Arquivos Mensais: março 2019

DÊ AOS CONSUMIDORES OS ANÚNCIOS QUE ELES QUEREM

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À medida que a publicidade se torna mais sofisticada, com o uso de novas tecnologias, os canais de comunicação, via internet, estão a todo instante, bombardeando os consumidores com anúncios irrelevantes e perturbadores sobre produtos e serviços, deixando-os completamente irritados. O que era para conquistar clientes e criar um bom relacionamento com eles, acaba gerando cegueira, menos atenção e desconfiança generalizada, tornando difícil até mesmo para aqueles anunciantes que tentam levar suas mensagens para as pessoas certas. Para sintonizar esse ruído, os consumidores estão se virando como podem. Não é de surpreender que o número de pessoas que usam o bloqueador de anúncios, tem crescido nos últimos quatro anos, de acordo com uma pesquisa da eMarketer. Somente em 2018, 25,2% dos usuários de internet bloquearam anúncios em seus dispositivos móveis. Esse número deverá crescer para 27,5% em 2020.

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1 – REAÇÃO DOS CONSUMIDORES AOS ANÚNCIOS IRRELEVANTES

Você dificilmente lê uma notícia ou assiste um vídeo, sem passar por uma dúzia de anúncios, e acidentalmente clicar em um deles. Ao longo dos anos, o sentimento do público em relação à publicidade mudou consideravelmente, e o que antes era percebido como algo inocente e de certa forma divertido, é visto hoje como algo detestável e intrusivo. Em muitos casos, pode não ser a mensagem do anúncio que as pessoas detestam, mas a forma como ela é embalada e entregue. Como reação, os #consumidores passaram a adotar estratégias para limitar a sua exposição a anúncios indesejados, como usar a tecnologia de bloqueadores de anúncios. Isso, é um sinal de que os consumidores ainda valorizam a sua privacidade; que a relevância é fundamental para eles quando visualizam anúncios e que a sua capacidade de evitar anúncios irrelevantes é maior do que nunca.

2 – O QUE PENSAM OS CONSUMIDORES SOBRE OS ANÚNCIOS?

Todo mundo hoje tem uma opinião sobre anúncios on-line. Numa pesquisa feita recentemente pela AdBlock Plus (uma das extensões de bloqueio de anúncios mais usadas no mundo), é possível entendermos melhor o que pensam os consumidores sobre os #anúncios irrelevantes; quais os tipos de #publicidade eles toleram e porque usam hoje os bloqueadores de anúncios.

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Foram entrevistados 1.055 navegadores on-line, e o resultado revelou que a maioria deles não gosta de anúncios pop-up, anúncios no celular e anúncios em vídeo. Eles são mais receptivos aos anúncios off-line, como anúncios em revistas; impressos e anúncios de TV.

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É uma realidade! Poucas pessoas admitem gostar de ver um anúncio pop-up. A descrição exata de um anúncio irritante ou intrusivo é difícil, mas a maioria apontaria para um anúncio pop-up como o principal exemplo de um anúncio irritante, que interrompe a experiência de um navegador. Afinal, os anúncios pop-up ficam no caminho do navegador on-line e do conteúdo que eles querem ver.
Provavelmente, a mais importante declaração contra o pop-up vem do Google, que se manifesta contrário a ele na sua página oficial: “O Google não permite anúncio pop-up, de qualquer tipo, em nosso site. Nós o achamos irritante”.

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Sem dúvida, a experiência mais frustrante para navegadores on-line envolve anúncios pop-up de página inteira, que exigem que o usuário encontre um “X” para remover. A maioria, 91% dos entrevistados, concordaram que os anúncios são mais intrusivos hoje, em comparação com os anúncios de dois a três anos atrás; 87% reconheceram que há mais anúncios hoje que há 2-3 anos atrás; 79% acharam que estão sendo rastreados, como resultado de anúncios redirecionados; 83% concorda que nem todos os anúncios são ruins, mas querem filtrar os que consideram desagradáveis; 77% preferiram o filtro de anúncios, em vez de bloquear completamente eles; 63% consideraram que a maioria dos anúncios on-line, de hoje, não parece profissional e 56% acharam que os anúncios insultam a inteligência deles.

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Ao perguntar aos entrevistado o que levou eles a clicarem no anúncio, 34% disseram que foi um erro cometido; 15% acusaram os anunciantes de enganá-los para que clicassem; e apenas 7% disseram que clicaram porque o anúncio era provocativo.

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Os anúncios afetam o tempo de carregamento das páginas. Por quanto tempo as pessoas estão dispostas a esperar pelo carregamento de um site, antes de abandoná-lo completamente?

A Kissmetrics afirma que 47% dos navegadores on-line esperam que um site seja carregado em 2 segundos ou menos. O Google afirma que 74% das pessoas abandonarão um site para dispositivos móveis que leva mais de 5 segundos para carregar.

O certo, é que as pessoas não têm muita paciência e, infelizmente, os anúncios pesados ​​aumentam seriamente o tempo de carregamento de um website. Se um anúncio demorar muito para ser carregado, isso afeta negativamente o site que hospeda o #anúncio e o anunciante. Quando as pessoas abandonam uma página, devido a longos períodos de carregamento, o site perde uma visita e o #anunciante perde um possível clique.

Quando os entrevistados foram solicitados para especificar quais os tipos de anúncios em celulares eram os mais irritantes, 73% disseram que os anúncios exibidos na tela inteira eram os piores; seguido por aqueles anúncios que rastreiam a navegação em seus #computadores e uma variedade de anúncios em vídeo.

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E para celulares, existem anúncios úteis ou valiosos? Os entrevistados acreditam que os anúncios da Rede de Pesquisa são de fato úteis. Os usuários de dispositivos móveis disseram que valorizam os anúncios da Rede de Pesquisa em comparação a outros, provavelmente porque eles são relevantes para suas necessidades de informações. Anúncios de mídia social, que são bastante discretos, foram considerados úteis para 47% dos entrevistados. Já os anúncios gráficos, foram considerados os menos úteis ou valiosos.

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3 – BLOQUEADORES DE ANÚNCIOS

Os problemas causados aos consumidores por anúncios perturbadores e intrusivos, culminaram na ampla adoção de ferramentas de bloqueio de anúncios, que por outro lado vem ocasionando imenso prejuízo financeiro às organizações de publicidade, sendo estimando que até 2020, US$ 35 bilhões de dólares por ano serão perdidos, como resultado de anúncios bloqueados.

A pesquisa buscou o máximo de informações sobre uso dos bloqueadores, detalhando  como os consumidores descobriram a existência deles no mercado: 41% dos entrevistados informaram que foi através da propaganda boca a boca; 37% disseram que descobriram o bloqueador navegando na web; 13% através das redes sociais; 4% visitando uma loja na web e também 4% através de notícias falando sobre bloqueadores de anúncios. 

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Outra etapa da pesquisa, foi saber dos consumidores o porquê eles decidiram instalar um bloqueador de anúncios. O resultado foi o seguinte: 64% dos entrevistados decidiram  instalar porque consideram que os anúncios são irritantes e intrusivos; 54% por considerarem que os anúncios são perturbadores; 39% por acharem que os anúncios criam preocupações de segurança e 36% por considerarem  que os anúncios afetam o tempo de carregamento de uma página.

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Tendo em vista as enormes perdas de receita enfrentadas pelas organizações de publicidade, perguntamos aos consumidores, que utilizam bloqueador de anúncios, o que eles diriam se precisassem justificar o uso do software.

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O Interactive Advertising Bureau (IAB), organização global que representa empresas de mídia e tecnologia que distribuem, vendem e otimizam a publicidade digital, acha que deveria ser proibido o bloqueio de anúncios. Impor esse posicionamento aos consumidores é quase impossível, já que a maioria dos navegadores on-line entrevistados, respondeu que o uso do bloqueio de anúncios teve um impacto positivo na sua experiência de navegação pela Internet e que querem continuar no seu controle. Ou seja, os consumidores veem o uso do bloqueador como algo muito positivo, e esse ponto de vista será difícil mudar.

Assim, não resta outra saída para as empresas, senão, criarem táticas para encontrar a abordagem mais eficaz para fazer com que os visitantes de seus sites desliguem os bloqueadores de anúncios. Um exemplo, é a Forbes.com, que já experimentou várias opções de táticas para visitantes que usam software de bloqueio de anúncios.

Inicialmente, a empresa solicitou aos visitantes que desativassem o #bloqueadordeanúncios em troca de uma experiência de anúncio leve. Depois de um tempo, essa tática foi alterada, passando a Forbes a solicitar dos visitantes que desativassem o bloqueador de anúncios ou colocassem o site Forbes.com na lista de permissões.

Mais recentemente, a tática da Forbes mudou novamente, quando começou a pedir aos visitantes que criassem uma conta e acessassem o conteúdo. A Forbes também exibe uma página inicial para os usuários do bloqueador de anúncios, e quando o visitante clica em um link para acessar um determinado artigo, é solicitado a ele que desative o bloqueador.
dê-aos-consumidores-anúncios-que-queremComo consequência dos procedimentos usados pela Forbes e por outros sites, como o Wired.com, para impedir o uso dos bloqueadores de anúncios, surgiu no mercado um novo aplicativo chamado “The Next Web” apelidado de “Adblocker-blocker”. Esse aplicativo engana as tecnologias de bloqueio de anúncios, fazendo com que os sites visitados pensem que o visitante não está usando um bloqueador de anúncios, quando realmente está.

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A indústria publicitária está detestando essas novidades tecnológicas porque enormes quantias de dinheiro estão em jogo. Tudo isso, reflete a certeza de que os organizações de publicidade e os navegadores on-line estão dispostos a continuar se enfrentando, mas nada disso resolverá o problema principal: os anúncios perturbadores e intrusivos que irritam a todos nós, consumidores.

4 – CONCLUSÃO

O resultado da pesquisa apresentado neste artigo, nos faz lembrar que a evolução dos gostos, desejos e necessidades dos consumidores continuará impulsionando a estratégia de negócios e a inovação, além de comprovar que graças à tecnologia, é possível as empresas e organizações publicitárias entenderem melhor as motivações e o comportamento de compra das pessoas, e assim, oferecerem a elas o que realmente desejam: uma experiência agradável de publicidade, que lhes orientem em sua jornada de compra.

Essa atitude assertiva, significa colocar o #consumidor em primeiro lugar; chegar até ele no momento certo, com a mensagem certa e com um produto ou serviço relevante. Sendo assim, não há mais necessidade das empresas continuarem insistindo em fazer uso de anúncios perturbadores e intrusivos, obrigando os consumidores a usarem os bloqueadores de anúncios. A partir do momento que as empresas dobrarem o investimento em mensuração e se comprometer a entregar anúncios de qualidade, as oportunidades para uma #publicidade mais eficiente, eficaz e agradável serão infinitas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396, Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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CONSUMIDORES TEMEM VOAR NO BOEING 737 MAX 8

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O Boeing 737 MAX 8 é um moderno avião comercial, com as qualificações de ser econômico, silencioso e dispondo de tecnologia de última geração. Um sucesso de vendas que gerou 1/3 dos lucros da Boeing em 2018, mas que agora está causando um sentimento de insegurança e medo, após os dois desastres, ocorridos em apenas cinco meses, ocasionando a morte de 346 passageiros. No momento, países e operadoras decidiram aterrar (manter no solo) todos os aviões 737 MAX 8, aguardando um parecer técnico conclusivo da fabricante Boeing. Segundo a Agence France-Presse (AFP), a Boeing vai apresentar uma solução para o problema em 10 dias e cada avião levará 2 dias para ser reparado. A previsão é que a partir do mês de abril eles retornem às suas atividade. Enquanto isso, cresce o número de consumidores expressando preocupação com toda essa situação, incluindo brasileiros que utilizam os serviços da GOL Linhas Aéreas – única empresa brasileira que possui 7 aeronaves Boeing 737 Max 8.

1- A ASCENSÃO E QUEDA DO BOEING 737 MAX 8

O 737 MAX 8 faz parte de uma série de aeronaves de corpo estreito da Boeing. Ele representa a mais recente tecnologia para o jato mais popular de todos os tempos, o 737. A linha é de fato a quarta geração do Boeing 737, sucedendo o Boeing 737 Next Generation (737NG) . Existem quatro planos na série, o 7, 8, 9 e 10. O MAX 8 foi criado para substituir o 737-800, que é considerado o modelo de maior duração da série.

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A nova linha foi lançada em 30 de agosto de 2011, mas somente obteve a certificação da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA em 8 de março de 2017. Desde então, se tornou um sucesso de vendas, gerando 1/3 dos lucros da Boeing em 2018.

Seu enorme motor LEAP-1B, equipado com pás de fibra de carbono com ponta de titânio, foi considerado 12% mais eficiente que o anterior CFM56-7B do 737NG. A Boeing sinalizou que tinha grandes esperanças para este motor. “Acho que a coisa mais empolgante, é que o motor da LEAP-1B vai definir o mercado de motores de corredor único, pelos próximos 20 a 40 anos, então, fazer parte disso é muito emocionante”, disse Steve Crane, piloto de testes da CFM International. 

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A Boeing ostenta o winglet do 737 MAX 8 como o que há de mais moderno em tecnologia avançada.Além dos componentes de elevação para dentro, para cima e levemente para frente, do aerofólio superior, o novo aerofólio inferior gera um componente de levantamento vertical, que é retirado da fuselagem e também levemente para frente. Trabalhando juntos, eles fornecem o winglet perfeitamente equilibrado, que maximiza a eficiência geral da asa”, informou um representante da empresa.

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As informações que constam na página oficial da Boeing são de que a fuselagem do 737 MAX 8 é super reforçada para acomodar seus enormes motores; que o cone da cauda expandido, oferece uma vantagem de 8% por assento, em comparação a outras #aeronaves no segmento de corredor único, além de melhorar a estabilidade do fluxo de ar e a eficiência no consumo de combustível.

O interior possui paredes laterais esculpidas de forma moderna; uma cabine ampla com mais espaço para cabeça; caixas de arrumação giratórias, sendo que as caixas maiores fornecem mais espaço para os passageiros guardarem as bagagens de mão; e um sistema de iluminação LED. Sem dúvida, uma aeronave super moderna.

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Ocorre, que toda essa modernidade não foi capaz de impedir dois acidentes trágicos num prazo de 5 meses: o primeiro acidente, ocorreu em 29/10/2018 na Indonésia, quando um #avião da empresa Lion Air, caiu no Mar de Java, logo após decolar de Jakarta, com 189 pessoas a bordo. Todos morreram.

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O segundo acidente, ocorreu no dia 10/03/2019 com um avião da empresa Ethiopean Airlines, com 157 pessoas a bordo. Nenhum sobrevivente. Era um domingo pela manhã, com céu limpo e condições calmas de voo. O piloto lutou para   ganhar altitude, mas a aeronave bateu no chão em seis minutos,  depois da decolagem. 

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A Boeing divulgou um comunicado dizendo que a empresa estava profundamente entristecida pelos acidentes e acrescentou que se juntaria aos esforços de investigação.

Até agora, a Boeing recebeu, aproximadamente, 5.000 pedidos para aviões 737 MAX 8, de mais de 100 clientes em todo o mundo, como: Norwegian Air; Air China; SpiceJet; Southwest Airlines; Icelandair; Flydubai; Air Italy; TUI; LOT Polish Airlines; AeroMexico; Oman Air; SmartWings; Aerolineas Argentinas; Lion Air; Corendon Airlines; China Southern; Ethiopean Airlines; Air Canada; Garuda Indonesia; United Airlines; American Airlines; Xiamen Airlines; WestJet; Turkish Airlines; SCAT Airlines; Chian EasternShenzhen Airlines; Jet Airways, OK Airways; GOL Linhas Aéreas Inteligentes; SilkAir; S7 Siberia Airlines; Copa Airlines; Lucky Air; Sunwing Airlines; Hainan Airlines; Mauritânia Airlines International; Shandong Airlines; Fiji Air; Hahn Air; Cayman Airways e Comair.

Neste momento, países e operadoras decidiram aterrar (manter no solo) todos os aviões 737 MAX 8, aguardando um parecer técnico conclusivo da fabricante Boeing. Segundo a Agence France-Presse (AFP), a Boeing vai apresentar uma solução para o problema em 10 dias e cada avião levará 2 dias para ser reparado. A previsão é que a partir do mês de abril eles retornem às suas atividade. 

2 – REAÇÕES IMEDIATAS

Após os acidentes, os pilotos e a tripulação de voo demonstram estarem bastante cautelosos. A Associação de Atendentes de Voos Profissionais (APFA), que representa os funcionários da American Airlines, disse aos seus membros para não embarcarem em um 737 MAX 8 se não se sentirem seguros.

A Associação de Comissários de Bordo (AFACWA) solicitou, formalmente, uma investigação pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA. “Na sequência de um segundo acidente, os reguladores, fabricantes e companhias aéreas devem tomar medidas para resolver as preocupações, imediatamente”, disse.

A senadora Elizabeth Warren disse: “A FAA deve seguir sua liderança, reverter sua decisão e, imediatamente, aterrar os aviões nos Estados Unidos, até que a segurança seja assegurada”.

E o senador Mitt Romney disse no Twitter: “De uma abundância de cautela para o público voador, a FAA deve aterrar o 737 MAX 8 até investigarmos as causas de acidentes recentes e garantirmos a aeronavegabilidade do avião”.

O presidente Donald Trump opinou com um tweet inflamado, dizendo que “os aviões estão se tornando complexos demais para voar”.

Lori Bassani,  presidente nacional da Associação dos Comissários de Voos Profissionais, disse aos funcionários da American Airlines que eles tinham a opção de evitar voar nos aviões Boeing 737 MAX 8. Em uma carta dirigida aos 27.000 comissários de bordo representados, ela escreveu: “É importante que vocês saibam que, se acharem que é inseguro trabalhar com o 737 Max, vocês não serão forçados a voar”.

A FAA informou na terça-feira, que a investigação do último acidente continuará, e tomará decisões sobre quaisquer outras medidas baseadas nas evidências. Ela também ordenou que a Boeing atualizasse até o mês de abril, seus requisitos de treinamento e manuais, e concluísse os aprimoramentos no controle de voo, inclusive em seus sistemas de prevenção de estol (velocidade abaixo da qual o avião perde a sustentação, por não haver sucção em cima das asas e pressão embaixo).

O chefe da Boeing, Dennis Muilenburg, lamentou a última tragédia, mas não teve dúvidas sobre a segurança do avião. “Estamos confiantes na segurança do 737 MAX 8”, disse ele em um email a funcionários da Boeing.

3 – GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Por aqui, a GOL Linhas Aéreas Inteligentes é a única empresa brasileira que utiliza, desde agosto/2018, o Boeing 737 MAX 8. São 7 (sete) unidades já em atividade, enquanto aguardam a entrega de mais 127 aeronaves encomendadas.

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Em decorrência dos acidentes, a GOL aterrou as 7 (sete) aeronaves e divulgou uma nota pública informando que “reitera a confiança na segurança de suas operações e na Boeing, parceira exclusiva desde o início da companhia em 2001; que está acompanhando de forma intensiva todos os fatos, que permitam o retorno das aeronaves às operações regulares da companhia, no menor espaço de tempo possível”.

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4 – O MEDO DE VOAR NO BOEING 737 MAX 8

Depois de duas tragédias na aviação comercial com um mesmo modelo de avião, já era esperado que os consumidores expressassem os seus sentimentos de medo e insegurança.

“Eu fiquei apavorada”, disse a gerente sênior de projeto, Laurice Figuera, à Revista Fortune, depois de perceber que seu voo de #viagem, programado de Los Angeles para a Jamaica, seria num Boeing 737 MAX 8.

“Os passageiros estão se voltando para as mídias sociais para expressar seus medos sobre a segurança do avião e buscar a garantia das companhias aéreas que utilizam o jato. Estamos respondendo a algumas perguntas de clientes perguntando se a empresa continuará operando com o Boeing 737 MAX 8. Nossa equipe de relações com clientes está respondendo a eles, individualmente”, disse Brian Parrish, um porta-voz da Southwest Airlines.

Mesmo tendo as companhias de aviação aterradas suas aeronaves, até que a #boeing  apresente uma solução para o problema, uma coisa é certa: os consumidores irão continuar inseguros para #viajar num 737 MAX 8. Com isso, os prejuízos financeiro para as empresas de #aviação serão incalculáveis, tendo que pagar centenas, se não milhares, de dólares. Sendo até provável,  que muitas das encomendas do #737max8 à Boeing, já estejam sendo canceladas.

As companhias aéreas se recusam a informar quantos #passageiros pediram mudança de voo e cancelamento de passagem, mas dá para se ter uma ideia da quantidade quando se verifica que nessas últimas semanas, muitas pessoas usaram as redes sociais para tirar dúvidas e dizer que estão dispostas a cancelar suas passagens aéreas, pedir mudança de voo e falar que não têm coragem de embarcar num 737 MAX 8.

Esse clima tenso, obrigou as operadoras a providenciarem serviços especiais de atendimento aos consumidores, para atender  uma enxurrada de telefonemas, buscando todo tipo de informações, dentre as quais: como saber em que tipo de avião estão agendados; em quais rotas voam o 737 MAX 8; se um Boeing 737-800 é o mesmo que um 737 MAX 8; como saber quais os tipos de avião estarão disponíveis no momento da reserva; se as companhias aéreas podem mudar de avião no último minuto. São perguntas que refletem o medo de viajar no 737 MAX 8.

Essa reação dos consumidores levou a presidente da AFA, Sara Nelson, a emitir um comunicado, reconhecendo a importância da segurança, mental e física, dos consumidores americanos: “Trata-se da confiança do público na segurança das viagens aéreas. Os Estados Unidos têm o sistema de aviação mais seguro do mundo, mas os americanos estão buscando confiança neste momento de incerteza. A Administração Federal de Aviação deve agir de forma decisiva para restaurar a fé pública no sistema. Mais uma vez, alertamos a todos para não tirar conclusões precipitadas e não interromper a integridade das investigações”.

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Diante da gravidade dos fatos, a restauração da confiança dos #consumidores para viajar num Boeing 737 MAX 8, vai exigir tempo para que aconteça. Talvez, nunca aconteça. Vamos aguardar!  (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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O COLORIDO DOS NUTRIENTES

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Em meio a altos níveis chocantes de obesidade, excesso de peso e casos de infarto, cada vez mais o consumidor brasileiro tem buscado consumir alimentos saudáveis, com uma rotina diária de exercícios físicos. Para tanto, surge a necessidade de tomar conhecimento da qualidade nutricional dos alimentos e bebidas, através das informações inseridas nos rótulos. Ocorre, que a fonte dessas informações é tão minúscula que torna-se impossível a sua leitura; sem falar que essa avaliação nutricional é feita pelo consumidor no ambiente movimentado do supermercado, e como a maioria deles não possui um alto nível de conhecimento nutricional para entender, por exemplo, se a quantidade de nutrientes em 8,6 g de gordura saturada e 7,6 g de açúcar, é alta ou baixa, acabará perdido em confusão, ao tentar fazer uma escolha mais saudável. Diante dessa realidade, a melhor maneira de ajudar o #consumidor a avaliar rapidamente a qualidade nutricional dos produtos, sem precisar vasculhar a embalagem, é o governo brasileiro tornar obrigatória a implantação de rotulagem front-of-pack com código de cores, que já é muito utilizado por alguns países da Europa.

1 – ROTULAGEM FRONT-OF-PACK (FOP) COM CÓDIGO DE CORES

O rótulo com código de cores é uma intervenção proeminente no nível da população para a comunicação de informações nutricionais.

Um dos tipos de código de cores, popularmente conhecidos como “rótulo de semáforo”, o rótulo é colocado na frente da embalagem, permitindo ao  consumidor obter uma imagem rápida e precisa da qualidade nutricional de um determinado alimento ou bebida. Ele fornece informações sobre quatro nutrientes principais (gordura, gorduras saturadas, açúcar e sal),  definindo uma cor específica para cada um desses nutrientes, com variação de tonalidade correspondente às quantidades.

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Em 2017 a França foi o segundo país da Europa a fazer uso do rótulo de semáforo, mas logo em seguida, depois de uma quantidade considerável de pesquisas, decidiu substituí-lo pelo Nutri-Score, considerando tratar-se de um melhor sistema para os consumidores franceses identificarem os #nutrientes dos produtos.

O Nutri-Score também usa cores para ajudar os consumidores na escolha de alimentos e bebidas mais saudáveis, mas diferem do rótulo de semáforo ao fornecer uma “pontuação” global e mais abrangente para os #produtos, indo de A (verde escuro) a E (laranja escuro). Outra vantagem é que o cálculo da pontuação é baseado em elementos positivos (para frutas e vegetais) e negativos (para gordura saturada ou teor de açúcar).

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Em agosto do ano passado, a Bélgica anunciou que estava seguindo o exemplo da França e fez uma recomendação oficial para o uso do Nutri-Score.

Hoje, graças à legislação da União Europeia, os consumidores tomam decisões de compra em questão de segundos, após identificarem facilmente nas embalagens, através dos códigos de cores, as quantidades de nutrientes, como #proteínas ou açúcar, por 100 g do produto.

2 – CONCLUSÃO

Numa altura em que as doenças relacionadas com a alimentação estão a subir vertiginosamente, está comprovado que a presença dos rótulos front-of-pack (FOP) nas embalagens para identificar a quantidade de nutrientes, acabam fornecendo aos #consumidores informações concisas e de fácil compreensão sobre o perfil nutricional dos produtos alimentícios, melhorando a sua compreensão e percepção, e  influenciando a sua intenção de compra.  (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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