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DÊ AOS CONSUMIDORES OS ANÚNCIOS QUE ELES QUEREM

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À medida que a publicidade se torna mais sofisticada, com o uso de novas tecnologias, os canais de comunicação, via internet, estão a todo instante, bombardeando os consumidores com anúncios irrelevantes e perturbadores sobre produtos e serviços, deixando-os completamente irritados. O que era para conquistar clientes e criar um bom relacionamento com eles, acaba gerando cegueira, menos atenção e desconfiança generalizada, tornando difícil até mesmo para aqueles anunciantes que tentam levar suas mensagens para as pessoas certas. Para sintonizar esse ruído, os consumidores estão se virando como podem. Não é de surpreender que o número de pessoas que usam o bloqueador de anúncios, tem crescido nos últimos quatro anos, de acordo com uma pesquisa da eMarketer. Somente em 2018, 25,2% dos usuários de internet bloquearam anúncios em seus dispositivos móveis. Esse número deverá crescer para 27,5% em 2020.

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1 – REAÇÃO DOS CONSUMIDORES AOS ANÚNCIOS IRRELEVANTES

Você dificilmente lê uma notícia ou assiste um vídeo, sem passar por uma dúzia de anúncios, e acidentalmente clicar em um deles. Ao longo dos anos, o sentimento do público em relação à publicidade mudou consideravelmente, e o que antes era percebido como algo inocente e de certa forma divertido, é visto hoje como algo detestável e intrusivo. Em muitos casos, pode não ser a mensagem do anúncio que as pessoas detestam, mas a forma como ela é embalada e entregue. Como reação, os #consumidores passaram a adotar estratégias para limitar a sua exposição a anúncios indesejados, como usar a tecnologia de bloqueadores de anúncios. Isso, é um sinal de que os consumidores ainda valorizam a sua privacidade; que a relevância é fundamental para eles quando visualizam anúncios e que a sua capacidade de evitar anúncios irrelevantes é maior do que nunca.

2 – O QUE PENSAM OS CONSUMIDORES SOBRE OS ANÚNCIOS?

Todo mundo hoje tem uma opinião sobre anúncios on-line. Numa pesquisa feita recentemente pela AdBlock Plus (uma das extensões de bloqueio de anúncios mais usadas no mundo), é possível entendermos melhor o que pensam os consumidores sobre os #anúncios irrelevantes; quais os tipos de #publicidade eles toleram e porque usam hoje os bloqueadores de anúncios.

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Foram entrevistados 1.055 navegadores on-line, e o resultado revelou que a maioria deles não gosta de anúncios pop-up, anúncios no celular e anúncios em vídeo. Eles são mais receptivos aos anúncios off-line, como anúncios em revistas; impressos e anúncios de TV.

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É uma realidade! Poucas pessoas admitem gostar de ver um anúncio pop-up. A descrição exata de um anúncio irritante ou intrusivo é difícil, mas a maioria apontaria para um anúncio pop-up como o principal exemplo de um anúncio irritante, que interrompe a experiência de um navegador. Afinal, os anúncios pop-up ficam no caminho do navegador on-line e do conteúdo que eles querem ver.
Provavelmente, a mais importante declaração contra o pop-up vem do Google, que se manifesta contrário a ele na sua página oficial: “O Google não permite anúncio pop-up, de qualquer tipo, em nosso site. Nós o achamos irritante”.

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Sem dúvida, a experiência mais frustrante para navegadores on-line envolve anúncios pop-up de página inteira, que exigem que o usuário encontre um “X” para remover. A maioria, 91% dos entrevistados, concordaram que os anúncios são mais intrusivos hoje, em comparação com os anúncios de dois a três anos atrás; 87% reconheceram que há mais anúncios hoje que há 2-3 anos atrás; 79% acharam que estão sendo rastreados, como resultado de anúncios redirecionados; 83% concorda que nem todos os anúncios são ruins, mas querem filtrar os que consideram desagradáveis; 77% preferiram o filtro de anúncios, em vez de bloquear completamente eles; 63% consideraram que a maioria dos anúncios on-line, de hoje, não parece profissional e 56% acharam que os anúncios insultam a inteligência deles.

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Ao perguntar aos entrevistado o que levou eles a clicarem no anúncio, 34% disseram que foi um erro cometido; 15% acusaram os anunciantes de enganá-los para que clicassem; e apenas 7% disseram que clicaram porque o anúncio era provocativo.

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Os anúncios afetam o tempo de carregamento das páginas. Por quanto tempo as pessoas estão dispostas a esperar pelo carregamento de um site, antes de abandoná-lo completamente?

A Kissmetrics afirma que 47% dos navegadores on-line esperam que um site seja carregado em 2 segundos ou menos. O Google afirma que 74% das pessoas abandonarão um site para dispositivos móveis que leva mais de 5 segundos para carregar.

O certo, é que as pessoas não têm muita paciência e, infelizmente, os anúncios pesados ​​aumentam seriamente o tempo de carregamento de um website. Se um anúncio demorar muito para ser carregado, isso afeta negativamente o site que hospeda o #anúncio e o anunciante. Quando as pessoas abandonam uma página, devido a longos períodos de carregamento, o site perde uma visita e o #anunciante perde um possível clique.

Quando os entrevistados foram solicitados para especificar quais os tipos de anúncios em celulares eram os mais irritantes, 73% disseram que os anúncios exibidos na tela inteira eram os piores; seguido por aqueles anúncios que rastreiam a navegação em seus #computadores e uma variedade de anúncios em vídeo.

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E para celulares, existem anúncios úteis ou valiosos? Os entrevistados acreditam que os anúncios da Rede de Pesquisa são de fato úteis. Os usuários de dispositivos móveis disseram que valorizam os anúncios da Rede de Pesquisa em comparação a outros, provavelmente porque eles são relevantes para suas necessidades de informações. Anúncios de mídia social, que são bastante discretos, foram considerados úteis para 47% dos entrevistados. Já os anúncios gráficos, foram considerados os menos úteis ou valiosos.

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3 – BLOQUEADORES DE ANÚNCIOS

Os problemas causados aos consumidores por anúncios perturbadores e intrusivos, culminaram na ampla adoção de ferramentas de bloqueio de anúncios, que por outro lado vem ocasionando imenso prejuízo financeiro às organizações de publicidade, sendo estimando que até 2020, US$ 35 bilhões de dólares por ano serão perdidos, como resultado de anúncios bloqueados.

A pesquisa buscou o máximo de informações sobre uso dos bloqueadores, detalhando  como os consumidores descobriram a existência deles no mercado: 41% dos entrevistados informaram que foi através da propaganda boca a boca; 37% disseram que descobriram o bloqueador navegando na web; 13% através das redes sociais; 4% visitando uma loja na web e também 4% através de notícias falando sobre bloqueadores de anúncios. 

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Outra etapa da pesquisa, foi saber dos consumidores o porquê eles decidiram instalar um bloqueador de anúncios. O resultado foi o seguinte: 64% dos entrevistados decidiram  instalar porque consideram que os anúncios são irritantes e intrusivos; 54% por considerarem que os anúncios são perturbadores; 39% por acharem que os anúncios criam preocupações de segurança e 36% por considerarem  que os anúncios afetam o tempo de carregamento de uma página.

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Tendo em vista as enormes perdas de receita enfrentadas pelas organizações de publicidade, perguntamos aos consumidores, que utilizam bloqueador de anúncios, o que eles diriam se precisassem justificar o uso do software.

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O Interactive Advertising Bureau (IAB), organização global que representa empresas de mídia e tecnologia que distribuem, vendem e otimizam a publicidade digital, acha que deveria ser proibido o bloqueio de anúncios. Impor esse posicionamento aos consumidores é quase impossível, já que a maioria dos navegadores on-line entrevistados, respondeu que o uso do bloqueio de anúncios teve um impacto positivo na sua experiência de navegação pela Internet e que querem continuar no seu controle. Ou seja, os consumidores veem o uso do bloqueador como algo muito positivo, e esse ponto de vista será difícil mudar.

Assim, não resta outra saída para as empresas, senão, criarem táticas para encontrar a abordagem mais eficaz para fazer com que os visitantes de seus sites desliguem os bloqueadores de anúncios. Um exemplo, é a Forbes.com, que já experimentou várias opções de táticas para visitantes que usam software de bloqueio de anúncios.

Inicialmente, a empresa solicitou aos visitantes que desativassem o #bloqueadordeanúncios em troca de uma experiência de anúncio leve. Depois de um tempo, essa tática foi alterada, passando a Forbes a solicitar dos visitantes que desativassem o bloqueador de anúncios ou colocassem o site Forbes.com na lista de permissões.

Mais recentemente, a tática da Forbes mudou novamente, quando começou a pedir aos visitantes que criassem uma conta e acessassem o conteúdo. A Forbes também exibe uma página inicial para os usuários do bloqueador de anúncios, e quando o visitante clica em um link para acessar um determinado artigo, é solicitado a ele que desative o bloqueador.
dê-aos-consumidores-anúncios-que-queremComo consequência dos procedimentos usados pela Forbes e por outros sites, como o Wired.com, para impedir o uso dos bloqueadores de anúncios, surgiu no mercado um novo aplicativo chamado “The Next Web” apelidado de “Adblocker-blocker”. Esse aplicativo engana as tecnologias de bloqueio de anúncios, fazendo com que os sites visitados pensem que o visitante não está usando um bloqueador de anúncios, quando realmente está.

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A indústria publicitária está detestando essas novidades tecnológicas porque enormes quantias de dinheiro estão em jogo. Tudo isso, reflete a certeza de que os organizações de publicidade e os navegadores on-line estão dispostos a continuar se enfrentando, mas nada disso resolverá o problema principal: os anúncios perturbadores e intrusivos que irritam a todos nós, consumidores.

4 – CONCLUSÃO

O resultado da pesquisa apresentado neste artigo, nos faz lembrar que a evolução dos gostos, desejos e necessidades dos consumidores continuará impulsionando a estratégia de negócios e a inovação, além de comprovar que graças à tecnologia, é possível as empresas e organizações publicitárias entenderem melhor as motivações e o comportamento de compra das pessoas, e assim, oferecerem a elas o que realmente desejam: uma experiência agradável de publicidade, que lhes orientem em sua jornada de compra.

Essa atitude assertiva, significa colocar o #consumidor em primeiro lugar; chegar até ele no momento certo, com a mensagem certa e com um produto ou serviço relevante. Sendo assim, não há mais necessidade das empresas continuarem insistindo em fazer uso de anúncios perturbadores e intrusivos, obrigando os consumidores a usarem os bloqueadores de anúncios. A partir do momento que as empresas dobrarem o investimento em mensuração e se comprometer a entregar anúncios de qualidade, as oportunidades para uma #publicidade mais eficiente, eficaz e agradável serão infinitas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396, Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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