OS CONSUMIDORES DE BELEZA NAS REDES SOCIAIS

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O setor de beleza sempre se destacou por causa da maneira como os consumidores, amantes da beleza, se envolvem com essa categoria. Durante décadas, eles buscaram inovações, adotaram as histórias por trás das marcas e desfrutaram da experiência de compra. Esse comportamento acabou moldando a forma como as empresas comercializavam e vendiam seus produtos. Mas hoje, a indústria da beleza  se tornou um indicador de mudanças. Com a influência do marketing digital e das Redes Sociais, essa mudança tem sido mais rápida na beleza do que em qualquer outra área. Como resultado, novas marcas “nascidas digitais” avançam através das Redes Sociais, alcançando espaço no mercado,  ameaçando a hegemonia de marcas mais tradicionais, e permitindo aos consumidores de beleza, serem ágeis em experimentarem novos produtos e trocarem suas preferências com frequência. É uma mudança significativa em relação ao passado, quando as pessoas tendiam a comprar por marca.

1 – O MERCADO DA BELEZA

O mercado da beleza é um negócio global de US$ 250 bilhões, segundo a Euromonitor International (empresa de pesquisa de mercado global sobre produtos e serviços).

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Historicamente, as grandes marcas dominaram esse setor, tanto em participação de mercado quanto em prestígio. Recentemente, no entanto, as novas marcas “nascidas digitais”, que enfatizam o “consumismo consciente” – usando ingredientes naturais ou orgânicos e se comprometendo a seguir certos padrões sociais ou ambientais, tornaram-se a grande referência  de crescimento, particularmente em #cosméticos coloridos, uma categoria bem adaptada ao #marketing digital por causa de sua natureza visual. O crescimento dessas novas marcas é de 16% ao ano, quatro vezes mais rápido que as grandes marcas tradicionais. Eles agora respondem por 12% do mercado de cosméticos.

2 – O ENGAJAMENTO DO CONSUMIDOR DE BELEZA NAS REDES SOCIAIS

De acordo com a WaR Agency (empresa de marketing sediada em Londres), sete em cada dez consumidores de beleza entrevistados disseram que querem aprender sobre produtos por meio de conteúdo em vez de publicidade. Daí o porquê da beleza ser o terceiro assunto mais pesquisado no Google, e o número de visualizações de vídeos de beleza no #YouTube ter aumentado 67%.

O YouTube já é a principal plataforma de beleza do mundo, com mais de 1,5 milhão de vídeos de beleza (responsáveis ​​por 4,6 bilhões de visualizações) enviados por mês. Os produtos de cosméticos coloridos são particularmente atraentes para a geração de selfie devido à sua natureza visual. Vídeos on-line (ou “vlogs”) não apenas ensinam aos consumidores como aplicar #maquiagem, mas também promovem o surgimento de vários “micro-influenciadores” – aqueles com 10.000 a 100.000 seguidores.

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Outro ponto que chama a atenção é que enquanto as marcas tradicionais representam uma parcela relativamente pequena das visualizações do YouTube, as novas marcas “nascidas digitais” estão no topo, entre os maiores líderes das Redes Sociais.

Uma devoção às Redes Sociais não é a única maneira pela qual a nova geração de consumidores de beleza diferem dos mais velhos. De acordo com a pesquisa da McKinsey (empresa de consultoria empresarial americana, eles são três vezes mais propensos que a velha geração, a assumir que as marcas mais novas são melhores ou mais inovadoras e a dizer que geralmente aprendem sobre novos produtos ou marcas nas Redes Sociais.

Os veículos tradicionais de marketing, como televisão, rádios, jornais e revistas estão influenciando menos que as Redes sociais, que contribui para que os #consumidores de beleza experimentem, cada vez mais, novos produtos e alterem suas preferências com frequência.

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Os consumidores de beleza estão dando prioridade maior àquilo que considera autêntico e pessoal. Eles anseiam novidade em beleza, como por exemplo, cosméticos vegano. Eles preferem interações informais e querem que a experiência seja divertida. Eles esperam poder experimentar qualquer coisa uma vez – de graça. Por isso as empresas desse setor, cada vez mais têm enviado “amostras grátis” para a residência das pessoas, dando a elas a oportunidade de conhecer os produtos, e poder experimentá-los. Quando se trata do lançamento de um produto, ao incentivar essas práticas, as empresas cultivam a sensação de que os consumidores estão presentes no processo de criação. 

Ao envolver os #ConsumidoresDeBeleza,  diretamente através das Redes Sociais, em vez da publicidade tradicional, as empresas estão criando uma nova forma de marketing. É mais do que transacional. A ideia é criar um relacionamento; incentivar a troca de experiências com produtos via Facebook, Instagram e YouTube. É uma forma poderosa de construir uma comunidade em torno de uma marca e poder ajudar a melhorar a qualidade dos produtos.

Hoje, não importa como uma marca se define para o público, e sim como o público a define em sua mente. Agora, são os consumidores que contam nas #RedesSociais a histórias das marcas, com base em suas experiências de compra, o que acaba gerando um engajamento emocional significativo entre os consumidores de beleza.

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Essas tendências têm apoiado a ascensão de pequenas empresas que oferecem diretamente ao #consumidor de beleza, via redes sociais, cosméticos de alto valor agregado e um ciclo de inovação rápido. Essas empresa investem, cada vez mais, em digital e social. Isso já provou ser uma fórmula vencedora.

3 – CONCLUSÃO

A influência das tecnologias digitais aumentará ainda mais na indústria da beleza;  técnicas de marketing social evoluirão; o engajamento online do consumidor continuará a aumentar e a beleza continuará, portanto, a servir como indicador de mudança dentro do setor de bens de consumo.

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Sendo assim, se as empresas tradicionais (que ainda lideram o mercado) não quiserem perder mais espaço para as novas empresas, agora influentes, deverão se adequar a essa nova realidade, procurando investir recursos substanciais em mídia digital e marketing de influência, o que trará ainda mais benefícios para os consumidores de beleza. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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