O PERFIL DIFERENCIADO DO TORCEDOR-CONSUMIDOR

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Hoje em dia, as empresas, marcas e corporações buscam, a todo momento, inserir em seus bancos de dados, o maior número possível de pessoas, com o fim de torná-los futuros clientes leais. Mas será que este procedimento funciona no mundo esportivo? Existe algum laço que prende o coração  do torcedor-consumidor a uma marca?

1 – A LEALDADE DO CONSUMIDOR

A lealdade comportamental do consumidor há muito tempo é reconhecida como um fator-chave para a retenção de clientes. A lealdade, no contexto do consumo, é um compromisso profundo de recomprar um produto, de maneira consistente. As empresas têm consciência que o aumento na retenção de consumidores, levam a um maior lucro; e que os custos de retenção de clientes são substancialmente menores do que os custos de aquisição de novos clientes. E como isso acontece com o torcedor-consumidor?

2 – O PERFIL DO TORCEDOR-CONSUMIDOR

O torcedor-consumidor é diferente de um #consumidor comum, especialmente quando se trata de lealdade a longo prazo. A lealdade do torcedor-consumidor vai além da simples observação do seu #time ou da comemoração da vitória. Para ele, o clube, os jogadores são muito mais importantes, ao ponto de continuar apoiando sua equipe, mesmo em fase ruim de desempenho. Este comportamento, resultado de um apego emocional forte e intenso, é muito diferente do comportamento do consumidor em geral, que não pensa duas vezes em mudar para outra marca quando confrontado com uma qualidade inferior.

O torcedor-consumidor tem conexões psicológicas com as marcas parceiras do seu clube, e são resistentes a qualquer mudança. Passam, então, a ser um cliente valioso e atraente para os profissionais de marketing, que se empenham em avaliá-lo a todo momento, para entender como se relaciona com o seu time do coração,  e como essa relação pode gerar engajamento, comprometimento e principalmente, lucro.

Esses torcedores, que podemos classifica-los de “consumidores diferenciados”, demonstram acreditar profundamente na atitude, nas aspirações e no comprometimento do seu time, por meio de atos tangíveis, como a compra de ingressos ou de produtos das marcas patrocinadoras.

3 – LUCRO GARANTIDO

Como exemplo, podemos citar o Fortaleza Esporte Clube, que disputou a segunda divisão no ano passado. Somente no mês de outubro/2018, foram vendidos mais de R$ 1 milhão em produtos licenciados, como camisetas, bonés, tênis, mochilas, relógios, etc. O faturamento bruto dos quiosques e lojas oficiais foi de R$ 1,3 milhão. O carro-chefe da marca “Leão 1918” é a camisa oficial tricolor. Entre outros produtos que se destacam em vendas no Castelão, em dia de jogo, estão os copos colecionáveis, que rendem R$ 145 mil líquido.

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Para Stênio Gonçalves, diretor de planejamento do Clube Fortaleza, o sucesso da equipe em campo aquece o mercado. “Hoje trabalhamos o conceito de que a paixão do #torcedor é constante e por isso ele deve saber que a compra de produtos oficiais e licenciados ajuda no crescimento perene do clube, fazendo com que se tenha um ciclo virtuoso onde a compra de uma camisa ou um copo ajuda a bola a entrar”, afirma o dirigente.

4 – CONCLUSÃO

Mas, quando se sai do meio esportivo, essa conexão não é replicada em #produtos comuns de consumo. Como se vê, nada é comparável à lealdade de um #torcedorconsumidor ao seu time de futebol. Enquanto o consumidor comum procura a satisfação que o produto pode lhe proporcionar, o torcedor-consumidor busca sempre estabelecer um vínculo com o seu time: ele quer fazer parte da história do clube, quer promover a equipe, quer externar a sua lealdade, o seu amor. E o produto esportivo é parte desse processo. Enfim, o consumidor comum dá o dinheiro, e o torcedor-consumidor dá o coração. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. Nº 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa esportiva, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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