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CINCO TENDÊNCIAS QUE IMPULSIONAM O PROGRESSO EM DIREÇÃO AO CONSUMO SUSTENTÁVEL

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Em todo o mundo, quase um milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto e cinco trilhões de pedaços de plástico estão flutuando em nossos oceanos. Compramos mais de 80 bilhões de roupas novas por ano e consumimos 3,9 bilhões de toneladas de alimentos – um terço dos quais é perdido ou desperdiçado.

Afastar-se da trajetória atual do consumo insustentável é uma tarefa difícil, mas há sinais de que a maré está virando. A Greve Global no mês de setembro/2019 levou milhares de manifestantes às ruas contra mudanças climáticas, e sinalizou que os consumidores estão cada vez mais exigindo ações da indústria e dos governos por um consumo sustentável.

1 – AS TENDÊNCIAS

A seguir, apresentamos as cinco tendências notáveis ​​que estão impulsionando ativamente o progresso em direção ao consumo sustentável:

1.1. DEMANDA DO CONSUMIDOR POR MAIS INFORMAÇÕES SOBRE SUSTENTABILIDADE 

Informações claras e intuitivas sobre sustentabilidade são ferramentas vitais para os consumidores.

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Assim, para que eles tomem decisões certas que apoiem um estilo de vida mais sustentável para todos, é necessário que tenham acesso à educação e informações claras e confiáveis sobre as reivindicações de sustentabilidade do produto. Todavia, informações desprovidas de mínimo indício de veracidade contribuem para corroer a confiança do consumidor.

A prática de se criar a falsa aparência de sustentabilidade de um produto, conhecida como “Greewashing” ou “lavagem verde”, em que os consumidores são enganados por reivindicações de sustentabilidade não substanciadas sobre produtos, está se tornando um grande problema. Somente no Brasil, o IDEC encontrou, recentemente, informações enganosas em 48% dos 500 produtos analisados. Infelizmente essa realidade traz enormes prejuízos ao consumidor final e às empresas que fornecem informações de sustentabilidade claras, responsáveis e transparentes. 

1.2. MOBILIDADE SUSTENTÁVEL E COMPARTILHAMENTO DE CARONAS

Os avanços na tecnologia da mobilidade prometem ser um fator enorme nos esforços para reduzir significativamente a emissão de carbono na atmosfera.

É bem provável que, desde a mudança gradual para veículos elétricos à inovação no setor de mobilidade elevada, pareça muito diferente e potencialmente mais sustentável até 2030.

Estamos nos aproximando do final de ano, mas que medidas os consumidores adotaram em 2019 para mudar os hábitos de consumo?

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Uma tendência notável foi a crescente demanda por serviços de compartilhamento de carona – com o mercado global atingindo US $ 170 bilhões até 2025. O compartilhamento de carona tem o potencial de reduzir a necessidade do uso de carro, e os serviços de carona também estão se tornando uma opção comum para muitos consumidores.

As campanhas de consumo também estão atraindo consumidores e impactando o mercado. Movimentos como o Flight Free 2020 (compromisso de não utilizar os serviços das empresas aéreas em 2020) mobilizam os consumidores a se comprometerem a permanecer “no chão” no próximo ano, forçando algumas companhias aéreas a atenderem às demandas dos consumidores, e consequentemente, ocasionando mudanças para um nível mais sustentável.

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1.3. PROJETO CIRCULAR E MODA SUSTENTÁVEL

Em maio deste ano, na Cúpula Internacional dos Consumidores, que reuniu líderes globais de organizações de consumidores, empresas, governo e sociedade civil, um tema forte foi destaque: de que a Geração Z (definição sociológica para a geração de pessoas nascida, em média, entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010) está desempenhando importante papel, ao exigir mais transparência nas reivindicações de sustentabilidade de marcas e fabricantes.

Na indústria da moda, algumas marcas estão ouvindo e definindo a referência para a sustentabilidade com sua abordagem de “transparência radical”.

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Nesse referido setor, os produtores estão fornecendo informações claras e comparáveis ​​sobre a abordagem de produção, os custos e a margem de lucro de cada produto, para que nós, como consumidores, possamos pedir que produtos sejam adequadamente sustentáveis. Sem dúvida, uma excelente iniciativa.

O conceito de circularidade também está em ascensão na indústria da moda, produzindo itens a partir de materiais seguros e renováveis, ​​feitos para durar e reciclando roupas velhas. A circularidade pode funcionar em vários níveis. Na Índia, por exemplo, a Campanha da Semana de Ação Verde do CAG (Citizen Consumer and Civic Consumer Group) busca educar os consumidores sobre opções viáveis ​​para doar roupas indesejadas, fazer reciclagem delas ou upcycling (também conhecido como reutilização criativa, é o processo de transformação de subprodutos, resíduos, produtos inúteis ou indesejados em novos materiais ou produtos de melhor qualidade ou com maior valor ambiental).

1.4. A BUSCA POR EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS

Embalagens insustentáveis são uma enorme barreira que precisa ser superada para que possamos alcançar um progresso real em direção ao consumo sustentável. Seja fazendo compras online ou em lojas físicas de alimentos, é difícil evitar o acúmulo de embalagens desnecessárias.

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É preciso mais pesquisas globais e ações que mostrem que os consumidores valorizam embalagens que são recicláveis ou reutilizáveis. No nível da cadeia de suprimentos, compromissos globais, como a iniciativa “Nova Economia de Plásticos”, são etapas significativas para empresas que lidam com resíduos de plástico.

A “Nova Economia de Plásticos” nada mais é que a união de empresas, governos e outras organizações por trás de uma visão e metas comuns para lidar com o lixo plástico e a poluição em sua origem. Inclui empresas que representam 20% de todas as embalagens plásticas produzidas globalmente, além de governos, ONGs, universidades, associações industriais, investidores e outras organizações. O compromisso global da “Nova Economia de Plásticos” é liderado pela Fundação Ellen MacArthur, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).

1.5. CONSTRUIR PRODUTOS PARA DURAR – CONSCIENTIZAÇÃO DA OBSOLESCÊNCIA PLANEJADA

É público e notório que produtos não são eternos, principalmente os eletrônicos, que são vulneráveis ​​a falhas mecânicas, falhas de software e cujo custo de reparo é ainda considerado alto para a maioria da população, contribuindo para que muitos deles permaneçam sem conserto.

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É aceitável que todos esses fatores colaborem para a diminuição da vida útil global dos produtos, mas jamais deve ser aceitável a sua obsolescência (decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo, de forma que se torne obsoleto ou não-funcional, especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto).   

Mas o que está sendo feito para proteger os consumidores de fabricantes, que praticam a obsolescência de produtos?

De acordo com informações da Digital Index, estão sendo tomadas medidas em todo o mundo para fortalecer e proteger os direitos dos consumidores, com a disponibilização de ferramentas, como o mecanismo de relatório ‘Trashed Too Fast’ da Test-Achats que oferece aos consumidores uma maneira de sinalizar produtos que eles sentem que pararam de funcionar muito cedo, além da implantação de políticas que penalizam os fabricantes por se envolverem em estratégias de obsolescência planejada.

E para produtos digitais que já estão fora de uso, a crescente pressão levou à promulgação de legislação em 67 países para regular o problema global do lixo eletrônico, com algumas das principais empresas de tecnologia estabelecendo metas ambiciosas para o uso de materiais renováveis.

2 – CONCLUSÃO

Nos últimos anos, a necessidade de estilos de vida sustentáveis tornou-se um imperativo, levando os consumidores a se preocuparem, cada vez mais, com o impacto ambiental dos produtos.

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Além da crescente conscientização de como os produtos são produzidos, embalados e comercializados, pesquisas mostram que eles estão prestando atenção nos supostos culpados por trás da crise climática global. Destarte, vem se intensificando as manifestações dos consumidores, exigindo das indústrias e dos governos práticas que diminuam ou eliminem os impactos ao meio ambiente, como aconteceu na Greve Global do mês de setembro/2019, que levou milhares de manifestantes às ruas, requerendo deles ações concretas nesse sentido. Como consequência, cresceu a procura dos consumidores por marcas que pregam o consumo sustentável, ao mesmo tempo que empresas se empenham em campanhas ousadas, corajosas e atraentes que demonstram o seu alinhamento com os novos valores ambientais e pró-sociais da geração do milênio.(Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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PROTETOR SOLAR

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Há décadas que os dermatologistas afirmam, que fazer uso do protetor solar é a forma mais eficaz de proteção contra os danos causados ​​pelos raios poderosos do sol (UVA/UVB), para todas as idades, gêneros e tipos de pele.

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Recentemente, alguns especialistas alertaram que as substâncias químicas, oxybenzone e avobenzone, presentes em grande parte dos protetores solares, além de causarem danos ao meio ambiente, podem estar sendo absorvidos pela pele, levando ao desequilíbrio hormonal e, até mesmo, ao câncer de pele.

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Em fevereiro/2019, a Food and Drug Administration (FDA) pediu mais pesquisas sobre a segurança e eficácia dessas substâncias. E um novo relatório diz que pode haver riscos para o desenvolvimento de fetos, quando mulheres grávidas são expostas ao oxybenzone. A saída para os consumidores têm sido buscar outras alternativas de produtos, como o protetor solar em cápsula e o protetor solar natural, que contém na sua composição os minerais dióxido de titânio e óxido de zinco. Mas, afinal, qual a dimensão dessas pesquisas sobre protetor solar; danos à saúde e ao meio ambiente? Elas são conclusivas ou não? Os protetores solares em cápsula e natural, são eficazes? Aqui estão as informações que você precisa saber agora.

1 – PROTETOR SOLAR COM AS SUBSTÂNCIAS OXYBENZONE E AVOBENZONE

De acordo com os fabricantes de protetor solar, o oxybenzone tem a função de absorver os raios UVA/UVB produzidos pelo sol, antes que ela tenha a oportunidade de danificar sua pele. Soa bem aos nossos ouvidos essa informação, se não fossem as perturbadoras descobertas científicas que revelam que o oxybenzone é absorvido pelo nosso organismo através da pele, podendo levar ao desequilíbrio hormonal, e que no oceano é um dos principais contribuintes para a destruição de corais em larga escala.

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Após a divulgação dessas informações científicas, o uso da substância oxybenzone passou a ser evitado por consumidores, ocasionando um aumento no desejo por filtros solares “mais seguros”. Em alguns países a reação foi mais radical, ao ponto de proibirem a comercialização de protetores solares contendo o oxybenzone.

Para impedir prejuízos financeiros, fabricantes  criaram linhas de produtos sem a oxybenzone,  inserindo nas embalagens um rótulo com o aviso “livre de oxybenzone”. Esses fabricantes deixaram de usar o oxybenzone, mas continuaram usando outras substâncias químicas similares, como por exemplo a avobenzone.

O avobenzone foi introduzido no mercado na década de 1990, e é um filtro solar químico comum. Ao contrário de outros protetores solares químicos que apenas protegem dos raios UVB causadores de queimaduras solares, o avobenzone também protege dos raios UVA, os raios que causam o envelhecimento prematuro e o câncer de pele. Esta substância química recebe uma classificação dois pelo EWG. Então, o que há de errado com o avobenzone? Parece um protetor solar seguro, certo?

O avobenzone, por si só, é relativamente seguro em termos de toxicidade, mas se decompõe rapidamente no sol. Uma vez exposto ao sol, o avobenzone sozinho oferece apenas cerca de 30 minutos de proteção. Como os raios UVA são os raios sorrateiros que causam danos nas camadas mais profundas da sua pele, você nem percebe até muitos anos depois. Por que, então, o avobenzone é usado em filtros solares?

Como muitas empresas de filtros solares químicos ainda usam o avobenzone para proteção UVA, elas então adicionam produtos químicos não tão seguros como o octocrylene para que funcionem por mais de 30 minutos. O octocrylene ajuda a estabilizar o avobenzone, o que é bom, mas é um desregulador endócrino conhecido, que também liberta radicais livres; o que não é bom.

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Testes de amostras de pele mostraram que havia mais radicais livres ao usar octocrylene do que a pele exposta ao sol, sem filtro solar. Um perigo, já que os radicais livres, também conhecidos como espécies reativas de oxigênio (ROS), podem danificar as células da pele e aumentar o risco de câncer e outros problemas de saúde. Simplesmente, para nós, consumidores, não faz sentido buscar resolver um problema, criando outro problema, mas para as indústrias tudo tem sentido, para justificar o objetivo maior delas: o lucro.

Como a população, incluindo as crianças, está usando com mais frequência #ProtetorSolar contendo em sua composição essas substâncias, incluindo a oxibenzona, e em quantidades ainda maiores do que no passado, essa preocupação cresceu.

2 – A REAÇÃO DA FDA

Essas novas descobertas (que ainda não são conclusivas) causaram a reação imediata da Food and Drug Administration (FDA), levantando a questão de saber se os protetores solares contendo essas substâncias, que eram considerados seguros quando usados ​​ocasionalmente – uma ou duas vezes por semana, na praia ou na piscina, por exemplo – poderiam ser prejudiciais em doses diárias maiores.

A FDA analisou previamente a segurança e a eficácia de todos os ingredientes ativos usados ​​nos protetores solares e disse, inicialmente, que os permitiria sob certas condições. Mas agora, ela está pedindo que as indústrias forneçam informações adicionais sobre segurança em 12 ingredientes comuns de filtros solares químicos, incluindo oxybenzone, avobenzone, homosalate, octinoxato, octisalate e octocrylene.

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“Este pedido de dados adicionais não significa que o FDA concluiu que esses 12 ingredientes não são seguros. O objetivo aqui é obter mais dados para podermos validar a segurança e a eficácia de todos esses ingredientes.”, diz Theresa Michele, MD, diretora da divisão de medicamentos sem prescrição da FDA.

“A toxicidade de alguns dos ingredientes mencionados tem sido mais pesquisada do que outros, e poucos estudos foram feitos com os protetores solares que você compra na loja, então, a decisão da FDA de obter mais dados é boa.”, diz Huber, chefe do departamento de pesquisas.

Em resposta às mudanças de segurança propostas pela FDA, o Personal Care Products Council, uma associação comercial que representa os fabricantes de filtros solares, emitiu um comunicado dizendo que os 12 ingredientes em questão sempre foram considerados seguros e eficazes na Europa e em outros países; e que  os estudos precisos, propostos pela FDA, não são as únicas maneiras de obter os dados de que precisam”.

As pesquisas não são conclusivas, mas têm gerado preocupação na população; a solicitação de mais informações dos fabricantes; o surgimento de novas investigações; a busca por protetores solares naturais e a proibição em vários países da venda de produtos contendo oxybenzone e avobenzone. 

3 – A PREOCUPAÇÃO MAIOR É COM O OXYBENZONE

Dos 12 ingredientes que a FDA está investigando, o mais frequentemente apontado como potencialmente preocupante é a oxybenzone. Esta substância química é a mais perigosa e é a mais amplamente utilizada nos protetores solares (loções, sprays e bastões) porque protege eficazmente contra os raios UV, aqueles que são os principais responsáveis ​​pela #QueimaduraDeSol (UVB) e câncer de pele (UVA), apesar das evidências de que ele seja  absorvido pela pele, mais do que se pensava.

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Em alguns estudos, os pesquisadores descobriram níveis detectáveis de oxibenzona ​​no sangue humano e no leite materno. Com base em estudos feitos com animais, existe a preocupação de que essa substância possa interferir na função normal de vários hormônios, incluindo o estrogênio.

Sabe-se que nas pesquisas científicas, as rações em animais não podem ser comparadas em sua integralidade às reações no organismo humano, mas apenas a título de curiosidade, irei informar que em um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, se descobriu que ratos que ingeriram alimentos misturados com oxibenzona tiveram um aumento de 23% no tamanho do útero.

Um artigo publicado na revista Reproductive Toxicology sugere que as mulheres grávidas, que usam protetor solar diariamente com oxibenzona, podem absorver através da pele essa substância química, aumentando o risco de um defeito congênito chamado doença de Hirschsprug. Crianças com esta condição estão faltando nervos no cólon inferior ou reto, o que impede que as fezes se movam através do intestino normalmente.

Veja na íntegra esse artigo:

“O oxybenzone é um absorvedor de raios ultravioleta (UV) usado em 70% dos produtos de protetor solar. É um reconhecido químico desregulador endócrino (EDC) e é pequeno o suficiente para atravessar as barreiras da pele e da placenta. Numerosos estudos identificaram esta substância química na urina / sangue de mulheres grávidas, bem como no sangue do cordão umbilical e fetal. Um estudo recente demonstrou que mulheres com níveis médios a altos de oxybenzone na urina, estavam associadas ao parto de neonatos, com Doença de Hirschsprung (HSCR). Testes em linhagens de células humanas confirmaram que baixos níveis de oxybenzone têm o potencial de interromper a migração celular e funcionar de maneira similar ao que está associado com a HSCR. A análise dos níveis de exposição humana ao oxybenzone, a partir do uso de #FiltroSolar, em condições normais, demonstra que uma quantidade suficiente de produtos químicos pode ser transferida para o sangue da mãe, tornando-a disponível ao feto em níveis suficientemente altos, que podem realmente inibir a migração de células da crista neural durante o desenvolvimento embrionário crítico.”

Todas essas informações ressaltam a necessidade da realização de mais pesquisas sobre o oxybenzone e outros ingredientes contidos no protetor solar.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) aconselha os pais a evitar o uso de protetores solares com oxybenzone em crianças, se possível.

“Estudos em animais de laboratório podem imitar as ações dos hormônios que ocorrem naturalmente no corpo humano. Isso é chamado de desregulação endócrina ”, diz Sophie J. Balk, M.D., pediatra assistente do Hospital Infantil de Montefiore, no Bronx, Nova York, e membro do Conselho de Saúde Ambiental da AAP.

protetor-solarEla ainda acrescenta, “Como pediatras, estamos preocupados com os efeitos de produtos químicos em fetos, bebês e crianças, porque seus sistemas endócrinos e outros sistemas orgânicos estão crescendo e se desenvolvendo rapidamente. Ainda não há pesquisas conclusivas para comprovar os efeitos adversos do oxybenzone em crianças, mas há preocupação.  Embora a maioria dos estudos seja específica do oxybenzone, a AAP está preocupada com todos os ingredientes ativos químicos em produtos para cuidados pessoais, incluindo os protetores solares.”.

Há também algumas evidências de que o oxybenzone pode ser prejudicial para os recifes de corais, como acontece com o avobenzone. No Havaí já foi aprovada legislação para proibir a venda de protetores solares que contenham essas substâncias químicas.

4 – PROTETOR SOLAR COM MINERAIS NATURAIS

Muitos #consumidores têm procurado substituir os protetores solares que contém substâncias químicas (oxybenzone, avobenzone, homosalate, octinoxate, octisalate e octocrylene) que são facilmente absorvidas pela pele, por produtos que consideram mais seguros, feitos com os minerais naturais dióxido de titânio e óxido de zinco, que não são absorvidos pela pele. Mas será que os protetores solares contendo esses minerais, são realmente seguros e eficazes na proteção da pele contra os raios UVB/UVA do sol?

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Para as fabricantes deste tipo de protetor, o óxido de zinco oferece proteção solar natural de amplo espectro contra os raios UVB e UVA que causam queimaduras, envelhecimento prematuro e o câncer de pele. Segundo eles, o zinco não é absorvido pela pela, não se quebra ao sol, não causa alergias na pele e não liberta radicais livres, sendo seguro até para  os recifes, ao contrário do oxybenzone, avobenzone, e demais substâncias químicas.

De acordo com os especialistas que já deram início a pesquisas, com o fim de avaliar esses minerais, há boas evidências de que pouca ou nenhuma partícula de zinco ou titânio penetra na pele para alcançar os tecidos vivos. Assim, os filtros solares minerais tendem a ter uma classificação melhor do que os filtros solares químicos no banco de dados de filtros solares da Environmental Working Group (EWG). As razões são:

  •      Eles fornecem proteção solar com poucos problemas de saúde;
  •      Eles não quebram no sol; e
  •      O óxido de zinco oferece boa proteção contra os raios UVA. A proteção do óxido de titânio não é tão forte, mas é melhor do que a maioria dos outros ingredientes ativos.

No entanto, a EWG alerta que é importante os fabricantes usarem formas de minerais revestidos com produtos químicos inertes para reduzir a fotoatividade, caso contrário, os usuários poderão sofrer danos à pele. Até o momento, nenhum desses problemas foi relatado.

Com a crescente procura de protetores solares com minerais pelos consumidores, a FDA deve estabelecer diretrizes e impor restrições ao zinco e ao titânio nos protetores solares para minimizar os riscos para os usuários e maximizar a #ProteçãoSolar desses produtos. Além disso, a EWG recomenda que a FDA lance uma investigação mais completa da segurança de todos os ingredientes dos filtros solares para garantir que nenhum deles danifique a pele ou cause outros efeitos tóxicos nos consumidores.

5 – PROTEÇÃO SOLAR EM CÁPSULAS

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Com relação às pílulas de proteção solar, a FDA divulgou uma declaração alertando os consumidores para evitarem o seu uso, sob a alegação de que elas não podem proteger contra danos causados pelo sol, como queimaduras ou câncer. Também informou que já enviou cartas de advertência para várias empresas que comercializam tais cápsulas ilegalmente,  fazendo promessas não comprovadas de que elas protegem as pessoas contra a exposição nociva ao sol.

“Essas empresas estão colocando a saúde das pessoas em risco, dando aos consumidores uma falsa sensação de segurança de que um suplemento dietético pode prevenir queimaduras solares, reduzir o envelhecimento precoce causado pelo sol ou proteger contra os riscos de câncer de pele”, diz a FDA. 

Mas o que são essas pílulas de filtro solar? Não existe uma regra rígida para o que, exatamente, constitui uma pílula de proteção solar. Mas as empresas que as vendem, alegam (direta ou indiretamente) que ajudam a bloquear os raios UV do sol, assim como fazem os filtros solares comuns.

Infelizmente, afirmam os especialistas, que não existe #ProteçãoSolarEmCápsulas e que a proteção solar simplesmente não funciona dessa maneira (isto é, de dentro para fora). “A maioria dos filtros solares contém bloqueadores de UV químicos ou naturais (possuem minerais em suas formulações) que absorvem os raios nocivos do sol e protegem a pele do câncer e do envelhecimento prematuro. Você, simplesmente, não pode conseguir isso em forma de pílula. Eles oferecem aos usuários uma falsa sensação de segurança que pode levar a um aumento do risco de #CâncerDePele e melanoma.“, diz Dr. Gary Goldenberg, MD, professor clínico assistente de dermatologia da Faculdade de Medicina de Icahn., Monte Sinai em New York City. 

Essas pílulas são, na melhor das hipóteses, um desperdício do seu dinheiro, e na pior das hipóteses, uma maneira super eficaz para você obter uma queimadura solar desagradável ou mesmo um câncer de pele.

6 – CONCUSÃO

Apesar do sol ser fundamental para a saúde, a exposição a ele, em excesso, pode ocasionar envelhecimento precoce, queimaduras e câncer de pele. Assim, o correto é  continuar fazendo uso do protetor solar, de preferência, aqueles que não contenham substâncias químicas, como oxybenzone, avobenzone, homosalate, octinoxato, octisalate e octocrylene. Além disso, não esqueça de manter o corpo sempre hidratado, bebendo muita água e de evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas, quando os raios são mais intensos, mas caso decida ficar exposto ao sol neste período, use óculos escuros, chapéu e camisa de manga comprida. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. Nº 14.396, Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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O COLORIDO DOS NUTRIENTES

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Em meio a altos níveis chocantes de obesidade, excesso de peso e casos de infarto, cada vez mais o consumidor brasileiro tem buscado consumir alimentos saudáveis, com uma rotina diária de exercícios físicos. Para tanto, surge a necessidade de tomar conhecimento da qualidade nutricional dos alimentos e bebidas, através das informações inseridas nos rótulos. Ocorre, que a fonte dessas informações é tão minúscula que torna-se impossível a sua leitura; sem falar que essa avaliação nutricional é feita pelo consumidor no ambiente movimentado do supermercado, e como a maioria deles não possui um alto nível de conhecimento nutricional para entender, por exemplo, se a quantidade de nutrientes em 8,6 g de gordura saturada e 7,6 g de açúcar, é alta ou baixa, acabará perdido em confusão, ao tentar fazer uma escolha mais saudável. Diante dessa realidade, a melhor maneira de ajudar o #consumidor a avaliar rapidamente a qualidade nutricional dos produtos, sem precisar vasculhar a embalagem, é o governo brasileiro tornar obrigatória a implantação de rotulagem front-of-pack com código de cores, que já é muito utilizado por alguns países da Europa.

1 – ROTULAGEM FRONT-OF-PACK (FOP) COM CÓDIGO DE CORES

O rótulo com código de cores é uma intervenção proeminente no nível da população para a comunicação de informações nutricionais.

Um dos tipos de código de cores, popularmente conhecidos como “rótulo de semáforo”, o rótulo é colocado na frente da embalagem, permitindo ao  consumidor obter uma imagem rápida e precisa da qualidade nutricional de um determinado alimento ou bebida. Ele fornece informações sobre quatro nutrientes principais (gordura, gorduras saturadas, açúcar e sal),  definindo uma cor específica para cada um desses nutrientes, com variação de tonalidade correspondente às quantidades.

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Em 2017 a França foi o segundo país da Europa a fazer uso do rótulo de semáforo, mas logo em seguida, depois de uma quantidade considerável de pesquisas, decidiu substituí-lo pelo Nutri-Score, considerando tratar-se de um melhor sistema para os consumidores franceses identificarem os #nutrientes dos produtos.

O Nutri-Score também usa cores para ajudar os consumidores na escolha de alimentos e bebidas mais saudáveis, mas diferem do rótulo de semáforo ao fornecer uma “pontuação” global e mais abrangente para os #produtos, indo de A (verde escuro) a E (laranja escuro). Outra vantagem é que o cálculo da pontuação é baseado em elementos positivos (para frutas e vegetais) e negativos (para gordura saturada ou teor de açúcar).

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Em agosto do ano passado, a Bélgica anunciou que estava seguindo o exemplo da França e fez uma recomendação oficial para o uso do Nutri-Score.

Hoje, graças à legislação da União Europeia, os consumidores tomam decisões de compra em questão de segundos, após identificarem facilmente nas embalagens, através dos códigos de cores, as quantidades de nutrientes, como #proteínas ou açúcar, por 100 g do produto.

2 – CONCLUSÃO

Numa altura em que as doenças relacionadas com a alimentação estão a subir vertiginosamente, está comprovado que a presença dos rótulos front-of-pack (FOP) nas embalagens para identificar a quantidade de nutrientes, acabam fornecendo aos #consumidores informações concisas e de fácil compreensão sobre o perfil nutricional dos produtos alimentícios, melhorando a sua compreensão e percepção, e  influenciando a sua intenção de compra.  (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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