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A “INTERNET DAS COISAS” NA VIDA DO CONSUMIDOR

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A Internet é uma das invenções mais importantes do nosso tempo, que foi incorporada ao nosso dia-a-dia, a tal ponto que viver sem ela, é algo totalmente inimaginável.

Durante anos, a Internet foi um espaço apenas de pessoas, com todas as informações, livros, gravações, imagens, etc. Hoje, isso mudou com o surgimento de uma nova internet, conhecida como a Internet das Coisas (IOT), que conecta (com a ajuda de sensores, software e hardware) eletrodomésticos, veículos, máquinas industriais, etc., uns aos outros, formando uma grande rede.

A Internet das Coisas (IOT) é um conceito que não apenas tem o potencial de impactar o modo como vivemos, mas também, o modo como trabalhamos. Em palavras mais simples, é a tecnologia que torna nossas vidas mais eficientes e fáceis. Mas, exatamente, qual o impacto dessa tecnologia na vida do consumidor? Quais os desafios a serem vencidos? Como o feedback do consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT)?

1 – O CRESCIMENTO DA INTERNET DAS COISAS (IOT)

Em breve, todos os dispositivos existentes e quase todos os objetos que se possa imaginar, estarão conectados à Internet. O termostato, o sistema de alarme, o detector de fumaça, a campainha e a geladeira podem já estar “em rede”, mas as mudanças estão começando a capturar nossa imaginação por uma cidade totalmente integrada, inteligente e sustentável, que busca uma melhor gestão de energia, água, transporte e segurança.

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Daqui para frente, a vida parecerá materialmente diferente, à medida que o ritmo da mudança tecnológica acelera, graças, em grande parte, ao próximo boom da Internet das Coisas (IOT). A empresa de consultoria em tecnologia, Gartner Inc., prevê que ainda neste ano, 6,4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo; um aumento de 30% em relação ao ano passado. E esse número deverá crescer mais de três vezes, para quase 21 bilhões, nos próximos  dois anos.

Em breve, mais da metade dos principais processos e sistemas de novos negócios, incorporarão algum elemento da #InternetDasCoisas (IOT). O impacto na vida dos consumidores e nos modelos de negócios corporativos está aumentando rapidamente, à medida que o custo para conectar coisas físicas a sensores, dispositivos, sistemas e pessoas, continua a cair.

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Há muito mais para a Internet das Coisas (IOT) do que meras situações da vida cotidiana. Em todo o mundo, a indústria manufatureira tradicional também está em meio a uma grande mudança, marcando o surgimento da “Manufatura Inteligente”, conhecida como “Indústria 4.0”. Nesse setor, a IOT está tornando as fábricas mais inteligentes, seguras e ambientalmente sustentáveis. Ela permite conectar a fábrica a uma nova gama de soluções de #ManufaturaInteligente que giram em torno da produção. Como resultado, temos a melhoria na produção e a redução de custos, que gerarão bilhões em crescimento de receita e produtividade ao longo da próxima década. A transformação positiva que isso implica é enorme.

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A Internet das Coisas (IOT) dá aos fabricantes a capacidade de rastrear objetos, descobrir como os consumidores estão usando um certo produto, além de determinar quais recursos são proeminentes. Isso cria uma melhor compreensão de quais ajustes devem ser feitos no(s) produto(s) para ajudar a melhorar as taxas de adoção e de compra. Saber o que os #consumidores pensam e fazem com o produto é algo que as marcas devem aproveitar ao máximo e a IOT torna isso prontamente disponível. Num tópico logo abaixo discutiremos melhor como o feedback do #consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT).

De acordo com uma pesquisa global, divulgada pela Gartner Inc. no início deste ano, a adoção da IOT deverá atingir rapidamente 43% das empresas mais pesados, incluindo #empresas das indústrias de petróleo, gás, automotiva e manufatura.

Na #IndústriaAutomotiva a IOT já está direcionando a maneira como as montadoras montam seus veículos, o que acaba nos dando uma ideia de como elas pensam sobre o futuro de seus produtos.

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Igor Demay, presidente da ISO / TC 22, Road vehicles, explica: “A IOT na indústria automotiva surgiu por volta do início do século 21 com os sistemas de navegação, mudando drasticamente a relação entre o motorista e o veículo. Estamos agora no segundo período com “dispositivos de espelho”, como telefones celulares ou unidades de navegação portáteis, conhecidas como dispositivos nômades, cujas telas são usadas por proprietários de carros ou motoristas, enquanto dirigem seus veículos. “

Essa influência da IOT vai aumentar ainda mais, à medida que carros mais conectados entrarem em operação e os consumidores continuarem a exigir mais tecnologia em seus veículos. Segundo Demay, “O terceiro passo consistirá na aplicação da  #iot em todos os sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas.”

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Sem dúvida, as soluções de IOT fazem parte do futuro da indústria, todavia, os desafios que se avizinham são montanhosos à medida que os níveis de sofisticação continuam a crescer. E um dos desafios é a ausência de padrão nos dispositivos tecnológicos.

2- AUSÊNCIA DE PADRÃO AINDA É UM DESAFIO

Como acontece com qualquer nova tecnologia, a Internet das Coisas (IOT) pode ser confusa e intimidadora, especialmente quando os debates se desenrolam em torno da padronização. Ou seja, apesar dos benefícios, a falta de padrão dos dispositivos é o maior problema enfrentado pela IOT.

Embora, alguns dispositivos de tecnologia da Internet das Coisas (IOT) não tenham padrões, outros têm inúmeros padrões concorrentes, sem nenhum vencedor óbvio. Sem um “método de comunicação comum”, os dispositivos só poderão se comunicar com suas próprias marcas e limitar severamente a utilidade das máquinas conectadas.

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Para entender como a falta de padrões uniformes pode complicar o desenvolvimento de produtos e o crescimento do setor, considere os problemas de conectividade. Por exemplo, se uma empresa que desenvolve roupas inteligentes é diferente de uma empresa que desenvolve #tecnologia de casa inteligente, as chances dos seus produtos se comunicarem são mínimas. Isso ocorre com frequência porque os variados dispositivos existentes usam protocolos de comunicação diferentes, resultando em falta de interoperabilidade e uma experiência que está longe de ser perfeita para os consumidores. No entanto, se as diversas empresas usassem o mesmo padrão para conectividade, a interoperabilidade seria muito mais provável.

Não é de admirar, portanto, que a IOT seja um tema importante na comunidade de padrões. O comitê técnico conjunto da ISO formou um grupo de trabalho sobre a Internet das Coisas (IOT) para desenvolver um modelo de arquitetura para a interoperabilidade desse sistema. Muitos dos padrões que são necessários, provavelmente existem, mas sua importância relativa, implantação e aplicação ainda não estão claros.

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Para resolver essa situação, a ISO estabeleceu um Grupo Consultivo Estratégico (SAG) na #indústria4.0. Seu presidente, Kai Rannenberg, acredita que a conectividade de rede, que permite que esses objetos coletem e troquem dados, é fundamental. “A IOT abre grandes oportunidades e aplicativos jamais imaginados, mas também pode criar grandes riscos, por exemplo, quando a coleta de dados é exagerada ou quando os dispositivos conectados à Internet não foram projetados para lidar com esse desafio”, disse Kai.

Rammenberg vê esses padrões alavancando as tecnologias de IOT para criar sistemas de produção sob encomenda, mais eficientes e responsivos. “Haverá cada vez mais interfaces, assim, são necessários padrões para evitar que essas interfaces se tornem gargalos para levar os produtos ao mercado. E certamente há um grande papel para os padrões no projeto arquitetônico da Indústria 4.0 de manufatura inteligente, para coordenar fluxos de trabalho e processos. ”

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Para Rannenberg, o ponto culminante do trabalho do SAG é um conjunto de padrões que garante que todos os dispositivos conectados à Internet possam se comunicar perfeitamente entre si, não importa o chip, o sistema operacional ou o fabricante do dispositivo.

3 – A INTERNET DAS COISAS (IOT) E O MARKETING 

A Internet das Coisas (IOT) está afetando praticamente todos os setores. Tem um tremendo impacto no volume de dados e no tráfego de rede. E é cada vez mais popular no contexto do consumidor.

Ela também está revolucionando as operações de negócios, da logística ao marketing, que talvez sejam menos atraentes para os consumidores, mas muito reais e tangíveis, já que com a interconectividade de nossos dispositivos digitais, são oferecidas infinitas oportunidades para as marcas ouvirem e responderem às necessidades de seus clientes, com a mensagem certa, no momento certo, no dispositivo certo.

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Naturalmente, a Internet das Coisas (IOT) também afetará a experiência do cliente, a quantidade de dados obtida através de dispositivos conectados e análises. Em um contexto de consumidor e marketing, o Big Data e a análise (preditiva) nunca estão longe.

Com a Internet das Coisas (IOT) será possível o #marketing conectado a dados dos consumidores em tempo real para serviços, publicidade e muito mais. Com isso, os profissionais de marketing poderão:

  • Analisar o hábito de compra dos consumidores nas plataformas utilizadas por eles;
  • Obter informações sobre as formas como os consumidores interagem com dispositivos conectados e produtos;
  • Obter uma visão melhor sobre a jornada de compra do consumidor e em que fase ele está;
  • Realizar interações em tempo real, notificações de PDV e, claro, anúncios segmentados (e até mesmo totalmente contextuais);
  • Fazer uso de um campo de atendimento ao consumidor, por meio do qual os problemas podem ser resolvidos rapidamente.

4 – COMO O FEEDBACK DO CONSUMIDOR POTENCIALIZA A INTERNET DAS COISAS (IOT)

Muitas empresas de bens de consumo estão investindo recursos nesse mercado de internet das Coisas (IOT), sem ter uma visão clara das opiniões e atitudes dos consumidores, o que torna um grande risco  para elas. 

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As empresas não podem lançar programas conectados sem um plano e ferramentas para entender seus consumidores. Há pelo menos três maneiras pelas quais o feedback do consumidor pode ajudar as empresas a inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas:

4.1. Lançar produtos úteis e realmente inteligentes – Apesar do burburinho em torno da IOT, a maioria dos consumidores não está convencida de que precisa de dispositivos conectados. Uma pesquisa da Accenture Digital Consumer Survey descobriu que a adoção de dispositivos de Inteligência Artificial é muito mais lenta do que as empresas de bens de consumo esperam. A intenção de compra de termostatos inteligentes, por exemplo, estagnou significativamente entre os anos de 2016 a 2017.

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Joel Hruska, um colaborador do site de tecnologia Extreme Tech, diz que parte do problema é que as empresas estão lançando #produtos que ninguém realmente precisa. “O maior problema da Internet das Coisas”, escreve Hruska, “é que ninguém descobriu como construir produtos que realmente façam algo útil, o suficiente, para justificar o interesse do consumidor”.

Isso é uma crítica dura, mas estudos recentes sugerem que Hruska está com razão. Num destes estudos realizado pela empresa de mídia Scripps Networks, mostra que 75% dos consumidores entrevistados querem dispositivos inteligentes para residências, principalmente, aqueles que ajudem a manter suas famílias seguras e confortáveis. 

As possibilidades são infinitas em IOT, porque praticamente qualquer coisa pode ser conectada à internet com a tecnologia certa. As empresas precisam tomar decisões difíceis em torno de onde e quanto investir, respondendo à pergunta: Quais dispositivos conectados fornecem valor real aos consumidores, e quais são meramente de boa qualidade? Em vez de adivinhar ou confiar em sua intuição, as empresas precisam da inteligência do consumidor para validar e inspirar a direção da inovação.

4.2. Melhorar os produtos atuais – Alguns adotantes iniciais começaram a abandonar seus dispositivos de casa inteligente. O estudo da Accenture, por exemplo, descobriu que 18% dos consumidores, usuários de IOT, pararam de usar seus dispositivos devido a preocupações com segurança de dados. Da mesma forma, um estudo da Gartner descobriu que quase um terço dos consumidores, usuários de tecnologia wearable, já abandonaram seus fitness trackers e smartphones.

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Angela McIntyre, diretora de pesquisa do Gartner, diz que a alta taxa de abandono é porque as pessoas não acham seus gadgets úteis o suficiente. As empresas, de acordo com McIntyre, ainda precisam definir a proposição de valor exclusiva dos dispositivos IOT.

A alta taxa de abandono é preocupante porque o espaço da IOT ainda está engatinhando. As empresas não podem perder os clientes que já possuem e o terreno que cobriram. Criar lealdade e definir claramente o valor real nesse estágio é fundamental para a longevidade de muitos produtos IOT.

É importante detectar possíveis problemas e oferecer soluções, antes que os consumidores considerem abandonar o produto conectado. Como os desenvolvedores de produtos testam conceitos e avaliam produtos, eles precisam de feedback contínuo dos consumidores. Os usuários atuais podem fornecer feedback, sobre o que eles gostam e não gostam sobre o produto e o que está faltando. Como os atuais consumidores de IOT são os primeiros a adotar esse espaço, eles também podem gerar um boca a boca positivo se as marcas excederem suas expectativas.

4.3. Direcionar as mensagens de marketing e vendas – De acordo com a Accenture, 62% dos consumidores consideram os dispositivos IOT muito caros. Essa percepção é consistente em todas as faixas etárias e países, sugerindo que as empresas de bens de consumo não estão fazendo um ótimo trabalho de comunicação de valor latente aos consumidores.

Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes. Mais do que tudo, as marcas precisam ter uma compreensão firme do que impulsiona percepções de valor. Abaixar o preço não é necessariamente a resposta. O valor, afinal, é definido como a troca entre os benefícios que um cliente percebe e o preço que ele acha que vale a pena. Para aumentar o valor, as empresas precisam identificar de fato maneiras pelas quais os dispositivos inteligentes podem facilitar e tornar mais conveniente a vida dos consumidores.

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Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes.

A percepção do consumidor pode ajudar as empresas a criar estratégias eficazes de mensagens e vendas. Aproveitando sua comunidade de clientes, por exemplo, as empresas podem obter ideias sobre táticas de promoção. Solicitar feedback aos clientes sobre duas ideias de campanha de marketing pode ser uma maneira eficaz de enviar mensagens de entrada no mercado para testes A / B.

O feedback dos clientes também pode ajudar a impulsionar o ROI de marketing, informando quais canais as empresas devem usar para atingir seu mercado-alvo. Um estudo recente do Interactive Advertising Bureau e da empresa de pesquisa Maru / Matchbox sugere que os consumidores aprendam sobre dispositivos conectados por meio de comerciais de TV, boca a boca e artigos on-line. Mas, à medida que o comportamento do consumidor muda, cada vez mais rapidamente as empresas precisam usar, em tempo hábil, a inteligência do cliente, enquanto decidem quais táticas e canais seguir.

4.4. Desenvolver um relacionamento de longo prazo com os consumidores de IOT – A Internet das Coisas está em meio a um alto crescimento, mas, a menos que as empresas ofereçam o que os consumidores querem e precisam, o ímpeto desse espaço será atrofiado. À medida que o mercado amadurece e se torna mais competitivo, é importante desenvolver uma relação próxima com os consumidores de IOT.

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Em última análise, o sucesso no espaço da IOT não será necessariamente determinado por ter a melhor tecnologia, mas ao casar efetivamente a tecnologia inovadora com a compreensão contínua e profunda do consumidor.

5 – CONCLUSÃO

Estamos sendo testemunhas de mais uma revolução tecnológica, chamada de Internet das Coisas (IOT), cujo mercado pode ultrapassar rapidamente o montante de US $ 470 bilhões. Enquanto isso, os investimentos no setor industrial da IOT devem superar US $ 60 trilhões nos próximos 15 anos. Ela abrange tudo o que é tecnologicamente inteligente e capaz de se comunicar com outros dispositivos, redes, sistemas e coisas.

Essa tecnologia está sendo incorporada a uma variedade de produtos que estão disponíveis hoje e que foram desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. O resultado foi o surgimento de cidades inteligentes, fábricas conectadas, carros conectados, etc. Tudo isso, são provas de como o mundo está se adaptando à Internet das Coisas (IOT).

A ideia dessa tecnologia é ter dispositivos físicos, eletrodomésticos, veículos e outros itens incorporados à eletrônica e conectados a uma configuração de rede local ou à Internet, habilitados para coletar, processar e trocar dados. O propósito é torná-los mais úteis e convenientes e, para isso, tem que haver algum tipo de interação ou comunicação com os consumidores. Somente através do conhecimento das opiniões e atitudes dos  consumidores é que as empresas conseguirão inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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DÊ AOS CONSUMIDORES OS ANÚNCIOS QUE ELES QUEREM

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À medida que a publicidade se torna mais sofisticada, com o uso de novas tecnologias, os canais de comunicação, via internet, estão a todo instante, bombardeando os consumidores com anúncios irrelevantes e perturbadores sobre produtos e serviços, deixando-os completamente irritados. O que era para conquistar clientes e criar um bom relacionamento com eles, acaba gerando cegueira, menos atenção e desconfiança generalizada, tornando difícil até mesmo para aqueles anunciantes que tentam levar suas mensagens para as pessoas certas. Para sintonizar esse ruído, os consumidores estão se virando como podem. Não é de surpreender que o número de pessoas que usam o bloqueador de anúncios, tem crescido nos últimos quatro anos, de acordo com uma pesquisa da eMarketer. Somente em 2018, 25,2% dos usuários de internet bloquearam anúncios em seus dispositivos móveis. Esse número deverá crescer para 27,5% em 2020.

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1 – REAÇÃO DOS CONSUMIDORES AOS ANÚNCIOS IRRELEVANTES

Você dificilmente lê uma notícia ou assiste um vídeo, sem passar por uma dúzia de anúncios, e acidentalmente clicar em um deles. Ao longo dos anos, o sentimento do público em relação à publicidade mudou consideravelmente, e o que antes era percebido como algo inocente e de certa forma divertido, é visto hoje como algo detestável e intrusivo. Em muitos casos, pode não ser a mensagem do anúncio que as pessoas detestam, mas a forma como ela é embalada e entregue. Como reação, os #consumidores passaram a adotar estratégias para limitar a sua exposição a anúncios indesejados, como usar a tecnologia de bloqueadores de anúncios. Isso, é um sinal de que os consumidores ainda valorizam a sua privacidade; que a relevância é fundamental para eles quando visualizam anúncios e que a sua capacidade de evitar anúncios irrelevantes é maior do que nunca.

2 – O QUE PENSAM OS CONSUMIDORES SOBRE OS ANÚNCIOS?

Todo mundo hoje tem uma opinião sobre anúncios on-line. Numa pesquisa feita recentemente pela AdBlock Plus (uma das extensões de bloqueio de anúncios mais usadas no mundo), é possível entendermos melhor o que pensam os consumidores sobre os #anúncios irrelevantes; quais os tipos de #publicidade eles toleram e porque usam hoje os bloqueadores de anúncios.

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Foram entrevistados 1.055 navegadores on-line, e o resultado revelou que a maioria deles não gosta de anúncios pop-up, anúncios no celular e anúncios em vídeo. Eles são mais receptivos aos anúncios off-line, como anúncios em revistas; impressos e anúncios de TV.

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É uma realidade! Poucas pessoas admitem gostar de ver um anúncio pop-up. A descrição exata de um anúncio irritante ou intrusivo é difícil, mas a maioria apontaria para um anúncio pop-up como o principal exemplo de um anúncio irritante, que interrompe a experiência de um navegador. Afinal, os anúncios pop-up ficam no caminho do navegador on-line e do conteúdo que eles querem ver.
Provavelmente, a mais importante declaração contra o pop-up vem do Google, que se manifesta contrário a ele na sua página oficial: “O Google não permite anúncio pop-up, de qualquer tipo, em nosso site. Nós o achamos irritante”.

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Sem dúvida, a experiência mais frustrante para navegadores on-line envolve anúncios pop-up de página inteira, que exigem que o usuário encontre um “X” para remover. A maioria, 91% dos entrevistados, concordaram que os anúncios são mais intrusivos hoje, em comparação com os anúncios de dois a três anos atrás; 87% reconheceram que há mais anúncios hoje que há 2-3 anos atrás; 79% acharam que estão sendo rastreados, como resultado de anúncios redirecionados; 83% concorda que nem todos os anúncios são ruins, mas querem filtrar os que consideram desagradáveis; 77% preferiram o filtro de anúncios, em vez de bloquear completamente eles; 63% consideraram que a maioria dos anúncios on-line, de hoje, não parece profissional e 56% acharam que os anúncios insultam a inteligência deles.

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Ao perguntar aos entrevistado o que levou eles a clicarem no anúncio, 34% disseram que foi um erro cometido; 15% acusaram os anunciantes de enganá-los para que clicassem; e apenas 7% disseram que clicaram porque o anúncio era provocativo.

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Os anúncios afetam o tempo de carregamento das páginas. Por quanto tempo as pessoas estão dispostas a esperar pelo carregamento de um site, antes de abandoná-lo completamente?

A Kissmetrics afirma que 47% dos navegadores on-line esperam que um site seja carregado em 2 segundos ou menos. O Google afirma que 74% das pessoas abandonarão um site para dispositivos móveis que leva mais de 5 segundos para carregar.

O certo, é que as pessoas não têm muita paciência e, infelizmente, os anúncios pesados ​​aumentam seriamente o tempo de carregamento de um website. Se um anúncio demorar muito para ser carregado, isso afeta negativamente o site que hospeda o #anúncio e o anunciante. Quando as pessoas abandonam uma página, devido a longos períodos de carregamento, o site perde uma visita e o #anunciante perde um possível clique.

Quando os entrevistados foram solicitados para especificar quais os tipos de anúncios em celulares eram os mais irritantes, 73% disseram que os anúncios exibidos na tela inteira eram os piores; seguido por aqueles anúncios que rastreiam a navegação em seus #computadores e uma variedade de anúncios em vídeo.

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E para celulares, existem anúncios úteis ou valiosos? Os entrevistados acreditam que os anúncios da Rede de Pesquisa são de fato úteis. Os usuários de dispositivos móveis disseram que valorizam os anúncios da Rede de Pesquisa em comparação a outros, provavelmente porque eles são relevantes para suas necessidades de informações. Anúncios de mídia social, que são bastante discretos, foram considerados úteis para 47% dos entrevistados. Já os anúncios gráficos, foram considerados os menos úteis ou valiosos.

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3 – BLOQUEADORES DE ANÚNCIOS

Os problemas causados aos consumidores por anúncios perturbadores e intrusivos, culminaram na ampla adoção de ferramentas de bloqueio de anúncios, que por outro lado vem ocasionando imenso prejuízo financeiro às organizações de publicidade, sendo estimando que até 2020, US$ 35 bilhões de dólares por ano serão perdidos, como resultado de anúncios bloqueados.

A pesquisa buscou o máximo de informações sobre uso dos bloqueadores, detalhando  como os consumidores descobriram a existência deles no mercado: 41% dos entrevistados informaram que foi através da propaganda boca a boca; 37% disseram que descobriram o bloqueador navegando na web; 13% através das redes sociais; 4% visitando uma loja na web e também 4% através de notícias falando sobre bloqueadores de anúncios. 

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Outra etapa da pesquisa, foi saber dos consumidores o porquê eles decidiram instalar um bloqueador de anúncios. O resultado foi o seguinte: 64% dos entrevistados decidiram  instalar porque consideram que os anúncios são irritantes e intrusivos; 54% por considerarem que os anúncios são perturbadores; 39% por acharem que os anúncios criam preocupações de segurança e 36% por considerarem  que os anúncios afetam o tempo de carregamento de uma página.

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Tendo em vista as enormes perdas de receita enfrentadas pelas organizações de publicidade, perguntamos aos consumidores, que utilizam bloqueador de anúncios, o que eles diriam se precisassem justificar o uso do software.

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O Interactive Advertising Bureau (IAB), organização global que representa empresas de mídia e tecnologia que distribuem, vendem e otimizam a publicidade digital, acha que deveria ser proibido o bloqueio de anúncios. Impor esse posicionamento aos consumidores é quase impossível, já que a maioria dos navegadores on-line entrevistados, respondeu que o uso do bloqueio de anúncios teve um impacto positivo na sua experiência de navegação pela Internet e que querem continuar no seu controle. Ou seja, os consumidores veem o uso do bloqueador como algo muito positivo, e esse ponto de vista será difícil mudar.

Assim, não resta outra saída para as empresas, senão, criarem táticas para encontrar a abordagem mais eficaz para fazer com que os visitantes de seus sites desliguem os bloqueadores de anúncios. Um exemplo, é a Forbes.com, que já experimentou várias opções de táticas para visitantes que usam software de bloqueio de anúncios.

Inicialmente, a empresa solicitou aos visitantes que desativassem o #bloqueadordeanúncios em troca de uma experiência de anúncio leve. Depois de um tempo, essa tática foi alterada, passando a Forbes a solicitar dos visitantes que desativassem o bloqueador de anúncios ou colocassem o site Forbes.com na lista de permissões.

Mais recentemente, a tática da Forbes mudou novamente, quando começou a pedir aos visitantes que criassem uma conta e acessassem o conteúdo. A Forbes também exibe uma página inicial para os usuários do bloqueador de anúncios, e quando o visitante clica em um link para acessar um determinado artigo, é solicitado a ele que desative o bloqueador.
dê-aos-consumidores-anúncios-que-queremComo consequência dos procedimentos usados pela Forbes e por outros sites, como o Wired.com, para impedir o uso dos bloqueadores de anúncios, surgiu no mercado um novo aplicativo chamado “The Next Web” apelidado de “Adblocker-blocker”. Esse aplicativo engana as tecnologias de bloqueio de anúncios, fazendo com que os sites visitados pensem que o visitante não está usando um bloqueador de anúncios, quando realmente está.

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A indústria publicitária está detestando essas novidades tecnológicas porque enormes quantias de dinheiro estão em jogo. Tudo isso, reflete a certeza de que os organizações de publicidade e os navegadores on-line estão dispostos a continuar se enfrentando, mas nada disso resolverá o problema principal: os anúncios perturbadores e intrusivos que irritam a todos nós, consumidores.

4 – CONCLUSÃO

O resultado da pesquisa apresentado neste artigo, nos faz lembrar que a evolução dos gostos, desejos e necessidades dos consumidores continuará impulsionando a estratégia de negócios e a inovação, além de comprovar que graças à tecnologia, é possível as empresas e organizações publicitárias entenderem melhor as motivações e o comportamento de compra das pessoas, e assim, oferecerem a elas o que realmente desejam: uma experiência agradável de publicidade, que lhes orientem em sua jornada de compra.

Essa atitude assertiva, significa colocar o #consumidor em primeiro lugar; chegar até ele no momento certo, com a mensagem certa e com um produto ou serviço relevante. Sendo assim, não há mais necessidade das empresas continuarem insistindo em fazer uso de anúncios perturbadores e intrusivos, obrigando os consumidores a usarem os bloqueadores de anúncios. A partir do momento que as empresas dobrarem o investimento em mensuração e se comprometer a entregar anúncios de qualidade, as oportunidades para uma #publicidade mais eficiente, eficaz e agradável serão infinitas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396, Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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