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O CONSUMIDOR E OS INFLUENCIADORES DIGITAIS

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O crescimento das mídias sociais na última década, mudou o marketing e a publicidade de várias maneiras. Uma parte importante disso, tem sido o surgimento de influenciadores digitais ou influenciadores de mídia social, que publicam tutoriais em vídeo, geralmente, no YouTube, Instagram e Facebook, promovendo marcas e produtos que afirmam usarem. Desde então, as empresas têm se afastado mais das tradicionais campanhas publicitárias de TV e revistas para adotarem a “publicidade por influência” como prioridade estratégica. Mas, afinal, o conteúdo dessas “celebridades online”, influenciam mesmo os consumidores nas suas decisões de compra? Qual a dimensão dessa influência?

1 – O MERCADO

Para se ter uma ideia de quão populares os influenciadores digitais se tornaram, basta considerar que o termo “marketing de influência” aumentou em mais de 325% nas pesquisas do Google em relação a 2018. Isso faz dele o método de aquisição on-line de maior crescimento.  

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Essa tendência deve continuar no futuro, já que cerca de 2/3 dos departamentos de marketing estão procurando aumentar seu orçamento para o marketing de influenciadores nos próximos anos. Com isso, a previsão para este ano é que os profissionais de marketing invistam de US$ 25.000 a US$ 50.000 em campanhas de influenciadores. Nesse tipo de investimento o ganho médio das empresas é de US$ 7,65 para cada US$ 1 gasto. 

A maior plataforma para marketing de influenciadores pode ser encontrada no Instagram. No ano passado, foram mais de 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados. E esse número deve dobrar neste ano, criando um mercado estimado em cerca de US $ 1,7 bilhão.

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Compreensivelmente, as marcas estão se alinhando para serem associadas a personagens populares de mídia social. Na verdade, essa alta demanda criou toda uma indústria própria, com agências intermediárias surgindo a todo instante para servir de intermediários entre empresas e seus influenciadores desejados.

É um mercado, realmente grandioso! Mas quem são essas pessoas que estão revolucionando a forma das empresas se comunicarem com os consumidores?

2 – OS INFLUENCIADORES DIGITAIS

Este é atualmente um tema quente em marketing digital, gerando muita discussão, e até controvérsia. Na última década, vimos a mídia social crescer rapidamente em importância. Atualmente, mais de 3.028 bilhões de pessoas fazem uso dela – ou seja, 40% da população mundial. Inevitavelmente, surgiram os #InfluenciadoresDigitais buscando guiar esses usuários em suas decisões de compra.

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Enquanto não for credenciado ou institucionalizado essa atividade, o rótulo relativamente novo do influenciador digital não tem uma definição precisa e pode ser medido de várias maneiras. Alguns acreditam que isso tem a ver com o número de seguidores que se tem nas redes sociais; outros sugerem que isso se aplica apenas àqueles que fazem parceria com marcas para comercializar ou anunciar para seus seguidores, não importa quantos tenham; enquanto outros acreditam que se aplica àqueles que se comprometeram a construir, promover e comercializar suas presenças on-line em tempo integral.

Podemos conceituar “influenciadores digitais” ou “influenciadores de mídia social” ou “digital influencers”, como pessoas que têm um grande público de seguidores em suas contas de mídia social, e usam isso para criar tendências e influenciar ou persuadir esses seguidores para comprarem determinados produtos ou serviços. Hipoteticamente, esses influenciadores construiram autoridade em um nicho específico, estabelecendo credibilidade, de modo que seus seguidores consideram suas opiniões como autênticas e confiáveis.

3- TIPOS DE INFLUENCIADORES DIGITAIS

Os influenciadores digitais se apresentam de muitas formas diferentes e falam para diferentes públicos: de blogueiros e maquiadores a escritores de viagens, atletas profissionais, especialistas do setor, cantores, chefs, conhecedores, empresários, modelos, fotógrafos e praticamente qualquer outra pessoa que tenha a atenção de um ou mais grupos de público-alvo, por meio das mídias sociais.

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A maioria desses influenciadores se encaixam nas seguintes categorias:

  • Artistas;
  • Especialistas,
  • Blogueiros e criadores de conteúdo;
  • Microinfluenciadores;

Hoje, a maior parte do marketing de influência social ocorre nas mídias sociais, predominantemente com microinfluenciadores e blogueiros.

Os especialistas, como por exemplo, os jornalistas, também podem ser considerados influenciadores e ocupam uma posição importante para as marcas. Estes foram os influenciadores originais, entretanto sua importância vem diminuindo com a valorização no mercado dos microinfluenciadores.

Enquanto os especialistas continuam sendo a fonte de informações mais confiável sobre empresas, produtos e serviços, a atenção dos internautas em #blogueiros e microinfluenciadores vêm aumentando significativamente. Assim, são os blogueiros e #microinfluenciadores em mídias sociais que passaram a ter uma relação mais próxima e ativa com seus fãs, atraindo os vultosos investimentos neste setor.

3.1 – ARTISTAS

O #marketing de influência cresceu a partir do endosso de artistas em ascensão na mídia televisiva. As empresas descobriram por muitos anos que suas vendas geralmente aumentavam quando um artista promovia ou endossava seu produto. Ainda há muitos casos de empresas, particularmente marcas de alto nível, que usam artistas como influenciadores.

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O problema para a maioria das marcas é que existem poucos artistas tradicionais dispostos a participar desse tipo de campanha de influenciadores, além de não ser barato o custo de suas contratações. Quando o artista gosta e usa um produto, a situação é mais cômoda, pois neste caso  ele já se encontra preparado para usar sua influência para dizer ao público o quão bom ele acredita que o produto seja. É o caso, por exemplo, de um produtor de instrumentos musicais que tem seus instrumentos tocados, por opção, por músicos famosos.

3.2 – ESPECIALISTAS

Especialistas ganham respeito por causa de suas qualificações, posição ou experiência sobre seu tópico de especialização.

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Muitas vezes, esse respeito é ganho mais por causa da reputação de onde eles trabalham. Por exemplo, um jornalista provavelmente não é especialista em todos os assuntos sobre os quais escreve uma reportagem, mas pelo fato de trabalhar em um grande jornal, faz dele um escritor de prestígio, competente e preparado para tratar sobre qualquer assunto. Isso torna o conteúdo de suas publicações mais fácil de ser absorvido pelo público. Assim, se um jornalista fala positivamente de uma empresa em um artigo, então ele está agindo como um influenciador, da mesma maneira que faria um blogueiro.

3.3 – BLOGUEIROS E CRIADORES DE CONTEÚDO

Os blogs estão conectados ao marketing de influência há algum tempo. Um blogueiro pode ser um influenciador se tiver um blog influente. No mundo dos blogs, a influência é frequentemente medida por quantidade de visitantes mensais e métricas de engajamento, como compartilhamentos, comentários, cliques, etc.

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Existem muitos blogs altamente influentes na internet que construíram seguidores importantes em setores específicos, como de desenvolvimento pessoal, finanças, saúde, criação de filhos, música e muitos outros tópicos. Assim, se um blogueiro popular menciona positivamente um produto em uma postagem, isso pode levar leitores a desejarem experimentar esse respectivo produto.

3.4 – MICROINFLUENCIADORES

Os microinfluenciadores são “pessoas comuns” que tratam de assuntos relacionados a algum nicho específico. Como tal, eles geralmente ganharam uma considerável mídia social entre os devotos desse nicho. Claro, não é apenas o número de seguidores que indica o nível de influência de um microinfluenciador, e sim o seu relacionamento e interação com esses fãs.

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Microinfluenciadores estão se tornando cada vez mais famosos. Alguns passaram da obscuridade virtual para quase tão conhecidos quanto as celebridades tradicionais. Este é o resultado do comportamento dessa geração, que passa mais tempo na #internet do que assistindo televisão ou indo a esportes ou filmes.

Em toda a realidade, os microinfluenciadores são os influenciadores do futuro. A internet levou à fragmentação da #mídia em muitos pequenos tópicos de nicho. Mesmo se você estiver em algo relativamente obscuro, é provável que você encontre um grupo do Facebook ou um fórum do Pinterest dedicado a ele. E são nesses grupos e conselhos de nicho que os microinfluenciadores se estabelecem como genuínos influenciadores.

Propositadamente, as marcas estão buscando os influenciadores para criarem conteúdo, que sutilmente impulsionem #produtos ou serviços. Essa parceria entre a marca e o #influenciador é mutuamente benéfica: a #empresa atinge com sucesso o seu público-alvo, enquanto o influenciador é pago e continua a crescer.

4 – POR QUE OS INFLUENCIADORES DIGITAIS SE TORNARAM TÃO INFLUENTES?

Até agora, foi estabelecido quem são os influenciadores digitais e como eles estão em ascensão no campo do #marketing online. Mas você ainda pode questionar o porquê eles se tornaram tão atraentes para os profissionais de marketing on-line. O que faz a opinião deles ser tão poderosa?

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Para explicar sua eficácia, podemos encontrar todas as respostas no campo da psicologia. E é muito simples! Estudos demonstraram que a credibilidade de um influenciador  digital depende dos fatores de confiabilidade, especialização, atratividade e similaridade. Considerando os dois primeiros (confiabilidade e especialização), podemos notar que o grau de influência que eles possuem estão associados ao grau de poder percebido. Por exemplo, um blogueiro que se concentra em um assunto específico, digamos a culinária, será percebido, como tendo mais autoridade quando se trata de uma determinada marca de comida (em oposição a um blogueiro de tecnologia ou esporte).

Essa posição autoritária é reforçada pela atratividade: um grande número de seguidores, compartilhamentos e curtidas, fornecendo aos espectadores uma forma de prova social, de que os #consumidores valorizam a opinião de um influenciador, e aderem aos seus julgamentos. Logo, se a maioria está agindo nesse sentido (similaridade nas reações), é a prova de que eles devem estar certos.

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O fator atratividade, que configura a capacidade de atrair pessoas, é uma estratégia que os profissionais de marketing já usam há muito tempo. Não é difícil encontrar vários exemplos de anúncios, com belos atores e belas atrizes, recomendando um determinado produto de luxo.

Como os seres humanos são suscetíveis ao viés da atratividade, subconscientemente se atribui pessoas atraentes ou carismáticas a muitas outras qualidades, simplesmente porque são bonitas. Além disso, induz a associações positivas entre a pessoa e a marca. A opinião dessas pessoas acabam influenciando o subconsciente do espectador, preparando-o quando confrontado com uma decisão relacionada ao produto.

Mas o que realmente diferencia os influenciadores de mídia social de outros tipos de endossantes, é sua identificação. Apesar de ter uma grande popularidade e seguir a internet, os influenciadores ainda são vistos como pessoas normais e práticas. É o caso dos “microinfluenciadores”. Eles postam sobre sua vida cotidiana, ficam 24 horas conectados com seus seguidores e são capazes de interagir diretamente com eles. Essa transparência é fundamental para se estabelecer confiança.

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Outro ponto que tornam os influenciadores digitais influentes, é o fato deles geralmente compartilharem a mesma faixa etária, dados demográficos, interesses e comportamentos de seu público-alvo. Isto está intimamente ligado à teoria da identidade social, a parte da psicologia que lida com a forma como as pessoas se vêem como pertencendo a um grupo de indivíduos semelhantes, e baseando parte de sua identidade pessoal em sua afiliação ao referido grupo. Naturalmente, as opiniões dos membros do mesmo grupo valem mais para as pessoas do que as de um grupo diferente.

É importante também considerar que a maioria dos influenciadores pertence à faixa etária mais jovem da geração do milênio, uma demografia que é notoriamente difícil de alcançar para os profissionais de marketing. Eles são um grupo que valoriza fortemente a formação de sua própria identidade, uma das partes mais importantes do crescimento. Para fazer isso, os adolescentes muitas vezes procuram modelos para moldar seu próprio comportamento. Logo, ter um modelo que seja compreensível e fácil de identificar, aumenta ainda mais a probabilidade dos adolescentes copiarem seu comportamento.

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5 – QUAL A DIMENSÃO DESSA INFLUÊNCIA SOBRE AS DECISÕES DE COMPRA DOS CONSUMIDORES?

Os consumidores sempre valorizaram opiniões, expressas diretamente a eles. Os profissionais de marketing podem gastar milhões de dólares em campanhas publicitárias bem elaboradas, mas o que realmente direciona a mente de um #consumidor é uma recomendação, boca a boca, de uma fonte confiável.

De fato, o boca a boca é o principal fator por trás de 20 a 50% de todas as decisões de compra. Sua influência é maior quando os #consumidores estão comprando um produto pela primeira vez ou quando os produtos são relativamente caros, fatores que tendem a fazer com que eles realizem mais pesquisas, busquem mais opiniões e deliberem mais do que fariam.

Com a revolução digital, o boca a boca não é mais um ato de comunicação íntima e individual. Hoje, as análises de produtos e #serviços por influenciadores digitais são postadas on-line e suas opiniões são disseminadas por meio das redes sociais. A dimensão dessa influência é verificável nos números abaixo, resultados de pesquisas feitas com consumidores:

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6 – CONCLUSÃO

Os influenciadores digitais são usuários avançados que podem “influenciar” consumidores a tomarem uma decisão de compra por meio de redes sociais. Independentemente de serem um blogueiro, um revisor de produtos, um especialista de um determinado nicho, esses influenciadores de mídia social se transformaram em máquinas de vendas. Grandes marcas estão dedicando uma parcela considerável de seus orçamentos de marketing aos influenciadores – pessoas com um forte relacionamento com um público que pode influenciar decisões, como hábitos de compra.  (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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DÊ AOS CONSUMIDORES OS ANÚNCIOS QUE ELES QUEREM

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À medida que a publicidade se torna mais sofisticada, com o uso de novas tecnologias, os canais de comunicação, via internet, estão a todo instante, bombardeando os consumidores com anúncios irrelevantes e perturbadores sobre produtos e serviços, deixando-os completamente irritados. O que era para conquistar clientes e criar um bom relacionamento com eles, acaba gerando cegueira, menos atenção e desconfiança generalizada, tornando difícil até mesmo para aqueles anunciantes que tentam levar suas mensagens para as pessoas certas. Para sintonizar esse ruído, os consumidores estão se virando como podem. Não é de surpreender que o número de pessoas que usam o bloqueador de anúncios, tem crescido nos últimos quatro anos, de acordo com uma pesquisa da eMarketer. Somente em 2018, 25,2% dos usuários de internet bloquearam anúncios em seus dispositivos móveis. Esse número deverá crescer para 27,5% em 2020.

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1 – REAÇÃO DOS CONSUMIDORES AOS ANÚNCIOS IRRELEVANTES

Você dificilmente lê uma notícia ou assiste um vídeo, sem passar por uma dúzia de anúncios, e acidentalmente clicar em um deles. Ao longo dos anos, o sentimento do público em relação à publicidade mudou consideravelmente, e o que antes era percebido como algo inocente e de certa forma divertido, é visto hoje como algo detestável e intrusivo. Em muitos casos, pode não ser a mensagem do anúncio que as pessoas detestam, mas a forma como ela é embalada e entregue. Como reação, os #consumidores passaram a adotar estratégias para limitar a sua exposição a anúncios indesejados, como usar a tecnologia de bloqueadores de anúncios. Isso, é um sinal de que os consumidores ainda valorizam a sua privacidade; que a relevância é fundamental para eles quando visualizam anúncios e que a sua capacidade de evitar anúncios irrelevantes é maior do que nunca.

2 – O QUE PENSAM OS CONSUMIDORES SOBRE OS ANÚNCIOS?

Todo mundo hoje tem uma opinião sobre anúncios on-line. Numa pesquisa feita recentemente pela AdBlock Plus (uma das extensões de bloqueio de anúncios mais usadas no mundo), é possível entendermos melhor o que pensam os consumidores sobre os #anúncios irrelevantes; quais os tipos de #publicidade eles toleram e porque usam hoje os bloqueadores de anúncios.

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Foram entrevistados 1.055 navegadores on-line, e o resultado revelou que a maioria deles não gosta de anúncios pop-up, anúncios no celular e anúncios em vídeo. Eles são mais receptivos aos anúncios off-line, como anúncios em revistas; impressos e anúncios de TV.

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É uma realidade! Poucas pessoas admitem gostar de ver um anúncio pop-up. A descrição exata de um anúncio irritante ou intrusivo é difícil, mas a maioria apontaria para um anúncio pop-up como o principal exemplo de um anúncio irritante, que interrompe a experiência de um navegador. Afinal, os anúncios pop-up ficam no caminho do navegador on-line e do conteúdo que eles querem ver.
Provavelmente, a mais importante declaração contra o pop-up vem do Google, que se manifesta contrário a ele na sua página oficial: “O Google não permite anúncio pop-up, de qualquer tipo, em nosso site. Nós o achamos irritante”.

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Sem dúvida, a experiência mais frustrante para navegadores on-line envolve anúncios pop-up de página inteira, que exigem que o usuário encontre um “X” para remover. A maioria, 91% dos entrevistados, concordaram que os anúncios são mais intrusivos hoje, em comparação com os anúncios de dois a três anos atrás; 87% reconheceram que há mais anúncios hoje que há 2-3 anos atrás; 79% acharam que estão sendo rastreados, como resultado de anúncios redirecionados; 83% concorda que nem todos os anúncios são ruins, mas querem filtrar os que consideram desagradáveis; 77% preferiram o filtro de anúncios, em vez de bloquear completamente eles; 63% consideraram que a maioria dos anúncios on-line, de hoje, não parece profissional e 56% acharam que os anúncios insultam a inteligência deles.

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Ao perguntar aos entrevistado o que levou eles a clicarem no anúncio, 34% disseram que foi um erro cometido; 15% acusaram os anunciantes de enganá-los para que clicassem; e apenas 7% disseram que clicaram porque o anúncio era provocativo.

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Os anúncios afetam o tempo de carregamento das páginas. Por quanto tempo as pessoas estão dispostas a esperar pelo carregamento de um site, antes de abandoná-lo completamente?

A Kissmetrics afirma que 47% dos navegadores on-line esperam que um site seja carregado em 2 segundos ou menos. O Google afirma que 74% das pessoas abandonarão um site para dispositivos móveis que leva mais de 5 segundos para carregar.

O certo, é que as pessoas não têm muita paciência e, infelizmente, os anúncios pesados ​​aumentam seriamente o tempo de carregamento de um website. Se um anúncio demorar muito para ser carregado, isso afeta negativamente o site que hospeda o #anúncio e o anunciante. Quando as pessoas abandonam uma página, devido a longos períodos de carregamento, o site perde uma visita e o #anunciante perde um possível clique.

Quando os entrevistados foram solicitados para especificar quais os tipos de anúncios em celulares eram os mais irritantes, 73% disseram que os anúncios exibidos na tela inteira eram os piores; seguido por aqueles anúncios que rastreiam a navegação em seus #computadores e uma variedade de anúncios em vídeo.

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E para celulares, existem anúncios úteis ou valiosos? Os entrevistados acreditam que os anúncios da Rede de Pesquisa são de fato úteis. Os usuários de dispositivos móveis disseram que valorizam os anúncios da Rede de Pesquisa em comparação a outros, provavelmente porque eles são relevantes para suas necessidades de informações. Anúncios de mídia social, que são bastante discretos, foram considerados úteis para 47% dos entrevistados. Já os anúncios gráficos, foram considerados os menos úteis ou valiosos.

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3 – BLOQUEADORES DE ANÚNCIOS

Os problemas causados aos consumidores por anúncios perturbadores e intrusivos, culminaram na ampla adoção de ferramentas de bloqueio de anúncios, que por outro lado vem ocasionando imenso prejuízo financeiro às organizações de publicidade, sendo estimando que até 2020, US$ 35 bilhões de dólares por ano serão perdidos, como resultado de anúncios bloqueados.

A pesquisa buscou o máximo de informações sobre uso dos bloqueadores, detalhando  como os consumidores descobriram a existência deles no mercado: 41% dos entrevistados informaram que foi através da propaganda boca a boca; 37% disseram que descobriram o bloqueador navegando na web; 13% através das redes sociais; 4% visitando uma loja na web e também 4% através de notícias falando sobre bloqueadores de anúncios. 

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Outra etapa da pesquisa, foi saber dos consumidores o porquê eles decidiram instalar um bloqueador de anúncios. O resultado foi o seguinte: 64% dos entrevistados decidiram  instalar porque consideram que os anúncios são irritantes e intrusivos; 54% por considerarem que os anúncios são perturbadores; 39% por acharem que os anúncios criam preocupações de segurança e 36% por considerarem  que os anúncios afetam o tempo de carregamento de uma página.

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Tendo em vista as enormes perdas de receita enfrentadas pelas organizações de publicidade, perguntamos aos consumidores, que utilizam bloqueador de anúncios, o que eles diriam se precisassem justificar o uso do software.

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O Interactive Advertising Bureau (IAB), organização global que representa empresas de mídia e tecnologia que distribuem, vendem e otimizam a publicidade digital, acha que deveria ser proibido o bloqueio de anúncios. Impor esse posicionamento aos consumidores é quase impossível, já que a maioria dos navegadores on-line entrevistados, respondeu que o uso do bloqueio de anúncios teve um impacto positivo na sua experiência de navegação pela Internet e que querem continuar no seu controle. Ou seja, os consumidores veem o uso do bloqueador como algo muito positivo, e esse ponto de vista será difícil mudar.

Assim, não resta outra saída para as empresas, senão, criarem táticas para encontrar a abordagem mais eficaz para fazer com que os visitantes de seus sites desliguem os bloqueadores de anúncios. Um exemplo, é a Forbes.com, que já experimentou várias opções de táticas para visitantes que usam software de bloqueio de anúncios.

Inicialmente, a empresa solicitou aos visitantes que desativassem o #bloqueadordeanúncios em troca de uma experiência de anúncio leve. Depois de um tempo, essa tática foi alterada, passando a Forbes a solicitar dos visitantes que desativassem o bloqueador de anúncios ou colocassem o site Forbes.com na lista de permissões.

Mais recentemente, a tática da Forbes mudou novamente, quando começou a pedir aos visitantes que criassem uma conta e acessassem o conteúdo. A Forbes também exibe uma página inicial para os usuários do bloqueador de anúncios, e quando o visitante clica em um link para acessar um determinado artigo, é solicitado a ele que desative o bloqueador.
dê-aos-consumidores-anúncios-que-queremComo consequência dos procedimentos usados pela Forbes e por outros sites, como o Wired.com, para impedir o uso dos bloqueadores de anúncios, surgiu no mercado um novo aplicativo chamado “The Next Web” apelidado de “Adblocker-blocker”. Esse aplicativo engana as tecnologias de bloqueio de anúncios, fazendo com que os sites visitados pensem que o visitante não está usando um bloqueador de anúncios, quando realmente está.

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A indústria publicitária está detestando essas novidades tecnológicas porque enormes quantias de dinheiro estão em jogo. Tudo isso, reflete a certeza de que os organizações de publicidade e os navegadores on-line estão dispostos a continuar se enfrentando, mas nada disso resolverá o problema principal: os anúncios perturbadores e intrusivos que irritam a todos nós, consumidores.

4 – CONCLUSÃO

O resultado da pesquisa apresentado neste artigo, nos faz lembrar que a evolução dos gostos, desejos e necessidades dos consumidores continuará impulsionando a estratégia de negócios e a inovação, além de comprovar que graças à tecnologia, é possível as empresas e organizações publicitárias entenderem melhor as motivações e o comportamento de compra das pessoas, e assim, oferecerem a elas o que realmente desejam: uma experiência agradável de publicidade, que lhes orientem em sua jornada de compra.

Essa atitude assertiva, significa colocar o #consumidor em primeiro lugar; chegar até ele no momento certo, com a mensagem certa e com um produto ou serviço relevante. Sendo assim, não há mais necessidade das empresas continuarem insistindo em fazer uso de anúncios perturbadores e intrusivos, obrigando os consumidores a usarem os bloqueadores de anúncios. A partir do momento que as empresas dobrarem o investimento em mensuração e se comprometer a entregar anúncios de qualidade, as oportunidades para uma #publicidade mais eficiente, eficaz e agradável serão infinitas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396, Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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