Arquivos Mensais: fevereiro 2019

O DOCE AMARGO DA STÉVIA

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O açúcar é um dos ingredientes mais perigosos do mercado. Adicionado a quase todos os alimentos processados, ele deixa as pessoas com excesso de peso e doente, se for comido em demasia. No mundo, o consumo médio de açúcar é de 4 vezes mais do que a dose diária recomendada, provavelmente porque seja tão viciante. É por isso que muitos buscam alternativas de adoçantes para substituí-lo, como a STÉVIA, que é conhecida como um excelente produto natural para ajudar na perda de peso. Mas será que o uso da stévia é verdadeiramente saudável?

1 – A PLANTA STÉVIA

Para aqueles que estão ouvindo falar da stévia pela primeira vez, trata-se de uma planta que faz parte da família Asteraceae, relacionada com a margarida e a artemísia. Várias espécies de stévia chamadas candyleaf são nativas do Novo México, Arizona e Texas, mas a espécie premiada, chama-se Stevia rebaudiana (Bertoni), que cresce no Paraguai e no Brasil, onde o povo Guarani vem usando suas folhas para adoçar a comida, por centenas de anos.

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Moises Santiago Bertoni, um botânico italiano, é frequentemente citado como o descobridor da stévia no final do século XIX, apesar do povo Guarani já fazer uso da planta por séculos. Conhecida como kaa-he (ou erva doce) por esses nativos da América do Sul, eles adoram usá-la como adoçante em seu chá de erva-mate; e também como remédio tradicional para queimaduras, problemas estomacais, cólicas e até mesmo como uma forma de contracepção. Ou seja, em sua forma natural a stévia oferece uma variedade enorme de benefícios à saúde.

O interesse comercial e seu uso pela indústria de alimentos e bebidas, colocaram a stévia em posição de destaque no cenário agrícola internacional, devido à demanda social por alimentos saudáveis ​​e naturais. E quando cresce o interesse comercial, já é de se esperar que alterações em laboratório aconteçam, para tornar seus derivados mais agradáveis ao paladar dos consumidores, como forma de impulsionar as vendas e o seu valor comercial. Desde então, viralizou o uso da stévia nos produtos! Produto com stévia passou a ser indicador de “produto saudável”. Nada mais, que uma estratégia de marketing das empresas.

doce-amargo-da-stéviaA partir de 1990, um grande número de países foram incluídos como produtores da stévia: China, Índia, Brasil, Coréia, México, Estados Unidos, Indonésia, Tanzânia e Canadá.

2 – USO DA STÉVIA NA INDÚSTRIA

Em 1931, os químicos M. Bridel e R. Lavielle isolaram em laboratório os dois glicosídeos (compostos) que tornam as folhas de stévia doces: o esteviosídeo e o rebaudiosídeo (com cinco variações: A, C, D, E e F). O esteviosídeo é doce, mas também tem um sabor amargo que muitos reclamam quando o usam, enquanto o rebaudiosídeo isolado é doce sem amargor.

No produto de stévia crua, sem mistura química (aquela mais próxima do natural), menos processado, ​​a planta stévia é secada, desidratada e depois moída, até se transformar num pó. É como tirar a erva do seu próprio jardim e usá-la em uma receita. Nenhum processamento envolvido. É muito utilizada na Ásia, como adoçante natural e planta medicinal.

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Já no produto de stévia altamente processado, conhecido como “extrato de stévia”, contém muito pouco da própria planta. Nele é encontrado apenas um dos compostos produzidos em laboratório: ou o rebaudiosídeo, que é a parte mais doce da folha; ou o esteviosídeo, que proporciona um gosto ligeiramente amargo, mas que adoça. O extrato de Stévia geralmente contêm uma alta porcentagem de glicosídeos do esteviol diterpeno. A transformação é tanta, que não é exagero considerar que não se trata mais de uma stévia.

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Chama a atenção que a stévia crua (aquela mais próxima do natural), apesar de ser a mais indicada para uso, ela não é permitida como ingrediente alimentar convencional ou aditivo, com função de adoçante, nos Estados Unidos, e nem é considerada aceitável ​​para tal uso pela Comissão Européia. Sem dúvida, um absurdo!

Como pode nos E.U.A e na União Européia, compostos ou extratos de stévia (rebaudiosídeo e esteviosídeo), quimicamente derivados da planta stévia, serem considerados seguros em alimentos processados, ​​e a planta stévia não? Para entender isso, teremos que voltar no tempo.

Em 1991, o Food and Drug Administration (FDA) se recusou a aprovar o uso comercial da planta stévia, mesmo diante da pressão de fabricantes de adoçantes artificiais, como Sweet n’ Low e Equal (uma indústria de um bilhão de dólares), que clamava por sua aprovação.

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Mas em 2008, a pedido da empresa Cargill (maior empresa do mundo de capital fechado, presente em 5 continentes), o FDA decidiu aprovar o uso comercial apenas do composto produzido quimicamente em laboratório, o rebaudiosídeo, a parte mais doce da folha. Isso, sem realizar qualquer estudo a fim de analisar o impacto do seu uso sobre a saúde humana a longo prazo.

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Essa aprovação, a pedido da empresa Cargill,  soou muito suspeito no mercado mundial, dando a entender que poderosas indústrias exercem grande influência sobre o que é aprovado no FDA. Influenciam decisões da FDA que não fazem sentido. Com certeza! Como pode, aprovar derivados da planta stévia, manipulados em laboratório, e proibir o uso da planta in natura!?

3 – PRODUTOS DE STÉVIA NO MERCADO BRASILEIRO

A cada ano, cresce o consumo de stévia no Brasil. Embora o real benefício da stévia para a nossa saúde seja obtido em sua forma mais crua, existem no mercado diversas marcas anunciando se tratar de stévia natural. Puro engano!

Para quem quer fazer uso da planta de stévia crua, buscando a liberação de toda a potência do doce da planta, você terá que comprar a #stévia de folhas inteiras em pó. Basicamente é a  stévia em pó (crua, seca e moída), que contém todo o espectro de glicosídeos e tem um sabor ligeiramente amargo.

Por outro lado, existe a stévia  processada pela indústria (extrato de stévia), que tem acréscimo de várias substâncias em sua composição.  É principalmente uma extração do rebaudiosídeo – a parte mais doce e menos amarga da folha de stévia, legalmente permitido pela FDA, e que pode ser comercialmente rotulado como “adoçante”. É muito mais doce do que o açúcar e sem aquele sabor amargo, mas também sem os benefícios de saúde. Da mesma forma, o produto de stévia com o esteviosídeo.

Vendido no Brasil como #adoçante natural à base de stévia, temos a Trúvia, desenvolvida pela Coca-Cola e pela Cargill. É distribuído e comercializado pela Cargill como um adoçante de mesa, bem como um ingrediente alimentar. A Trúvia, de natural não tem nada. Ela é feita do extrato de stévia, acrescido de eritritol e sabores naturais.

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O eritritol é um #açúcar de álcool, derivado da glicose do amido de milho. Apesar de ser um derivado natural, encontrado em várias frutas e vegetais, o eritritol resulta de processos químicos que alteram a sua composição para ser usado como adoçante. O uso do eritritol promove aumento de glicemia, sendo arriscado para diabéticos; causa cólicas, náuseas e fezes aquosas, etc.

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Já os sabores naturais, nada mais são, que ingredientes químicos muito utilizados no extrato de stévia, para camuflar o sabor metálico que surge após todo o processo de industrialização. Os “Sabores naturais” estão contribuindo para o que David Kessler (ex-chefe da FDA) chama de “carnaval de comida” em sua boca. Isso torna difícil parar de comer ou beber, porque os sabores que eles sintetizaram vão levar sua mente a querer mais e mais. Quando as empresas usam esses sabores manufaturados, elas estão literalmente “seqüestrando” suas papilas gustativas, uma a uma.

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Na Trúvia, a stévia é processada com ingredientes adicionados ou “sabores naturais”. Para sua fabricação são 42 etapas, que incluem a extração do rebaudiosídeo e o adicionamento de substâncias químicas, como o acetonitrila, que é tóxico e carcinogênico do fígado; e o eritritol, que é à base de milho.

Outro produto vendido no Brasil, comercializado como sendo #natural, é a Stévia 100% da Línea. Mas isso não é verdade.  Como “100% natural” se o extrato de folha de stevia é de fato processado? O processamento da stévia não permite que ela seja chamada de natural.

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Na mesma linha de stévia processada, mas se declarando “100% natural”, temos a Finn 100% Stévia:

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“Natural’ significa que  nada de artificial ou sintético (incluindo todos os aditivos de cor e sabor, independentemente da fonte) foi incluído, ou adicionado a um determinado produto alimentício.  

Um exemplo clássico, é o xarope de milho rico em frutose, que apesar de ser processado a partir de uma fonte natural (o milho), ele não é considerado um adoçante natural pela FDA. E por que no Brasil se permite que empresas divulguem a stévia processada, como natural?

Se uma planta foi processada, ela deixa de ser natural. Se não se encontra em seu estado natural, ela não é natural. É a lógica!

Também podemos usar como exemplo o café, que consumimos diariamente. Se você come grãos de café cru, você não os reconhece como café, apesar dele se encontrar no seu estado “natural”. Para ele produzir o sabor que você espera e conhece, ele precisa ser fermentado, seco e torrado. A partir daí ele deixa de ser “natural”, pois a sua torrefação pirolisa gorduras, proteínas e açúcares, produzindo dezenas de pirazinas (composto orgânico heterocíclico e aromático com a fórmula C₄H₄N₂) e outras substâncias químicas aromáticas que agradam o nosso paladar quando o consumimos.

Podemos então concluir que “natural” é a stévia crua, sem mistura química,  sem processamento; aquela que é secada, desidratada e depois moída, até se transformar num pó. Os demais, estão longe de estarem em sua forma in natura ou mais nutritiva, devendo ser evitados. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. Nº 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A REVOLUÇÃO DOS CONSUMIDORES

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A conhecida frase de John Wanamaker “Quando um cliente entra na minha loja, ele é o rei”, que mudou a face do varejo e levou ao desenvolvimento da publicidade e do marketing, já não surte tanto efeito como antigamente. O que antes era recebido como um “elogio”, um reconhecimento de “importância”, hoje é visto com desconfiança, pois com o passar dos anos se descobriu que o consumidor foi enganado pela coroa.

Agora, a realidade é outra! A mascará caiu! Os consumidores já não permitem ser facilmente influenciados por frases de efeito. Eles têm consciência que as empresas, a todo momento, estão procurando lhes manipular, lhes direcionar nas suas decisões de compra, com o objetivo de gerar lucros para elas.

Hoje, os consumidores utilizam a tecnologia para buscar informações – eles pesquisam; esmiúçam a fundo aquilo que lhes interessa; verificam o histórico das empresas; buscam conhecer a experiência dos outros consumidores, e o mais interessante, é que com tais informações em mãos, eles acabam influenciando o poder de compra dos outros consumidores.

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Isso, vem gerando profundas implicações para as empresas. Negociar, buscando tirar vantagem da ignorância dos consumidores, não está sendo tão fácil como antes – eles estão mais informados e atentos – e logo contarão aos outros, mesmo àqueles sem a internet – que foi ludibriado; que determinado serviço ou produto não presta; que os preços na próxima cidade são mais baratos, etc. Essa reação em massa, contribui para elevar os padrões de qualidade dos produtos e serviços, e consequentemente, as empresas boas e honestas serão as mais beneficiadas.

No quesito comercial, a realidade passou a ser virtual, onde a concorrência está sendo mais intensificada. As vitrines de produtos e serviços acontecem on-line. Os consumidores compram produtos, comparam preços e verificam a reputação das empresas no conforto do seu lar. Na web, eles podem ler o que as empresas dizem sobre os produtos com mais detalhes, mas também analisam as opiniões dos outros.

revolução-dos-consumidoresSimplesmente, mudou a natureza das decisões do consumidor. No passado, eles costumavam visitar uma loja de departamentos ou uma concessionária para buscar conselhos de um vendedor, ver suas recomendações, para depois decidir pela compra, ou não do produto. Nesses dias, tudo é diferente, e os fabricantes de automóveis já descobriram que oito, entre dez de seus clientes, já usaram a internet para decidir que carro eles querem comprar, antes mesmo de chegarem a uma concessionária.

O comportamento dos consumidores é semelhante, quando compram outras coisas, como câmeras digitais, telefones celulares, roupas da moda e produtos alimentícios. No item de alimentos, os consumidores também estão mais bem informados do que nunca, sobre o valor nutricional; os riscos para a sua saúde; e as implicações de determinados componentes do produto.

Numa pesquisa realizada pela Association Of American Publishers, mais de 90% das pessoas, com idade entre 18 e 54 anos, disseram que, antes de se deslocarem a uma loja física, tem o costume de acessar a Internet para obter informações sobre determinado produto e sobre a empresa. A pesquisa também identificou que muitos consumidores encontraram uma empresa pela primeira vez na internet.

Alcançar esses #consumidores mais bem informados, com uma mensagem de marketing não é fácil. O público alvo da publicidade está se fragmentando, e sua atenção é mais difícil de atrair.

Apesar da inundação de informações sobre produtos e serviços disponíveis, é pouco provável que os consumidores se tornem totalmente calculistas. Gosto pessoal e moda são bem diferentes. As marcas provavelmente permanecerão populares, mas a lealdade a elas está se enfraquecendo. Um lapso ou atraso pode custar caro a uma empresa e dar vantagem a um rival oportunista. É assim, que o iPod da Apple arrebatou da Sony a liderança de mercado, em dispositivos portáteis de música.

Uma coisa é certa, o mercado está em constante transformação, e os consumidores que já têm o poder de decisão, alcançado ao longo dos anos, agora podem ser considerados verdadeiros reis, obrigando, cada vez mais, as empresas a buscarem a satisfação desses novos monarcas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

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SUCO DE FRUTAS COM ARSÊNIO,CÁDMIO E CHUMBO

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Quão perigoso é para você ou seu filho beber esses sucos industrializados? E se o seu filho bebe todos os dias, durante vários anos? Para obter essas respostas, foram analisados os possíveis riscos à saúde, com base em vários fatores.

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1 – Suco de caixa e de garrafa é um risco à saúde

Já era de conhecimento público que o risco do suco de frutas industrializado, popularmente conhecido como “suco de caixa ou de garrafa”, se  resumia à grande quantidade de #açúcar e calorias, mas há outro risco à nossa #saúde, que é menos conhecido: a presença de arsênio, cádmio e chumbo, com níveis potencialmente perigosos (além do limite recomendado), de acordo com os novos testes realizados nos EUA.

Foram testados 45 sucos de #frutas industrializados – incluindo, de várias marcas vendidas no Brasil, como por exemplo o Great Value da Walmart e o Juicy Juice da Harvest Hill Beverage Company.

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Ao todo, foram testados 24 marcas: 365 Everyday Value (Whole Foods); Apple & Eve; Big Win (Rite Aid); Capri Sun; Clover Valley (Dollar General); Great Value (Walmart); Gerber; Good2Grow; Gold Emblem (CVS); Goya; Honest Kids; Juicy Juice; Looza; Market Pantry (Target); Minute Maid; Mott’s; Nature’s Own; Ocean Spray; Old Orchard; R.W. Knudsen; Simply Balanced (Target); Trader Joe’s; Tree Top; e Welch’s.

Em todos os #sucos submetidos ao teste, foram encontrados níveis elevados de elementos químicos, comumente conhecidos como metais pesados. Parte destes sucos são destinados a crianças.

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“Em muitos dos sucos testados, os níveis dos metais pesados ​​combinados, são mais preocupantes do que o nível de qualquer metal pesado específico. Cada um desses metais tem se mostrado prejudiciais ao desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso da criança. Outra questão: a quantidade de metais pesados ​​em um determinado tipo de alimento pode ser baixa, mas como metais pesados ​​são encontrados em outros alimentos e no meio ambiente – a consequência é que se acumulem no corpo humano. Nos sucos analisados, os níveis de metais pesados ​​chegaram ao nível máximo, sem deixar pouco ou nenhum espaço para o acúmulo de outros #metaispesados, oriundos de outras fontes, como água potável, comida e ar”, diz o químico CR Akinleye.

“Beber apenas 118 ml. de suco industrializado por dia – ou meia xícara – já é suficiente para aumentar a preocupação. Nunca é tarde demais para mudar hábitos alimentares, mesmo que você ou seus #filhos já vinham bebendo esses sucos há muito tempo. O risco concreto vem da exposição crônica (consumo diário). Minimizar o consumo de sucos e outros alimentos que têm metais pesados, ​​pode reduzir a chance de resultados negativos no futuro”, disse James Dickerson, Ph.D., diretor científico e um dos encarregados da pesquisa.

Os teste realizados nos sucos de frutas, se concentraram nos elementos cádmio, chumbo, mercúrio e arsênico inorgânico (o tipo mais prejudicial à saúde), porque eles apresentam alguns dos maiores riscos, e pesquisas feitas anteriormente indicaram que, hoje em dia, eles são comuns em alimentos e bebidas.

Essa realidade faz lembrar os mais velhos dizendo que, “no passado, se comia e bebia de tudo, e não se via tantos problemas de saúde como hoje, quando os alimentos estão  infectados de produtos químicos”. Infelizmente, é a mais pura verdade!

Durante as últimas décadas, as empresas investiram pesado em publicidade para doutrinar os #consumidores a aceitarem alimentos #industrializados em suas mesas, sem qualquer resistência. Para isso, tiveram que conquistá-lo pelo visual da embalagem, e principalmente, pelo sabor artificial dos produtos. Quanto mais atraente a embalagem e mais saboroso o alimento (resultado da presença de ingredientes químicos na sua composição), melhor é a sua aceitação no mercado. É esta a conclusão de um estudo, cujo resumo foi publicado na revista Periódicos Eletrônicos em Psicologia:

RESUMO: Propagandas de alimentos anunciadas pela televisão, podem influenciar hábitos alimentares de crianças e adolescentes. O objetivo deste estudo foi avaliar escolhas alimentares de crianças e adolescentes expostos e não expostos a propagandas de alimentos, veiculadas pela televisão. Grupos controle e experimental foram pareados segundo sexo e idade. Participantes, assistiram a um desenho animado de 21 minutos, com dois intervalos comerciais que veicularam oito diferentes propagandas. O grupo controle assistiu a propagandas de brinquedos, e o grupo experimental, de alimentos. Imediatamente logo após, fotos dos alimentos anunciados foram apresentadas com imagens de um produto: similar, mais saudável e uma fruta. O método mostrou efeito significativo de categoria. O teste demonstrou que alimentos anunciados foram mais escolhidos do que os outros produtos. Além disso, o grupo controle escolheu mais produtos similares do que o experimental. Conclui-se que a exposição a propagandas de alimentos pode influenciar nas escolhas alimentares de crianças e adolescentes”.

De acordo com o Professor Robert Lustig da Universidade da Califórnia, “as indústrias​​ alimentícias conseguiram aumentar o consumo de alimentos não saudáveis ​​e também o seu fluxo de caixa, mas falharam drasticamente quando se trata do quesito saúde. Nos últimos 50 anos, elas apresentaram a hipótese da comida processada, como sendo melhor que a comida real ”.

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Os metais pesados podem prejudicar os adultos, mas as #crianças são particularmente as mais vulneráveis a eles. “A exposição da criança a estes metais, no início de sua vida, pode afetar toda a sua trajetória”, diz Jennifer Lowry, presidente do Conselho de Saúde Ambiental da Academia Americana de Pediatria; diretor de farmacologia clínica, toxicologia e inovações terapêuticas em Children’s Mercy, Cidade de Kansas.

Os efeitos nocivos dos metais pesados ​​são bem documentados, e plenamente comprovados. Dependendo de quanto tempo as crianças fiquem expostas a essas toxinas, elas poderão ter o seu QI reduzido; problemas comportamentais (como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade); #diabetes tipo 2; #câncer e outros problemas de saúde.

Mesmo que a quantidade de metais pesados nos #alimentos seja pequena, não podemos desconsiderar que quando as pessoas ficam, diariamente, expostas a essas pequenas quantidades através do consumo de alimentos, com o passar do tempo o risco à sua saúde se multiplicará.

Além dos sucos de frutas, testes anteriores já identificaram  níveis elevados de metais pesados ​​em alimentos para #bebês e crianças pequenas.

“No decorrer de uma vida, a pessoa média entrará em contato com esses metais muitas vezes, de muitas fontes. Estamos expostos a esses metais, com tanta frequência durante nossas vidas, que é vital limitar a exposição precoce a eles. Metais pesados ​​podem ser menos arriscados para adultos, mas a exposição contínua, ainda pode levar a problemas de saúde. Por muitos anos, mesmo quantidades modestas de metais pesados, ​​podem aumentar o risco de câncer de bexiga, pulmão e pele; problemas cognitivos e reprodutivos; e diabetes tipo 2, entre outros problemas de saúde. E o #arsênio, o #cádmio e o #chumbo representam o seu próprio conjunto de danos potenciais. O chumbo, por exemplo, está associado a pressão alta, doenças cardíacas e problemas de fertilidade. O arsênico está ligado à doença cardiovascular. E a exposição a longo prazo ao cádmio aumenta o risco de dano ósseo e doença renal, entre outras questões.”, diz Tunde Akinleye, químico de Segurança Alimentar que conduziu os testes aqui analisados. “

2 – RECOMENDAÇÕES

Diante dessa situação, para evitar problemas de saúde, no futuro, o mais correto é eliminar o consumo de suco industrializado, e passar a fazer uso do suco feito de #polpa, ou da própria fruta. Já, quem decidir manter o uso do suco de caixa (não é o recomendado!), deve reduzir a sua quantidade.

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“Preocupante, é que muitos pais ainda dão suco industrializado aos #filhos, diariamente”, diz Akinleye, pesquisadora da CR.

A Academia Americana de Pediatria vem orientando, há muito tempo, a eliminação ou redução do consumo de suco industrializado por crianças, principalmente porque contém muito açúcar, contribuindo para a cárie dentária e calorias, levando à obesidade, diz Steven A. Abrams, MD, diretor do Instituto de #pediatria da Dell e co-autor do guia de suco da AAP. Para ele, “Muitos consideram o #sucodecaixa como saudável, mas não é um bom substituto para a fruta fresca”, diz ele. Embora, o suco de caixa tenha alguns nutrientes, como a vitamina C, ele não tem fibra. Portanto, a dica é evitar o consumo do suco industrializado, substituindo-o pelo consumo de suco feito com frutas frescas, ou polpas de frutas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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