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TENDÊNCIA VEGANA NO COMPORTAMENTO DE COMPRA DOS CONSUMIDORES

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O veganismo é uma tendência crescente nos últimos 50 anos. A demanda por alimentos veganos está sendo impulsionada por uma base de consumidores muito mais ampla, seja por razões de saúde, meio ambiente , ou simplesmente o desejo de comer menos carne. O aumento do interesse em um estilo de vida livre de carne e sem crueldade se tornou mais forte ao longo dos anos, principalmente na indústria de alimentos. De acordo com a The Vegan Society, a demanda por alimentos à base de plantas teve um aumento substancial de 987% em 2017, com o veganismo previsto como a tendência alimentar mais significativa em 2019.  E, de fato, a revista Forbes e The Economist nomeou 2019 como “O ano do Vegano”. 

A tendência vegana não parou no setor de alimentos. Ela acabou sendo introduzida no setor não-alimentar (roupas, calçados, cosméticos e utensílios domésticos). Entre as categorias não alimentares, os cosméticos são considerados os próximos holofotes no mercado vegano, com uma movimentação estimada de US$ 20,8 bilhões até 2025. 

  1. O MERCADO

Donald Watson cunhou o termo “vegan” em 1944. Desde então, o interesse pelo veganismo experimentou um crescimento contínuo.

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O veganismo tornou-se mais popular na década de 2010, como demonstrado pelo aumento contínuo no número de produtos rotulados como veganos entre 2015 e 2020. A parcela de lançamentos de produtos com o termo “vegano” também continuou a aumentar exponencialmente.

Nos EUA, aqueles consumidores que se identificam como veganos aumentaram 600% entre 2014 e 2017. Uma tendência que repercutiu em todo o mundo. Em 2019 um quarto da geração Y (também chamada geração do milênio, geração da internet, ou milênicos, que se refere aos nascidos após o início da década de 1980 e até 1995) passou a se identificar como vegano.

Esses ecos são sentidos muito além da categoria de alimentos, pois os consumidores buscam adotar um estilo de vida vegano, que é uma tendência apoiada pela ascensão do consumismo ético e baseado em plantas e alimentada por uma vasta gama de comunidades online. Isso não é mais uma tendência de nicho e certamente não mostra sinais de desaceleração. A propensão desse mercado é de crescimento.

Apenas a título de informação faremos referência a algumas marcas mundiais que estão se destacando nesse setor, adotando esse ponto de vista holístico, fornecendo produtos que são ótimos para os consumidores e que os fazem sentir-se bem com as compras. Tais marcas mantêm-se firmes contra a exploração de animais. É o caso da Milk Milk de Nova York que em 2018 mudou suas fórmulas para 100% veganas, removendo todos os ingredientes de origem animal de sua linha de produtos e defendendo a posição de que bons ingredientes proporcionam uma recompensa épica para a pele e que a beleza limpa é legal. O design da embalagem dos seus produtos é brilhante, arrojado e minimalista, exatamente de acordo com a proposta da marca.

Nessa mesma visão, a linha de produtos para cuidados com a pele de superalimentos da Elemis é um ótimo exemplo de uma marca que alavanca a tendência baseada em plantas, combinando produtos botânicos selecionados com ingredientes veganos, fazendo uma proposta poderosa.

Outro gigante que está adotando essa categoria de destaque é a marca parisiense Clarins, que lançou recentemente a submarca My Clarins. Direcionada a um consumidor mais jovem, a marca é outra oferta “amiga do vegano”, embora em todo o crédito à marca eles se recusem a vender seus produtos em mercados que ainda permitem testes em animais, como a China.

A L’Oréal Professional abalou o setor de cuidados com os cabelos naturais com o lançamento de sua marca 100% vegana de tintura capilar Botanea, usando apenas três ingredientes naturais: Índigo, Cássia e Henna. A Botanea vem em pó para ser misturada com água. Um processo que permite a criação de diferentes níveis de concentrado para obter uma ampla gama de tons de cores. A remoção de água da cadeia de suprimentos também tem um efeito extremamente positivo nas emissões de dióxido de carbono. A própria embalagem também é feita com 50% de plástico PET reciclado.

A marca vegana da Unilever, Love Beauty and Planet, é digna de nota devido à sua abordagem holística, que abrange cuidados com o corpo e o planeta em todo o ciclo de vida do produto. A embalagem física é feita de plástico 100% reciclado, todos os ingredientes são veganos, nunca testados em animais e adquiridos com responsabilidades éticas.

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A Paris oferece uma impressionante seleção de 54 esmaltes veganos de cores diferentes sob a linha “Verde”. Todos feitos com 84% de ingredientes naturais. A mensagem da marca é autêntica e transparente. 

Carter e Jane é uma marca vegana de produto único, o Everything Oil, criado para substituir todos os outros produtos na rotina de cuidados com a pele dos consumidores, podendo ser usado nas partes mais sensíveis, como nos olhos, rosto, lábios e pescoço. A sua fórmula contém óleo de semente de pera espinhosa orgânica e de origem sustentável, combinada com óleo de abacate orgânico, óleo de amêndoa doce e aloe vera.

A Modern Mineral Makeup usa recipientes de metal e vidro que são facilmente reciclados para reduzir a pegada de carbono de suas embalagens, enquanto o Urban Decay adota uma forte postura anti-teste de animais e não testa em animais nem permite que outros testem em seu nome. Eles também exigem que seus fornecedores de ingredientes certifiquem que as matérias-primas usadas não são testadas em animais.

A start-up americana de depilação em casa Wakse é livre de crueldade e 100% vegana. As mensagens são claras – maquiagem é para humanos, não para animais. A marca também só funciona para os fabricantes quando eles estão 100% confiantes de que não afiliam ou não adquirem ingredientes de lugares que não são livres de crueldade.

A marca britânica Clockface Beauty é uma marca de produtos para a pele vegana natural, que oferece uma seleção diversificada de produtos para homens e mulheres. Enquanto os produtos tradicionais para a pele são compostos por cerca de 80% de água, a linha Clockface Beauty é livre de água. Essa marca está comprometida em incluir apenas ingredientes que promovam ativamente uma ótima pele. A marca também apóia o movimento holístico mais amplo de “cuidar de você, cuidar do planeta”, com 100% de suas embalagens podendo ser recicladas.

    2. O QUE ESTÁ IMPULSIONANDO A DEMANDA?

A geração y ou millennials é responsável por dois terços do poder de compra global, e as percepções e crenças dessa geração estão direcionando grande parte de suas decisões quando se trata de escolher quais produtos comprar. Suas escolhas refletem suas preocupações com a crueldade animal, as emissões de carbono e a pressão sobre os recursos naturais que estão esgotando o planeta. Em suma, o consumismo ético está impulsionando a demanda por produtos veganos.

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E não são mais apenas os millennials. A maioria dos outros consumidores está cada vez mais levando em consideração os direitos dos animais e a segurança dos ingredientes antes de fazer uma compra. A crueldade animal geralmente é motivo suficiente para não comprar um determinado produto e os substitutos artificiais são considerados prejudiciais ou até tóxicos aos olhos da maioria dos clientes. O consumidor de hoje está rejeitando produtos químicos e toxinas irreconhecíveis e, em vez disso, está optando por produtos de base natural.

Agora, os consumidores têm muito mais conhecimento dos efeitos nocivos de alguns ingredientes comumente usados em produtos cosméticos e estão evitando ativamente esses produtos, em vez de simplesmente comprar com base no que parece ser bom. Eles estão baseando suas decisões no que é melhor para sua própria saúde geral e para seu ambiente. Com tantas informações e recursos disponíveis ao toque de um aplicativo, também é fácil para os consumidores pesquisar produtos e conhecer as circunstância em que foram feitos e do que são feitos antes de fazer uma compra.

Desde então, e especialmente nos últimos anos, essa tendência fez surgir muitas novas marcas que oferecem produtos veganos e naturais, enquanto as marcas há mais tempo no mercado também estão introduzindo novas linhas em paralelo com as gamas existentes.

    3. RAZÕES PARA ADERIR AO VEGANISMO

Um número crescente de empresas está expandindo seu apelo ao consumidor, afastando-se dos ingredientes de origem animal sempre que possível. A crescente demanda e tendência por proteínas vegetarianas indica para onde o mercado está se movendo no momento. Então, quais as razões que impulsionaram os consumidores a aderir ao movimento  vegano nos últimos anos? 

  • Desejo de transparência. As pessoas estão perguntando: “De onde vem minha comida?”;
  • Maior conscientização sobre os benefícios à saúde devido à disponibilidade de informações na internet, na mídia e em celebridades influenciadoras;
  • Foco mais forte no sabor e na qualidade dos produtos à base de plantas, juntamente com uma ampla gama de opções disponíveis atualmente (em lojas e restaurantes). Essa mudança está afastando as percepções do estereótipo “hippie” e levando essas dietas para o mainstream;
  • Os consumidores buscam mais criatividade, flexibilidade e variedade em suas dietas, misturando combinações tradicionais de refeições e experimentando novos sabores;
  • Desejo de contribuir com a proteção do meio ambiente.

    4. ALIMENTOS VEGANOS

O movimento baseado em plantas está claramente em ascensão. O principal motivo declarado pelas pessoas que ainda não aderiram a esse estilo de vida foi que os restaurantes não estavam servindo para elas. Mas parece que isso pode estar mudando, pois muitos fabricantes, varejistas e restaurantes em todo o mundo já estão desenvolvendo opções para atender à crescente demanda dos consumidores.

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Um exemplo que nos dá uma noção clara de crescimento é a Austrália, que continua como o terceiro mercado vegano de crescimento mais rápido do mundo. À medida que a demanda aumenta rapidamente, o mercado de alimentos veganos embalados da Austrália deve chegar, neste ano de 2020, a US$ 215 milhões.

No ano passado, o número de australianos veganos aumentou de 1,7 milhão para 2,1 milhões em apenas quatro anos. O Google Trends também afirmou que a Austrália, já em 2016, liderava as pesquisas mundiais do Google com a palavra “vegano”. A editora de alimentos da Australian Financial Review, Jill Dupleix (diretora do Top Restaurants Awards da Austrália) foi citada recentemente como tendo dito: “É algo que os chefs de restaurantes ficam bastante animados, porque oferece a eles uma arena totalmente nova para a criatividade, surgindo um mercado mais jovem que adora sair para um lugar casual para tomar uma bebida e um lanche vegano. Daí o surgimento de hambúrgueres veganos nos quais a jaca substitui a carne de porco desfiada “.

Na Europa não faltam novidades no setor alimentício. No Reino Unido, Tesco e Sainsbury’s lançaram faixas veganas de marca própria após um salto na demanda por produtos refrigerados sem leite e sem carne em até 25%, enquanto o McDonalds lançou um hambúrguer vegano (feito de soja) para atender à crescente demanda, ao lado do grupo nórdico de alimentos, Orkla.

Para evitar limitar o apelo do produto vegano à ampla base de consumidores, as indústrias alimentícias estão se concentrando em destacar os principais benefícios do seu consumo, como por exemplo, informando que “possui proteínas”, em vez de simplesmente usar a etiqueta “produto vegano”. 

“As proteínas vegetais podem estar crescendo, mas se a alimentação sustentável se tornar popular e as empresas maximizarem as vendas, elas devem evitar rótulos veganos”, alerta Bruce Friedrich, diretor executivo do Good Food Institute. Nesse mesmo sentido é o pensamento de Amit Tewari, proprietário do Soul Burger (lanchonete gourmet baseada em vegetais de Sydney): “Temos o cuidado de não agrupar a comida à base de plantas com palavras de ordem orgânicas, saudáveis ou  cruas. Em vez disso, apresentamos a comida vegana como saciante; saborosa; satisfatória e gratificante”.

    5. COSMÉTICOS VEGANOS

Como vimos com a crescente demanda por alimentos à base de plantas, há uma mudança de comportamento no campo da beleza, com os cosméticos veganos se tornando cada vez mais populares entre os consumidores com consciência ética. Esse sinal aponta para uma tendência vegana que não mostra sinais de diminuir. Estamos vendo marcas experimentarem e inovarem para acompanhar a demanda do consumidor, enquanto novos players entram no mercado, aumentando a concorrência.

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“A indústria da beleza está melhorando ano a ano graças às novas tecnologias, pesquisa e inovação”, diz Diego Ortiz de Zevallos, diretor da marca global, The Body Shop, que no último ano vendeu mais de três milhões de produtos veganos, somente no Reino Unido.

Com a crescente concorrência nesse mercado, as marcas estão se esforçando mais do que nunca para alcançar os mesmos padrões de qualidade (que tinha nos produtos não vegano) em seu portfólio de produtos vegano. 

Muitas marcas veganas são, por sua própria natureza, livres de subproduto animal, como cera de abelha, leite, claras de ovos, mel, lanolina e colágeno ou crina de cavalo, que são alguns dos ingredientes mais comuns usados ​​em produtos cosméticos. Atentos nesse detalhe, cada vez mais os consumidores estão ficando conscientes com relação aos produtos que compram, e isso está afetando diretamente o comportamento de compras e o desenvolvimento dos produtos. Felizmente, essa conscientização tem despertado o interesse sobre os testes de cosméticos em animais, levando muitos consumidores a dar as costas aos varejistas antiéticos, que fazem uso desse procedimento. 

São crescentes as ações das empresas para minimizar o uso de subprodutos animais, como retirar todos os ovos da sua linha de produtos para cabelos. Também visam que suas linhas de maquiagem sejam 100% livres de produtos de origem animal.

Mas o compromisso com o veganismo vai além dos ingredientes dos produtos. Ele inclui a preocupação com o impacto que as embalagens dos produtos têm no bem-estar animal e no ambiente em que esses animais vivem. Infelizmente ainda não vemos uma quantidade enorme de marcas considerando isso quando se trata de se posicionar como uma marca responsável em termos de bem-estar animal.

Os produtos veganos estão disponíveis há muitos anos, confinados nas lojas especializadas. Agora, eles estão invadindo as ruas, fazendo com que as marcas antigas e novas se esforcem para comercializá-las mais abertamente. Dessa forma, as empresas estão ampliando seu portfólio vegano como parte de sua estratégia para renovar a experiência de beleza nas ruas e competir com o aumento dos pureplays online.

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“Com grandes desenvolvimentos ocorrendo na beleza vegana, é importante ouvir nossos clientes para oferecer a eles os produtos mais recentes e inovadores”, diz Joanna Rogers, diretora comercial e vice-presidente de beleza da Boots.

A maioria da gama de marcas de propriedade da Unilever já é produzida sem ingredientes derivados de animais. Mas estabeleceu o objetivo de tornar os 20% restantes de seus produtos veganos até este ano de 2020, algo que espera abrir caminho e estabelecer um padrão para outros nas categorias de beleza.

“Vegano é o termo de pesquisa número um em nosso site. Essa é uma indicação clara para nós de que há interesse nesse setor e que os consumidores estão chegando até nós. Indica que há um impulso crescente em procurar produtos de beleza de qualidade, mas também veganos. Queremos realmente capacitar essa nova geração de consumidores e mostrar que beleza e integridade podem ser sinônimos e podemos conscientizar nossa missão, apoiando inovadores na comunidade de direitos dos animais e também descobrindo novas formulações que ainda oferecem desempenho inabalável.”, diz Heather Duchowny, diretora de marketing da Hourglass.

Para dar vida a esse projeto, a Hourglass lançou sua campanha “Eye to Eye” utilizando fotos em close de humanos e cavalos, lado a lado, para mostrar a humanidade nos olhos do animal, a fim de incentivar os consumidores a “pensar duas vezes” em comprar algo feito com ingredientes derivados de animais.

“Essa campanha é uma abordagem que adotamos para ajudar nossos clientes a entender a autenticidade com a qual tratamos esse assunto e não apenas uma jogada de marketing. É essencial para todas as decisões que tomamos.” explica Duchowny.

Esse é o tipo de inovação disruptiva que manterá as grandes marcas de cosmético em alerta e sem dúvida inspirará muitos empreendedores na categoria de beleza vegana a pensar fora da caixa, afinal, se alguém pode descobrir como fazer um hambúrguer vegano parecer, provar e sangrar como seu equivalente animal, não há razão para que as marcas não possam fabricar produtos de beleza e cosméticos sem usar ingredientes derivados de animais.

    6. DESAFIOS E OPORTUNIDADES 

Os consumidores estão se tornando cada vez mais conscientes sobre o que estão colocando na pele e, como tal, o mercado vegano de cuidados com a pele cresceu nos últimos anos, com os consumidores exigindo mais clareza dos produtos que estão comprando. A crescente popularidade neste mercado trouxe seus próprios desafios para as marcas veganas, competindo em um mercado onde a terminologia pode ser confusa para os consumidores.

Apesar de constarem nos produtos veganos, termos como “amigável ao vegano” e “livre de crueldade”, os consumidores ainda se sentem inseguros, sem ter a certeza de que determinado produto adquirido, rotulado como “vegano”, se trata realmente de um produto livre de subproduto animal.

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Essa prática de rotular os produtos como vegano se tornou popular, mas isso nem sempre é garantia da veracidade da informação. A fim de sanar essa insegurança no mercado e oferecer mais clareza aos clientes, as grandes marcas globais estão se registrando na Vegan Society – isso garante a veracidade  das informações sobre como os produtos são testados, fabricados e o que contêm neles. Outra iniciativa das empresas tem sido listar os ingredientes nas embalagens com seus nomes comuns para que os consumidores saibam o que estão comprando, dando-lhes total transparência. 

    7. CONCLUSÃO

O veganismo agora se tornou popular. À medida que os consumidores ficam mais preocupados com a vida sustentável, tornam-se cada vez mais conscientes dos ingredientes e métodos de produção por trás de seus produtos favoritos. Hoje, eles estão bem informados e possuem à sua disposição uma grande variedade de produtos para escolher e muitas informações em mãos para ajudá-los a decidir o que comprar.

A indústria da beleza sentiu os efeitos desse movimento nos últimos anos e está profundamente ciente desse novo senso entre os consumidores, de responsabilidade pela saúde pessoal e questões ambientais mais amplas. Desde então, ela busca entender melhor o comportamento e as interações dos consumidores e monitorar tendências emergentes.

Na mente dos consumidores modernos, excelentes produtos cosméticos e um planeta saudável andam de mãos dadas. Essa tendência vegana que permeou a sociedade deixa evidente a todas as marcas de cosméticos que elas precisam usar a tomada de decisões éticas a cada passo, mas sem sacrificar a qualidade. Os consumidores esperam que os produtos sejam igualmente eficazes e atraentes, mas também sustentáveis. Sendo assim, a qualidade geral desses produtos não deve ser comprometida no processo de fabricação.

Essa expansão do mercado de cosméticos é uma tendência que não pode mais ser vista como nicho. Veganismo, direitos dos animais, sustentabilidade e preocupações éticas são questões que vieram para ficar. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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GDPR E CCPA – LEIS DE PRIVACIDADE DE DADOS DE CONSUMIDORES

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Em 1º de janeiro de 2020, a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA) entrará em vigor, dando aos californianos novos direitos de autonomia sobre os dados que geram todos os dias. A CCPA será a primeira grande legislação de privacidade dos EUA a ser aplicada após o Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que entrou em vigor na União Europeia em maio de 2018. O impacto do GDPR foi global e espera-se que o impacto da CCPA também seja, considerando que a Califórnia é a quinta maior economia do mundo. Neste artigo faremos uma avaliação da CCPA e do GDPR, a fim de identificarmos  as suas principais diferenças.

1 – CCPA X GDPR 

A California Consumer Privacy Act, ou CCPA, como é mais conhecida, será a primeira grande legislação estadual sobre privacidade a entrar em vigor em 1º de janeiro de 2020 nos EUA, depois que o GDPR europeu reformulou a aparência da lei de privacidade de dados em 25 de maio de 2018.

A CCPA mudará a maneira como os californianos lidam com seus próprios dados, conferindo a eles novos direitos de solicitar às empresas que não divulguem ou excluam os dados que já coletaram.

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Ela também cria novas obrigações para entidades comerciais que fazem negócios na Califórnia. Além disso, as disposições da CCPA exigem que as empresas forneçam aos consumidores informações sobre os dados coletados, processados ​​e vendidos nos últimos doze meses.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) é uma lei da União Europeia que entrou em vigor em maio de 2018 e é uniforme em todos os vinte e oito Estados membros. Ele controla sites, empresas e organizações que lidam com dados pessoais, como nomes, endereços de email, dados de localização, histórico do navegador e muitas outras coisas.

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Por exemplo, se um site tem visitantes da UE e ele (site) ou terceiros incorporados (como Google ou Facebook) processam qualquer tipo de dados pessoais, o GDPR determinará que primeiro o site deverá obter o consentimento prévio do usuário. Para que esse consentimento seja válido, o referido site deve se basear em informações claras sobre a finalidade, extensão e duração do seu processamento de dados. 

Isso se aplica a qualquer site, independente do local onde esteja localizado ou sendo operado, desde que tenha visitantes da União Europeia. Por exemplo, um site na Califórnia que tenha visitantes da UE está obrigado a cumprir os requisitos do GDPR para processamento de dados pessoais. Se uma pessoa mora nos EUA (ou em qualquer outro lugar do mundo) e oferece serviços através de um site, processando dados da União Europeia, poderá experimentar o Cookiebot, a plataforma de gerenciamento de consentimento (que é gratuita) para garantir a conformidade com o GDPR em seu site.

O GDPR está focado na criação de uma estrutura legal de “privacidade por padrão” para toda a União Europeia (UE), enquanto a CCPA trata da criação de transparência na enorme economia de dados da Califórnia e nos direitos de seus consumidores.

Enquanto o GDPR cria uma porta para o usuário da UE trancar, antes de qualquer processamento de dados, a CCPA cria uma janela para o consumidor californiano abrir, a fim de descobrir quais dados já foram obtidos por uma empresa ou vendidos a terceiros.

O GDPR exige que sites, empresas e negócios tenham uma base legal para o processamento de dados pessoais na UE (sob a qual a primeira base legal é consentida); já a CCPA não possui nenhuma estrutura como tal. De fato, de acordo com os regulamentos da CCPA, as empresas não precisam de consentimento prévio de um usuário, antes de processar seus dados, como também nenhum site precisa de consentimento prévio de um usuário, antes de vender seus dados a terceiros.

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A CCPA define informações pessoais como “informações que identificam, se relacionam com, descrevem, são capazes de ser associadas a, ou poderiam estar razoavelmente vinculadas, direta ou indiretamente, a um consumidor ou família em particular”. Já o GDPR define dados pessoais como “qualquer informação relacionada a uma pessoa física identificada ou identificável (titular dos dados), direta ou indiretamente, em particular por referência a um identificador”.

A grande diferença nas definições entre a CCPA e o GDPR é que a definição do CCPA é extra-pessoal, o que significa que inclui dados que não são específicos para um indivíduo, mas são categorizados como dados domésticos, enquanto o GDPR permanece exclusivamente individual.

Ao contrário da CCPA, o GDPR cria uma categoria especial de dados chamada “dados pessoais sensíveis”, que proíbe o processamento, a menos que um dos requisitos específicos seja atendido.

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O GDPR possui seis bases legais para o processamento de dados pessoais na UE, enquanto a CCPA não possui nenhuma base legal para o processamento de informações pessoais na Califórnia. Isso significa que as empresas podem processar dados dos californianos como desejarem, a menos que os consumidores exerçam seu direito de optar por não vender seus dados. Isso fica evidente no regulamento da CCPA, que exige das empresas a instalação nos sites  de um botão ou um link para os consumidores clicarem, contendo a seguinte observação “Não vender minhas informações pessoais”. Portanto, para que uma empresa se enquadre na definição de empresa da CCPA e esteja em conformidade com a lei, ela deve ter esse botão ou link. 

O GDPR protege os titulares dos dados, definidos como “uma pessoa física identificada ou identificável”, enquanto a CCPA concede certos direitos aos consumidores, definidos como “uma pessoa natural que é residente na Califórnia”.

Um titular de dados, de acordo com o GDPR, pode ser qualquer pessoa e não apenas residentes ou cidadãos da União Europeia, ao contrário de um consumidor definido na CCPA como um indivíduo “que está no Estado para outro fim que não seja temporário ou transitório” ou um indivíduo “domiciliado no Estado que esteja fora do Estado para fins temporários ou transitórios”. Neste caso, o GDPR protege os titulares dos dados (não cidadãos ou residentes), ao contrário da CCPA.

Neste sentido, se um turista americano estiver viajando pela UE e seus dados forem processados ​​enquanto estiver lá, os respectivos serão protegidos pelo GDPR. As empresas que processarem os dados deste turista, mesmo se instaladas nos EUA, terão que cumprir as regras da GDPR, desde que ofereçam serviços a titulares de dados na UE. Por outras palavras, o titular dos dados é qualquer pessoa singular que tenha dados processados ​​na UE por empresas que oferecem serviços e/ou produtos à União.

Tanto a CCPA quanto o GDPR têm escopo extraterritorial. A CCPA se aplica a empresas que se enquadram na sua definição de empresa, independentemente da empresa estar localizada na Califórnia. Dessa forma, uma empresa sediada na Europa que se enquadre na definição de empresa na CCPA (por exemplo, transações com dados de mais de 50.000 californianos anualmente), será obrigada a cumprir as regras da CCPA.

Da mesma forma, o RGPD se aplica a todos os sites, empresas e organizações (controladores de dados) do mundo, se eles oferecem bens ou serviços a indivíduos na União Europeia.

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A diferença de escopo é, no entanto, que o GDPR protege qualquer indivíduo (titular dos dados) que esteja na União Europeia no momento da coleta ou processamento, onde a CCPA protege apenas os indivíduos que se enquadram na sua definição de consumidor como sendo um residente da Califórnia.

A CCPA controla as condições para as empresas e suas atividades de processamento de dados e as define com um conjunto de classificações restritas.

Uma empresa, de acordo com a CCPA, é uma entidade com fins lucrativos que coleta informações pessoais dos consumidores; que determina a finalidade e os meios de processamento; que faz negócios na Califórnia e atende a pelo menos um dos seguintes limites:

  • Que tenha receita anual, superior a US $ 25 milhões;
  • Que processa as informações pessoais de pelo menos cinquenta mil californianos por ano;
  • Que deriva cinquenta por cento ou mais de sua receita anual com a venda de informações pessoais.

Obviamente, isso exclui inúmeras empresas, organizações e sites, que processam dados pessoais dos californianos todos os dias, e que poderá continuar fazendo isso após a data efetiva da CCPA. Os requisitos do GDPR, por outro lado, aplicam-se aos controladores de dados, definidos como qualquer tipo de entidade com atividades de processamento de dados.

O GDPR não estabelece restrições quanto ao tamanho, com ou sem fins lucrativos, públicos ou privados, dentro ou fora da União Europeia. Um controlador de dados, de acordo com o GDPR, é simplesmente qualquer entidade que coleta e/ou processa dados na UE. Isso inclui qualquer empresa, negócio, organização; e por último, mas não menos importante, qualquer site, independentemente do tamanho, forma e finalidade. Ao contrário da CCPA, se alguém processar qualquer dado, estará automaticamente ligado ao GDPR.

Isso ressalta uma grande diferença entre o CCPA e o GDPR: a saber, que este último tem um escopo muito mais amplo sobre quem e a que se aplica, uma vez que não discrimina com base, por exemplo, na quantidade de dinheiro que uma empresa ou organização ganha por ano. Ou seja, resumindo, o GDPR simplesmente protege mais pessoas das práticas de processamento de dados do que a CCPA.

Quando se trata de aplicação da penalidade “multa monetária”, as duas leis de privacidade de dados (GDPR e CCPA) são de tipo semelhante, mas diferentes em seu escopo, como foi anteriormente esclarecido.

No GDPR as multas são emitidas pelas autoridades nacionais de proteção de dados nos estados membros da UE. Isso pode atingir até 4% do faturamento anual global de uma empresa ou 20 milhões de euros, o que for mais alto. Até o momento a multa monetária mais alta aplicada foi de US $ 50 milhões pela autoridade francesa de proteção de dados CNIL. Geralmente, essas multas são estipuladas considerando a sua gravidade e duração da infração. 

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Já na CCPA as multas monetárias são aplicadas pelo Procurador Geral da Califórnia (este também avalia as violações), embora sejam muito menores do que as emitidas por não conformidade com o GDPR. Elas têm um limite máximo de US $ 2.500 por violação, com violações internacionais de até US $ 7.500.

Na UE, de acordo com o GDPR, são as autoridades nacionais de proteção de dados que têm a tarefa de promover a conscientização e oferecer orientações às empresas, organizações e sites sobre como eles podem ser compatíveis com o GDPR.

As autoridades de proteção de dados da UE também têm poderes de investigação, o que significa que podem realizar auditorias nas empresas suspeitas de estarem em desacordo com o RGPD. Eles podem emitir avisos e ordenar que os controladores de dados obedeçam ao GDPR, bem como impor proibições de processamento, emitir multas administrativas e apagar dados obtidos de forma indevida.

A CCPA, por outro lado, tem possibilidades de supervisão muito mais restritas, cabendo exclusivamente ao Procurador Geral a iniciativa das investigações. A previsão, é que no mais tardar em julho de 2020, o Procurador-Geral já tenha criado regulamentos para as áreas específicas da CCPA que tratam de sua aplicação e supervisão.

2 – CONCLUSÃO

O GDPR é uma lei de privacidade maior e mais ampla, que forma uma estrutura de proteção de dados sob a União Europeia, onde a privacidade é o padrão, com base no consentimento prévio dos usuários. Ele confere aos indivíduos da UE direitos de acesso, de exclusão, de informações e de retirar o consentimento. A CCPA, em comparação a ele, é uma lei setorial menor e mais específica que cria direitos para os residentes da Califórnia, como o de decidir sobre quais dados as empresas (que atendem à definição da CCPA) podem ter acesso. Enfim, as duas leis são diferentes em um nível fundamental e criam duas estruturas legais muito diferentes para privacidade e autonomia de dados na Europa e na Califórnia. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A TECNOLOGIA DIGITAL ESTÁ TRANSFORMANDO O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

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Embora, hoje em dia, as empresas tenham aceitado quase universalmente que a tecnologia digital está transformando o comportamento do consumidor e os seus hábitos de compra, muitas ainda relutam em reformular sua maneira de lidar com ela. Essas empresas ainda não perceberam que não será mais possível impulsionar a percepção e o comportamento dos consumidores sem redefinir os papéis tradicionais, mudar as táticas de vendas e repensar as estratégias de envolvimento. É bem possível que elas não consigam entender o quão profundamente a tecnologia digital está influenciando as expectativas e decisões dos consumidores em ambientes online, socialmente intensivos e ricos em informações. 

1 – O MERCADO CONSUMIDOR EM MUDANÇA

Munidos de tecnologia digital, os consumidores de hoje estão expostos a fontes de informação melhores e mais diversas. 

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Os principais pontos de referência e proxies de qualidade com os quais nossos pais e avós confiaram para direcionar suas decisões de compra – como marca, lealdade e persuasão de marketing – estão perdendo importância. Atualmente, os consumidores estão mais propensos do que nunca a comprar de empresas que lhes proporcionem experiências positivas, que atendam às suas expectativas e necessidades, em vez de permanecerem fiéis a uma determinada marca. Eles não esperam, simplesmente, melhores experiências de compra. Eles sentem que têm direito a elas. 

Essa é a realidade do que já dizia Tim Brown, CEO da IDEO: “As empresas que buscam apenas convencer os consumidores, serão substituídas por aquelas que realmente procuram atender as reais necessidades do cliente.” 

Como as expectativas dos consumidores estão aumentando a cada dia, por ocasião das toneladas de informações que circulam na internet, é importante as empresas darem um passo atrás e avaliar a sua atual posição. O que estamos apresentando ao mercado? O que estamos fazendo de diferente? Que tipo de experiência queremos que nossos clientes tenham antes, durante e após a transação?

2 – OS CONSUMIDORES QUEREM CONDUZIR A SUA PRÓPRIA JORNADA

Uma das maiores mudanças que estamos vendo no comportamento do consumidor, é que eles querem ser ferozmente independentes enquanto fazem compras. 66% dos consumidores que participaram de uma pesquisa da Deloitte, citam o desejo de uma jornada autodirecionada.

Os consumidores em uma realidade omnichannel (diferentes canais de comunicação interligados simultaneamente para melhorar a sua experiência durante um processo de compra, por exemplo) desfrutam da liberdade de definir sua própria jornada.

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À medida que passam da loja para o celular, para a TV e para o navegador, é necessária uma abordagem de envolvimento suficientemente fluida para acompanhá-los.

Em vez de empurrar, incessantemente, anúncios aleatórios para os consumidores, é preciso identificar quais os momentos na jornada de compra eles precisarão ser inspirados. Daí a importância de usar a tecnologia digital para fornecer a eles conteúdo, conselhos e orientações relevantes que atendam às suas necessidades e preferências individuais, no momento certo e em seus canais preferidos.

3 – OS CONSUMIDORES QUEREM SER LEMBRADOS PELAS EMPRESAS

Enquanto antes, as pessoas conseguiam se lembrar facilmente de números de telefone, endereços, códigos importantes e até números de cartão de crédito, agora temos consumidores com dificuldade para lembrar de um alfinete de quatro dígitos.

Em uma pesquisa feita pela empresa Nuance, 63% dos consumidores entrevistados disseram que terceirizavam ativamente sua memória para seus computadores ou dispositivos móveis, deixando com facilidade o cérebro esquecer.

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Isso significa que os consumidores esperam que os negócios com os quais eles interagem, lembrem a eles de dados importantes, de modo a levá-los a uma mudança radical e positiva nas suas expectativas de serviço. Nessa mesma pesquisa, 89% dos millennials (consumidores nascidos após o início da década de 1980 até o ano de 2003) dizem que estão mais dispostos a fazer negócios com empresas que os envolvem de maneira proativa com lembretes, notificações e outras informações relevantes. 

4 – OS CONSUMIDORES DESEJAM QUE AS EMPRESAS LHES OFEREÇAM OPÇÕES INTELIGENTES DE AUTOATENDIMENTO

Os consumidores dispõe de inúmeras maneiras de usar a tecnologia digital para automatizar tarefas cotidianas do dia a dia. 

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A Pesquisa da Nuance, citada acima, também revelou que 88% dos consumidores usaram alguma solução automatizada para ajudar a si mesmos, e 59% deles concordaram que isso melhorou a sua experiência como cliente no processo de compra.

Isso significa que as empresas precisam procurar melhorar suas opções de autoatendimento. Nove em cada dez consumidores insistem em querer que as empresas ofereçam soluções inteligentes que os ajudem a navegar e resolver problemas por conta própria.

5 – OS CONSUMIDORES EXIGEM NIVELAMENTO DE QUALIDADE

Depois que uma empresa define uma referência para “bom atendimento ao cliente”, os consumidores esperam que todas as outras empresas cumpram essa referência. Eles o comparam, não apenas com outras empresas da sua categoria, mas com todas as empresas com as quais já fizeram negócios.

Em essência, os consumidores querem que as empresas lhes ofereçam o mesmo nível de atendimento (de qualidade, é claro) que receberam de uma determinada empresa na semana passada. Eles podem comparar maçãs e laranjas, mas as empresas precisam, simplesmente, apresentar um nivelamento no padrão de qualidade.

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Durante muito tempo os hotéis só se preocuparam com a concorrência de outros hotéis, até que foram surpreendidos com o surgimento do Airbnb (serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem), que melhor entendeu as necessidades e expectativas da nova geração de consumidores-viajantes, e lhes entregou serviços de acordo.

Essa novidade da tecnologia digital foi impactante no setor hoteleiro, levando os hotéis a promoverem novas reformulações nas formas de atendimento aos clientes (principalmente, no atendimento online) e nas suas estratégias de marketing, o que acabou beneficiando ainda mais aos consumidores, em termos de qualidade e opções de  serviços. Ou seja, a #TecnologiaDigital transformou a maneira como os consumidores pesquisam, decidem e compram. 

Diante desse quadro, somente as empresas capazes de usar a tecnologia digital para decodificar as expectativas dos consumidores e envolvê-los nos canais de sua preferência, serão as únicas a obter sucesso no mercado.

6 – CONCLUSÃO

A tecnologia digital mudou a maneira como os consumidores escolhem produtos e  prestadores de serviços. Ela revolucionou as compras e é capaz de proporcionar experiências positivas aos consumidores.

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Agora, que a compra digital é a regra, as empresas precisam acompanhar as tendências emergentes para evitar decepcionar os clientes e ficar para trás dos concorrentes. A prioridade delas não reside mais em aumentar o número de clientes que compram online, mas em melhorar a experiência deles, em atender às suas expectativas quanto a remessas, entregas e retornos contínuos. 

Para cumprir essas exigências e ganhar vantagem competitiva, as empresas devem se concentrar consistentemente na experiência de varejo omnichannel (diferentes canais de comunicação interligados simultaneamente para melhorar a sua experiência durante um processo de compra, por exemplo). Mais do que nunca, elas precisam entender toda a jornada de compra, incluindo o que acontece após a compra. É essencial remover o atrito em todas as etapas do ciclo de vida do cliente. Daí a razão de muitas empresas passarem a investir em tecnologias da cadeia de suprimentos. Segundo uma pesquisa da Luxury Daily, 29% das despesas de capital no varejo, agora vão para soluções de atendimento, que incluem transporte, logística e gerenciamento de pedidos e devoluções.

A tecnologia digital se tornou uma ferramenta poderosa para influenciar e alterar o comportamento do consumidor. À medida que novas tecnologias surgem, empresas de todos os tamanhos e setores, não podem se dar ao luxo de ficar de fora dessa inovação e nem deixar de colocar as necessidades do consumidor em primeiro lugar. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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