Arquivos Mensais: agosto 2019

O USO DE REDES SOCIAS E A DEPRESSÃO

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Durante a última década, as Redes Sociais causaram mudanças profundas na maneira como as pessoas se comunicam e interagem, facilitando até mesmo a relação comercial entre empresas e consumidores. Vários estudos indicaram que o uso prolongado de Redes Sociais pode estar relacionado a sinais e sintomas de depressão, como também, que certas atividades podem estar associadas à baixa autoestima, especialmente em crianças e adolescentes. Estes resultados não são definitivos, já que ainda não está claro se algumas dessas mudanças podem afetar certos aspectos normais do comportamento humano e causar transtornos psiquiátricos. Com isso, a relação entre o uso de Redes Sociais e os problemas mentais até hoje permanece controversa, e a pesquisa sobre essa questão enfrenta inúmeros desafios. Este artigo enfoca as descobertas recentes sobre a conexão sugerida entre as Redes Sociais e os problemas de saúde mental, como sintomas depressivos, mudanças na auto-estima e dependência da Internet. 

1 – OS PRIMEIROS ESTUDOS SOBRE O USO DA INTERNET

De acordo com estudos já realizadas, há muitas razões potenciais pelas quais um usuário de Redes Sociais pode ter uma tendência a ficar deprimido. 

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Em 1998, foi publicado um dos primeiros estudos para indicar que o uso da #internet em geral afeta significativamente as relações sociais e a participação na vida da comunidade. Nesta pesquisa, os autores descobriram que o aumento do tempo gasto online está relacionado ao declínio na comunicação com os membros da família, bem como a redução do círculo social do usuário da Internet, o que pode levar a um aumento dos sentimentos de depressão e solidão.

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Posteriormente, este trabalho foi seguido por várias outras publicações, nas quais se sugeriu que o uso de computadores pode ter efeitos negativos sobre o desenvolvimento social das crianças.

No momento em que esses estudos foram realizados, a maioria das #RedesSociais de hoje não existia. Por exemplo, o Facebook foi fundado em 2004 e se tornou popular entre crianças e adolescentes alguns anos depois. Em vez disso, a maioria dos trabalhos estava focada na investigação de possíveis efeitos da navegação na Internet, verificação de e-mails e outros comportamentos online e offline (isto é, videogames violentos) sobre a saúde mental.

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2 – USO DE REDES SOCIAIS E TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS. 

Durante os últimos 10 anos, o rápido desenvolvimento de sites de Redes Sociais como Facebook, Twitter, MySpace e assim por diante, causou várias mudanças profundas na forma como as pessoas se comunicam e interagem. O Facebook, como o maior site de Redes Sociais, tem hoje mais de um bilhão de usuários ativos, e estima-se que, no futuro, esse número aumente significativamente, especialmente nos países em desenvolvimento. O Facebook é usado tanto para comunicação comercial quanto pessoal, e sua aplicação trouxe inúmeras vantagens em termos de aumento de conectividade, compartilhamento de ideias e aprendizado online.

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Também, com o desenvolvimento das Redes Sociais, o tempo que as crianças e os adolescentes passam diante das telas dos computadores aumentou significativamente. Isso levou a uma redução ainda maior da intensidade da comunicação interpessoal, tanto na família quanto no ambiente social mais amplo. Embora, as Redes Sociais permitam que um indivíduo interaja com um grande número de pessoas, essas interações são superficiais e não podem substituir adequadamente a comunicação cara a cara, do dia a dia.

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Uma das razões pelas quais o tempo gasto em Redes Sociais pode estar associado a sintomas depressivos, é o fato de que a comunicação mediada por computador pode levar à impressão alterada (e muitas vezes errada) dos traços físicos e de personalidade de outros usuários. Isso pode levar a conclusões incorretas sobre aparência física, nível educacional, inteligência, integridade moral, bem como muitas outras características dos amigos online.

Recentemente, foi publicado um artigo sobre o impacto potencial do uso de Redes Sociais na percepção dos alunos sobre a vida de outras pessoas. O estudo realizado com 425 estudantes de graduação de uma universidade estadual em Utah, nos EUA, relatou que o uso de Redes Sociais está ligado à impressão dos participantes de que outros usuários são mais felizes, assim como a sensação de que “a vida não é justa”. Percebendo os outros como mais felizes e mais bem sucedido, não resulta necessariamente em depressão. No entanto, em indivíduos que já têm certas predisposições depressivas, bem como outras comorbidades psiquiátricas, isso pode ter um impacto negativo na saúde mental.

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Ao se considerar a possibilidade do uso de Redes Sociais ser um fator que influencia o desenvolvimento de sintomas depressivos, também se assume a possibilidade de que certas características do comportamento online, ser fatores preditivos na identificação e avaliação da depressão.

Hoje, está claro que através das Redes Sociais é possível avaliar sintomas de depressão em indivíduos. Em outras palavras, certas características comportamentais depressivas de um usuário de Rede Social podem ser quantificadas, e essa quantificação tem um valor preditivo, potencialmente alto, para um possível rastreamento futuro da depressão.

Estudos também têm identificado uma relação entre o uso das Redes Sociais e a diminuição da “autoestima”. Esta pode ser definida como “o componente avaliativo do self – o grau em que alguém valoriza, aprova ou gosta de si mesmo”. É um fator importante no desenvolvimento e manutenção da saúde mental e da saúde geral.

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Já a baixa autoestima está associada à patogênese de inúmeras #DoençasMentais, incluindo depressão, distúrbios alimentares e dependência. Uma das possíveis explicações para que isso ocorra é que todas as plataformas de Redes Sociais, onde a auto-apresentação é a principal atividade do usuário, causam ou pelo menos promovem o comportamento narcisista. Numa pesquisa, que envolveu  100 usuários do Facebook da Universidade de Nova York, indicou que os indivíduos com baixa autoestima são mais ativos online, em termos de ter mais conteúdo de auto-promoção em seus perfis. 

De acordo com dados da literatura recente, existem vários modelos / teorias sobre o possível efeito da comunicação mediada por computador na autoestima da população em geral. Uma delas é a Teoria da Autoconsciência que sugere que qualquer estímulo que faça com que o “eu” se torne o objeto (em vez do sujeito) da consciência, levará a uma impressão diminuída do “eu”. É o caso do indivíduo que por vários dias visita sua própria página de perfil do Facebook, durante a qual ele visualizará suas fotografias já postadas, dados biográficos, status de relacionamento e assim por diante. Todos esses eventos, especialmente à luz de dados semelhantes obtidos de perfis de outros usuários, podem levar a uma redução, de curto prazo ou de longo prazo, da autoestima.

É provável, no entanto, que o impacto geral do uso de Redes Sociais na #autoestima seja muito mais complexo. Autoavaliação constante no dia-a-dia, competição e comparação das próprias realizações com as de outros usuários, percepção incorreta das características físicas / emocionais / sociais dos outros, sensação de ciúme e comportamento narcisista – todos esses fatores podem influenciar, positiva ou negativamente, a autoestima. 

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Da mesma forma, estão sendo investigados e discutidos na literatura científica o vício em Redes Sociais, assim como o vício em Internet em geral, de pessoas que passam a negligenciar o seu relacionamento social offline com familiares e amigos. Trata-se de uma questão relativamente nova na pesquisa em psiquiatria e, assim como outros distúrbios potencialmente relacionados, muitas questões permanecem sem resposta. De acordo com as primeiras observações, a cessação súbita do uso das Redes Sociais (isto é, a falta de conexão com a Internet) pode, em alguns usuários crônicos, causar sinais e sintomas que se assemelham, pelo menos parcialmente, aos observados durante a síndrome de abstinência de drogas / álcool / nicotina.

Provavelmente, a questão mais importante é identificar se o vício do uso de Redes Sociais é realmente um transtorno mental, e se deve ser diagnosticado e tratado como tal. A Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (ICD-10) definiu vários critérios específicos para a síndrome de dependência, como um forte desejo ou sensação de compulsão, dificuldades no controle do comportamento de consumo, estado fisiológico de abstinência após a redução ou cessação, tolerância e assim por diante. Sendo identificado três ou mais dos critérios acima mencionados, um diagnóstico deve ser feito.

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No entanto, é preciso ter muito cuidado com essa abordagem, já que no futuro pode ser muito difícil distinguir o vício do uso de Redes Sociais do vício em Internet, que é um distúrbio muito mais geral (desordem de dependência da Internet, uso problemático da Internet ou uso compulsivo da Internet).

Também deve-se considerar que nem a dependência da Internet nem do uso de Redes Sociais foram incluídas nos manuais mais recentes de classificação de doenças, como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Além disso, os problemas mentais relacionados à Internet são freqüentemente vistos em conjunto com outras doenças mentais diagnosticáveis. Portanto, ainda não está claro se a dependência potencial do uso de Redes Sociais é uma doença independente ou meramente uma manifestação de outras questões mentais, como, por exemplo, transtornos de personalidade.

Em suma, resta saber se o vício do uso de Redes Sociais será reconhecido como um distúrbio mental separado. Pode-se esperar que, no futuro, essa questão seja um ponto focal de muitos estudos de pesquisa e que, nos próximos anos, ela se torne objeto de um amplo debate entre psiquiatras, psicólogos e outros especialistas. Os resultados e conclusões finais terão um impacto substancial na organização futura do sistema de saúde mental, particularmente considerando que as Redes Sociais afetam uma proporção tão grande da população mundial.

3 – PONTOS A CONSIDERAR E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

Pode-se esperar que pesquisas futuras sobre os possíveis efeitos das Redes Sociais sobre a #SaúdeMental sejam enfrentadas com inúmeras dificuldades. Primeiro, até o momento, muitos pesquisadores utilizaram uma abordagem de estudo transversal em sua metodologia, seguida de análise de correlação. Ocorre, que a existência de uma correlação não é necessariamente igual à causalidade. Por exemplo, alguns estudos indicam que o uso de Redes Sociais pode causar uma baixa autoestima, mas isso também pode significar que as pessoas com baixa autoestima usam essas plataformas com mais frequência.

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Em outras palavras, é muito difícil, e algumas vezes impossível, concluir qual variável é a causa e qual é o efeito. No futuro, desenhos longitudinais seriam muito mais úteis para determinar os efeitos do uso de Redes Sociais na saúde mental. Em última análise, os dados obtidos a partir de estudos experimentais nos permitirão tirar conclusões definitivas sobre essa relação.

Deve-se notar que a maioria das pesquisas feitas até agora sobre Redes Sociais e saúde mental, foi feita em uma população saudável (ou seja, estudantes do ensino médio, estudantes universitários, adolescentes em geral). Quando se afirma que, por exemplo, “o tempo gasto em Redes Sociais está relacionado à depressão”, os pesquisadores geralmente dizem que esse tempo se correlaciona com oscilações de humor fisiológicas (medidas com várias escalas psicológicas), ao invés de depressão como uma entidade clínica. De fato, até onde sabemos, nenhuma pesquisa deste tipo foi conduzida até agora em pacientes psiquiátricos. Portanto, uma possível conexão entre as Redes sociais e as questões de saúde mental só pode ser discutida em termos de variações fisiológicas (psicofisiológicas) normais das funções psíquicas.

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Devemos sempre ter em mente que nem todas as Redes Sociais são iguais. A maior e mais popular entre as existentes, sem dúvida, é o Facebook, que é baseado na criação e atualização de perfis pessoais, onde os usuários podem fazer upload de fotos, vídeos, comentários, status e notas. É o mais completo em termos de ferramentas. Outra Rede Social popular é o Twitter, que é baseado em um conceito diferente, onde os usuários postam e leem mensagens de texto curtas, nas quais expressam seus pensamentos e opiniões.

A maioria dos estudos mencionados neste artigo tem sido focada no Facebook, pelo fato de ainda ser a Rede Social mais predominante. Até mesmo nas pesquisas que se referem a “Internet”, na maioria dos casos, o Facebook é o principal alvo de investigação. Não encontramos nenhuma base de pesquisa científica voltada para o Twitter e seu impacto potencial na saúde mental. No futuro, com certeza, tanto o Twitter como as demais Redes Sociais se tornarão objetos de pesquisa, com a implementação de escalas novas e avançadas que serão ajustadas para avaliar potenciais problemas mentais à luz do rápido desenvolvimento da tecnologia da informação.

4 – CONCLUSÃO

Como resultado dos avanços tecnológicos, as Redes  Sociais permitiram novas maneiras das pessoas se comunicarem e interagirem, além de facilitar a interação comercial entre empresas e consumidores. Em decorrência dessas mudanças, surgiram estudos sobre a relação do uso de Redes Sociais com os sintomas de depressão, tendo como base principal de pesquisa, o Facebook, que ainda é a plataforma mais popular e mais completa em termos de ferramentas.

De acordo com os estudiosos,  existe uma correlação direta entre o tempo online, a satisfação com a vida e o vício em Redes Sociais. As pessoas estão tão ligadas à vida virtual que às vezes nem percebe isso. Com isso, certas características do comportamento online podem ser fatores preditivos na identificação e avaliação da doença.

Considerando que ainda não existe um parecer conclusivo desses estudos; que o uso das Redes Sociais pode ser um dos fatores que influenciam o desenvolvimento de sintomas depressivos nos usuários e que a #depressão não se autodestrói, mas é tratável, o mais correto é diminuir a quantidade de tempo gasto nas Redes Sociais e voltar ao mundo real. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A “INTERNET DAS COISAS” NA VIDA DO CONSUMIDOR

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A Internet é uma das invenções mais importantes do nosso tempo, que foi incorporada ao nosso dia-a-dia, a tal ponto que viver sem ela, é algo totalmente inimaginável.

Durante anos, a Internet foi um espaço apenas de pessoas, com todas as informações, livros, gravações, imagens, etc. Hoje, isso mudou com o surgimento de uma nova internet, conhecida como a Internet das Coisas (IOT), que conecta (com a ajuda de sensores, software e hardware) eletrodomésticos, veículos, máquinas industriais, etc., uns aos outros, formando uma grande rede.

A Internet das Coisas (IOT) é um conceito que não apenas tem o potencial de impactar o modo como vivemos, mas também, o modo como trabalhamos. Em palavras mais simples, é a tecnologia que torna nossas vidas mais eficientes e fáceis. Mas, exatamente, qual o impacto dessa tecnologia na vida do consumidor? Quais os desafios a serem vencidos? Como o feedback do consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT)?

1 – O CRESCIMENTO DA INTERNET DAS COISAS (IOT)

Em breve, todos os dispositivos existentes e quase todos os objetos que se possa imaginar, estarão conectados à Internet. O termostato, o sistema de alarme, o detector de fumaça, a campainha e a geladeira podem já estar “em rede”, mas as mudanças estão começando a capturar nossa imaginação por uma cidade totalmente integrada, inteligente e sustentável, que busca uma melhor gestão de energia, água, transporte e segurança.

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Daqui para frente, a vida parecerá materialmente diferente, à medida que o ritmo da mudança tecnológica acelera, graças, em grande parte, ao próximo boom da Internet das Coisas (IOT). A empresa de consultoria em tecnologia, Gartner Inc., prevê que ainda neste ano, 6,4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo; um aumento de 30% em relação ao ano passado. E esse número deverá crescer mais de três vezes, para quase 21 bilhões, nos próximos  dois anos.

Em breve, mais da metade dos principais processos e sistemas de novos negócios, incorporarão algum elemento da #InternetDasCoisas (IOT). O impacto na vida dos consumidores e nos modelos de negócios corporativos está aumentando rapidamente, à medida que o custo para conectar coisas físicas a sensores, dispositivos, sistemas e pessoas, continua a cair.

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Há muito mais para a Internet das Coisas (IOT) do que meras situações da vida cotidiana. Em todo o mundo, a indústria manufatureira tradicional também está em meio a uma grande mudança, marcando o surgimento da “Manufatura Inteligente”, conhecida como “Indústria 4.0”. Nesse setor, a IOT está tornando as fábricas mais inteligentes, seguras e ambientalmente sustentáveis. Ela permite conectar a fábrica a uma nova gama de soluções de #ManufaturaInteligente que giram em torno da produção. Como resultado, temos a melhoria na produção e a redução de custos, que gerarão bilhões em crescimento de receita e produtividade ao longo da próxima década. A transformação positiva que isso implica é enorme.

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A Internet das Coisas (IOT) dá aos fabricantes a capacidade de rastrear objetos, descobrir como os consumidores estão usando um certo produto, além de determinar quais recursos são proeminentes. Isso cria uma melhor compreensão de quais ajustes devem ser feitos no(s) produto(s) para ajudar a melhorar as taxas de adoção e de compra. Saber o que os #consumidores pensam e fazem com o produto é algo que as marcas devem aproveitar ao máximo e a IOT torna isso prontamente disponível. Num tópico logo abaixo discutiremos melhor como o feedback do #consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT).

De acordo com uma pesquisa global, divulgada pela Gartner Inc. no início deste ano, a adoção da IOT deverá atingir rapidamente 43% das empresas mais pesados, incluindo #empresas das indústrias de petróleo, gás, automotiva e manufatura.

Na #IndústriaAutomotiva a IOT já está direcionando a maneira como as montadoras montam seus veículos, o que acaba nos dando uma ideia de como elas pensam sobre o futuro de seus produtos.

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Igor Demay, presidente da ISO / TC 22, Road vehicles, explica: “A IOT na indústria automotiva surgiu por volta do início do século 21 com os sistemas de navegação, mudando drasticamente a relação entre o motorista e o veículo. Estamos agora no segundo período com “dispositivos de espelho”, como telefones celulares ou unidades de navegação portáteis, conhecidas como dispositivos nômades, cujas telas são usadas por proprietários de carros ou motoristas, enquanto dirigem seus veículos. “

Essa influência da IOT vai aumentar ainda mais, à medida que carros mais conectados entrarem em operação e os consumidores continuarem a exigir mais tecnologia em seus veículos. Segundo Demay, “O terceiro passo consistirá na aplicação da  #iot em todos os sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas.”

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Sem dúvida, as soluções de IOT fazem parte do futuro da indústria, todavia, os desafios que se avizinham são montanhosos à medida que os níveis de sofisticação continuam a crescer. E um dos desafios é a ausência de padrão nos dispositivos tecnológicos.

2- AUSÊNCIA DE PADRÃO AINDA É UM DESAFIO

Como acontece com qualquer nova tecnologia, a Internet das Coisas (IOT) pode ser confusa e intimidadora, especialmente quando os debates se desenrolam em torno da padronização. Ou seja, apesar dos benefícios, a falta de padrão dos dispositivos é o maior problema enfrentado pela IOT.

Embora, alguns dispositivos de tecnologia da Internet das Coisas (IOT) não tenham padrões, outros têm inúmeros padrões concorrentes, sem nenhum vencedor óbvio. Sem um “método de comunicação comum”, os dispositivos só poderão se comunicar com suas próprias marcas e limitar severamente a utilidade das máquinas conectadas.

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Para entender como a falta de padrões uniformes pode complicar o desenvolvimento de produtos e o crescimento do setor, considere os problemas de conectividade. Por exemplo, se uma empresa que desenvolve roupas inteligentes é diferente de uma empresa que desenvolve #tecnologia de casa inteligente, as chances dos seus produtos se comunicarem são mínimas. Isso ocorre com frequência porque os variados dispositivos existentes usam protocolos de comunicação diferentes, resultando em falta de interoperabilidade e uma experiência que está longe de ser perfeita para os consumidores. No entanto, se as diversas empresas usassem o mesmo padrão para conectividade, a interoperabilidade seria muito mais provável.

Não é de admirar, portanto, que a IOT seja um tema importante na comunidade de padrões. O comitê técnico conjunto da ISO formou um grupo de trabalho sobre a Internet das Coisas (IOT) para desenvolver um modelo de arquitetura para a interoperabilidade desse sistema. Muitos dos padrões que são necessários, provavelmente existem, mas sua importância relativa, implantação e aplicação ainda não estão claros.

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Para resolver essa situação, a ISO estabeleceu um Grupo Consultivo Estratégico (SAG) na #indústria4.0. Seu presidente, Kai Rannenberg, acredita que a conectividade de rede, que permite que esses objetos coletem e troquem dados, é fundamental. “A IOT abre grandes oportunidades e aplicativos jamais imaginados, mas também pode criar grandes riscos, por exemplo, quando a coleta de dados é exagerada ou quando os dispositivos conectados à Internet não foram projetados para lidar com esse desafio”, disse Kai.

Rammenberg vê esses padrões alavancando as tecnologias de IOT para criar sistemas de produção sob encomenda, mais eficientes e responsivos. “Haverá cada vez mais interfaces, assim, são necessários padrões para evitar que essas interfaces se tornem gargalos para levar os produtos ao mercado. E certamente há um grande papel para os padrões no projeto arquitetônico da Indústria 4.0 de manufatura inteligente, para coordenar fluxos de trabalho e processos. ”

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Para Rannenberg, o ponto culminante do trabalho do SAG é um conjunto de padrões que garante que todos os dispositivos conectados à Internet possam se comunicar perfeitamente entre si, não importa o chip, o sistema operacional ou o fabricante do dispositivo.

3 – A INTERNET DAS COISAS (IOT) E O MARKETING 

A Internet das Coisas (IOT) está afetando praticamente todos os setores. Tem um tremendo impacto no volume de dados e no tráfego de rede. E é cada vez mais popular no contexto do consumidor.

Ela também está revolucionando as operações de negócios, da logística ao marketing, que talvez sejam menos atraentes para os consumidores, mas muito reais e tangíveis, já que com a interconectividade de nossos dispositivos digitais, são oferecidas infinitas oportunidades para as marcas ouvirem e responderem às necessidades de seus clientes, com a mensagem certa, no momento certo, no dispositivo certo.

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Naturalmente, a Internet das Coisas (IOT) também afetará a experiência do cliente, a quantidade de dados obtida através de dispositivos conectados e análises. Em um contexto de consumidor e marketing, o Big Data e a análise (preditiva) nunca estão longe.

Com a Internet das Coisas (IOT) será possível o #marketing conectado a dados dos consumidores em tempo real para serviços, publicidade e muito mais. Com isso, os profissionais de marketing poderão:

  • Analisar o hábito de compra dos consumidores nas plataformas utilizadas por eles;
  • Obter informações sobre as formas como os consumidores interagem com dispositivos conectados e produtos;
  • Obter uma visão melhor sobre a jornada de compra do consumidor e em que fase ele está;
  • Realizar interações em tempo real, notificações de PDV e, claro, anúncios segmentados (e até mesmo totalmente contextuais);
  • Fazer uso de um campo de atendimento ao consumidor, por meio do qual os problemas podem ser resolvidos rapidamente.

4 – COMO O FEEDBACK DO CONSUMIDOR POTENCIALIZA A INTERNET DAS COISAS (IOT)

Muitas empresas de bens de consumo estão investindo recursos nesse mercado de internet das Coisas (IOT), sem ter uma visão clara das opiniões e atitudes dos consumidores, o que torna um grande risco  para elas. 

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As empresas não podem lançar programas conectados sem um plano e ferramentas para entender seus consumidores. Há pelo menos três maneiras pelas quais o feedback do consumidor pode ajudar as empresas a inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas:

4.1. Lançar produtos úteis e realmente inteligentes – Apesar do burburinho em torno da IOT, a maioria dos consumidores não está convencida de que precisa de dispositivos conectados. Uma pesquisa da Accenture Digital Consumer Survey descobriu que a adoção de dispositivos de Inteligência Artificial é muito mais lenta do que as empresas de bens de consumo esperam. A intenção de compra de termostatos inteligentes, por exemplo, estagnou significativamente entre os anos de 2016 a 2017.

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Joel Hruska, um colaborador do site de tecnologia Extreme Tech, diz que parte do problema é que as empresas estão lançando #produtos que ninguém realmente precisa. “O maior problema da Internet das Coisas”, escreve Hruska, “é que ninguém descobriu como construir produtos que realmente façam algo útil, o suficiente, para justificar o interesse do consumidor”.

Isso é uma crítica dura, mas estudos recentes sugerem que Hruska está com razão. Num destes estudos realizado pela empresa de mídia Scripps Networks, mostra que 75% dos consumidores entrevistados querem dispositivos inteligentes para residências, principalmente, aqueles que ajudem a manter suas famílias seguras e confortáveis. 

As possibilidades são infinitas em IOT, porque praticamente qualquer coisa pode ser conectada à internet com a tecnologia certa. As empresas precisam tomar decisões difíceis em torno de onde e quanto investir, respondendo à pergunta: Quais dispositivos conectados fornecem valor real aos consumidores, e quais são meramente de boa qualidade? Em vez de adivinhar ou confiar em sua intuição, as empresas precisam da inteligência do consumidor para validar e inspirar a direção da inovação.

4.2. Melhorar os produtos atuais – Alguns adotantes iniciais começaram a abandonar seus dispositivos de casa inteligente. O estudo da Accenture, por exemplo, descobriu que 18% dos consumidores, usuários de IOT, pararam de usar seus dispositivos devido a preocupações com segurança de dados. Da mesma forma, um estudo da Gartner descobriu que quase um terço dos consumidores, usuários de tecnologia wearable, já abandonaram seus fitness trackers e smartphones.

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Angela McIntyre, diretora de pesquisa do Gartner, diz que a alta taxa de abandono é porque as pessoas não acham seus gadgets úteis o suficiente. As empresas, de acordo com McIntyre, ainda precisam definir a proposição de valor exclusiva dos dispositivos IOT.

A alta taxa de abandono é preocupante porque o espaço da IOT ainda está engatinhando. As empresas não podem perder os clientes que já possuem e o terreno que cobriram. Criar lealdade e definir claramente o valor real nesse estágio é fundamental para a longevidade de muitos produtos IOT.

É importante detectar possíveis problemas e oferecer soluções, antes que os consumidores considerem abandonar o produto conectado. Como os desenvolvedores de produtos testam conceitos e avaliam produtos, eles precisam de feedback contínuo dos consumidores. Os usuários atuais podem fornecer feedback, sobre o que eles gostam e não gostam sobre o produto e o que está faltando. Como os atuais consumidores de IOT são os primeiros a adotar esse espaço, eles também podem gerar um boca a boca positivo se as marcas excederem suas expectativas.

4.3. Direcionar as mensagens de marketing e vendas – De acordo com a Accenture, 62% dos consumidores consideram os dispositivos IOT muito caros. Essa percepção é consistente em todas as faixas etárias e países, sugerindo que as empresas de bens de consumo não estão fazendo um ótimo trabalho de comunicação de valor latente aos consumidores.

Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes. Mais do que tudo, as marcas precisam ter uma compreensão firme do que impulsiona percepções de valor. Abaixar o preço não é necessariamente a resposta. O valor, afinal, é definido como a troca entre os benefícios que um cliente percebe e o preço que ele acha que vale a pena. Para aumentar o valor, as empresas precisam identificar de fato maneiras pelas quais os dispositivos inteligentes podem facilitar e tornar mais conveniente a vida dos consumidores.

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Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes.

A percepção do consumidor pode ajudar as empresas a criar estratégias eficazes de mensagens e vendas. Aproveitando sua comunidade de clientes, por exemplo, as empresas podem obter ideias sobre táticas de promoção. Solicitar feedback aos clientes sobre duas ideias de campanha de marketing pode ser uma maneira eficaz de enviar mensagens de entrada no mercado para testes A / B.

O feedback dos clientes também pode ajudar a impulsionar o ROI de marketing, informando quais canais as empresas devem usar para atingir seu mercado-alvo. Um estudo recente do Interactive Advertising Bureau e da empresa de pesquisa Maru / Matchbox sugere que os consumidores aprendam sobre dispositivos conectados por meio de comerciais de TV, boca a boca e artigos on-line. Mas, à medida que o comportamento do consumidor muda, cada vez mais rapidamente as empresas precisam usar, em tempo hábil, a inteligência do cliente, enquanto decidem quais táticas e canais seguir.

4.4. Desenvolver um relacionamento de longo prazo com os consumidores de IOT – A Internet das Coisas está em meio a um alto crescimento, mas, a menos que as empresas ofereçam o que os consumidores querem e precisam, o ímpeto desse espaço será atrofiado. À medida que o mercado amadurece e se torna mais competitivo, é importante desenvolver uma relação próxima com os consumidores de IOT.

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Em última análise, o sucesso no espaço da IOT não será necessariamente determinado por ter a melhor tecnologia, mas ao casar efetivamente a tecnologia inovadora com a compreensão contínua e profunda do consumidor.

5 – CONCLUSÃO

Estamos sendo testemunhas de mais uma revolução tecnológica, chamada de Internet das Coisas (IOT), cujo mercado pode ultrapassar rapidamente o montante de US $ 470 bilhões. Enquanto isso, os investimentos no setor industrial da IOT devem superar US $ 60 trilhões nos próximos 15 anos. Ela abrange tudo o que é tecnologicamente inteligente e capaz de se comunicar com outros dispositivos, redes, sistemas e coisas.

Essa tecnologia está sendo incorporada a uma variedade de produtos que estão disponíveis hoje e que foram desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. O resultado foi o surgimento de cidades inteligentes, fábricas conectadas, carros conectados, etc. Tudo isso, são provas de como o mundo está se adaptando à Internet das Coisas (IOT).

A ideia dessa tecnologia é ter dispositivos físicos, eletrodomésticos, veículos e outros itens incorporados à eletrônica e conectados a uma configuração de rede local ou à Internet, habilitados para coletar, processar e trocar dados. O propósito é torná-los mais úteis e convenientes e, para isso, tem que haver algum tipo de interação ou comunicação com os consumidores. Somente através do conhecimento das opiniões e atitudes dos  consumidores é que as empresas conseguirão inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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