificultada.

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Sem acordos de proteção bilaterais entre países, as autoridades nacionais de defesa do consumidor ficam limitadas na sua capacidade de investigar fraudes transfronteiriças, tornando difícil, cara e demorada a comprovação da responsabilidade.

3.5. RESPONSABILIDADE DAS PLATAFORMAS

Há um intenso debate internacional sobre quem é responsável pelos conteúdos nas Redes Sociais e quais ações devem ser tomadas para combater os fraudulentos. As plataformas de Redes Sociais costumam reivindicar que elas são apenas intermediárias em um ambiente digital criado por seus usuários, e que não têm qualquer responsabilidade pelos conteúdos ali publicados e compartilhados. No entanto, há uma pressão crescente sobre essas plataformas para que assumam a responsabilidade pelo conteúdo fraudulento, ilegal ou prejudicial.

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No Brasil, a Constituição defende o direito à liberdade de expressão, que afeta sua abordagem legislativa sobre esse assunto. Também, o fato dos termos e condições das plataformas serem raramente adaptados a outras regiões nas quais as empresas operam, geram implicações de longo alcance para proteção transfronteiriça dos consumidores.

Na União Europeia (UE), por exemplo, a legislação de proteção do consumidor é particularmente bem desenvolvida.  As suas leis, relativas às práticas comerciais desleais, à transparência de informações e regras de venda à distância, são aplicadas a casos de fraudes nas Redes Sociais.

Nos últimos anos, foram feitos esforços para alinhar os termos de serviço das empresas com as regras de defesa do consumidor da União Europeia (UE), após essas plataformas estarem operando com o direito de excluir a sua responsabilidade por negligência e alterar seus termos e condições, sem aviso prévio.

Em 2016, a comissão de proteção do consumidor da União Europeia (UE) chegou a um acordo com plataformas de Redes Sociais, incluindo Facebook, Google e Twitter para estabelecer um “Procedimento de Aviso e Ação”, que permite às autoridades europeias de defesa do consumidor denunciar e solicitar a remoção de conteúdo ilegal, incluindo fraudes. A Comissão também desenvolveu orientação para essas plataformas  sobre como elas deve lidar com a detecção, notificação e remoção de conteúdo ilegal. A eficácia desses novos procedimentos ainda estão sendo avaliados.

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Também foi estabelecida a obrigação das plataformas de retirarem conteúdo ofensivo, relacionado a atividade terrorista ou que seja prejudicial para crianças, dentro de um curto espaço de tempo. Por exemplo, na Alemanha, a legislação permite que as plataformas de Redes Sociais que tenham mais de dois milhões de usuários, sejam multadas em € 50 milhões, se não excluírem dentro de 24 horas os posts com discurso de ódio.

No Reino Unido o Facebook está criando um projeto, cujo objeto é uma nova “ferramenta de relatório” de anúncios fraudulentos para seus usuários. Essa ferramenta de relatório ajuda os usuários a sinalizar, com facilidade e rapidez, os anúncios que acreditam serem fraudes, que violam as políticas de publicidade do Facebook ou outros padrões. Esse projeto, tem por finalidade:

• Aumentar a educação pública e a conscientização sobre anúncios digitais fraudulentos;
• Desenvolver o trabalho existente com organizações parceiras;
• Fornecer suporte personalizado individual, através de um telefone de apoio e webchat para ajudar as pessoas a identificar fraudes;
• Trabalhar com vítimas de fraudes online, que precisam de ajuda.

3.6. REPARAÇÃO RÁPIDA DO CONSUMIDOR

Atualmente, é praticamente impossível para os consumidores receberem (quando recebem) seu dinheiro de volta, depois de terem sido enganados. Na maioria das vezes, os fraudadores são difíceis de localizar, e isso dificulta o ressarcimento, daí as campanhas para que as plataformas sejam imediatamente responsáveis pelos danos sofridos pelos usuários de Redes Sociais.

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O Centro Canadense de Luta Antifraude lida com reclamações de consumidores sobre sites que vendem falsificações ou bens fraudulentos. Quando um consumidor registra uma reclamação, ele deve fornecer detalhes das mercadorias, endereço do site, data e valor da compra. Se o Centro Anti-Fraude confirma que os produtos não são autênticos, imediatamente transmite as informações para a operadora do cartão de crédito e para o Banco emissor para avaliarem outras suspeitas de cobranças na conta do comerciante varejista, enquanto a operadora do cartão de crédito inicia um estorno ou reembolso ao consumidor. Isso, normalmente, resulta na rescisão do contrato firmado entre a empresa varejista e o Banco, com o cancelamento da conta comercial para impedir que o fraudador não processe mais pagamentos.

4. OUTRAS MEDIDAS

Não há soluções fáceis para combater fraudes nas Redes Sociais. Contudo, existem boas ações praticadas por algumas agências governamentais, autoridades de defesa do consumidor e empresas que, se aplicadas sistematicamente, poderão ajudar a capacitar e proteger os consumidores e aumentar a confiança deles nas plataformas de Redes Sociais. São elas:

4.1. DESENVOLVIMENTO DE REGRAS ESPECÍFICAS DE COMBATE A FRAUDES

A legislação de proteção ao consumidor, consistente e juridicamente vinculativa, contendo regras específicas, é uma ferramenta eficaz para ajudar na investida contra fraudes nas Redes Sociais, permitindo que seja estabelecida uma linha base  de boas práticas,  com definição clara das responsabilidades e dos procedimentos de execução.

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Dada a natureza transfronteiriça das fraudes nas Redes Sociais, como foi explanado acima, é essencial que paralelo à legislação local de proteção ao consumidor, exista a cooperação internacional, firmada através de acordos entre países para trocar informações coletadas por setores de inteligência e processar golpistas que operam além das fronteiras nacionais.

Por exemplo, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio Desenvolvimento (UNCTAD) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão conduzindo iniciativas para melhorar a regulamentação de comércio eletrônico, incluindo o desenvolvimento de diretrizes. A Execução Internacional de Proteção ao Consumidor Network (ICPEN) também promove a cooperação entre agências nacionais de aplicação da lei. Muitos países fizeram propostas para iniciar negociações formais para um acordo internacional de comércio eletrônico, que poderia incluir medidas para promover melhores consumidores e proteção necessária para ajudar a resolver os problemas.

4.2. DEFINIR BOAS PRÁTICAS PARA OS NEGÓCIOS

Empresas varejistas online têm a obrigação de proteger seus clientes contra fraudes nas Redes Sociais, o que também ajudará a melhorar sua reputação e aumentar a confiança do consumidor na sua marca.

Nas Redes Sociais, onde fraudadores personificam marcas para enganar os consumidores, as empresas devem ser rápidas em responder aos alertas de fraude e fornecer garantias e conselhos sobre que medidas tomar.

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Essas empresas, como custodiantes de dinheiro do consumidor, estão em uma posição ideal para aumentar conhecimento das fraudes atuais e minimizar o risco de transações fraudulentas.

No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor ainda ajuda a  minimizar o risco de danos ao consumidor como resultado de fraudes, juntamente com as guias e orientações dos órgãos de defesa do consumidor, que definem boas práticas na entrega de serviços, sistemas e mercadorias online. Essas iniciativas também fornecem maior proteção para os consumidores que foram fraudado nas Redes Sociais, fornecendo meios para obterem o dinheiro de volta.

A Organização Internacional de Padrões (ISO) publica especificações e diretrizes para garantir qualidade e segurança para os consumidores. Normas ISO já existem para comércio eletrônico, pagamentos móveis, análises online e segurança da Internet, com o fim de proteger os consumidores contra phishing e malware.

4.3. IDENTIFICAR COM ANTECIPAÇÃO AS FRAUDES ONLINE

A capacidade de identificar e bloquear conteúdo fraudulento antes de atingir os consumidores pode ser um grande avanço na luta contra os golpistas.

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Soluções digitais, como Inteligência Artificial (IA) orientada por algoritmos e aprendizado de máquina, já estão sendo usadas para combater fraudes online de maneira mais ampla.

Embora não sejam 100% eficazes, algoritmos certamente podem ajudar a reduzir o risco de fraudes nas Redes Sociais. Alguns especialistas enfatizam que apenas as ferramentas habilitadas para Inteligência Artificial (IA) não são capaz de identificar todos os golpes e devem ser usadas em conjunto com moderadores humanos para verificar e bloquear aqueles conteúdos prejudiciais.

4.4. MELHORAR A COOPERAÇÃO DAS PARTES INTERESSADAS

Estabelecendo uma melhor colaboração e cooperação entre todas as partes interessadas em nível global é essencial para se fornecer uma solução eficaz para o crescente problema de golpes nas Redes Sociais.

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Comunicação aprimorada entre agências de execução facilitaria o compartilhamento de dados para focar recursos em áreas que são mais necessárias. Agências governamentais, autoridades de defesa do consumidor, plataformas de Redes Sociais também podem trabalhar juntas para identificar ameaças e garantir que as vítimas de fraude tenham acesso ao suporte apropriado e ações corretivas. Inclusive, já existem Bancos trabalhando em parceria com empresas de crédito, para garantir que os consumidores possam ser reembolsados, imediatamente; quando perderem dinheiro nas Redes Sociais, em decorrência de fraude.

4.5. SENSIBILIZAÇÃO DO CONSUMIDOR

Uma das maiores barreiras à compreensão e prevenção de fraudes nas Redes Sociais é a relutância em relatar. Dessa maneira, incentivar conversas sobre fraudes, por meio de informações, é extremamente importante. Isso faz parte da educação do consumidor e pode reduzir o número de vítimas e o nível de prejuízo.

As informações devem se concentrar no(a):

Reconhecimento de fraudes – informações atualizadas sobre como identificar fraudes, as fraudes mais recentes a serem observadas e os riscos potenciais;
Prevenção de fraudes – informações sobre como se proteger online e quais ações a serem tomadas para se identificar uma farsa;
Denúncia de fraudes – os consumidores precisam de informações claras sobre onde denunciar fraudes e sobre o porquê isso é importante.

Organizações de defesa do consumidor; autoridades; agências de aplicação da lei; setor privado; organizações, como bancos; e as próprias plataformas de Redes Sociais, têm a responsabilidade compartilhada para educar os consumidores.

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Essas organizações precisam pensar na melhor maneira de atingir os consumidores e garantir que as informações corretas cheguem às pessoas certas, no tempo certo. Isso pode incluir o uso criativo das Redes Sociais e outros canais para compartilhar informações. 

5. CONCLUSÃO

As fraudes nas Redes Sociais representam uma ameaça crescente para consumidores globais e desafios complexos para aqueles envolvido na proteção deles. Lidar com esse crescimento requer uma abordagem multifacetada, colaborativa e inovadora. Com isso, é preciso ter uma  base sólida das normas que integram a legislação de defesa do consumidor a nível nacional, definindo de forma clara as responsabilidades pelo seu monitoramento, fiscalização e aplicação dessas normas.

A experiência do consumidor com fraudes nas Redes Sociais varia de acordo com o país. Portanto, as autoridades de defesa do consumidor e governos deve levar em consideração as diferenças locais quanto ao desenvolvimento de estratégias para enfrentar os problemas. As soluções também devem adotar uma abordagem transfronteiriça quando se trata de rastrear criminosos que cometem fraudes nas Redes Sociais.  Cooperação e colaboração internacionais através de compartilhamento de dados de inteligência, são cruciais para garantir uma abordagem consistente, efetiva e de resultado.

Acordos voluntários entre as partes interessadas também ajudam a definir regras claras em termos de detecção, prevenção e resposta a fraudes. Os padrões internacionais podem ser ferramentas valiosas de combate às fraudes online, detalhando boas práticas para plataformas de Redes Sociais e outros negócios sobre como identificar e responder a conteúdo prejudicial. Já existem alguns padrões online, mas o potencial para novos padrões ainda deve ser explorado.

Na posição de destaque que se encontram, as plataformas de Redes Sociais têm a responsabilidade de entregar resultados positivos para os consumidores. Esse compromisso pode ser demonstrado através da implantação de políticas e sistemas seguros que detecta, minimiza e responde à altura aos casos de fraude.

Soluções tecnológicas inovadoras são vitais para acompanhar o ritmo acelerado das mudanças que ocorrem a todo instante. Inteligência artificial (IA) e ferramentas digitais têm grande potencial para proteger os consumidores.

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Como as plataformas de Redes Sociais e mercados online evoluem, essas salvaguardas digitais devem ser incorporadas para garantir que a segurança do consumidor seja inerente ao design do sistema.

Fraude online é crime e os consumidores devem ser incentivados a denunciá-lo como tal. À medida que as Redes Sociais continuam a crescer em tamanho e influência, é cada vez mais importante que a proteção do consumidor esteja no coração do design e entrega da plataforma.

Para enfrentar tantos desafios globais, aqueles encarregados da proteção (governos, órgãos de defesa do consumidor, plataformas de Redes Sociais, etc) devem trabalhar em conjunto para gerar melhorias, minimizar os prejuízos e construir um mundo digital seguro que os consumidores podem confiar. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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O USO DE REDES SOCIAS E A DEPRESSÃO

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Durante a última década, as Redes Sociais causaram mudanças profundas na maneira como as pessoas se comunicam e interagem, facilitando até mesmo a relação comercial entre empresas e consumidores. Vários estudos indicaram que o uso prolongado de Redes Sociais pode estar relacionado a sinais e sintomas de depressão, como também, que certas atividades podem estar associadas à baixa autoestima, especialmente em crianças e adolescentes. Estes resultados não são definitivos, já que ainda não está claro se algumas dessas mudanças podem afetar certos aspectos normais do comportamento humano e causar transtornos psiquiátricos. Com isso, a relação entre o uso de Redes Sociais e os problemas mentais até hoje permanece controversa, e a pesquisa sobre essa questão enfrenta inúmeros desafios. Este artigo enfoca as descobertas recentes sobre a conexão sugerida entre as Redes Sociais e os problemas de saúde mental, como sintomas depressivos, mudanças na auto-estima e dependência da Internet. 

1 – OS PRIMEIROS ESTUDOS SOBRE O USO DA INTERNET

De acordo com estudos já realizadas, há muitas razões potenciais pelas quais um usuário de Redes Sociais pode ter uma tendência a ficar deprimido. 

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Em 1998, foi publicado um dos primeiros estudos para indicar que o uso da #internet em geral afeta significativamente as relações sociais e a participação na vida da comunidade. Nesta pesquisa, os autores descobriram que o aumento do tempo gasto online está relacionado ao declínio na comunicação com os membros da família, bem como a redução do círculo social do usuário da Internet, o que pode levar a um aumento dos sentimentos de depressão e solidão.

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Posteriormente, este trabalho foi seguido por várias outras publicações, nas quais se sugeriu que o uso de computadores pode ter efeitos negativos sobre o desenvolvimento social das crianças.

No momento em que esses estudos foram realizados, a maioria das #RedesSociais de hoje não existia. Por exemplo, o Facebook foi fundado em 2004 e se tornou popular entre crianças e adolescentes alguns anos depois. Em vez disso, a maioria dos trabalhos estava focada na investigação de possíveis efeitos da navegação na Internet, verificação de e-mails e outros comportamentos online e offline (isto é, videogames violentos) sobre a saúde mental.

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2 – USO DE REDES SOCIAIS E TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS. 

Durante os últimos 10 anos, o rápido desenvolvimento de sites de Redes Sociais como Facebook, Twitter, MySpace e assim por diante, causou várias mudanças profundas na forma como as pessoas se comunicam e interagem. O Facebook, como o maior site de Redes Sociais, tem hoje mais de um bilhão de usuários ativos, e estima-se que, no futuro, esse número aumente significativamente, especialmente nos países em desenvolvimento. O Facebook é usado tanto para comunicação comercial quanto pessoal, e sua aplicação trouxe inúmeras vantagens em termos de aumento de conectividade, compartilhamento de ideias e aprendizado online.

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Também, com o desenvolvimento das Redes Sociais, o tempo que as crianças e os adolescentes passam diante das telas dos computadores aumentou significativamente. Isso levou a uma redução ainda maior da intensidade da comunicação interpessoal, tanto na família quanto no ambiente social mais amplo. Embora, as Redes Sociais permitam que um indivíduo interaja com um grande número de pessoas, essas interações são superficiais e não podem substituir adequadamente a comunicação cara a cara, do dia a dia.

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Uma das razões pelas quais o tempo gasto em Redes Sociais pode estar associado a sintomas depressivos, é o fato de que a comunicação mediada por computador pode levar à impressão alterada (e muitas vezes errada) dos traços físicos e de personalidade de outros usuários. Isso pode levar a conclusões incorretas sobre aparência física, nível educacional, inteligência, integridade moral, bem como muitas outras características dos amigos online.

Recentemente, foi publicado um artigo sobre o impacto potencial do uso de Redes Sociais na percepção dos alunos sobre a vida de outras pessoas. O estudo realizado com 425 estudantes de graduação de uma universidade estadual em Utah, nos EUA, relatou que o uso de Redes Sociais está ligado à impressão dos participantes de que outros usuários são mais felizes, assim como a sensação de que “a vida não é justa”. Percebendo os outros como mais felizes e mais bem sucedido, não resulta necessariamente em depressão. No entanto, em indivíduos que já têm certas predisposições depressivas, bem como outras comorbidades psiquiátricas, isso pode ter um impacto negativo na saúde mental.

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Ao se considerar a possibilidade do uso de Redes Sociais ser um fator que influencia o desenvolvimento de sintomas depressivos, também se assume a possibilidade de que certas características do comportamento online, ser fatores preditivos na identificação e avaliação da depressão.

Hoje, está claro que através das Redes Sociais é possível avaliar sintomas de depressão em indivíduos. Em outras palavras, certas características comportamentais depressivas de um usuário de Rede Social podem ser quantificadas, e essa quantificação tem um valor preditivo, potencialmente alto, para um possível rastreamento futuro da depressão.

Estudos também têm identificado uma relação entre o uso das Redes Sociais e a diminuição da “autoestima”. Esta pode ser definida como “o componente avaliativo do self – o grau em que alguém valoriza, aprova ou gosta de si mesmo”. É um fator importante no desenvolvimento e manutenção da saúde mental e da saúde geral.

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Já a baixa autoestima está associada à patogênese de inúmeras #DoençasMentais, incluindo depressão, distúrbios alimentares e dependência. Uma das possíveis explicações para que isso ocorra é que todas as plataformas de Redes Sociais, onde a auto-apresentação é a principal atividade do usuário, causam ou pelo menos promovem o comportamento narcisista. Numa pesquisa, que envolveu  100 usuários do Facebook da Universidade de Nova York, indicou que os indivíduos com baixa autoestima são mais ativos online, em termos de ter mais conteúdo de auto-promoção em seus perfis. 

De acordo com dados da literatura recente, existem vários modelos / teorias sobre o possível efeito da comunicação mediada por computador na autoestima da população em geral. Uma delas é a Teoria da Autoconsciência que sugere que qualquer estímulo que faça com que o “eu” se torne o objeto (em vez do sujeito) da consciência, levará a uma impressão diminuída do “eu”. É o caso do indivíduo que por vários dias visita sua própria página de perfil do Facebook, durante a qual ele visualizará suas fotografias já postadas, dados biográficos, status de relacionamento e assim por diante. Todos esses eventos, especialmente à luz de dados semelhantes obtidos de perfis de outros usuários, podem levar a uma redução, de curto prazo ou de longo prazo, da autoestima.

É provável, no entanto, que o impacto geral do uso de Redes Sociais na #autoestima seja muito mais complexo. Autoavaliação constante no dia-a-dia, competição e comparação das próprias realizações com as de outros usuários, percepção incorreta das características físicas / emocionais / sociais dos outros, sensação de ciúme e comportamento narcisista – todos esses fatores podem influenciar, positiva ou negativamente, a autoestima. 

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Da mesma forma, estão sendo investigados e discutidos na literatura científica o vício em Redes Sociais, assim como o vício em Internet em geral, de pessoas que passam a negligenciar o seu relacionamento social offline com familiares e amigos. Trata-se de uma questão relativamente nova na pesquisa em psiquiatria e, assim como outros distúrbios potencialmente relacionados, muitas questões permanecem sem resposta. De acordo com as primeiras observações, a cessação súbita do uso das Redes Sociais (isto é, a falta de conexão com a Internet) pode, em alguns usuários crônicos, causar sinais e sintomas que se assemelham, pelo menos parcialmente, aos observados durante a síndrome de abstinência de drogas / álcool / nicotina.

Provavelmente, a questão mais importante é identificar se o vício do uso de Redes Sociais é realmente um transtorno mental, e se deve ser diagnosticado e tratado como tal. A Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (ICD-10) definiu vários critérios específicos para a síndrome de dependência, como um forte desejo ou sensação de compulsão, dificuldades no controle do comportamento de consumo, estado fisiológico de abstinência após a redução ou cessação, tolerância e assim por diante. Sendo identificado três ou mais dos critérios acima mencionados, um diagnóstico deve ser feito.

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No entanto, é preciso ter muito cuidado com essa abordagem, já que no futuro pode ser muito difícil distinguir o vício do uso de Redes Sociais do vício em Internet, que é um distúrbio muito mais geral (desordem de dependência da Internet, uso problemático da Internet ou uso compulsivo da Internet).

Também deve-se considerar que nem a dependência da Internet nem do uso de Redes Sociais foram incluídas nos manuais mais recentes de classificação de doenças, como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Além disso, os problemas mentais relacionados à Internet são freqüentemente vistos em conjunto com outras doenças mentais diagnosticáveis. Portanto, ainda não está claro se a dependência potencial do uso de Redes Sociais é uma doença independente ou meramente uma manifestação de outras questões mentais, como, por exemplo, transtornos de personalidade.

Em suma, resta saber se o vício do uso de Redes Sociais será reconhecido como um distúrbio mental separado. Pode-se esperar que, no futuro, essa questão seja um ponto focal de muitos estudos de pesquisa e que, nos próximos anos, ela se torne objeto de um amplo debate entre psiquiatras, psicólogos e outros especialistas. Os resultados e conclusões finais terão um impacto substancial na organização futura do sistema de saúde mental, particularmente considerando que as Redes Sociais afetam uma proporção tão grande da população mundial.

3 – PONTOS A CONSIDERAR E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

Pode-se esperar que pesquisas futuras sobre os possíveis efeitos das Redes Sociais sobre a #SaúdeMental sejam enfrentadas com inúmeras dificuldades. Primeiro, até o momento, muitos pesquisadores utilizaram uma abordagem de estudo transversal em sua metodologia, seguida de análise de correlação. Ocorre, que a existência de uma correlação não é necessariamente igual à causalidade. Por exemplo, alguns estudos indicam que o uso de Redes Sociais pode causar uma baixa autoestima, mas isso também pode significar que as pessoas com baixa autoestima usam essas plataformas com mais frequência.

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Em outras palavras, é muito difícil, e algumas vezes impossível, concluir qual variável é a causa e qual é o efeito. No futuro, desenhos longitudinais seriam muito mais úteis para determinar os efeitos do uso de Redes Sociais na saúde mental. Em última análise, os dados obtidos a partir de estudos experimentais nos permitirão tirar conclusões definitivas sobre essa relação.

Deve-se notar que a maioria das pesquisas feitas até agora sobre Redes Sociais e saúde mental, foi feita em uma população saudável (ou seja, estudantes do ensino médio, estudantes universitários, adolescentes em geral). Quando se afirma que, por exemplo, “o tempo gasto em Redes Sociais está relacionado à depressão”, os pesquisadores geralmente dizem que esse tempo se correlaciona com oscilações de humor fisiológicas (medidas com várias escalas psicológicas), ao invés de depressão como uma entidade clínica. De fato, até onde sabemos, nenhuma pesquisa deste tipo foi conduzida até agora em pacientes psiquiátricos. Portanto, uma possível conexão entre as Redes sociais e as questões de saúde mental só pode ser discutida em termos de variações fisiológicas (psicofisiológicas) normais das funções psíquicas.

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Devemos sempre ter em mente que nem todas as Redes Sociais são iguais. A maior e mais popular entre as existentes, sem dúvida, é o Facebook, que é baseado na criação e atualização de perfis pessoais, onde os usuários podem fazer upload de fotos, vídeos, comentários, status e notas. É o mais completo em termos de ferramentas. Outra Rede Social popular é o Twitter, que é baseado em um conceito diferente, onde os usuários postam e leem mensagens de texto curtas, nas quais expressam seus pensamentos e opiniões.

A maioria dos estudos mencionados neste artigo tem sido focada no Facebook, pelo fato de ainda ser a Rede Social mais predominante. Até mesmo nas pesquisas que se referem a “Internet”, na maioria dos casos, o Facebook é o principal alvo de investigação. Não encontramos nenhuma base de pesquisa científica voltada para o Twitter e seu impacto potencial na saúde mental. No futuro, com certeza, tanto o Twitter como as demais Redes Sociais se tornarão objetos de pesquisa, com a implementação de escalas novas e avançadas que serão ajustadas para avaliar potenciais problemas mentais à luz do rápido desenvolvimento da tecnologia da informação.

4 – CONCLUSÃO

Como resultado dos avanços tecnológicos, as Redes  Sociais permitiram novas maneiras das pessoas se comunicarem e interagirem, além de facilitar a interação comercial entre empresas e consumidores. Em decorrência dessas mudanças, surgiram estudos sobre a relação do uso de Redes Sociais com os sintomas de depressão, tendo como base principal de pesquisa, o Facebook, que ainda é a plataforma mais popular e mais completa em termos de ferramentas.

De acordo com os estudiosos,  existe uma correlação direta entre o tempo online, a satisfação com a vida e o vício em Redes Sociais. As pessoas estão tão ligadas à vida virtual que às vezes nem percebe isso. Com isso, certas características do comportamento online podem ser fatores preditivos na identificação e avaliação da doença.

Considerando que ainda não existe um parecer conclusivo desses estudos; que o uso das Redes Sociais pode ser um dos fatores que influenciam o desenvolvimento de sintomas depressivos nos usuários e que a #depressão não se autodestrói, mas é tratável, o mais correto é diminuir a quantidade de tempo gasto nas Redes Sociais e voltar ao mundo real. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A “INTERNET DAS COISAS” NA VIDA DO CONSUMIDOR

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A Internet é uma das invenções mais importantes do nosso tempo, que foi incorporada ao nosso dia-a-dia, a tal ponto que viver sem ela, é algo totalmente inimaginável.

Durante anos, a Internet foi um espaço apenas de pessoas, com todas as informações, livros, gravações, imagens, etc. Hoje, isso mudou com o surgimento de uma nova internet, conhecida como a Internet das Coisas (IOT), que conecta (com a ajuda de sensores, software e hardware) eletrodomésticos, veículos, máquinas industriais, etc., uns aos outros, formando uma grande rede.

A Internet das Coisas (IOT) é um conceito que não apenas tem o potencial de impactar o modo como vivemos, mas também, o modo como trabalhamos. Em palavras mais simples, é a tecnologia que torna nossas vidas mais eficientes e fáceis. Mas, exatamente, qual o impacto dessa tecnologia na vida do consumidor? Quais os desafios a serem vencidos? Como o feedback do consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT)?

1 – O CRESCIMENTO DA INTERNET DAS COISAS (IOT)

Em breve, todos os dispositivos existentes e quase todos os objetos que se possa imaginar, estarão conectados à Internet. O termostato, o sistema de alarme, o detector de fumaça, a campainha e a geladeira podem já estar “em rede”, mas as mudanças estão começando a capturar nossa imaginação por uma cidade totalmente integrada, inteligente e sustentável, que busca uma melhor gestão de energia, água, transporte e segurança.

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Daqui para frente, a vida parecerá materialmente diferente, à medida que o ritmo da mudança tecnológica acelera, graças, em grande parte, ao próximo boom da Internet das Coisas (IOT). A empresa de consultoria em tecnologia, Gartner Inc., prevê que ainda neste ano, 6,4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo; um aumento de 30% em relação ao ano passado. E esse número deverá crescer mais de três vezes, para quase 21 bilhões, nos próximos  dois anos.

Em breve, mais da metade dos principais processos e sistemas de novos negócios, incorporarão algum elemento da #InternetDasCoisas (IOT). O impacto na vida dos consumidores e nos modelos de negócios corporativos está aumentando rapidamente, à medida que o custo para conectar coisas físicas a sensores, dispositivos, sistemas e pessoas, continua a cair.

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Há muito mais para a Internet das Coisas (IOT) do que meras situações da vida cotidiana. Em todo o mundo, a indústria manufatureira tradicional também está em meio a uma grande mudança, marcando o surgimento da “Manufatura Inteligente”, conhecida como “Indústria 4.0”. Nesse setor, a IOT está tornando as fábricas mais inteligentes, seguras e ambientalmente sustentáveis. Ela permite conectar a fábrica a uma nova gama de soluções de #ManufaturaInteligente que giram em torno da produção. Como resultado, temos a melhoria na produção e a redução de custos, que gerarão bilhões em crescimento de receita e produtividade ao longo da próxima década. A transformação positiva que isso implica é enorme.

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A Internet das Coisas (IOT) dá aos fabricantes a capacidade de rastrear objetos, descobrir como os consumidores estão usando um certo produto, além de determinar quais recursos são proeminentes. Isso cria uma melhor compreensão de quais ajustes devem ser feitos no(s) produto(s) para ajudar a melhorar as taxas de adoção e de compra. Saber o que os #consumidores pensam e fazem com o produto é algo que as marcas devem aproveitar ao máximo e a IOT torna isso prontamente disponível. Num tópico logo abaixo discutiremos melhor como o feedback do #consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT).

De acordo com uma pesquisa global, divulgada pela Gartner Inc. no início deste ano, a adoção da IOT deverá atingir rapidamente 43% das empresas mais pesados, incluindo #empresas das indústrias de petróleo, gás, automotiva e manufatura.

Na #IndústriaAutomotiva a IOT já está direcionando a maneira como as montadoras montam seus veículos, o que acaba nos dando uma ideia de como elas pensam sobre o futuro de seus produtos.

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Igor Demay, presidente da ISO / TC 22, Road vehicles, explica: “A IOT na indústria automotiva surgiu por volta do início do século 21 com os sistemas de navegação, mudando drasticamente a relação entre o motorista e o veículo. Estamos agora no segundo período com “dispositivos de espelho”, como telefones celulares ou unidades de navegação portáteis, conhecidas como dispositivos nômades, cujas telas são usadas por proprietários de carros ou motoristas, enquanto dirigem seus veículos. “

Essa influência da IOT vai aumentar ainda mais, à medida que carros mais conectados entrarem em operação e os consumidores continuarem a exigir mais tecnologia em seus veículos. Segundo Demay, “O terceiro passo consistirá na aplicação da  #iot em todos os sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas.”

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Sem dúvida, as soluções de IOT fazem parte do futuro da indústria, todavia, os desafios que se avizinham são montanhosos à medida que os níveis de sofisticação continuam a crescer. E um dos desafios é a ausência de padrão nos dispositivos tecnológicos.

2- AUSÊNCIA DE PADRÃO AINDA É UM DESAFIO

Como acontece com qualquer nova tecnologia, a Internet das Coisas (IOT) pode ser confusa e intimidadora, especialmente quando os debates se desenrolam em torno da padronização. Ou seja, apesar dos benefícios, a falta de padrão dos dispositivos é o maior problema enfrentado pela IOT.

Embora, alguns dispositivos de tecnologia da Internet das Coisas (IOT) não tenham padrões, outros têm inúmeros padrões concorrentes, sem nenhum vencedor óbvio. Sem um “método de comunicação comum”, os dispositivos só poderão se comunicar com suas próprias marcas e limitar severamente a utilidade das máquinas conectadas.

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Para entender como a falta de padrões uniformes pode complicar o desenvolvimento de produtos e o crescimento do setor, considere os problemas de conectividade. Por exemplo, se uma empresa que desenvolve roupas inteligentes é diferente de uma empresa que desenvolve #tecnologia de casa inteligente, as chances dos seus produtos se comunicarem são mínimas. Isso ocorre com frequência porque os variados dispositivos existentes usam protocolos de comunicação diferentes, resultando em falta de interoperabilidade e uma experiência que está longe de ser perfeita para os consumidores. No entanto, se as diversas empresas usassem o mesmo padrão para conectividade, a interoperabilidade seria muito mais provável.

Não é de admirar, portanto, que a IOT seja um tema importante na comunidade de padrões. O comitê técnico conjunto da ISO formou um grupo de trabalho sobre a Internet das Coisas (IOT) para desenvolver um modelo de arquitetura para a interoperabilidade desse sistema. Muitos dos padrões que são necessários, provavelmente existem, mas sua importância relativa, implantação e aplicação ainda não estão claros.

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Para resolver essa situação, a ISO estabeleceu um Grupo Consultivo Estratégico (SAG) na #indústria4.0. Seu presidente, Kai Rannenberg, acredita que a conectividade de rede, que permite que esses objetos coletem e troquem dados, é fundamental. “A IOT abre grandes oportunidades e aplicativos jamais imaginados, mas também pode criar grandes riscos, por exemplo, quando a coleta de dados é exagerada ou quando os dispositivos conectados à Internet não foram projetados para lidar com esse desafio”, disse Kai.

Rammenberg vê esses padrões alavancando as tecnologias de IOT para criar sistemas de produção sob encomenda, mais eficientes e responsivos. “Haverá cada vez mais interfaces, assim, são necessários padrões para evitar que essas interfaces se tornem gargalos para levar os produtos ao mercado. E certamente há um grande papel para os padrões no projeto arquitetônico da Indústria 4.0 de manufatura inteligente, para coordenar fluxos de trabalho e processos. ”

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Para Rannenberg, o ponto culminante do trabalho do SAG é um conjunto de padrões que garante que todos os dispositivos conectados à Internet possam se comunicar perfeitamente entre si, não importa o chip, o sistema operacional ou o fabricante do dispositivo.

3 – A INTERNET DAS COISAS (IOT) E O MARKETING 

A Internet das Coisas (IOT) está afetando praticamente todos os setores. Tem um tremendo impacto no volume de dados e no tráfego de rede. E é cada vez mais popular no contexto do consumidor.

Ela também está revolucionando as operações de negócios, da logística ao marketing, que talvez sejam menos atraentes para os consumidores, mas muito reais e tangíveis, já que com a interconectividade de nossos dispositivos digitais, são oferecidas infinitas oportunidades para as marcas ouvirem e responderem às necessidades de seus clientes, com a mensagem certa, no momento certo, no dispositivo certo.

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Naturalmente, a Internet das Coisas (IOT) também afetará a experiência do cliente, a quantidade de dados obtida através de dispositivos conectados e análises. Em um contexto de consumidor e marketing, o Big Data e a análise (preditiva) nunca estão longe.

Com a Internet das Coisas (IOT) será possível o #marketing conectado a dados dos consumidores em tempo real para serviços, publicidade e muito mais. Com isso, os profissionais de marketing poderão:

  • Analisar o hábito de compra dos consumidores nas plataformas utilizadas por eles;
  • Obter informações sobre as formas como os consumidores interagem com dispositivos conectados e produtos;
  • Obter uma visão melhor sobre a jornada de compra do consumidor e em que fase ele está;
  • Realizar interações em tempo real, notificações de PDV e, claro, anúncios segmentados (e até mesmo totalmente contextuais);
  • Fazer uso de um campo de atendimento ao consumidor, por meio do qual os problemas podem ser resolvidos rapidamente.

4 – COMO O FEEDBACK DO CONSUMIDOR POTENCIALIZA A INTERNET DAS COISAS (IOT)

Muitas empresas de bens de consumo estão investindo recursos nesse mercado de internet das Coisas (IOT), sem ter uma visão clara das opiniões e atitudes dos consumidores, o que torna um grande risco  para elas. 

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As empresas não podem lançar programas conectados sem um plano e ferramentas para entender seus consumidores. Há pelo menos três maneiras pelas quais o feedback do consumidor pode ajudar as empresas a inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas:

4.1. Lançar produtos úteis e realmente inteligentes – Apesar do burburinho em torno da IOT, a maioria dos consumidores não está convencida de que precisa de dispositivos conectados. Uma pesquisa da Accenture Digital Consumer Survey descobriu que a adoção de dispositivos de Inteligência Artificial é muito mais lenta do que as empresas de bens de consumo esperam. A intenção de compra de termostatos inteligentes, por exemplo, estagnou significativamente entre os anos de 2016 a 2017.

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Joel Hruska, um colaborador do site de tecnologia Extreme Tech, diz que parte do problema é que as empresas estão lançando #produtos que ninguém realmente precisa. “O maior problema da Internet das Coisas”, escreve Hruska, “é que ninguém descobriu como construir produtos que realmente façam algo útil, o suficiente, para justificar o interesse do consumidor”.

Isso é uma crítica dura, mas estudos recentes sugerem que Hruska está com razão. Num destes estudos realizado pela empresa de mídia Scripps Networks, mostra que 75% dos consumidores entrevistados querem dispositivos inteligentes para residências, principalmente, aqueles que ajudem a manter suas famílias seguras e confortáveis. 

As possibilidades são infinitas em IOT, porque praticamente qualquer coisa pode ser conectada à internet com a tecnologia certa. As empresas precisam tomar decisões difíceis em torno de onde e quanto investir, respondendo à pergunta: Quais dispositivos conectados fornecem valor real aos consumidores, e quais são meramente de boa qualidade? Em vez de adivinhar ou confiar em sua intuição, as empresas precisam da inteligência do consumidor para validar e inspirar a direção da inovação.

4.2. Melhorar os produtos atuais – Alguns adotantes iniciais começaram a abandonar seus dispositivos de casa inteligente. O estudo da Accenture, por exemplo, descobriu que 18% dos consumidores, usuários de IOT, pararam de usar seus dispositivos devido a preocupações com segurança de dados. Da mesma forma, um estudo da Gartner descobriu que quase um terço dos consumidores, usuários de tecnologia wearable, já abandonaram seus fitness trackers e smartphones.

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Angela McIntyre, diretora de pesquisa do Gartner, diz que a alta taxa de abandono é porque as pessoas não acham seus gadgets úteis o suficiente. As empresas, de acordo com McIntyre, ainda precisam definir a proposição de valor exclusiva dos dispositivos IOT.

A alta taxa de abandono é preocupante porque o espaço da IOT ainda está engatinhando. As empresas não podem perder os clientes que já possuem e o terreno que cobriram. Criar lealdade e definir claramente o valor real nesse estágio é fundamental para a longevidade de muitos produtos IOT.

É importante detectar possíveis problemas e oferecer soluções, antes que os consumidores considerem abandonar o produto conectado. Como os desenvolvedores de produtos testam conceitos e avaliam produtos, eles precisam de feedback contínuo dos consumidores. Os usuários atuais podem fornecer feedback, sobre o que eles gostam e não gostam sobre o produto e o que está faltando. Como os atuais consumidores de IOT são os primeiros a adotar esse espaço, eles também podem gerar um boca a boca positivo se as marcas excederem suas expectativas.

4.3. Direcionar as mensagens de marketing e vendas – De acordo com a Accenture, 62% dos consumidores consideram os dispositivos IOT muito caros. Essa percepção é consistente em todas as faixas etárias e países, sugerindo que as empresas de bens de consumo não estão fazendo um ótimo trabalho de comunicação de valor latente aos consumidores.

Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes. Mais do que tudo, as marcas precisam ter uma compreensão firme do que impulsiona percepções de valor. Abaixar o preço não é necessariamente a resposta. O valor, afinal, é definido como a troca entre os benefícios que um cliente percebe e o preço que ele acha que vale a pena. Para aumentar o valor, as empresas precisam identificar de fato maneiras pelas quais os dispositivos inteligentes podem facilitar e tornar mais conveniente a vida dos consumidores.

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Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes.

A percepção do consumidor pode ajudar as empresas a criar estratégias eficazes de mensagens e vendas. Aproveitando sua comunidade de clientes, por exemplo, as empresas podem obter ideias sobre táticas de promoção. Solicitar feedback aos clientes sobre duas ideias de campanha de marketing pode ser uma maneira eficaz de enviar mensagens de entrada no mercado para testes A / B.

O feedback dos clientes também pode ajudar a impulsionar o ROI de marketing, informando quais canais as empresas devem usar para atingir seu mercado-alvo. Um estudo recente do Interactive Advertising Bureau e da empresa de pesquisa Maru / Matchbox sugere que os consumidores aprendam sobre dispositivos conectados por meio de comerciais de TV, boca a boca e artigos on-line. Mas, à medida que o comportamento do consumidor muda, cada vez mais rapidamente as empresas precisam usar, em tempo hábil, a inteligência do cliente, enquanto decidem quais táticas e canais seguir.

4.4. Desenvolver um relacionamento de longo prazo com os consumidores de IOT – A Internet das Coisas está em meio a um alto crescimento, mas, a menos que as empresas ofereçam o que os consumidores querem e precisam, o ímpeto desse espaço será atrofiado. À medida que o mercado amadurece e se torna mais competitivo, é importante desenvolver uma relação próxima com os consumidores de IOT.

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Em última análise, o sucesso no espaço da IOT não será necessariamente determinado por ter a melhor tecnologia, mas ao casar efetivamente a tecnologia inovadora com a compreensão contínua e profunda do consumidor.

5 – CONCLUSÃO

Estamos sendo testemunhas de mais uma revolução tecnológica, chamada de Internet das Coisas (IOT), cujo mercado pode ultrapassar rapidamente o montante de US $ 470 bilhões. Enquanto isso, os investimentos no setor industrial da IOT devem superar US $ 60 trilhões nos próximos 15 anos. Ela abrange tudo o que é tecnologicamente inteligente e capaz de se comunicar com outros dispositivos, redes, sistemas e coisas.

Essa tecnologia está sendo incorporada a uma variedade de produtos que estão disponíveis hoje e que foram desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. O resultado foi o surgimento de cidades inteligentes, fábricas conectadas, carros conectados, etc. Tudo isso, são provas de como o mundo está se adaptando à Internet das Coisas (IOT).

A ideia dessa tecnologia é ter dispositivos físicos, eletrodomésticos, veículos e outros itens incorporados à eletrônica e conectados a uma configuração de rede local ou à Internet, habilitados para coletar, processar e trocar dados. O propósito é torná-los mais úteis e convenientes e, para isso, tem que haver algum tipo de interação ou comunicação com os consumidores. Somente através do conhecimento das opiniões e atitudes dos  consumidores é que as empresas conseguirão inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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OS CONSUMIDORES MILLENNIALS E A TRANSPARÊNCIA NAS EMPRESAS DE CPG

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A geração do milênio, geração da internet, milênicos ou millennials (nascidos entre 1980 e 1995) logo estará superando, em quantidade, a geração Boomer (nascidos entre 1946 e 1964). Os consumidores millennials gastam em compras, cerca de US $ 600 bilhões por ano, o que os coloca em uma posição ainda mais influente como consumidores no mercado.

Enquanto outros consumidores preferem o preço, o sabor e a conveniência ao fazer compras, os consumidores millennials tomam suas decisões de compra com base nos princípios do self, da sociedade e do planeta. Por essa razão, as empresas de bens de consumo embalados (CPG) estão prestando muita atenção em seus hábitos de consumo e nas suas preferências de mídia social. Isso cria um forte impulso para a transparência da marca.

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1 – OS CONSUMIDORES MILLENNIALS E SUA DEMANDA POR TRANSPARÊNCIA

A transparência tornou-se cada vez mais importante para os consumidores, e isso se deve principalmente ao enorme crescimento da população milenar.

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Estes preferem que os #varejistas sejam mais abertos em relação aos seus esforços de sustentabilidade, na mesma proporção que decidem gastar mais dinheiro em marcas que apoiam causas que consideram importantes.

Eles também esperam ter informações prontamente disponíveis, quando e onde precisarem. De fato, grande parte dos consumidores millennials dizem que, enquanto estão fazendo compras na loja, buscam informações sobre produtos e #marcas em seus smartphones e tablets, antes de tomar uma decisão de compra.

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Esse público tem potencial para influenciar as empresas de bens de consumo embalados (CPG), e é exatamente isso que está acontecendo. Nos últimos anos essas #empresas passaram a ajustar a forma como comercializam produtos para os consumidores millennials – dando a eles a transparência que tanto buscam.

2 – AS EMPRESAS DE BENS DE CONSUMO EMBALADOS (CPG)

Os bens de consumo embalados (CPG) são um termo usado pela #indústria para identificar aquelas mercadorias que os #consumidores usam e substituem com frequência. Exemplos de bens de consumo embalados incluem alimentos, bebidas, cosméticos e produtos de limpeza.

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O CPG pode ser contrastado com bens duráveis ​​(DG), um termo da #indústria para mercadorias que não são consumidas ou destruídas em uso e geralmente não são substituídas, até que a #mercadoria tenha um problema. Exemplos de bens duráveis ​​incluem eletrodomésticos, móveis e automóveis.

Tipicamente, o CPG é vendido por #varejistas em lojas físicas e a embalagem é projetada para diferenciar os produtos, entre os concorrentes, nas prateleiras de farmácia, mercearia ou grande loja. O mercado de CPG é altamente competitivo.

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Até recentemente, tem sido difícil para os #fabricantes aproveitarem a internet e venderem CPG por meio de canais de comércio eletrônico. Mais notavelmente, uma tentativa na #indústria de alimentos para animais de estimação, durante o apogeu da internet, ilustrou as limitações do comércio eletrônico para produtos de CPG. O desaparecimento da Pets.com não apenas colocou um rosto na bolha das empresas pontocom, mas também colocou em evidência a falha da infraestrutura em apoiar a venda e a entrega de produtos embalados ao consumidor.

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Avanços significativos em tecnologia móvel, gerenciamento automatizado da cadeia de suprimentos, aprendizado de máquina e análise de dados acabaram contribuindo para tornar em realidade a promessa de usar a #internet para vender produtos embalados ao consumidor, através de canais de comércio eletrônico.

Agora, que a infraestrutura está pronta para oferecer suporte ao e-commerce de CPG, muitas lojas de varejo e restaurantes implementaram modelos de entrega “clique e colete”. Esse modelo permite que os clientes peçam e paguem por um produto ou refeição online e recebam uma mensagem de texto, quando o pedido estiver pronto para ser coletado.

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A Amazon Prime, conhecida por seus serviços online, implementou o Prime Pantry, um serviço CPG que permite que os membros do Amazon Prime comprem mantimentos no #varejo e produtos domésticos online, para receberem em suas casas no dia seguinte.

A Amazon também está experimentando o Prime Now (um serviço CPG para clientes urbanos, que entrega bens de consumo em duas horas) e o Amazon Dash (que permite que dispositivos conectados, como smartphones, aparelhos inteligentes e o assistente digital Alexa, solicitem e reordenem mercadorias de CPG por meio de reconhecimento de voz e comandos de toque único).

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Essas mudanças nos modelos de entrega, definiram a forma como a #mercadoria CPG está sendo comercializada. Cupons e programas de cartões de fidelidade são projetados com usuários finais móveis em mente e iniciativas de marketing são omnicanal (estratégia de conteúdo entre canais que as organizações usam para melhorar sua experiência de usuário), proporcionando ao cliente uma experiência de compra perfeita para produtos comprados com frequência.

Diversos fornecedores, incluindo Oracle, SAP e Siebel Systems, oferecem aos profissionais de #marketing programas de software para facilitar o marketing de CPG. Geralmente, o software ajuda esses profissionais a unir dados de vários fluxos, melhorar os esforços de segmentação geográfica e responder de maneira oportuna às mudanças demográficas.

3 – COMO AS GRANDES MARCAS CPG ESTÃO ALCANÇANDO A TRANSPARÊNCIA

Os consumidores millennials estão moldando as tendências do mercado, levando as marcas a adotarem uma abordagem diferente para o marketing. Para competir e atrair esses consumidores, as marcas precisam se preparar e se adaptar às atitudes e comportamentos milenares. Sendo assim, precisam saber onde eles compram, como pesquisam produtos e quais selecionam.

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A maioria dos consumidores #millennials não está interessada em marcas que só se preocupam com seus resultados. Eles migram para marcas que atendem a um propósito maior, que abordam questões socioeconômicas e ambientais em sua comunidade e no mundo, e fazem com que sintam que cada vez que compram um produto, estão contribuindo para algo importante.

A geração do milênio não é apenas a maior, mas é também a primeira a realmente levar as #marcas a pensarem em como elas se conectam com seus clientes. E como os #ConsumidoresMillennials são muito experientes em tecnologia, o cenário digital apresenta novas oportunidades para as marcas de CPG os alcançarem e se envolverem com eles.

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À medida que os consumidores millennials começam a redefinir o termo “saudável”, é mais provável que busquem e comprem produtos que contenham rótulos como não-OGM, Orgânicos Certificados e sem hormônios. Eles querem entender o que está incluído nos alimentos que estão consumindo e esperam encontrar essas informações nas embalagens dos produtos.

A Hellmann’s, por exemplo, respondeu a essa chamada anunciando que todos os seus produtos, incluindo maionese, molhos e compotas, agora são feitos exclusivamente com ovos sem gaiola (produção de ovos de galinhas, livres de gaiolas) e lembraram aos #consumidores dessa transição, por meio da rotulagem nos produtos.

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Além do acesso a informações sobre ingredientes por meio dos rótulos nos produtos, os consumidores da #GeraçãoMilenar também querem saber como os #produtos são adquiridos e se são obtidos de maneira responsável.

A sustentabilidade é uma área que apresenta uma grande oportunidade para as marcas da CPG alcançarem e engajarem a geração do milênio. É também um importante impulsionador de compras, já que a sustentabilidade se tornou uma prioridade de compras para esse público-alvo. E, como indicam tendências crescentes, os consumidores millennials são atraídos por marcas que compartilham esses valores.

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Agora, empresas se preocupam em adicionar uma página de responsabilidade social ao seu site, detalhando sua política com relação ao fornecimento ético e também descrevendo o código de conduta que a marca exige que seus #fornecedores sigam.

Muitas marcas estão capitalizando essa mudança de comportamento, adotando práticas sustentáveis e concentrando suas mensagens de marketing para reforçar seu compromisso de ajudar – e não prejudicar – o meio ambiente. A Coca-Cola, por exemplo, prometeu coletar e reciclar 100% das embalagens que vende até 2030. Isso respalda a meta de proteger a terra, reduzindo a quantidade de resíduos plásticos que afetam o meio ambiente natural.

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A Unilever também está indo nesse sentido, ao lançar uma nova marca de salgadinhosorgânicos à base de vegetais, que ajudará a financiar iniciativas de agricultura urbana.

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Outras áreas de engajamento da geração do milênio são a filantropia e o voluntariado. Em um nível pessoal, eles estão se tornando mais engajados em causas sociais e estão buscando marcas que compartilham seu foco.

Quando se trata de autenticidade nas alegações da posição de uma empresa sobre questões ambientais ou sociais, geralmente os consumidores millennials buscam fazer pesquisas para garantir que a #marca seja genuína.

A Tide, por exemplo, é uma marca que encontrou grande popularidade entre os consumidores millennials devido, em parte, a seus esforços filantrópicos, para fornecer a transparência que esses consumidores desejam. Por meio de seu programa “Cargas de Esperança”, a marca de detergentes se oferece para fornecer serviços gratuitos de lavanderia para as vítimas em áreas afetadas por desastres, incluindo tornados, furacões e incêndios florestais na Califórnia.

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A Tide, não apenas coloca ação real por trás das palavras, mas também dedica uma página em seu website para que os visitantes aprendam mais sobre o programa, bem como participem de doações de dinheiro ou de roupas.

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Muitas marcas da CPG têm apoiado causas sociais e ambientais ao longo dos anos, mas essa demanda por transparência – especialmente da geração do milênio – está fazendo com que elas mudem sua abordagem. A fim de atrair novos consumidores e engajar os já existentes, as marcas devem estar dispostas a dar a eles uma visão dos bastidores sobre como estão sendo fabricados seus produtos, como também, mostrar seus esforços para fazer #negócios de maneira ética e responsável.

4 – CONCLUSÃO

Os mercados tiveram que evoluir para atender às necessidades dos consumidores millennials, e as empresas de bens de consumo embalados (CPG) não são exceções. A geração milenar busca marcas que tenham como política a transparência necessária para tornar o mundo cada vez melhor, que comercializem produtos de qualidade que não agridem o meio ambiente e que sejam comprometidas com ações filantrópicas. Isso vem causando mudanças positivas nas estratégias de marketing e até mesmo no foco corporativo de vários setores comerciais. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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OS BENEFÍCIOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) PARA VAREJISTAS E CONSUMIDORES

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O setor varejista tem visto uma enorme mudança em sua base de operações nos últimos tempos, com muitas grandes #marcas optando por reduzir o número de ofertas no local físico, em favor do serviço online. A razão para isso é simples, os consumidores agora buscam o caminho de menor resistência quando fazem suas compras, e isso é melhor atendido pela internet. Assim, para os varejistas permanecerem viáveis, eles precisam se alinhar às expectativas dos seus cliente e agir de acordo ou arriscar perder a lealdade deles. Para tornar isso uma realidade, é essencial que os varejistas adotem o uso de tecnologias em expansão, como por exemplo a Inteligência Artificial (IA). Abaixo estão algumas das maneiras pelas quais a IA está transformando o varejo.

1 – A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) NO VAREJO É MAIS QUE UMA TENDÊNCIA

A Inteligência Artificial (IA) não é apenas um “chavão” ou a última tendência no varejo. Ela está sendo aplicada em todo o processo de varejo, inclusive em áreas que podem melhorar as relações entre #fornecedores e varejistas e, assim, atender às expectativas dos consumidores.

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Quando usada no varejo, a Inteligência Artificial (IA) pode aprender com os hábitos dos consumidores e usar essas informações para melhor prever e segmentar o que eles querem. Como resultado, os varejistas podem trabalhar de perto com os fornecedores para, efetivamente, comercializar e gerenciar o estoque.

Mais varejistas estão aproveitando o poder da Inteligência Artificial (IA) para economizar custos, aumentar a produtividade e a receita. A Business Insider prevê que os varejistas gastarão US $ 5 bilhões em Inteligência Artificial (IA) até 2022, enquanto a meta é aumentar a lucratividade no varejo e atacado em quase 60% até 2035.

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Além disso, o uso da Inteligência Artificial (IA) no setor varejista mostra o seu maior potencial em três áreas principais: personalização, pesquisa e chatbots (programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é responder as perguntas, de tal forma, que as pessoas tenham a impressão de estarem conversando com outra pessoa e não com um programa de computador). Ambos, sendo aperfeiçoados coletivamente, contribuem para otimizar o processo de compra e venda.

Usando essa tecnologia, os varejistas podem avaliar com eficiência as demandas e as tendências de mudança, com base nos dados colhidos dos consumidores, e agir de acordo. Feito corretamente, aumentará a transparência; otimizará as operações comerciais e melhorará a lucratividade. Para saber sobre o que realmente pensam os consumidores sobre a Inteligência Artificial (IA), clique aqui para ler nosso artigo.

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2 – BENEFÍCIOS GERADOS PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

2.1. Previsão de demanda

Isso é importante para fornecedores e varejistas, permitindo uma previsão avançada e precisa do comportamento dos consumidores. De acordo com uma pesquisa recente, 34% dos líderes da cadeia de fornecimento de #varejo indicaram que um dos principais desafios da cadeia de fornecimento é a falta de precisão do comportamento dos consumidores. Isso se deve em parte, às tecnologias anteriores que não levaram em conta vários fatores, como os atributos do consumidor, para prever com precisão a demanda.

inteligência-artificial-varejistas-consumidoresA Inteligência Artificial (IA) pode fornecer suporte nessa área por meio do Aprendizado de Máquina (AM), que é um ramo da Inteligência Artificial (IA) ​​que coleta grandes conjuntos de dados para identificar padrões que podem ser usados ​​na previsão de tendências e comportamentos de consumidores.

Na verdade, o #AprendizadoDeMáquina (AM) permite aos varejistas a previsão contínua e os ajustes necessários, com base na análise de dados históricos e em tempo real, possibilitando antecipar e atender as demandas dos consumidores.

2.2. Otimizar o gerenciamento de estoque

Uma vez que os varejistas e #fornecedores obtenham um melhor entendimento da demanda dos consumidores, eles devem garantir que os produtos permaneçam em estoque – especialmente os produtos certos – para gerar vendas e satisfação.

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A Inteligência Artificial (IA) pode ajudar, impulsionando o gerenciamento de estoque em tempo real. Este avanço não apenas aumenta a produtividade da cadeia de suprimentos, mas pode maximizar a eficiência do estoque e reduzir o seu esgotamento. Com o gerenciamento aprimorado de estoques, os fornecedores podem apoiar melhor as iniciativas de varejo, o que levará a melhores relações entre as duas partes.

A Coca-Cola integrou a Inteligência Artificial (IA) no seu gerenciamento da cadeia de suprimentos, automatizando todos os distribuidores, permitindo em tempo real, a identificação da quantidade de garrafas em exposição, e também, diferenciar seus tamanhos e variedades. De acordo com o diretor de informações da empresa, com 16 milhões de expositores em todo o mundo, a Inteligência Artificial (IA) ajudará a otimizar o gerenciamento e as vendas de #estoque e apoiará o crescimento em escala global.

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2.3. Melhorar as estratégias de comunicação e vendas

Os #consumidores usam vários canais para comprar produtos, incluindo sites, mercados on-line, lojas e muito mais, o que torna difícil aos varejistas atenderem seus pedidos, com a exatidão de 100%.

O desafio é que os consumidores não estão cientes da enorme operação de atendimento omnicanal (vários canais de comunicação e recursos de suporte, projetados e sincronizados, usados para melhorar a experiência de compra dos consumidores) que acontece quando eles fazem uma compra.

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Quer façam compras on-line ou na loja física, os consumidores esperam disponibilidade imediata, transporte rápido e uma experiência de compra perfeita. Deixar de atender às suas expectativas pode levar os varejistas à perda de #vendas e à diminuição da lealdade, gerando um efeito prejudicial até na relação fornecedor-varejista. Daí, que para superar esses desafios, os varejistas devem implementar estratégias, e uma delas é o uso da Inteligência Artificial (IA), que pode ser favorável das seguintes maneiras:

  • Minimizar o custo para servir, enquanto atende às expectativas;
  • Simular fluxos de fornecimento e atendimento para apoiar a tomada de decisão;
  • Maximizar a capacidade de atendimento omnicanal;
  • Utilizar o estoque em seu ponto de preço mais lucrativo;
  • Fazer ajustes dinâmicos na sua rede de atendimento;

O Walmart está utilizando um robô com tecnologia IA, chamado Alphabot, que recupera itens dos pedidos de #compras dos consumidores. Trata-se de uma #tecnologia automatizada, que já foi instalada em um super-centro em Salem, New Hampshire.

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Esse experimento ajudará a determinar como sistemas similares podem acelerar o cumprimento dos pedidos dos clientes. Em última análise, o objetivo é satisfazer o #consumidor – e a integração da Inteligência Artificial (IA) ​​pode ajudar, tornando o processo de atendimento mais eficiente.

2.4. . Otimização da jornada de compra

No e-commerce, particularmente nos grandes mercados on-line, a jornada de compra pode ser um desafio para os consumidores. Uma pesquisa simples num site de vendas pode não produzir o resultado desejado por um consumidor, fazendo com que ele feche aquela página e  passe para o próximo site.

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Isso, geralmente ocorre quando um #varejista dispõe de uma equipe que classifica, filtra e padroniza manualmente as informações dos produto em um catálogo, junto com uma variedade de imagens, o que pode levar a erros de classificação, afetando a forma como os consumidores encontram itens e consequentemente afetando as vendas.

Mas, feito corretamente, pode aumentar a personalização; melhorar a experiência do #consumidor durante o procedimento de compra e ajudar a aumentar as taxas de conversão. A Inteligência Artificial (IA) pode ajudar nesse processo de vária maneiras.
Um dos usos mais notáveis ​​é através do Natural Language Processing (NLP), um tipo de inteligência artificial que melhora os resultados da pesquisa no site, mapeando itens para palavras e frases de conversão.

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A integração da NLP em um site de #ComércioEletrônico pode melhorar os resultados de pesquisa para os consumidores; fornecer acesso a mais dados e recomendações personalizadas com base no histórico de pesquisas anteriores. Esse nível de otimização é benéfico, tanto para os varejistas como para os consumidores, o que provavelmente terá um efeito positivo no relacionamento entre ambos.

3 -EXEMPLOS DE USO DA IA NO VAREJO

O Alibaba incorporou o conceito Fashion-IA em seu novo modelo de varejo, no qual espera conectar o comércio off-line e online, por meio do uso de dados e inteligência artificial (IA).
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O gigante do comércio eletrônico, Alibaba Group Holding, e a marca de estilo de vida, Guess, mostraram um novo conceito de Inteligência Artificial (IA) para futuras lojas de moda, enquanto os varejistas incorporam essa tecnologia às compras off-line para melhorar a experiência do cliente e impulsionar as vendas.

Uma loja de artigos de moda, que exibe a tecnologia Inteligência Artificial (IA), foi criada no campus da Universidade Politécnica de Hong Kong. Dentro da loja, cada item, seja um vestido ou um par de sapatos, vem com uma etiqueta RFID (Identificação por radiofrequência). Quando um cliente pega um produto, o espelho inteligente mais próximo ao usuário, registra a tag e exibe uma imagem do item, bem como os detalhes do produto na tela.

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O espelho inteligente também pode fornecer sugestões de combinação e correspondência para itens na loja e sugestões de estilo, com base em compras anteriores feitas pelo usuário.

Os clientes da loja também podem selecionar as roupas que gostariam de experimentar, que serão preparadas para eles no provador. Os provadores também estão equipados com espelhos inteligentes que permitem aos usuários escolher um tamanho diferente ou até mesmo novos itens para experimentar, sem sair do local.

Depois de decidir quais itens comprar, o processo de pagamento pode ser concluído em seus smartphones, através do aplicativo Taobao.

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“Em parceria com a Alibaba, líder de tecnologia dominante, estamos mudando a experiência de varejo, à medida que nossos #clientes também evoluem. É importante investir continuamente em novas tecnologias e plataformas. Na Guess, acreditamos na necessidade de inovar em tempo real. Este é o futuro do varejo ”, disse José Blanco, executivo-chefe da Guess, na Grande China.

Através da implantação desse sistema Fashion-IA, os clientes também podem escolher frutos do mar frescos no Hema e ter chefs preparando-os no local para uma refeição.

Outros, como a varejista on-line JD.com, seguiram o exemplo, lançando supermercados da New Retail, como a linha de lojas de alimentos frescos 7Fresh, semelhante à Hema. O 7Fresh lojas, também vêm com carrinhos inteligentes que podem orientar os compradores para os corredores desejados.

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Na Tailândia, a Pomelo Fashion, com sede em Bangcoc, também quer abrir sua primeira loja de micro-varejo em Cingapura, onde os compradores podem restringir as opções de produtos on-line e enviar suas peças escolhidas para um provador físico, e lá experimentar. A gigante do e-commerce Amazon, sediada em Seattle, também se mudou para integrar suas várias ofertas online à sua rede de lojas Whole Foods nos EUA.

4 – CONCLUSÃO

À medida que os consumidores começam a buscar uma experiência de varejo mais rica, com facilidades de acesso online, eles passam a descartar os métodos tradicionais. Sendo assim, quanto mais cedo as empresas de varejo entenderem isso, mais cedo elas conseguirão aumentar as taxas de lucratividade e retenção.  Uma das formas, é fazer uso da tecnologia de Inteligência Artificial (IA), que surge como uma solução viável para otimizar a jornada de compras online e produzir resultados mensuráveis, além de melhorar significativamente suas relações com os consumidores. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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USO DO “BLOCKCHAIN” MELHORA A TRANSPARÊNCIA NO VAREJO

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A mudança mais significativa do avanço tecnológico é a crescente demanda por máxima transparência em todas as fases do varejo. Ao investir na tecnologia blockchain, as empresas varejistas estão fornecendo as informações que os consumidores desejam, como qualidade, segurança, ética, impacto ambiental e muito mais. Isso, acaba promovendo relacionamentos mais fortes e mais autênticos, entre varejistas e clientes, melhorando a experiência de compra.

1 – O QUE É A TECNOLOGIA BLOCKCHAIN?

O blockchain é, nos mais simples termos, uma série de registros de #dados (informações) imutáveis que são gerenciados por grupos de #computadores que não pertencem a qualquer entidade. Utilizando princípios criptográficos, cada um destes blocos de dados são seguros e ligados uns aos outros, formando uma grande rede de informações.

blockchain-transparência-no-varejoA rede blockchain não tem autoridade central – ela é a própria definição de um sistema democratizado, já que as informações registradas são imutáveis e podem ser compartilhadas, ou seja,  estão disponibilizadas para qualquer pessoa e todos podem ver. Portanto, tudo o que é construído no #blockchain é, por sua própria natureza, transparente e todos os envolvidos são responsáveis por suas ações.

O blockchain é uma maneira simples, porém engenhosa, de passar informações de A para B, de forma totalmente automatizada e segura. Uma parte de uma transação inicia o processo criando um bloco. Esse bloco é verificado por milhares, talvez milhões de computadores distribuídos pela rede.

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O bloco verificado é adicionado a uma cadeia, que é armazenado na rede, criando um registro exclusivo. Falsificar um único registro, significaria falsificar toda a cadeia em milhões de instâncias. Isso é virtualmente impossível. O #bitcoin usa essa tecnologia para transações monetárias, mas pode ser implantada em muitos outros setores, incluindo o varejista. (O Bitcoin e suas implicações para o consumidor – Leia este artigo, clicando aqui).

A razão pela qual o blockchain ganhou tanta admiração no mercado, é que ele não pertence a uma única entidade;  ele é descentralizado; nele, os dados são armazenados criptograficamente; ele é imutável, já que ninguém pode alterar os #dados lá inseridos; ele é transparente, já que qualquer pessoa pode ter acesso às #informações nele existentes.

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Uma cadeia de suprimentos engloba todas as etapas do ciclo de vida de um produto, desde a  sua produção até a entrega ao #consumidor final. Fazem parte dessas etapas: os fornecedores de matéria prima; os fabricantes; os distribuidores; os varejistas e os consumidores. O recente aumento do #consumismo ético e o interesse pelas origens dos produtos estão frequentemente em desacordo com o desenvolvimento da cadeia de suprimentos, que vem se tornando cada vez mais complexa, e difícil de ser acompanhada pelos consumidores. Mas, através do blockchain é possível suprir essa falha, já que ele permite aos #consumidores rastrearem as #mercadorias em todas as fases da cadeia de suprimentos, desde as matérias-primas utilizadas na produção até a chegada do produto na prateleira.

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É o caso de um #supermercado que vende bolo de banana. Os dados do blockchain incluem informações sobre os ingredientes utilizados na sua fabricação. Isso, permite ao consumidor identificar se os #fabricantes estão usando banana e açúcar orgânicos; se os alérgenos (substâncias de origem natural, que provocam uma reação exagerada do sistema imunológico e causam a inflamação) foram incluídos e, também, se os ingredientes estavam frescos.

Essas informações não só podem adicionar um novo nível de confiança no relacionamento entre empresas e consumidores, como também, um registro digital inalterável de cada estágio do processo da cadeia de suprimentos, o que ajudará a garantir autenticidade, segurança e reduzir o risco de falsificação. Daí, muitas #empresas já estarem oferecendo a tecnologia blockchain com o fim de ajudar o consumidor a rastrear a cadeia de suprimentos, tornando o processo completamente mais seguro e sem necessidade do uso de registros em papel.

2 – USO DO BLOCKCHAIN NO SETOR VAREJISTA

Embora o setor financeiro venha, há anos, utilizado com sucesso o blockchain, é no setor #varejista que essa tecnologia promete muitos benefícios. Experimentos recentes com o blockchain, feitos por grandes varejistas, como Walmart, Amazon e Alibaba, identificou muitas possibilidades dessa #tecnologia resolver os antigos desafios do setor de varejo, como ajudar as empresas a melhorar a forma de armazenar informações sobre seus fornecedores; facilitar a execução de pagamentos e contratos e até mesmo reforçar a autenticidade do produto, para evitar a falsificação de mercadorias.

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Como as vendas no varejo estão cada vez mais online, os varejistas estão buscando fazer uso do blockchain, desde o gerenciamento da cadeia de suprimentos até a melhoria dos programas de fidelidade do cliente. A seguir, estão quatro benefícios garantidos com o uso do blockchain no varejo.

2.1. Impedir o comércio de produtos falsificados

Em 2017, as perdas no #varejo mundial, devido às fraudes, foram estimadas em US $ 23 bilhões. Os varejistas do setor de bens de #consumo de luxo, são os mais vulneráveis a fraudes, com uma média de 20 a 30% de prejuízos, devido às suas margens de lucro, excepcionalmente altas.

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Com os falsificadores e a fraude no varejo em ascensão em todo o mundo, a tecnologia blockchain oferece às empresas uma maneira de atribuir um código criptografado para cada #produto e permitir que seus #clientes acessem, com total segurança, todo o histórico desse produto: do #fabricante ao consumidor final.

A IBM desenvolveu recentemente a TrustChain, um blockchain que prova a autenticidade das joias,  ao permitir que os consumidores acompanhem todos os passos da cadeia de fornecimento, da mina à loja.

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2.2. Rastrear o produto em todas as fases da cadeia de suprimentos

A capacidade de rastrear produtos através da cadeia de suprimentos é um dos usos mais populares da tecnologia blockchain no varejo até hoje. Além de ajudar a verificar a origem e eliminar os produtos falsificados, também está causando impacto na segurança alimentar.

A Walmart é pioneira no uso da tecnologia blockchain na cadeia de fornecimento de alimentos para reduzir o desperdício, reduzir os tempos de rastreamento e melhorar o gerenciamento e a transparência da contaminação. Essa gigante do varejo registrou várias patentes relacionadas à tecnologia blockchain, incluindo uma para um sistema “Smart Package”, ou dispositivos que contêm informações sobre o conteúdo de um pacote, suas condições ambientais, sua localização e muito mais.

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A empresa Starbucks também está explorando a tecnologia blockchain com programas piloto na Colômbia, Costa Rica e Ruanda que ajudam a rastrear seu café e #compartilhar informações, em tempo real, sobre sua cadeia de suprimentos.

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A grande rede de supermercados francesa Carrefour também lançou o primeiro “blockchain de alimentos” da Europa, que usa a tecnologia para rastrear suas linhas de #produtos animais e vegetais. Os consumidores poderão digitalizar um código QR com seus smartphones e visualizar toda a jornada de um #produto até a prateleira.

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Espera-se que o #mercado de tecnologia de rastreabilidade de alimentos continue crescendo a 7,15% anualmente e atinja os 20,95 bilhões de dólares em 2026. À medida que os consumidores se preocupam mais com a origem dos produtos, varejistas de todas as #indústrias adotam práticas mais éticas de suprimento e usam blockchain para fornecer mais transparência em suas cadeias de suprimentos.

2.3. Permitir o pagamento com moedas criptografadas

Em 2014, a Overstock tornou-se um dos primeiros varejistas online a aceitar pagamentos com Bitcoin. Hoje, varejistas on-line de todos os tamanhos começaram a aceitar #moedas criptografadas como uma das forma de pagamento. No entanto, ainda vai levar algum tempo para que as carteiras digitais e os pagamentos com #criptomoeda alcancem posição de predominância no varejo.

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A grande maioria dos varejistas on-line ainda prefere oferecer métodos tradicionais de pagamento, principalmente devido às drásticas flutuações nos valores de criptomoeda, enquanto outros consideram a sua implantação muito complicada. No entanto, isso também significa que o espaço de pagamentos online ainda está praticamente inexplorado.

Os varejistas que estiverem dispostos a experimentar pagamentos com criptomoeda, podem aproveitar um fluxo de receita adicional e alcançar mais clientes em todo o mundo. Além disso, a tecnologia blockchain também fornece aos varejistas mais controle sobre como eles distribuem cupons ou descontos e como os clientes os resgatam. A Mastercard, por exemplo, registrou uma patente para um sistema que usa a tecnologia blockchain para autenticar cupons. O sistema fornece uma maneira para os varejistas reduzirem a fraude de cupons e emitir descontos altamente direcionados, de maneira mais eficaz.

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De todos os usos atuais da tecnologia blockchain, a capacidade de ajudar os varejistas a simplificar os #pagamentos on-line e reduzir as fraudes é uma das mais promissoras.

2.4. Garantir segurança no uso dos programas de fidelidade

Da coleta de pontos de supermercado a milhas aéreas, os programas de fidelidade e recompensa são uma forma fundamental dos varejistas engajarem seus clientes e se manterem competitivos. No ano passado, apenas nos EUA, havia 3,8 bilhões de usuários de programas de fidelidade de consumidores. A American Express também está experimentando a tecnologia blockchain para renovar seu programa de recompensas por fidelidade.

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Os programas existentes costumam ser propensos a uso incorreto ou fraude e podem causar uma série de desafios e prejuízos para os varejistas, se não forem implementados ou mantidos corretamente. Do lado do consumidor, muitos usuários (57%) sentem-se insatisfeitos com os programas de fidelidade ou os abandonam rapidamente, principalmente porque acham o processo de inscrição excessivamente complicado ou porque demoram demais para ganhar pontos.

O blockchain está lidando com vários desses problemas, oferecendo novas maneiras de gerenciar, proteger e, por fim, centralizar os dados do programa de fidelidade. Ele não só permite o resgate seguro e imediato de pontos de recompensa de fidelidade, mas também simplifica o desenvolvimento e a troca de pontos entre varejistas e programas. Com um banco de dados de transações à prova de adulterações e com registro de data e hora, os varejistas podem proteger e rastrear transações de programas de fidelidade, de maneira fácil e transparente. Em última análise, isso pode reduzir os custos associados a programas complexos de fidelidade e evitar erros e fraudes.

2.5. Permitir o uso dos Contratos inteligentes

O Blockchain permite o uso dos chamados contratos inteligentes, que ajudam a facilitar as dificuldades associadas à cobrança e ao cumprimento das estruturas de transação tradicionais. Por exemplo, coleta e pagamento instantâneos; reembolsos automatizados; liquidação de seguro automatizada e pagamento, e assim por diante.

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Enfim, o potencial no setor varejista é notavelmente evidente, à medida que o uso do  blockchain continua a ganhar a confiança de grandes empresas em todo o mundo, o que fará aumentar a demanda por essa tecnologia nos próximos anos.

3 – CONCLUSÃO

Todo mundo está falando sobre blockchain nos dias de hoje, e alguns até o rotularam como a próxima tecnologia disruptiva que mudará fundamentalmente o setor de varejo. No entanto, muitos varejistas ainda não tomaram as medidas necessárias para entender como essa tecnologia pode ajudar seus negócios e o que será necessário para adotá-lo em toda a sua extensão.

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Estudos sugerem que o público em geral aceitará completamente essa nova tecnologia até 2025. Isso torna ainda mais necessário usá-lo nos diversos setores industriais. Um desses setores proeminentes é o setor de varejo, que está em plena expansão, devido às #compras online.

O blockchain oferece aos varejistas a oportunidade de aumentar a eficiência, manter a autenticidade dos produtos, criar confiança com os clientes, minimizar a burocracia e aumentar a transparência em todas as fases da cadeia de suprimentos. Já, aos consumidores oferece possibilidades voltadas para melhorar a experiência de compra. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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CONSUMIDORES “NÃO USUÁRIOS” NAS COMUNIDADES DE MARCA

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Existe uma infinidade de pesquisas sobre as Comunidades de Marca e seus membros, formados, geralmente, por aqueles consumidores que estão ligados diretamente à marca, em decorrência do uso regular de um produto. Todavia, pouco se fala sobre aqueles consumidores que fazem parte dessas comunidades, sem jamais terem consumido o produto em questão. Ao olhar para eles, este artigo procura analisar e  responder às seguintes perguntas: Por que um consumidor “não usuário” de um produto, pode  ficar tão envolvido e investido em uma marca, sem qualquer apego ou experiência direta com ela? Quais são os motivos subjacentes para esses consumidores se engajarem e se comprometerem com as Comunidades de Marca?”

1 – AS COMUNIDADES DE MARCA

As marcas estão se tornando cada vez mais importantes no dia a dia dos consumidores. No passado, elas eram apenas um puro símbolo de qualidade, mas hoje, são, em grande medida, usadas como forma de expressão, de status, de exclusividade. (Leia aqui o artigo sobre este tema)

A forma como os admiradores e defensores de uma #marca se envolvem com ela, faz surgir as Comunidades de Marca. É neste ambiente que eles conseguem se conectar e se identificar uns com os outros; onde postam itens relacionados aos produtos da marca, que eles consomem ou usam. Por exemplo, eles escrevem sobre sua experiência de voar com uma companhia aérea ou sobre o uso de um novo produto lançado no mercado. Além de, simplesmente, escrever e compartilhar sua experiência de marca, esses #consumidores também usam aquele espaço para buscar das empresas, as informações do seu interesse.

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Grandes empresas corporativas estão levando a palavra comunidade bastante a sério e não é difícil adivinhar o porquê. Para as empresas, ter uma Comunidade de Marca online, onde as pessoas têm algo em comum, é muito positivo, já que elas podem usa-la como instrumento para interagir com seus clientes. É por esses e outros motivos que, hoje, as comunidades e as marcas andam juntas.

2 – EXEMPLOS EXCEPCIONAIS DE COMUNIDADES DE MARCA

Uma Comunidade de Marcas, ativa e engajada, pode impulsionar a inovação, aumentar receitas e assegurar a fidelidade do cliente. Daí muitas empresas estarem, cada vez mais, intensificado seus esforços para envolver os consumidores e construir #ComunidadesDeMarca de sucesso, como essas abaixo relacionadas:

2.1. A Rede da Comunidade SAP (SCN)

Com mais de 2,5 milhões de membros engajados, o SCN tem sido chamado de “o uso mais extensivo até hoje das mídias sociais por uma corporação”, por Richard Adler, do Instituto Aspen. A SAP Community Network é a comunidade de usuários oficiais do SAP SE. Usuários, desenvolvedores, consultores, mentores e estudantes de software SAP usam a SAP Community Network para obter ajuda, compartilhar ideias, aprender, inovar e se conectar com outras pessoas.

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Os membros dessa Comunidade de Marca vão desde grandes multinacionais, como Disney e Bose, até inúmeras pequenas e médias empresas, todas capazes de se conectarem e se beneficiarem mutuamente através do SCN. O verdadeiro sucesso dessa comunidades reside no fato de que muitos membros são altamente engajados e dispostos a contribuir com tempo e experiência para aumentar a força da rede. A comunidade é enorme, diversificada e altamente engajada. Os usuários ganham reputação pelas contribuições da comunidade e há muitos incentivos para os usuários continuarem envolvidos.

2.2. Comunidade Playstation (Sony)

A Comunidade Playstation fez um trabalho excepcional em fornecer um espaço on-line para os jogadores se conectarem. Estes podem se concentrar em seus interesses específicos, seja por jogo ou por suporte de que precisam. Isso deixa claro que a comunidade atende aos pilares de feedback, defesa e suporte.

comunidades-de-marcaEssa comunidade está intimamente ligada aos canais de mídia social, como no #YouTube e no Twitter, sendo uma das suas grandes forças a criação de conteúdo gerado pelo usuário, acrescida ainda da possibilidade dos seus integrantes  fazerem upload de clipes no jogo ,diretamente on-line por meio dos novos recursos no console PS4. A comunidade garante capacidade e escalabilidade virtualmente ilimitadas em conteúdo gerado pelo usuário, que entretém e agrega valor na conscientização e nos pontos de contato do consumidor.

2.3. BeingGirl

A Comunidade de Marca da BeingGirl é voltada para meninas adolescentes e tem como finalidade, fornecer informações e conselhos a elas sobre questões relacionadas à adolescência, como menstruação, distúrbios alimentares, acne e namoro.

comunidades-de-marcaA BeingGirl foi expandida para 46 países, permitindo que garotas em todo o mundo se relacionem umas com as outras nos testes de crescimento. A comunidade tem alcance global e fidelidade à marca entre clientes em potencial.

2.4. Figment 

A comunidade de marca da Figment atende a adolescentes que gostam de ler e escrever Fan fiction. A Figment tem mais de 300.000 membros que podem compartilhar, criar e moderar conteúdo, além de criar reconhecimento, recomendando produtos.

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Indivíduos altamente engajados tornam-se defensores da marca, dando opiniões sinceras e sérias sobre os produtos de que gostam e isso preenche múltiplos pontos de contato para outros membros da comunidade. Ele mostra como todas as marcas voltadas para o consumidor podem gerar engajamento com a comunidade, concentrando-se em nichos específicos e altamente engajados em seus públicos. O foco do laser é um nicho de público-alvo da marca, que garante altos níveis de engajamento e uma fantástica experiência mútua na comunidade.

2.5. H & R Block

A H & R Block criou uma comunidade que conecta os usuários a um profissional de impostos para respostas rápidas a perguntas relacionadas a impostos, por meio da seção “Como obter respostas”.

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A verdadeira força dessa Comunidade de Marca está em conectar os usuários, permitindo que eles aprendam e compartilhem suas experiências com outras pessoas, integrantes do grupo. Essa comunidade já respondeu a 1 milhão de perguntas, gerando um aumento de 15% nos negócios. Trata-se de uma comunidade que adiciona valor genuíno e altamente útil à vida dos consumidores. 

2.6. Harley-Davidson

A Harley-Davidson tem uma comunidade especial. Os entusiastas da Harley-Davidson compartilham mais do que sua lealdade a uma marca. Para eles, representa um modo de vida, uma cultura e é algo que pode ser encontrado em todo o mundo. Desde a década de 1980, a Harley-Davidson tem desenvolvido, diligentemente, uma comunidade baseada no compartilhamento de estilo de vida, gosto e admiração.

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Essa comunidade nasceu como uma forma dos consumidores, altamente apaixonados pela marca, se conectarem e interagirem on-line. Com mais de 1 milhão de membros ativos, a força dessa comunidade reside na qualidade de seus integrantes apaixonados, que ela tenta promover e servir. Sem dúvida, trata-se de uma comunidade incrivelmente forte e apaixonada, que se estende além da comunidade online. Ela atua como um conector para entusiastas em todo o mundo.

2.7. Lugnet 

A Lugnet é a maior comunidade não oficial de fãs da Lego. Ela é composta principalmente por homens adultos, que constroem projetos elaborados Lego, compartilhando notícias e imagens de suas criações.

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Como um grupo focado e de nicho de usuários, a comunidade Lugnet foi até reconhecida pela marca Lego como sendo uma valiosa fonte de informação. A Lugnet oferece insights incrivelmente valiosos em hardware, software, design, usabilidade e feedback que informa o desenvolvimento de produtos, marketing e muito mais. Uma comunidade altamente entusiasta e capaz, que é receptiva a trabalhar de perto com a marca para fornecer uma fonte de feedback que possa informar as decisões de produtos e negócios.

2.8. Starbucks Idea

A Starbucks Idea trabalha com o mesmo princípio da antiga “caixa de sugestões” de clientes para os mais de 150.000 membros da cadeia global de café. Nos últimos seis anos, sugestões dos membros da Comunidade de Marca Starbucks Idea levaram à implementação de quase 300 inovações – desde a gorjeta digital, limonada com chá verde de pêssego, até a capacidade imensamente popular de aproveitar o Wi-Fi gratuito.

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Seus clientes e parceiros apaixonados compartilham suas ideias na comunidade, permitindo à empresa agir com base em muitas inovações surpreendentes que dali surgem. A implementação real e o acompanhamento de ideias populares mostram que a marca ouve os consumidores, que inspiram níveis cada vez maiores de inovação e ideias. Um ativo real para a progressão contínua da marca.

2.9. Oracle 

A Comunidade Oracle conecta os milhões de usuários em todo o mundo que usam a plataforma, seja para fins pessoais ou empresariais. Ela permite que os usuários façam perguntas em fóruns dedicados e resolvam problemas juntos.

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Os membros podem compartilhar histórias pessoais, formar grupos independentes e até construir suas próprias redes e agendar reuniões. É um ótimo recurso técnico, que visa ajudar os usuários a resolver problemas de qualquer maneira que puderem. Muito popular entre o seu público-alvo.

2.10. Nordstrom

Enquanto muitas marcas se sentem confortáveis ​​em plataformas de mídia social como o #twitter ou #instagram, onde são capazes de manter um nível de controle do conteúdo em seus canais, a maioria parece relutante em abrir um canal no Reddit, adiando talvez a versão integral. A Nordstrom, no entanto, sentiu-se pronta para enfrentar o desafio, a primeira de uma marca de luxo.

comunidades-de-marcaA marca valoriza a genuína autenticidade, o que lhes dá coragem para facilitar a conversa aberta com os clientes através do Reddit. Todos os sinais iniciais apontam para que seja um movimento altamente positivo para a marca. Ao participar do Reddit, a Nordstrom se compromete com a genuína autenticidade, o foco no consumidor e os valores sociais, o que garante que o sentimento da marca tenha uma resposta altamente positiva. 

Ao se envolverem com os consumidores que integram suas Comunidades de Marca e fazem uso dos seus produtos, as empresas obtém sugestões ou ideias para melhorar a qualidade deles, especialmente porque ali os consumidores costumam compartilhar suas opiniões, positivas ou negativas, o que contribui, quando feito adequadamente, para construir um bom relacionamento, que levará à lealdade e à confiança. Portanto, manter um bom relacionamento com os consumidores dessas comunidade é tão importante quanto manter a imagem da marca.

3 – CONSUMIDORES “NÃO USUÁRIOS”

Para se tornar membro de uma Comunidade de Marca, o “consumo em si” não é necessariamente um requisito, daí ser possível a presença nessas comunidades de consumidores, que irei defini-los como “não usuários”. Estes, são aqueles que não têm qualquer experiência direta com a marca; que não fazem uso de produtos.

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Se não fazem uso dos produtos de uma marca, por que, então, integram a Comunidade de Marca? Qual é a motivação desse comportamento? Eles geram algum benefício para as empresas e para a marca, em si?

Para entendermos melhor esse fenômeno, é preciso ter uma noção inicial de que as marcas servem a outros propósitos, além de benefícios puramente funcionais, já que elas carregam significados sociais e simbólicos que são transmitidos aos consumidores. Daí a razão da maioria dos consumidores buscarem cercar-se de marcas que irão melhorar seu status social, sua autoimagem. Isso, inclui aqueles consumidores que não fazem uso dos produtos de uma marca. É o que acontece na Comunidade de Marca da Rolex.

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Os relógios Rolex são de altíssimo valor e têm o poder de gerar admiração e desejo nas pessoas, ao ponto de levá-las a comprar, por outras razões que não os  benefícios funcionais do objeto. Geralmente, os dois drivers de compra desse relógio, são a busca por status e a satisfação do ego. É o que se percebe claramente em sua Comunidade de Marca. Inclusive, a maioria dos seus membros, não são usuários dos relógios da marca Rolex. 

Não ser usuário e estar dentro dessa comunidade pode não ser muito chocante, considerando que, para se tornar um consumidor dessa marca, seria necessário fazer um alto investimento financeiro. Para os consumidores “não usuários”, o fato de serem membros da comunidade Rolex, expressa  o desejo deles de estarem ligados à marca, que irá lhe atribuir valor à sua imagem pessoal.

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É o que se constata nos seus comentários:

“O meu sonho, é ter um Rolex um dia”; “Terei um deste modelo, se um dia for magnata de Wall Street”; “Eu uso ouro como um investimento, por isso eu posso me ver usando um #rolex todos os dias!

Essas citações apresentadas ilustram o desejo deles de um dia se tornarem proprietários de um Rolex. A coisa interessante sobre a segunda citação é que o membro da comunidade faz uma distinção entre ele e o que ele considera os membros da comunidade. Isso talvez possa ser explicado pelo sentimento de não cumprir os requisitos de pertencer e, mais ainda, pelo desejo de um dia se tornar um deles.

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Outros comentários evidenciam que eles olham para a marca Rolex, atribuindo-lhe valores quase sacrossantos: “Se você aspirasse dominar o mundo, usaria um Rolex”; “É a melhor peça de tempo no mundo para manter um tempo preciso”.

Enfim, são comentário que ilustram o mais alto nível de admiração, vinculando a marca a sucesso, poder e riqueza. Isso acaba sendo positivo, tanto para o #consumidor “não usuário” que se sente realizado em ser membro da comunidade, como para a própria empresa, já que quanto mais elevado forem a confiança e o compromisso desses consumidores com a marca, mais empenhado eles estarão em promovê-la e defendê-la, abrindo oportunidades para o crescimento da comunidade e também da empresa, em si. 

4 – CONCLUSÃO

Recentemente, várias marcas têm intensificado seus esforços para envolver os consumidores e construir Comunidades de Marca. Cada uma dessas comunidades oferece diferentes oportunidades e incentivos para os consumidores participarem e se envolverem, o que acaba gerando para as empresas, não apenas maior alcance, mas também agregando valor a outros pontos, como incentivar conversões ou melhorar os relacionamentos existentes com os clientes.

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Como o “consumo em si” não é necessariamente um requisito para ser membro de uma Comunidade de Marca, é cada vez mais crescente a possibilidade de encontrarmos nelas, consumidores “não usuários” dos produtos da marca. Para entender esse fenômeno, nada melhor que analisar a Comunidade de Marca da Rolex. É neste ambiente onde estão concentrados, em grande quantidade, consumidores que não usam relógios Rolex, mas que têm a satisfação de defender e promover a marca. Talvez a motivação desses comportamentos não sejam as mesmas de integrantes de outras comunidades, mas uma coisa é certa, o mini-case da Rolex representa uma Comunidade de Marca que é em grande parte simbolizada pela extravagância e hedonismo, o que faz com que os seus membros busquem o engajamento com a marca com o fim de melhorar suas habilidades sociais. status e auto-imagem.

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Além disso, deve-se considerar que o que parece ser o maior impulsionador da lealdade e compromisso com a marca, na realidade é o desejo das pessoas de consumir, o desejo de possuir, que parece ser o que envolve os consumidores a participar ativamente. Este mini-case serve para provar que as empresas podem se beneficiar da criação de marcas desejáveis, porque mesmo assim o consumidor ou não consumidor, o engajamento e o comprometimento alimentam a prosperidade. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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PERSONALIDADE DE MARCA QUE ATRAI CONSUMIDORES

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No passado, as marcas representavam apenas um símbolo de qualidade. Hoje, elas possuem Personalidade de Marca, carregando significados sociais e valores que são transmitidos aos seus usuários. Por isso, os consumidores tendem a cercar-se de marcas que tenham ligação direta com a sua identidade; que irão lhe proporcionar status social;  melhorar a sua autoimagem e destacar o seu estilo de vida.

1 – O QUE É PERSONALIDADE DE MARCA?

A Personalidade de Marca refere-se à personificação da marca. É o conjunto de características ou traços humanos atribuídos à marca. Uma Personalidade de Marca passa a existir quando adjetivos humanos como exclusivos, sérios, engraçados, confiáveis, criativos, extravagantes, rebeldes, etc., são atribuídos a ela. É o conjunto de atributos com o qual o #consumidor pode se relacionar. Dessa maneira, uma #marca pode se tornar eficaz, aumentando seu valor de mercado, se tiver um conjunto consistente de características que um segmento de consumidor específico desfruta.

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A Personalidade de Marca não deve ser confundida com as imagens de uma empresa. Estas, são uma série de ativos criativos que comunicam os benefícios tangíveis de sua marca, ao contrário da #PersonalidadeDeMarca que cria diretamente uma associação emocional na mente de um grupo ideal de consumidores. Daí a importância das empresas definirem com precisão sua Personalidade de Marca para que ressoe no consumidor correto.

2 – TIPOS DE PERSONALIDADE DE MARCA

É a Personalidade de Marca que define a atitude da marca no mercado. É também o fator chave de qualquer campanha de #marketing bem sucedida. Existem 5 tipos de Personalidade de Marca. São elas:

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Para escolher a Personalidade de Marca, as empresas consideram esses cinco tipos de personalidade e selecionam aquela que deseja transmitir aos consumidores.

Se, por exemplo, uma nova #empresa de vestuário ao ar livre quiser entrar em ressonância com os consumidores, a tendência natural é criar uma personalidade de marca que seja “robusta”. No entanto, é possível que o concorrente da empresa já tenha se posicionado como a marca de roupas esportivas ao ar livre. Em vez disso, a nova empresa de vestuário pode posicionar-se exclusivamente na mente do cliente, adotando uma personalidade de marca de “sofisticação”. Isso diferencia a marca, como uma opção sofisticada e de alto nível para o vestuário de exterior, que atrai um tipo específico de consumidor.

A Dove, por exemplo, escolhe a “sinceridade” como sua personalidade de marca, para atrair #consumidores femininos. Marcas de luxo, como Michael Kors e Chanel, buscam a “sofisticação”. Sua personalidade de marca se concentra em um estilo de vida de classe alta, glamorosa e moderna, que atrai uma base de consumidores de alto consumo. REI, a loja de recreação ao ar livre, tem uma personalidade de marca “robusta”. Ela se concentra em inspirar seu público – que geralmente é gente ao ar livre e aventureira – a ser forte e resiliente.

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3 – EXEMPLOS DE PERSONALIDADE DE MARCA

Aqui estão alguns exemplos de marcas com Personalidades de Marca, prontas para uso:

3.1. Woodland

A Woodland adquiriu a Personalidade de Marca do tipo “robustez” – ar livre, áspero, resistente e atlético – o que a torna ideal e pronta para a personalidade de aventura por meio de seus produtos (botas pesadas – destinadas à aventura) e estratégias inteligentes de marketing. Eles também usam a cor verde, que representa a natureza, para construir uma personalidade de estar ao ar livre.

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3.2. MTV

A MTV tentou se posicionar, para ser diferente do habitual canal de vídeos musicais. Para isso, adotou a Personalidade de Marca do tipo “competência”. O conceito de VJs (sigla para ‘video jockey’) seguido por logos e slogans bacanas, como ‘Quero minha MTV’ e ‘MTV está aqui’, os ajudou a se destacar.

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3.3. Harley Davidson

A Harley Davidson tem a Personalidade de Marca do tipo “robustez” – rebelde – desde o começo. As campanhas promocionais (nomeando motocicletas como máquinas malvadas), o logotipo e o uso de cores brilhantes e dinâmicas os ajudaram a construir essa personalidade.

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3.4. Marlboro

A Marlboro sempre teve uma Personalidade de Marca do tipo “robustez” – dureza – por meio de suas diferentes estratégias de marketing, que incluíam “The Tattooed Man”, “Marlboro Cowboy” e “The Marlboro Man”.

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3.5. Rolex

A Rolex dispõe de Personalidade de Marca do tipo “sofisticação” com produtos altamente valiosos para um público exclusivamente seleto.