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BIGTOKEN – A INOVAÇÃO QUE PERMITE AOS CONSUMIDORES TEREM O CONTROLE ABSOLUTO SOBRE OS SEUS DADOS

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Na atualidade, o mercado de dados do consumidor é um negócio de US $ 130 bilhões, todavia, todo esse dinheiro não está indo para aquelas pessoas que fornecem esses dados  – os consumidores – e que, infelizmente, ainda não possuem o controle absoluto sobre eles. Imagine um dia típico em que você compra gasolina para o seu carro, sai para almoçar, compra uma blusa na web e vai ao cinema com amigos. Nada especial, é claro, mas, numa análise tecnológica, o que está acontecendo é que você deixou uma trilha de dados (informações pessoais) que serão usados ​​e vendidos por empresas. Parece injusto? Sim, é injusto porque as pessoas deixam de receber dinheiro que está sendo gerado com os seus dados pessoais. Diante dessa realidade e considerando que os dados são moedas, surge o seguinte questionamento: de que outra forma os consumidores podem ter o poder de usar seus próprios dados para criar valor para si mesmos? A resposta está neste artigo, que mostrará uma plataforma revolucionária chamada de “BIGtoken“, criada pela empresa SRAX, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados para negociá-los. Todo o processo de transação é transparente, com remuneração justa para todos.

1. OS DADOS NAS PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS

As plataformas de Redes Sociais ganharam enorme popularidade na última década. Quase todos os usuários da Internet agora têm uma conta em pelo menos uma delas. Aqueles que levarem algum tempo para analisá-las, descobrirão que não são os verdadeiros consumidores, mas sim o produto delas. Para ser preciso, são os dados gerados pelos usuários que são o principal produto dessas plataformas de Redes Sociais, para as quais empresas e agências terceirizadas pagam uma enorme fortuna para terem acesso.

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Informações do usuário de Redes Sociais, como preferências de marca, interação social, afiliações políticas ou opiniões gerais, são insumos valiosos que permitem às empresas criarem campanhas estratégicas para levar seus produtos e serviços às massas. As plataformas de Redes Sociais acabam obtendo muitos recursos com as informações dos usuários, enquanto estes não recebem qualquer compensação. Ao mesmo tempo, é praticamente impossível para os usuários saberem como e onde suas informações estão sendo usadas e com que finalidade.

Hoje em dia, com o avanço tecnológico, a informação acabou se tornando um objeto muito valioso, que movimenta bilhões de dólares em todo o mundo. Leia o artigo “A INFORMAÇÃO É A MOEDA DO SÉCULO XXI” para entender melhor o mecanismo desse mercado.

2. SOBRE A SRAX

A SRAX é uma empresa de tecnologia de marketing digital e gerenciamento de dados do consumidor. A tecnologia da SRAX desbloqueia dados para revelar os principais consumidores das marcas e suas características nos canais de marketing. Monetizando seus conjuntos de dados, a SRAX está crescendo vários fluxos de receita recorrentes, através de suas várias plataformas.

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Por meio da plataforma BIGtoken, a SRAX desenvolveu um mercado de dados gerenciados pelos consumidores, onde eles podem possuir e lucrar com suas informações pessoais, oferecendo a todos os usuários da Internet, a possibilidade de escolha, transparência e compensação. As ferramentas da SRAX oferecem uma vantagem competitiva digital para marcas nos setores de CPG, automotivo, relações com investidores, luxo e estilo de vida, integrando todos os aspectos da experiência de publicidade, incluindo a participação verificada do consumidor, em uma única plataforma. 

3. SOBRE O BIGTOKEN

O BIGtoken é uma plataforma de dados gerenciados pelos consumidores, criada pela empresa de marketing de desempenho, Social Reality, Inc. (SRAX). A ideia nasceu da percepção da SRAX de que a quantidade de informações a que eles tinham acesso e o valor que estavam criando a partir dos dados de outras pessoas, não geravam qualquer benefício para os consumidores. Como solução, a empresa criou uma plataforma, que usa a tecnologia blockchain para fornecer transparência e controle aos consumidores, permitindo-lhes possuírem, gerenciarem, verificarem e venderem seus próprios dados. Sobre a tecnologia blockchain, leia o artigo “USO DO BLOCKCHAIN MELHORA A TRANSPARÊNCIA NO VAREJO”.

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Ao contrário das empresas que controlam e lucram, utilizando os dados como moeda, o BIGtoken oferece esse controle e valor diretamente às mãos dos consumidores. Essa plataforma, em apenas 6 (seis) semanas, adquiriu 11 milhões de usuários em todo o mundo, criando um mercado totalmente novo e abrindo uma grande via para se fazer negócios.

A forte força dessa plataforma sugere que há espaço para mais inovação em torno dos dados fornecidos pelos consumidores. Sem dúvida! Com a entrada da empresa SRAX no mercado, foi possível  permitir aos consumidores extraírem valor pelo uso de seus dados, sendo pagos por eles através do BIGtoken.

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Com o BIGtoken, não somente os consumidores podem lucrar com o mercado de dados, como também os fabricantes, empresas de produtos de consumo, empresas de marketing e marcas que usam a plataforma BIGtoken para coletar informações precisas sobre os consumidores, enquanto operam nos padrões dos Regulamentos de Proteção de Dados.

Com a expansão tão rápida, a SRAX começou a oferecer pagamentos em dinheiro para os consumidores, em troca de seus dados e já planeja oferecer o BIGtoken em vários idiomas para garantir que todos os consumidores possam assumir o controle de seus dados, independentemente do idioma que falem.

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Cada vez mais a SRAX está entusiasmada por concluir a distribuição global do BIGtoken”, disse Kristoffer Nelson, diretor da SRAX e co-fundador do BIGtoken. “Com nossa crescente base mundial de usuários, agora temos a maior presença no mercado global, permitindo que os consumidores tenham controle e compensação por seus dados. Acreditamos que o direito de uso e controle dos dados integra os direitos humanos, logo, pessoas de todo o mundo devem ter direito a transparência, escolha e compensação pelas informações  fornecidas”.

4. COMO FUNCIONA O BIGTOKEN

BIGtoken nada mais é que uma plataforma que permite aos consumidores manterem a propriedade de seus dados e controlarem como serão usados ​​e por quem. Esse sistema possui uma variedade de recursos que agem no interesse dos usuários.

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Alguns desses recursos incluem:

  • Escolha do Cliente; 
  • Dados autenticados e verificados;
  • Transparência para todos;
  • Recompensas para Consumidores.

O funcionamento é muito simples e muito eficaz. A plataforma cria um gráfico de dados humanos que permite uma troca transparente de identidade digital e dados do consumidor, combinada com uma troca eficiente de valor econômico. O BIGtoken também permite que os usuários conectem suas Redes Sociais e outras contas. Com isso, muitos dados (informações) serão gerados sempre que o usuário navegue na Web; crie uma publicação nas Redes Sociais ou faça uma compra online. Ao serem coletados esses dados, um valor será estabelecido com base nas taxas atuais do mercado. Sendo assim, os consumidores usuários podem então usar o BIGtoken para fornecer às empresas, acesso a seus dados a um preço predeterminado. Todos os usuários recebem valores sempre que uma empresa ou terceiros adquirir acesso aos seus dados. Com esse formato, o  BIGtoken” se tornou uma plataforma revolucionária, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados para negociá-los.

5. ENTREVISTA DO CEO DA SRAX, CHRIS MIGLINO, NA FORBES

Entrevistado por Robert Reiss, da Forbes, o CEO, Chris Miglino, da Social Reality, Inc. (SRAX), falou sobre um dos conceitos mais inovadores do nosso tempo, chamado BIGtoken e das mudanças que permitem aos consumidores possuírem seus próprios dados.

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5.1. Robert Reiss: Descreva o BIGtoken, criação exclusiva da empresa SRAX.

Chris Miglino: O BIGtoken, desenvolvido pela SRAX, é uma plataforma, um sistema de gerenciamento e distribuição de dados do consumidor. Com mais de 15 milhões de usuários ativos em todo o mundo, até o momento, contribuiu para criar o primeiro mercado de dados gerenciado por consumidores, onde eles podem possuir e ganhar dinheiro real com seus dados. Por meio de uma plataforma blockchain transparente e sistemas de recompensa ao consumidor, ele oferece aos usuários a possibilidade de escolha, transparência e compensação real por seus dados. O BIGtoken permite que os consumidores insiram suas informações de maneira fácil, possibilitando a eles o controle total sobre seus dados pessoais. Os consumidores controlam o acesso a suas informações com a oportunidade de ganhar dinheiro e recompensas quando seus dados são compartilhados e cada vez que são comprados pelas agências de publicidade por meio de transações seguras e transparentes. O BIGtoken também fornece aos anunciantes e empresas de mídia, o acesso a dados dos consumidores para alcançar e atender melhor o público.

5.2. Reiss: Por que o BIGtoken mudará o futuro da propriedade de dados?

Chris Miglino: Simplesmente, porque estamos colocando o controle da propriedade de dados nas mãos dos consumidores. Chegará um dia, num futuro próximo, em que a ideia de que as pessoas não possuem seus próprios dados, será um conceito estranho e ultrapassado. Assim, as pessoas se perguntarão por que não aproveitaram, antes, a oportunidade de controlar e gerenciar suas informações pessoais. Devido ao BIGtoken e à rapidez com que as pessoas em todo o mundo estão gravitando em torno dele e assumindo a propriedade de sua identidade digital, possuir dados se tornará comum, pois todos possuirão suas informações e poderão se beneficiar de seu valor. 

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5.3. Reiss: Fale sobre como sua ideia surgiu e que conselho você dá para outros empreendedores com ideias inovadoras.

Miglino: A ideia para o BIGtoken surgiu através da nossa matriz, a SRAX, no ramo de dados nos últimos dez anos. Nesse período, compramos de terceiros, muitas informações de consumidores e percebemos que neste processo eles não tinham a menor chance de serem compensados ​​por isso. Os consumidores nunca entenderam o valor de seus dados, o que sempre acabou os prejudicando. Observamos, então, que havia uma grande oportunidade no mercado que iria virar a indústria de cabeça para baixo. Na verdade, nós reinventamos o uso de dados, dando ao consumidor o direito de usá-los livremente.

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A SRAX está comprometida em garantir que o consumidor possua seus dados. Não apenas isso, mas queremos garantir que os dados compartilhados pelos consumidores sejam precisos e verificados para que os profissionais de marketing possam alocar corretamente seus orçamentos de campanha. Muitos dados de agregadores não são precisos porque eles adivinham, com base em algoritmos, ações e informações não verificadas. Nossa plataforma oferece um nível mais profundo de entendimento do consumidor e uma visão mais completa do conjunto de dados. Além disso, os consumidores não estão apenas atualizando as informações existentes, mas também concedendo aos profissionais de marketing o direito de comercializá-las.

Como a SRAX desenvolveu uma solução que está revolucionando o setor de dados, o conselho que eu daria a outros empreendedores que estão trabalhando em suas próprias inovações é que, por mais distante que pareça a ideia, não desista e acredite na sua capacidade de mudar a maneira como as coisas são feitas tradicionalmente. Lembre-se de que você está criando um mercado totalmente novo e abrindo uma avenida para fazer negócios.

6. USUÁRIOS DO FACEBOOK E O BIGTOKEN

“Em todo o mundo, existem mais de 2,38 bilhões de usuários ativos mensais no Facebook e, pela primeira vez, o BIGtoken está dando a esses usuários a oportunidade de ganhar com os dados que criaram”, disse Kristoffer Nelson. “A empresa SRAX está permitindo que esses usuários aproveitem seus dados do Facebook para seu próprio benefício. Ao cooperar com os consumidores no uso de seus dados, profissionais de marketing e compradores de mídia poderão visualizar uma imagem mais precisa do consumidor e se beneficiar de um conjunto de informações de alta qualidade.

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Atualmente, mais de 50% dos gastos com anúncios em mídia são desperdiçados, em decorrência de dados incorretos. O SRAX beneficiará os profissionais de marketing, ajudando-os a alocar orçamentos com precisão, além de recompensar os consumidores pelo compartilhamento de dados verificados e pelo controle deles “.

7. CONCLUSÃO

Os dados do consumidor são literalmente a espinha dorsal do marketing moderno, mas a maioria das pessoas não tem ideia de que essas informações são uma mercadoria valiosa, que  gera bilhões de dólares. Infelizmente, a menos que a pessoa esteja vivendo no deserto e completamente fora da rede há mais de uma década, seus dados pessoais estarão disponíveis para venda, sem seu consentimento. Geralmente, o consumidor tem  vários aplicativos que estão acompanhando seus movimentos do dia a dia, e colhendo seus dados de compra, sem lhes fornecer qualquer recompensa. É o caso das operadoras de cartão de crédito que colhem os dados dos usuários, para depois vendê-los aos profissionais de marketing. Com esses dados em mãos, os profissionais de marketing  enviarão para os consumidores, através do computador e dispositivos móveis,  banners com mensagens muito mais personalizadas sobre produtos e serviços. Diante dessa realidade, surge a plataforma “BIGtoken”, que permite aos consumidores terem o controle absoluto sobre os seus dados, incluindo a posse, a verificação e a venda aos profissionais de marketing, mediante recompensa financeira. Com o BIGtoken, toda a aquisição de dados é segura e transparente, com os consumidores totalmente cientes de como eles serão usados e quem terão acesso a eles. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A REVOLUÇÃO DE PAGAMENTOS DIGITAIS DA CHINA E O PROJETO LIBRA DO FACEBOOK

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Facebook divulgou um plano para desenvolver uma moeda digital global chamada Libra. O Facebook diz que a respectiva moeda reduzirá os custos de transações financeiras para empresas e consumidores e ampliará a inclusão financeira. Segundo a empresa, a Libra permitirá que mais pequenas empresas comprem publicidade em suas plataformas sociais, alcançando assim mais clientes em potencial. Portanto, a Libra também poderia impulsionar o principal negócio de publicidade do Facebook, pois criaria mais anunciantes em potencial.

Desde que o Facebook anunciou seu novo projeto de moeda digital “Libra”, ele vem enfrentando uma forte reação dos reguladores globais e dos setores financeiros. A Libra, projetada como um sistema de pagamento global associado, tem a ambição de tornar as transações monetárias tão convenientes quanto as mensagens para bilhões de pessoas em todo o mundo.

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A Libra está se juntando a uma revolução global de pagamentos online liderada pela China, onde quase metade dos pagamentos digitais do mundo são feitos. Na China, você pode realmente sair de casa apenas com o telefone. Os códigos QR conquistaram as lojas, restaurantes e transporte público da China para pagamentos instantâneos. Naquele país, usar dinheiro e cartões de crédito é obsoleto. Plataformas de pagamento móveis, como Alipay, da Alibaba, e WeChat Pay, apoiado pela Tencent, geraram 81 trilhões de yuans em transações (US $ 12,8 trilhões) no ano passado.

1 – O MERCADO DE PAGAMENTO DIGITAL NA CHINA

“A China é provavelmente o único lugar do mundo em que o pagamento digital já foi alcançado em grande escala”, disse Shiv Putcha, analista principal da empresa de pesquisa em tecnologia Mandala Insights, em Mumbai.

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Embora Libra ainda esteja lutando para obter a aprovação do governo, muitas de suas aspirações já foram realizadas por empresas na China – e alguns dos impactos preocupantes foram alertados pelos legisladores.

Na cidade de Nantong, leste da China, Liangliang Huang, 31, não carrega mais dinheiro ou cartão de crédito quando sai. Desde encomendar refeições, comprar café Starbucks até comprar mantimentos nos mercados, ela paga simplesmente digitalizando um código QR. Viver sem dinheiro tornou-se predominante nas cidades chinesas, e não é um privilégio pouco frequente para os jovens, disse Huang. “Meus pais, com mais de 50 anos, também vivem suas vidas com Alipay e WeChat Pay. É muito mais fácil do que usar dinheiro ou cartões “.

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Para os comerciantes, o mais atraente no pagamento digital é o baixo custo. Os bancos chineses cobram taxas de furto de cartão de crédito de 0,5% a 0,6% de cada transação. Por outro lado, a taxa de carteiras móveis é tão baixa quanto 0,1% e, às vezes, até mesmo de sensação. Os comerciantes também ganham com caixas rápidas, configuração fácil e baixo risco de receber moeda falsa.

Os beneficiários não são apenas aqueles que vivem nas grandes cidades. Os moradores das vastas áreas menos desenvolvidas do país também participam. Uma recente pesquisa conjunta das universidades Fudan, Nanjing e Renmin constatou que a maioria das micro e pequenas empresas nas cidades de quarto e quinto níveis da China, depende principalmente de aplicativos digitais para transações diárias. O dinheiro contribuiu para menos de 10% dos pagamentos das empresas pesquisadas, muitos dos quais não podem pagar por um leitor de cartão.

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“Permite um grande nível de inclusão financeira”, disse Aaron Klein, da Brookings Institution. “Você não precisa de uma conta bancária para fazer parte do sistema.” Na China, até os mendigos estão substituindo seus copos de lata por códigos QR para obter doações.

A China agora é amplamente irreconhecível em comparação com a China de 30 anos atrás. Como um membro regular do planeta, você provavelmente pensará que coisas como a Internet e os sistemas de pagamento são um pouco diferentes por lá. E você estaria certo. A China ultrapassou em muito a maioria dos países em termos de como os consumidores lidam com a troca de dinheiro.

2 – QUAIS PAGAMENTOS SÃO USADOS NA CHINA?

Para consumidores ou qualquer pessoa que faça negócios na China, é necessário ter um sistema de pagamento on-line ou móvel. Enquanto o Apple Pay é usado em algumas pequenas áreas do mercado chinês, as carteiras móveis das gigantes chinesas Tencent (WeChat Pay) e Alibaba (Alipay) são onde os negócios reais são realizados.

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Aproximadamente 87 milhões de pessoas em todo o mundo usaram o aplicativo Apple Pay em 2017. “Isso é muita gente”, você pode pensar! Mas é um número pequeno comparado aos estimados 400 milhões de usuários da Alipay, ou, de fato, aos impressionantes 600 milhões de usuários do WeChat Pay que fazem esses pagamentos diariamente.

Se você é uma empresa que vende por meio de um site, loja ou aplicativo, se deseja fazer transações com consumidores chineses, precisa entender o mundo do comércio eletrônico na China continental. Por várias razões, a infraestrutura e a demanda por cartões de crédito nunca existiram realmente na RPC. A China era basicamente uma sociedade baseada em dinheiro e com um sistema bancário subdesenvolvido. Então, começou a fabricar telefones celulares baratos em um momento em que os pagamentos baseados em tecnologia estavam decolando – portanto, os cartões de crédito foram amplamente ignorados e substituídos pelos pagamentos móveis.

A criação e adoção de pagamentos móveis que vemos hoje na China surgiram de uma necessidade, mas a adoção em massa surgiu da criação de experiências suaves e sem atritos para o usuário, que mudaram completamente o jogo – algo que ainda não aconteceu no Ocidente. .

3 – CONHECENDO OS PROVEDORES DE PAGAMENTO DA CHINA

Em 2018, mais de 85% das compras feitas na China foram em plataformas de pagamento móvel. Na verdade, existem apenas algumas plataformas móveis para pagamento na China. O WeChat Pay e a Alipay dominam o mercado com sua participação de 92% de pagamentos móveis.

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Por exemplo, as pessoas que vendem maçãs isoladas nas ruas das cidades da China têm códigos QR do WeChat Pay que você pode digitalizar para enviar dinheiro em um instante. Da mesma forma acontece com as compras online, compras em lojas físicas, restaurantes, bares, etc.

3.1 – PAGAMENTOS ALIPAY NA CHINA. O QUE É ISSO?

Alipay é uma plataforma de pagamento online e móvel de terceiros do Alibaba Group. Em 2013, o Alipay ultrapassou o PayPal para se tornar a maior plataforma de pagamento móvel do mundo (o que significa que processou o maior volume de pagamentos).

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A incrível participação de mercado da Alipay em pagamentos online e móveis se resume às plataformas de comércio eletrônico amplamente usadas pela empresa fundadora (Alibaba), Taobao e Tmall. Enquanto a Alipay ainda detém a maior parte do mercado de pagamentos móveis da China (cerca de 53%), o WeChat Pay está alcançando e ganhando ano a ano.

3.1.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Alipay é um aplicativo independente, disponível em smartphones e desktops. Ele está conectado a mais de 50 instituições financeiras, o que significa que os usuários podem conectar os cartões Mastercard ou Visa para realizar determinadas transações. Para o uso completo de todas as funções, os consumidores precisam conectar um cartão de crédito ou débito chinês. Uma vez cadastrado em uma conta, os consumidores podem pagar online, nas lojas, transferir dinheiro, pagar contas, pedir um táxi e muito mais.

3.1.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

As empresas podem se registrar na Alipay e configurar pagamentos online transfronteiriços ou pagamentos na loja. Os clientes podem fazer compras em um site por meio da conta #alipay em RMB chinês e o pagamento será liquidado na conta do comerciante na moeda escolhida. Não apenas é necessário vincular sites estrangeiros à Alipay para entrar no mercado chinês de comércio eletrônico, se os comerciantes tiverem uma loja física fora da #china com acesso aos pagamentos da Alipay, eles também poderão atrair vendas de muitos outros turistas chineses.

3.2 – PAGAMENTOS WECHAT. O QUE É ISSO?

Apelidado de “super app” e nomeado “um dos aplicativos móveis mais poderosos do mundo” pela Forbes, o WeChat é de longe o aplicativo polivalente mais utilizado na China.

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Com um número estimado de 900 milhões de usuários diários e mais de 800 milhões de usuários estimados de carteira, o #weChat tem uma forte compreensão do mercado chinês. Ele permite que os usuários enviem mensagens, façam chamadas de voz ou vídeo, joguem, enviem ou recebam pagamentos, paguem contas, dividam contas, paguem na loja ou online e muito mais. No entanto, o WeChat agora faz parceria com jd.com e outros aplicativos para permitir que os usuários acessem as plataformas de compras com apenas alguns cliques.

3.2.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Os consumidores vinculam seus cartões bancários à carteira dentro do aplicativo WeChat. Para isso, eles devem ter uma conta bancária chinesa vinculada ao seu número de celular chinês para adicionar um cartão de débito ou crédito à sua carteira WeChat. Depois de vinculados, os #consumidores individuais usam a carteira como cartão de débito para pagamentos diretos. Eles também podem “transferir” dinheiro de sua conta bancária para criar um saldo na carteira.

3.2.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

O WeChat oferece às empresas a chance de criar miniprogramas. Essas lojas são efetivamente ativadas no aplicativo para os consumidores comprarem produtos. Para fornecedores online, o WeChat oferece às empresas a capacidade de aceitar o WeChat Pay, mas apenas na China continental, Hong Kong e África do Sul. Da mesma forma que na Alipay, os consumidores podem pagar em RMB chinês e o valor é então liquidado na conta do fornecedor em uma moeda de sua escolha.

3.3 – PAGAMENTOS UNIONPAY NA CHINA. O QUE É ISSO?

O UnionPay é o Mastercard, Visa e American Express da China. Todos eles reunidos em um. É a única rede interbancária na China, ligando todos os caixas eletrônicos do país para qualquer banco.

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Se você emitiu um cartão de débito ou crédito na China, ele será vinculado ao UnionPay. É a maior rede de cartões do mundo, com 7 bilhões de cartões emitidos até o momento. O UnionPay também oferece pagamentos online e móveis.

3.3.1 – COMO ISSO FUNCIONA PARA OS CONSUMIDORES?

Os consumidores com contas bancárias na China receberão um cartão bancário emitido pela UnionPay. Este cartão pode ser usado em lojas, online, em caixas eletrônicos e através de um recurso sem contato, conhecido como QuickPass. Os cartões #UnionPay estão sendo aceitos em mais e mais países ao redor do mundo, permitindo que consumidores usem seus cartões de débito ou crédito enquanto viajam para o exterior.

3.3.2 – COMO ISSO FUNCIONA PARA AS EMPRESAS?

Ao aceitar o UnionPay em um site, aplicativo ou loja, os fornecedores podem ter acesso a praticamente todos os consumidores chineses com cartão de crédito ou débito.

4 – OUTROS SISTEMAS DE PAGAMENTO NA CHINA

Embora Alipay, WeChat Pay e UnionPay sejam de longe as formas mais comuns de pagamento na China, existem alguns outros provedores de pagamento que trabalham na China. O Paypal, por exemplo, não é bloqueado na China e, portanto, os fornecedores que aceitam pagamentos pelo PayPal têm acesso ao mercado chinês.

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Outros provedores, como o Baidu e o 99Bill, também atuam como provedores de pagamento de terceiros, mas com uma base de clientes muito menor, sua presença não é vista tanto na China.

5 – COMO POSSO INTEGRAR PAGAMENTOS CHINESES?

Pouquíssimos consumidores chineses podem usar o #paypal ou cartões de crédito internacionais; portanto, é essencial ter uma das opções de pagamento chinesas quem quiser entrar no mercado chinês. Simplificando, a China opera seu próprio ecossistema de pagamentos: quem deseja vender ao povo chinês, deve fazê-lo em um sistema que eles já usam.

Para facilitar a integração com empresas não chinesas, começaram a oferecer naquele mercado “gateways de pagamento de terceiros” para as diferentes plataformas. A NihaoPay, por exemplo, é uma adquirente global da UnionPay, WeChat Pay e Alipay. Ao adicionar o NihaoPay (ou gateways semelhantes) ao processo de checkout em sites de comércio eletrônico, possibilitaram as empresas a aceitarem pagamentos do vasto mercado consumidor chinês.

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Os modelos de Woocommerce da Eggplant Digital se integram a todos esses gateways, oferecendo às empresas uma passagem fácil e simplificada para a venda na China, usando um site WordPress.

6 – A LIBRA DO FACEBOOK. SISTEMA BANCÁRIO DA CHINA EM ALERTA

Para a Libra do Facebook, as vantagens mostradas acima podem até ser ampliadas para consumidores internacionais. “Imagine que alguém na Índia ou Bangladesh esteja trabalhando no Reino Unido e enviando dinheiro para casa”, disse Putcha. Em teoria, os usuários de Libra podem fazer transferências internacionais em tempo real, quase sem taxas – o custo médio global atual do envio de uma remessa de US $ 200 é de US $ 14, segundo o Banco Mundial. “Isso gera uma visão muito atraente para as pessoas”, disse Putcha.

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Mas também existem lados opostos. O sistema bancário da China sofreu impactos esmagadores e perdeu grande parte da receita para o novo ecossistema, de acordo com Klein. “A Alipay e o WeChat Pay assumiram grandes posições no domínio de pagamentos digitais no varejo, que historicamente tem sido um forte produtor de receita para os bancos.”

Jianning Zhang, gerente sênior de uma agência bancária estatal em Zhongshan, província de Guangdong, ecoou o comunicado. Desde que o pagamento digital foi adotado na cidade em 2015, seu banco perdeu “cerca de metade da receita do cartão de crédito”, o que anteriormente contribuía com um oitavo da receita total. A receita de juros de empréstimos de pequena escala também foi afetada, pois mais pessoas estão recorrendo aos pequenos empréstimos disponíveis nos aplicativos de pagamento com apenas um clique.

O pior é que os bancos estão perdendo o controle de seus clientes, pois os dados do consumidor vão diretamente para o sistema da Alipay e do WeChat Pay, não para o banco de dados dos bancos. “Quando os consumidores passam o dedo em nossos cartões de crédito, obtemos informações sobre onde e que transação eles fizeram. Com as técnicas de análise de dados, podemos combiná-las com serviços financeiros direcionados para criar novas receitas ”, afirmou Zhang.

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Em nível nacional, a perda pode ter um efeito cascata mais amplo na economia do condado, como Putcha apontou: À medida que mais depósitos e receitas são engolidos pelas plataformas de pagamento online, os bancos e o Banco Central ficam com pouco financiamento para investir em projetos e empréstimos a indústrias. O sistema Libra apresenta riscos ainda maiores para os bancos, pois, diferentemente do Alipay e do WeChat Pay, que ainda estão vinculados às contas bancárias das pessoas, ele é projetado como uma alternativa ao sistema bancário existente e às moedas locais.

Novas forças de mercado aceleraram a reforma dos serviços bancários chineses, disse Zhang. Novas mudanças estão ocorrendo nos principais bancos estatais, como a adoção de tecnologia de inteligência artificial e a melhoria da qualidade do serviço, de acordo com Zhang. “Nós nos esforçamos para fornecer serviços personalizados para reconquistar nossos clientes.”

Embora Libra tenha o potencial de abalar o sistema financeiro mundial e remodelar bilhões de hábitos de pagamento das pessoas, os impactos levariam anos para vir. Ao contrário de muitos avanços da tecnologia financeira chinesa, que prosperaram sob as luzes verdes da política das autoridades, o projeto global tem que superar enormes obstáculos regulatórios e obstáculos já estabelecidos em vários países, disse Putcha.

7 – PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

A Libra será administrada por uma organização sem fins lucrativos, a Libra Association, cujos membros supervisionarão a moeda. O Facebook contratou 27 empresas e organizações para o órgão e nenhuma delas está sediada na China continental. O próprio Banco Central da China tem ponderado e explorado a possibilidade de ter uma moeda digital soberana desde 2014, mas parece estar se arrastando para realmente trazê-la à realidade.

Gu espera que a Associação Libra comece a envolver mais participantes internacionais no futuro. “As empresas líderes em áreas e setores relacionados serão recrutadas ativamente”, disse Gu em um post no blog.

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No mercado de língua chinesa e renminbi, o WeChat Pay e a Alipay são os principais provedores de pagamento e é natural que eles sejam altamente procurados pela Libra Association, disse Gu. “No entanto, acho que as chances de o governo permitir que eles participem são reduzidas”, acrescentou.

É muito improvável que as entidades chinesas possam atuar como nós validadores de Libra, disse à TechNode Tian Chuan, consultor comunitário da empresa pública de tecnologia de blockchain Ultrain, sediada em Hangzhou. Os novos regulamentos para provedores de serviços de blockchain deixaram claro que tudo precisa ser registrado e aprovado antes de entrar na cadeia, acrescentou.

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As empresas chinesas ainda podiam encontrar maneiras de participar do projeto Libra, mas de forma limitada. “As universidades podem ter permissão para hospedar um nó para fins de pesquisa, desde que não ofereçam o serviço às massas”, acrescentou. As empresas e os investimentos chineses provavelmente poderão se envolver por meio de entidades registradas no exterior em lugares como Cingapura ou Ilhas Cayman, por exemplo.

De acordo com o cenário mais otimista de Tian, Libra teria sucesso em alguns países a princípio, tendo obtido aprovação dos reguladores dos EUA e acumulado bilhões de usuários consumidores. Em seguida, a Libra poderá lançar uma versão censurada em conjunto com o Banco Central chinês, com rigorosos requisitos de proteção aos consumidores.

8 – CONCLUSÃO

O Facebook, a plataforma de rede social mais popular do mundo, já anunciou um novo projeto para lançar uma criptomoeda chamada Libra. Este anúncio chamou a atenção de todo o mundo, inclusive na China, onde os pagamentos digitais baseados em dispositivos móveis se tornaram onipresentes graças ao aumento do WeChat Pay da Tencent e do braço de pagamentos da Alibaba, Alipay; onde as regulamentações permanecem rígidas nas atividades de criptomoeda no país e os produtos do Facebook são praticamente proibidos.

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No entanto, alguns observadores da indústria acreditam que a Libra, se lançada com sucesso, pode escalar as mesmas alturas de pagamento digital desfrutadas pelos gigantes da tecnologia chineses sem competir diretamente com eles. Outros acreditam que a Libra poderia desencadear uma guerra cambial que prejudicaria a internacionalização do yuan chinês.

A capacidade do Facebook de realmente lançar a Libra tem sido um grande ponto de discórdia, pois vários reguladores nacionais já manifestaram suas preocupações no momento. De qualquer forma, a possibilidade de trazer essa criptomoeda para as massas, via Facebook, gerou uma quantidade considerável de entusiasmo na China, com figuras importantes da tecnologia tendo a palavra e fazendo comparações com o WeChat Pay. Na verdade, só o tempo irá mostrar as consequências dessa disputa mundial. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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AS REDES SOCIAIS SE TORNARAM OS PRINCIPAIS CANAIS DE FRAUDES ONLINE

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Bilhões de consumidores em todo o mundo estão ativos nas Redes Sociais. É um fenômeno moderno que revolucionou a maneira como os consumidores buscam informações, comunicam uns com os outros e interagem nos negócios, ao mesmo tempo que abre uma variedade de oportunidades para criminosos cometerem fraudes, usando táticas que ocasionam danos significativos em termos de perda financeira, emocional, bem-estar e degradação da confiança.
Dessa forma, ações urgentes são necessárias para proteger os consumidores e minimizar os prejuízos. Uma dessas ações foi um estudo pioneiro implantado em nove países em dois anos consecutivos, visando identificar boas práticas para resolver os problemas e recomendar soluções, cujo relatório sinalizou uma presença maciça de golpistas nas Redes Sociais, se apresentando como marcas autênticas, autoridades ou amigos para enganar as vítimas. A seguir será transcrito um resumo detalhado do referido relatório.

1. POR QUE AS REDES SOCIAIS?

As Redes Sociais são plataformas ideais para os fraudadores. Três bilhões de pessoas, que equivale a 40% da população global, estão ativas no Facebook, Twitter, WhatsApp e  Instagram, com um milhão de novos usuários estimado a cada dia.

Essa popularidade, combinada com a natureza aberta das plataformas de Rede Social, torna fácil para os criminosos alcançarem uma grande quantidade de pessoas, dando a eles acesso rápido a dados pessoais que serão usados ​​para direcionar grupos demográficos e personalizar ações mais convincentes. Por exemplo, usando o nome verdadeiro de uma pessoa, fazendo referência à sua cidade natal, às férias recentes, a hobbies e amigos.

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WhatsApp e Facebook são as plataformas através das quais as fraudes mais se propagam, seguido pelo Instagram e Twitter.

As Redes Sociais oferecem aos fraudadores a capacidade de ocultar suas verdadeiras identidades e motivos por trás do anonimato de perfis e contas falsas, que eles usam para enganar os consumidores.

São fraudes difíceis de serem identificadas, pois parecem vir de fontes confiáveis, como família, amigos, seguidores virtuais, membros de comunidades online ou marcas conhecidas, que se espalham com uma velocidade alarmante nas Redes Sociais para uma ampla gama de públicos.

2. FRAUDES MAIS COMUNS NAS REDES SOCIAIS

O objetivo principal dessas fraudes é induzir as pessoas a revelarem seus dados pessoais, como  endereços de email, senhas e datas de nascimento para facilitar o roubo de ID (conhecido como “phishing”), que serão usados para ganho financeiro. Os golpistas usam técnicas cada vez mais sofisticadas para atingir os consumidores, assim, qualquer pessoa pode se tornar uma vítima. É comum eles terem grupos demográficos específicos como alvo, se acharem que terão mais êxito em suas ações. Daí não serem verificadas tantas diferenças no número de vítimas, em termos de idade ou gênero.

Existem três categorias de fraudes. São elas:

• Fraude no comércio eletrônico – Os fraudadores afirmam serem genuínos vendedores online, em sites como o Facebook Marketplace, induzindo os consumidores a pagarem por produtos falsificados ou de baixa qualidade. Em alguns casos, os produtos comprados, simplesmente, nunca chegam.
• Fraude no investimento – Os fraudadores anunciam verdadeiras oportunidades de investimento, às vezes usando notícias e anúncios que parecem ser de fontes genuínas. Consumidores que são tentados a investir, perdem parte ou todo o seu dinheiro.
• Fraude do impostor – Os fraudadores se apresentam como autênticos amigos ou familiares, para obterem a confiança do consumidor, para depois pedirem que ele compre bens, envie dinheiro ou clique em links que baixam malware para o computador.

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Dentro dessas três categorias acima descritas, se enquadram os seguintes tipos de fraudes:

CATFISH: Os fraudadores criam perfis falsos para fazer contato com indivíduos e atrair eles para um relacionamento online. Eles levam tempo para construir essa confiança e depois pedem a eles que enviem dinheiro ou compartilhem seus dados pessoais;

CRYPTOCURRENCY: Anúncios, notícias ou mensagens falsas buscam induzir os consumidores a investirem em criptomoeda, como bitcoin. Como resultado, eles acabam perdendo seus investimentos ou seus dados pessoais ou ambos;

CLICKBAIT SCAM: Postagens nas Redes Sociais com emocionantes notícias sobre celebridades, incentivam os consumidores a clicarem em links ou URLs ocultos. Isso leva a um site externo que baixa malware no computador da vítima.

CASH GRABS: O fraudador invade a conta de Rede Social de alguém e envia mensagens para seus amigos, alegando estar precisando desesperadamente de ajuda e pedindo que enviem dinheiro. Por exemplo, informa aos amigos da vítima que se encontra em viagem de férias, que teve sua carteira roubada e que precisa urgentemente de dinheiro para chegar em casa. Este é um dos tipos mais comuns de fraude.

FAKE COMPETITIONS OR GIVEAWAYS: Fraudadores apresentam negócios, geralmente no Facebook, pedindo aos usuários que “curtam e compartilhem” postagens ou cliquem em links para ganhar prêmios inexistentes. Geralmente, clicar nesses links pode baixar malware.

MEMBERSHIP SCAMS: O consumidor é convidado a participar de um grupo falso ou página de fãs, sendo necessário para compartilhar detalhes pessoais, que envie mensagens de texto premium ou que pague para se tornar um associado.

QUIZ SCAMS: O consumidor vê um “teste divertido”, aparentemente inocente no feed de um amigo, onde lhe é solicitado a inserir certos dados pessoais, como o nome de solteira da mãe, mês do seu aniversário e nome do primeiro animal de estimação, que são geralmente usados em perguntas de segurança da conta.

SUBSCRIPTION TRAPS: Os consumidores são induzidos a se inscreverem numa página para adquirir produtos ou serviços que eles nunca recebem. Débitos são feitos em sua conta ou são direcionados a demandas de pagamento.

3. AÇÕES EFICAZES CONTRA FRAUDES NAS REDES SOCIAIS

À medida que cresce o uso da internet, também cresce a quantidade de fraudes online nas Redes Sociais. Plataformas como Facebook e Instagram se tornaram os principais canais utilizados pelos golpistas. Hoje, o cybercrime é o maior motivo de preocupação para 81% dos usuários da Internet no mundo.

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Desde então várias medidas estão sendo aplicadas com a finalidade de impedir as ações de golpistas e  minimizar os prejuízos dos consumidores. Neste tópico iremos destacar algumas dessas medidas.

3.1. COMPARTILHAMENTO DE ALERTAS E ORIENTAÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Como os consumidores passam a maior parte do seu tempo, fazendo uso das Redes Sociais, eles estão buscando interagir entre si para compartilhar informações sobre suspeitas de fraudes, alertas, orientações e histórias sobre vítimas, em vez de buscar informações em sites oficiais de órgãos de segurança. Estes órgãos, por sua vez, pouco se envolvem nas Redes Sociais para se comunicar com  os consumidores, alertá-los, por exemplo, sobre fraudes emergentes.

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Muito diferente ocorre na Espanha, onde a Polícia Nacional estabeleceu as Redes Sociais como um meio de contato confiável para aqueles consumidores que procuram aconselhamento sobre como evitar fraudes ou desejam relatar incidentes. Com isso, eles se envolvem com sucesso com os consumidores no Twitter, publicando avisos bem-humorados e alegres para aumentar a conscientização e incentivar usuários de Redes Sociais para interagirem diretamente com eles.

Este é um modelo que pode ser adotado pelas autoridades em outros países como forma de construir confiança entre os órgão de defesa e os consumidores,  ajudando a reduzir o estigma social associado à vítima de uma farsa.

O setor privado também pode ter um papel fundamental na educação e orientação dos consumidores através das Redes Sociais. Os prestadores de serviços financeiros, por exemplo, podem através delas, oferecer oportuna e relevantes informações e alertas regulares aos clientes sobre o risco de fraudes. É o caso das instituições bancárias, que podem ir além de simples avisos e incluir conteúdo interativo para envolver os consumidores, como faz o Banco NatWest, realizando pesquisas no Twitter, perguntando aos seguidores se certas mensagens são seguras ou são fraudes.

3.2. RELATÓRIOS OFICIAIS

Especialistas estimam que os casos de fraudes trazidos a público são apenas a ponta de um iceberg, já que grande parte das vítimas não fazem registro dos fatos nos órgão oficiais, devido a  vários fatores, incluindo constrangimento, apatia e incerteza sobre onde denunciar fraudes ou procurar reparação. São pouquíssimas, mas já existem agências que coletam dados sobre fraudes em diferentes setores, para emissão de relatórios oficiais que servirão de base de pesquisas para implantação de medidas mais eficazes de combate aos golpistas.

Informação detalhada sobre a escala e a natureza das fraudes online é crucial para fundamentar estratégias para ações preventivas e corretivas.

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Quando se trata de fraude em nível global ou transfronteiriço, os relatórios de fraude ainda são fragmentados, inconsistentes e não confiáveis. Assim, necessário que as seguintes melhorias sejam feitas:

• Os consumidores precisam entender que qualquer um pode ser vítima de fraudes online e que trazer a público os fatos, pode rapidamente beneficiar outras pessoas. Para facilitar isso, vítimas precisam de informações claras e oportunas sobre onde denunciar essas fraudes e a quem enviar as reclamações. As plataformas de Redes Sociais devem facilitar aos consumidores a possibilidade de sinalizar fraudes e outros conteúdos prejudiciais. Como exemplo, podemos citar as operações do Facebook no Reino Unido que estão desenvolvendo uma nova ferramenta de relatório de “anúncios fraudulentos” como parte de uma ação legal;

• Sistemas abrangentes de coleta de dados precisam ser instalados para gravar e analisar todos os incidentes online de fraude, incluindo seus canais de origem. Um único ponto de coleta de dados por fraude em cada país seria o ideal. Para facilitar o compartilhamento dessas informações, entre agências nacionais e globais, as classificação de dados devem ser consistentes;

• Se os consumidores puderem ver evidências de que esses relatórios levam a ações positivas, sob a forma de aplicação e reparação, isso ajudará a criar confiança no sistema. Daí a importância de mais publicidade e orientações nas Redes Sociais.

3.3. FERRAMENTA QUE DETECTA CONTEÚDO NOCIVO

A identificação rápida de informações fraudulentas, ofensivas ou prejudiciais é essencial para proteger os usuários de Redes Sociais. Para eficácia desse procedimento, importante seria que as autoridades impusessem a obrigatoriedade de verificar a legitimidade de pessoas físicas e jurídicas, antes deles  criarem uma conta, anunciar ou publicar nas Redes Sociais.

Também o ideal seria que as próprias plataformas de Redes Sociais fossem mais proativas no uso de ferramentas digitais para detectar sites e anúncios fraudulentos. Isso é possível, se tomarmos como exemplo a ScamAdviser.com, desenvolvido pelo Ecommerce Foundation.

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Trata-se de uma ferramenta gratuita disponibilizada para os consumidores verificarem a legitimidade de um site. Quando um consumidor entra num endereço online, os algoritmos verificam 40 fatores como o endereço IP, análises de sites, segurança e reputação de spam para gerar um relatório geral de confiança. Atualmente, a ScamAdviser.com tem mais de 55 milhões de sites em seu banco de dados e 2,5 milhões de usuários únicos por mês.

Infelizmente, esse tipo de procedimento, que pode ser implantado nas plataformas de Rede Social, cria um potencial conflito de interesses quando se trata de autopoliciamento eficaz. Assim, reguladores independentes poderiam exercer melhor essa função.

Para encerrar este tópico, não poderíamos deixar de citar o Trustworthy Accountability Group (tag), que apesar de estar fora das Redes Sociais, ajuda o consumidor em caso de consulta.

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Trata-se de um programa de autorregulação entre indústrias para combater crimes digitais. As plataformas de Redes Sociais podem verificar o Trustworthy Accountability Group (tag) para garantir que as empresas foram autenticadas, que o conteúdo hospedado não é fraudulento. Vem crescendo o número de empresas que se inscrevem voluntariamente neste serviço, o que aumenta a viabilidade do sistema como uma solução.

3.4. LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA

A responsabilidade pelo monitoramento de fraudes nas Redes Sociais e aplicação das medidas de segurança podem ser compartilhadas entre a polícia, órgãos de defesa do consumidor, órgãos do governo e plataformas de Redes. No entanto, quando as ações criminosas são transfronteiriças e inexiste legislação de proteção para coibi-las, a localização dos responsáveis é dificultada.

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Sem acordos de proteção bilaterais entre países, as autoridades nacionais de defesa do consumidor ficam limitadas na sua capacidade de investigar fraudes transfronteiriças, tornando difícil, cara e demorada a comprovação da responsabilidade.

3.5. RESPONSABILIDADE DAS PLATAFORMAS

Há um intenso debate internacional sobre quem é responsável pelos conteúdos nas Redes Sociais e quais ações devem ser tomadas para combater os fraudulentos. As plataformas de Redes Sociais costumam reivindicar que elas são apenas intermediárias em um ambiente digital criado por seus usuários, e que não têm qualquer responsabilidade pelos conteúdos ali publicados e compartilhados. No entanto, há uma pressão crescente sobre essas plataformas para que assumam a responsabilidade pelo conteúdo fraudulento, ilegal ou prejudicial.

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No Brasil, a Constituição defende o direito à liberdade de expressão, que afeta sua abordagem legislativa sobre esse assunto. Também, o fato dos termos e condições das plataformas serem raramente adaptados a outras regiões nas quais as empresas operam, geram implicações de longo alcance para proteção transfronteiriça dos consumidores.

Na União Europeia (UE), por exemplo, a legislação de proteção do consumidor é particularmente bem desenvolvida.  As suas leis, relativas às práticas comerciais desleais, à transparência de informações e regras de venda à distância, são aplicadas a casos de fraudes nas Redes Sociais.

Nos últimos anos, foram feitos esforços para alinhar os termos de serviço das empresas com as regras de defesa do consumidor da União Europeia (UE), após essas plataformas estarem operando com o direito de excluir a sua responsabilidade por negligência e alterar seus termos e condições, sem aviso prévio.

Em 2016, a comissão de proteção do consumidor da União Europeia (UE) chegou a um acordo com plataformas de Redes Sociais, incluindo Facebook, Google e Twitter para estabelecer um “Procedimento de Aviso e Ação”, que permite às autoridades europeias de defesa do consumidor denunciar e solicitar a remoção de conteúdo ilegal, incluindo fraudes. A Comissão também desenvolveu orientação para essas plataformas  sobre como elas deve lidar com a detecção, notificação e remoção de conteúdo ilegal. A eficácia desses novos procedimentos ainda estão sendo avaliados.

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Também foi estabelecida a obrigação das plataformas de retirarem conteúdo ofensivo, relacionado a atividade terrorista ou que seja prejudicial para crianças, dentro de um curto espaço de tempo. Por exemplo, na Alemanha, a legislação permite que as plataformas de Redes Sociais que tenham mais de dois milhões de usuários, sejam multadas em € 50 milhões, se não excluírem dentro de 24 horas os posts com discurso de ódio.

No Reino Unido o Facebook está criando um projeto, cujo objeto é uma nova “ferramenta de relatório” de anúncios fraudulentos para seus usuários. Essa ferramenta de relatório ajuda os usuários a sinalizar, com facilidade e rapidez, os anúncios que acreditam serem fraudes, que violam as políticas de publicidade do Facebook ou outros padrões. Esse projeto, tem por finalidade:

• Aumentar a educação pública e a conscientização sobre anúncios digitais fraudulentos;
• Desenvolver o trabalho existente com organizações parceiras;
• Fornecer suporte personalizado individual, através de um telefone de apoio e webchat para ajudar as pessoas a identificar fraudes;
• Trabalhar com vítimas de fraudes online, que precisam de ajuda.

3.6. REPARAÇÃO RÁPIDA DO CONSUMIDOR

Atualmente, é praticamente impossível para os consumidores receberem (quando recebem) seu dinheiro de volta, depois de terem sido enganados. Na maioria das vezes, os fraudadores são difíceis de localizar, e isso dificulta o ressarcimento, daí as campanhas para que as plataformas sejam imediatamente responsáveis pelos danos sofridos pelos usuários de Redes Sociais.

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O Centro Canadense de Luta Antifraude lida com reclamações de consumidores sobre sites que vendem falsificações ou bens fraudulentos. Quando um consumidor registra uma reclamação, ele deve fornecer detalhes das mercadorias, endereço do site, data e valor da compra. Se o Centro Anti-Fraude confirma que os produtos não são autênticos, imediatamente transmite as informações para a operadora do cartão de crédito e para o Banco emissor para avaliarem outras suspeitas de cobranças na conta do comerciante varejista, enquanto a operadora do cartão de crédito inicia um estorno ou reembolso ao consumidor. Isso, normalmente, resulta na rescisão do contrato firmado entre a empresa varejista e o Banco, com o cancelamento da conta comercial para impedir que o fraudador não processe mais pagamentos.

4. OUTRAS MEDIDAS

Não há soluções fáceis para combater fraudes nas Redes Sociais. Contudo, existem boas ações praticadas por algumas agências governamentais, autoridades de defesa do consumidor e empresas que, se aplicadas sistematicamente, poderão ajudar a capacitar e proteger os consumidores e aumentar a confiança deles nas plataformas de Redes Sociais. São elas:

4.1. DESENVOLVIMENTO DE REGRAS ESPECÍFICAS DE COMBATE A FRAUDES

A legislação de proteção ao consumidor, consistente e juridicamente vinculativa, contendo regras específicas, é uma ferramenta eficaz para ajudar na investida contra fraudes nas Redes Sociais, permitindo que seja estabelecida uma linha base  de boas práticas,  com definição clara das responsabilidades e dos procedimentos de execução.

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Dada a natureza transfronteiriça das fraudes nas Redes Sociais, como foi explanado acima, é essencial que paralelo à legislação local de proteção ao consumidor, exista a cooperação internacional, firmada através de acordos entre países para trocar informações coletadas por setores de inteligência e processar golpistas que operam além das fronteiras nacionais.

Por exemplo, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio Desenvolvimento (UNCTAD) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão conduzindo iniciativas para melhorar a regulamentação de comércio eletrônico, incluindo o desenvolvimento de diretrizes. A Execução Internacional de Proteção ao Consumidor Network (ICPEN) também promove a cooperação entre agências nacionais de aplicação da lei. Muitos países fizeram propostas para iniciar negociações formais para um acordo internacional de comércio eletrônico, que poderia incluir medidas para promover melhores consumidores e proteção necessária para ajudar a resolver os problemas.

4.2. DEFINIR BOAS PRÁTICAS PARA OS NEGÓCIOS

Empresas varejistas online têm a obrigação de proteger seus clientes contra fraudes nas Redes Sociais, o que também ajudará a melhorar sua reputação e aumentar a confiança do consumidor na sua marca.

Nas Redes Sociais, onde fraudadores personificam marcas para enganar os consumidores, as empresas devem ser rápidas em responder aos alertas de fraude e fornecer garantias e conselhos sobre que medidas tomar.

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Essas empresas, como custodiantes de dinheiro do consumidor, estão em uma posição ideal para aumentar conhecimento das fraudes atuais e minimizar o risco de transações fraudulentas.

No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor ainda ajuda a  minimizar o risco de danos ao consumidor como resultado de fraudes, juntamente com as guias e orientações dos órgãos de defesa do consumidor, que definem boas práticas na entrega de serviços, sistemas e mercadorias online. Essas iniciativas também fornecem maior proteção para os consumidores que foram fraudado nas Redes Sociais, fornecendo meios para obterem o dinheiro de volta.

A Organização Internacional de Padrões (ISO) publica especificações e diretrizes para garantir qualidade e segurança para os consumidores. Normas ISO já existem para comércio eletrônico, pagamentos móveis, análises online e segurança da Internet, com o fim de proteger os consumidores contra phishing e malware.

4.3. IDENTIFICAR COM ANTECIPAÇÃO AS FRAUDES ONLINE

A capacidade de identificar e bloquear conteúdo fraudulento antes de atingir os consumidores pode ser um grande avanço na luta contra os golpistas.

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Soluções digitais, como Inteligência Artificial (IA) orientada por algoritmos e aprendizado de máquina, já estão sendo usadas para combater fraudes online de maneira mais ampla.

Embora não sejam 100% eficazes, algoritmos certamente podem ajudar a reduzir o risco de fraudes nas Redes Sociais. Alguns especialistas enfatizam que apenas as ferramentas habilitadas para Inteligência Artificial (IA) não são capaz de identificar todos os golpes e devem ser usadas em conjunto com moderadores humanos para verificar e bloquear aqueles conteúdos prejudiciais.

4.4. MELHORAR A COOPERAÇÃO DAS PARTES INTERESSADAS

Estabelecendo uma melhor colaboração e cooperação entre todas as partes interessadas em nível global é essencial para se fornecer uma solução eficaz para o crescente problema de golpes nas Redes Sociais.

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Comunicação aprimorada entre agências de execução facilitaria o compartilhamento de dados para focar recursos em áreas que são mais necessárias. Agências governamentais, autoridades de defesa do consumidor, plataformas de Redes Sociais também podem trabalhar juntas para identificar ameaças e garantir que as vítimas de fraude tenham acesso ao suporte apropriado e ações corretivas. Inclusive, já existem Bancos trabalhando em parceria com empresas de crédito, para garantir que os consumidores possam ser reembolsados, imediatamente; quando perderem dinheiro nas Redes Sociais, em decorrência de fraude.

4.5. SENSIBILIZAÇÃO DO CONSUMIDOR

Uma das maiores barreiras à compreensão e prevenção de fraudes nas Redes Sociais é a relutância em relatar. Dessa maneira, incentivar conversas sobre fraudes, por meio de informações, é extremamente importante. Isso faz parte da educação do consumidor e pode reduzir o número de vítimas e o nível de prejuízo.

As informações devem se concentrar no(a):

Reconhecimento de fraudes – informações atualizadas sobre como identificar fraudes, as fraudes mais recentes a serem observadas e os riscos potenciais;
Prevenção de fraudes – informações sobre como se proteger online e quais ações a serem tomadas para se identificar uma farsa;
Denúncia de fraudes – os consumidores precisam de informações claras sobre onde denunciar fraudes e sobre o porquê isso é importante.

Organizações de defesa do consumidor; autoridades; agências de aplicação da lei; setor privado; organizações, como bancos; e as próprias plataformas de Redes Sociais, têm a responsabilidade compartilhada para educar os consumidores.

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Essas organizações precisam pensar na melhor maneira de atingir os consumidores e garantir que as informações corretas cheguem às pessoas certas, no tempo certo. Isso pode incluir o uso criativo das Redes Sociais e outros canais para compartilhar informações. 

5. CONCLUSÃO

As fraudes nas Redes Sociais representam uma ameaça crescente para consumidores globais e desafios complexos para aqueles envolvido na proteção deles. Lidar com esse crescimento requer uma abordagem multifacetada, colaborativa e inovadora. Com isso, é preciso ter uma  base sólida das normas que integram a legislação de defesa do consumidor a nível nacional, definindo de forma clara as responsabilidades pelo seu monitoramento, fiscalização e aplicação dessas normas.

A experiência do consumidor com fraudes nas Redes Sociais varia de acordo com o país. Portanto, as autoridades de defesa do consumidor e governos deve levar em consideração as diferenças locais quanto ao desenvolvimento de estratégias para enfrentar os problemas. As soluções também devem adotar uma abordagem transfronteiriça quando se trata de rastrear criminosos que cometem fraudes nas Redes Sociais.  Cooperação e colaboração internacionais através de compartilhamento de dados de inteligência, são cruciais para garantir uma abordagem consistente, efetiva e de resultado.

Acordos voluntários entre as partes interessadas também ajudam a definir regras claras em termos de detecção, prevenção e resposta a fraudes. Os padrões internacionais podem ser ferramentas valiosas de combate às fraudes online, detalhando boas práticas para plataformas de Redes Sociais e outros negócios sobre como identificar e responder a conteúdo prejudicial. Já existem alguns padrões online, mas o potencial para novos padrões ainda deve ser explorado.

Na posição de destaque que se encontram, as plataformas de Redes Sociais têm a responsabilidade de entregar resultados positivos para os consumidores. Esse compromisso pode ser demonstrado através da implantação de políticas e sistemas seguros que detecta, minimiza e responde à altura aos casos de fraude.

Soluções tecnológicas inovadoras são vitais para acompanhar o ritmo acelerado das mudanças que ocorrem a todo instante. Inteligência artificial (IA) e ferramentas digitais têm grande potencial para proteger os consumidores.

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Como as plataformas de Redes Sociais e mercados online evoluem, essas salvaguardas digitais devem ser incorporadas para garantir que a segurança do consumidor seja inerente ao design do sistema.

Fraude online é crime e os consumidores devem ser incentivados a denunciá-lo como tal. À medida que as Redes Sociais continuam a crescer em tamanho e influência, é cada vez mais importante que a proteção do consumidor esteja no coração do design e entrega da plataforma.

Para enfrentar tantos desafios globais, aqueles encarregados da proteção (governos, órgãos de defesa do consumidor, plataformas de Redes Sociais, etc) devem trabalhar em conjunto para gerar melhorias, minimizar os prejuízos e construir um mundo digital seguro que os consumidores podem confiar. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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