A “INTERNET DAS COISAS” NA VIDA DO CONSUMIDOR

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A Internet é uma das invenções mais importantes do nosso tempo, que foi incorporada ao nosso dia-a-dia, a tal ponto que viver sem ela, é algo totalmente inimaginável.

Durante anos, a Internet foi um espaço apenas de pessoas, com todas as informações, livros, gravações, imagens, etc. Hoje, isso mudou com o surgimento de uma nova internet, conhecida como a Internet das Coisas (IOT), que conecta (com a ajuda de sensores, software e hardware) eletrodomésticos, veículos, máquinas industriais, etc., uns aos outros, formando uma grande rede.

A Internet das Coisas (IOT) é um conceito que não apenas tem o potencial de impactar o modo como vivemos, mas também, o modo como trabalhamos. Em palavras mais simples, é a tecnologia que torna nossas vidas mais eficientes e fáceis. Mas, exatamente, qual o impacto dessa tecnologia na vida do consumidor? Quais os desafios a serem vencidos? Como o feedback do consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT)?

1 – O CRESCIMENTO DA INTERNET DAS COISAS (IOT)

Em breve, todos os dispositivos existentes e quase todos os objetos que se possa imaginar, estarão conectados à Internet. O termostato, o sistema de alarme, o detector de fumaça, a campainha e a geladeira podem já estar “em rede”, mas as mudanças estão começando a capturar nossa imaginação por uma cidade totalmente integrada, inteligente e sustentável, que busca uma melhor gestão de energia, água, transporte e segurança.

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Daqui para frente, a vida parecerá materialmente diferente, à medida que o ritmo da mudança tecnológica acelera, graças, em grande parte, ao próximo boom da Internet das Coisas (IOT). A empresa de consultoria em tecnologia, Gartner Inc., prevê que ainda neste ano, 6,4 bilhões de coisas conectadas estarão em uso em todo o mundo; um aumento de 30% em relação ao ano passado. E esse número deverá crescer mais de três vezes, para quase 21 bilhões, nos próximos  dois anos.

Em breve, mais da metade dos principais processos e sistemas de novos negócios, incorporarão algum elemento da #InternetDasCoisas (IOT). O impacto na vida dos consumidores e nos modelos de negócios corporativos está aumentando rapidamente, à medida que o custo para conectar coisas físicas a sensores, dispositivos, sistemas e pessoas, continua a cair.

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Há muito mais para a Internet das Coisas (IOT) do que meras situações da vida cotidiana. Em todo o mundo, a indústria manufatureira tradicional também está em meio a uma grande mudança, marcando o surgimento da “Manufatura Inteligente”, conhecida como “Indústria 4.0”. Nesse setor, a IOT está tornando as fábricas mais inteligentes, seguras e ambientalmente sustentáveis. Ela permite conectar a fábrica a uma nova gama de soluções de #ManufaturaInteligente que giram em torno da produção. Como resultado, temos a melhoria na produção e a redução de custos, que gerarão bilhões em crescimento de receita e produtividade ao longo da próxima década. A transformação positiva que isso implica é enorme.

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A Internet das Coisas (IOT) dá aos fabricantes a capacidade de rastrear objetos, descobrir como os consumidores estão usando um certo produto, além de determinar quais recursos são proeminentes. Isso cria uma melhor compreensão de quais ajustes devem ser feitos no(s) produto(s) para ajudar a melhorar as taxas de adoção e de compra. Saber o que os #consumidores pensam e fazem com o produto é algo que as marcas devem aproveitar ao máximo e a IOT torna isso prontamente disponível. Num tópico logo abaixo discutiremos melhor como o feedback do #consumidor potencializa a Internet das Coisas (IOT).

De acordo com uma pesquisa global, divulgada pela Gartner Inc. no início deste ano, a adoção da IOT deverá atingir rapidamente 43% das empresas mais pesados, incluindo #empresas das indústrias de petróleo, gás, automotiva e manufatura.

Na #IndústriaAutomotiva a IOT já está direcionando a maneira como as montadoras montam seus veículos, o que acaba nos dando uma ideia de como elas pensam sobre o futuro de seus produtos.

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Igor Demay, presidente da ISO / TC 22, Road vehicles, explica: “A IOT na indústria automotiva surgiu por volta do início do século 21 com os sistemas de navegação, mudando drasticamente a relação entre o motorista e o veículo. Estamos agora no segundo período com “dispositivos de espelho”, como telefones celulares ou unidades de navegação portáteis, conhecidas como dispositivos nômades, cujas telas são usadas por proprietários de carros ou motoristas, enquanto dirigem seus veículos. “

Essa influência da IOT vai aumentar ainda mais, à medida que carros mais conectados entrarem em operação e os consumidores continuarem a exigir mais tecnologia em seus veículos. Segundo Demay, “O terceiro passo consistirá na aplicação da  #iot em todos os sistemas avançados de assistência ao motorista e soluções de condução automatizadas.”

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Sem dúvida, as soluções de IOT fazem parte do futuro da indústria, todavia, os desafios que se avizinham são montanhosos à medida que os níveis de sofisticação continuam a crescer. E um dos desafios é a ausência de padrão nos dispositivos tecnológicos.

2- AUSÊNCIA DE PADRÃO AINDA É UM DESAFIO

Como acontece com qualquer nova tecnologia, a Internet das Coisas (IOT) pode ser confusa e intimidadora, especialmente quando os debates se desenrolam em torno da padronização. Ou seja, apesar dos benefícios, a falta de padrão dos dispositivos é o maior problema enfrentado pela IOT.

Embora, alguns dispositivos de tecnologia da Internet das Coisas (IOT) não tenham padrões, outros têm inúmeros padrões concorrentes, sem nenhum vencedor óbvio. Sem um “método de comunicação comum”, os dispositivos só poderão se comunicar com suas próprias marcas e limitar severamente a utilidade das máquinas conectadas.

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Para entender como a falta de padrões uniformes pode complicar o desenvolvimento de produtos e o crescimento do setor, considere os problemas de conectividade. Por exemplo, se uma empresa que desenvolve roupas inteligentes é diferente de uma empresa que desenvolve #tecnologia de casa inteligente, as chances dos seus produtos se comunicarem são mínimas. Isso ocorre com frequência porque os variados dispositivos existentes usam protocolos de comunicação diferentes, resultando em falta de interoperabilidade e uma experiência que está longe de ser perfeita para os consumidores. No entanto, se as diversas empresas usassem o mesmo padrão para conectividade, a interoperabilidade seria muito mais provável.

Não é de admirar, portanto, que a IOT seja um tema importante na comunidade de padrões. O comitê técnico conjunto da ISO formou um grupo de trabalho sobre a Internet das Coisas (IOT) para desenvolver um modelo de arquitetura para a interoperabilidade desse sistema. Muitos dos padrões que são necessários, provavelmente existem, mas sua importância relativa, implantação e aplicação ainda não estão claros.

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Para resolver essa situação, a ISO estabeleceu um Grupo Consultivo Estratégico (SAG) na #indústria4.0. Seu presidente, Kai Rannenberg, acredita que a conectividade de rede, que permite que esses objetos coletem e troquem dados, é fundamental. “A IOT abre grandes oportunidades e aplicativos jamais imaginados, mas também pode criar grandes riscos, por exemplo, quando a coleta de dados é exagerada ou quando os dispositivos conectados à Internet não foram projetados para lidar com esse desafio”, disse Kai.

Rammenberg vê esses padrões alavancando as tecnologias de IOT para criar sistemas de produção sob encomenda, mais eficientes e responsivos. “Haverá cada vez mais interfaces, assim, são necessários padrões para evitar que essas interfaces se tornem gargalos para levar os produtos ao mercado. E certamente há um grande papel para os padrões no projeto arquitetônico da Indústria 4.0 de manufatura inteligente, para coordenar fluxos de trabalho e processos. ”

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Para Rannenberg, o ponto culminante do trabalho do SAG é um conjunto de padrões que garante que todos os dispositivos conectados à Internet possam se comunicar perfeitamente entre si, não importa o chip, o sistema operacional ou o fabricante do dispositivo.

3 – A INTERNET DAS COISAS (IOT) E O MARKETING 

A Internet das Coisas (IOT) está afetando praticamente todos os setores. Tem um tremendo impacto no volume de dados e no tráfego de rede. E é cada vez mais popular no contexto do consumidor.

Ela também está revolucionando as operações de negócios, da logística ao marketing, que talvez sejam menos atraentes para os consumidores, mas muito reais e tangíveis, já que com a interconectividade de nossos dispositivos digitais, são oferecidas infinitas oportunidades para as marcas ouvirem e responderem às necessidades de seus clientes, com a mensagem certa, no momento certo, no dispositivo certo.

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Naturalmente, a Internet das Coisas (IOT) também afetará a experiência do cliente, a quantidade de dados obtida através de dispositivos conectados e análises. Em um contexto de consumidor e marketing, o Big Data e a análise (preditiva) nunca estão longe.

Com a Internet das Coisas (IOT) será possível o #marketing conectado a dados dos consumidores em tempo real para serviços, publicidade e muito mais. Com isso, os profissionais de marketing poderão:

  • Analisar o hábito de compra dos consumidores nas plataformas utilizadas por eles;
  • Obter informações sobre as formas como os consumidores interagem com dispositivos conectados e produtos;
  • Obter uma visão melhor sobre a jornada de compra do consumidor e em que fase ele está;
  • Realizar interações em tempo real, notificações de PDV e, claro, anúncios segmentados (e até mesmo totalmente contextuais);
  • Fazer uso de um campo de atendimento ao consumidor, por meio do qual os problemas podem ser resolvidos rapidamente.

4 – COMO O FEEDBACK DO CONSUMIDOR POTENCIALIZA A INTERNET DAS COISAS (IOT)

Muitas empresas de bens de consumo estão investindo recursos nesse mercado de internet das Coisas (IOT), sem ter uma visão clara das opiniões e atitudes dos consumidores, o que torna um grande risco  para elas. 

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As empresas não podem lançar programas conectados sem um plano e ferramentas para entender seus consumidores. Há pelo menos três maneiras pelas quais o feedback do consumidor pode ajudar as empresas a inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas:

4.1. Lançar produtos úteis e realmente inteligentes – Apesar do burburinho em torno da IOT, a maioria dos consumidores não está convencida de que precisa de dispositivos conectados. Uma pesquisa da Accenture Digital Consumer Survey descobriu que a adoção de dispositivos de Inteligência Artificial é muito mais lenta do que as empresas de bens de consumo esperam. A intenção de compra de termostatos inteligentes, por exemplo, estagnou significativamente entre os anos de 2016 a 2017.

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Joel Hruska, um colaborador do site de tecnologia Extreme Tech, diz que parte do problema é que as empresas estão lançando #produtos que ninguém realmente precisa. “O maior problema da Internet das Coisas”, escreve Hruska, “é que ninguém descobriu como construir produtos que realmente façam algo útil, o suficiente, para justificar o interesse do consumidor”.

Isso é uma crítica dura, mas estudos recentes sugerem que Hruska está com razão. Num destes estudos realizado pela empresa de mídia Scripps Networks, mostra que 75% dos consumidores entrevistados querem dispositivos inteligentes para residências, principalmente, aqueles que ajudem a manter suas famílias seguras e confortáveis. 

As possibilidades são infinitas em IOT, porque praticamente qualquer coisa pode ser conectada à internet com a tecnologia certa. As empresas precisam tomar decisões difíceis em torno de onde e quanto investir, respondendo à pergunta: Quais dispositivos conectados fornecem valor real aos consumidores, e quais são meramente de boa qualidade? Em vez de adivinhar ou confiar em sua intuição, as empresas precisam da inteligência do consumidor para validar e inspirar a direção da inovação.

4.2. Melhorar os produtos atuais – Alguns adotantes iniciais começaram a abandonar seus dispositivos de casa inteligente. O estudo da Accenture, por exemplo, descobriu que 18% dos consumidores, usuários de IOT, pararam de usar seus dispositivos devido a preocupações com segurança de dados. Da mesma forma, um estudo da Gartner descobriu que quase um terço dos consumidores, usuários de tecnologia wearable, já abandonaram seus fitness trackers e smartphones.

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Angela McIntyre, diretora de pesquisa do Gartner, diz que a alta taxa de abandono é porque as pessoas não acham seus gadgets úteis o suficiente. As empresas, de acordo com McIntyre, ainda precisam definir a proposição de valor exclusiva dos dispositivos IOT.

A alta taxa de abandono é preocupante porque o espaço da IOT ainda está engatinhando. As empresas não podem perder os clientes que já possuem e o terreno que cobriram. Criar lealdade e definir claramente o valor real nesse estágio é fundamental para a longevidade de muitos produtos IOT.

É importante detectar possíveis problemas e oferecer soluções, antes que os consumidores considerem abandonar o produto conectado. Como os desenvolvedores de produtos testam conceitos e avaliam produtos, eles precisam de feedback contínuo dos consumidores. Os usuários atuais podem fornecer feedback, sobre o que eles gostam e não gostam sobre o produto e o que está faltando. Como os atuais consumidores de IOT são os primeiros a adotar esse espaço, eles também podem gerar um boca a boca positivo se as marcas excederem suas expectativas.

4.3. Direcionar as mensagens de marketing e vendas – De acordo com a Accenture, 62% dos consumidores consideram os dispositivos IOT muito caros. Essa percepção é consistente em todas as faixas etárias e países, sugerindo que as empresas de bens de consumo não estão fazendo um ótimo trabalho de comunicação de valor latente aos consumidores.

Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes. Mais do que tudo, as marcas precisam ter uma compreensão firme do que impulsiona percepções de valor. Abaixar o preço não é necessariamente a resposta. O valor, afinal, é definido como a troca entre os benefícios que um cliente percebe e o preço que ele acha que vale a pena. Para aumentar o valor, as empresas precisam identificar de fato maneiras pelas quais os dispositivos inteligentes podem facilitar e tornar mais conveniente a vida dos consumidores.

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Uma abordagem estratégica de marketing pode ajudar a mudar a percepção em torno dos dispositivos conectados, mas somente se as empresas entenderem seus clientes.

A percepção do consumidor pode ajudar as empresas a criar estratégias eficazes de mensagens e vendas. Aproveitando sua comunidade de clientes, por exemplo, as empresas podem obter ideias sobre táticas de promoção. Solicitar feedback aos clientes sobre duas ideias de campanha de marketing pode ser uma maneira eficaz de enviar mensagens de entrada no mercado para testes A / B.

O feedback dos clientes também pode ajudar a impulsionar o ROI de marketing, informando quais canais as empresas devem usar para atingir seu mercado-alvo. Um estudo recente do Interactive Advertising Bureau e da empresa de pesquisa Maru / Matchbox sugere que os consumidores aprendam sobre dispositivos conectados por meio de comerciais de TV, boca a boca e artigos on-line. Mas, à medida que o comportamento do consumidor muda, cada vez mais rapidamente as empresas precisam usar, em tempo hábil, a inteligência do cliente, enquanto decidem quais táticas e canais seguir.

4.4. Desenvolver um relacionamento de longo prazo com os consumidores de IOT – A Internet das Coisas está em meio a um alto crescimento, mas, a menos que as empresas ofereçam o que os consumidores querem e precisam, o ímpeto desse espaço será atrofiado. À medida que o mercado amadurece e se torna mais competitivo, é importante desenvolver uma relação próxima com os consumidores de IOT.

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Em última análise, o sucesso no espaço da IOT não será necessariamente determinado por ter a melhor tecnologia, mas ao casar efetivamente a tecnologia inovadora com a compreensão contínua e profunda do consumidor.

5 – CONCLUSÃO

Estamos sendo testemunhas de mais uma revolução tecnológica, chamada de Internet das Coisas (IOT), cujo mercado pode ultrapassar rapidamente o montante de US $ 470 bilhões. Enquanto isso, os investimentos no setor industrial da IOT devem superar US $ 60 trilhões nos próximos 15 anos. Ela abrange tudo o que é tecnologicamente inteligente e capaz de se comunicar com outros dispositivos, redes, sistemas e coisas.

Essa tecnologia está sendo incorporada a uma variedade de produtos que estão disponíveis hoje e que foram desenvolvidos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. O resultado foi o surgimento de cidades inteligentes, fábricas conectadas, carros conectados, etc. Tudo isso, são provas de como o mundo está se adaptando à Internet das Coisas (IOT).

A ideia dessa tecnologia é ter dispositivos físicos, eletrodomésticos, veículos e outros itens incorporados à eletrônica e conectados a uma configuração de rede local ou à Internet, habilitados para coletar, processar e trocar dados. O propósito é torná-los mais úteis e convenientes e, para isso, tem que haver algum tipo de interação ou comunicação com os consumidores. Somente através do conhecimento das opiniões e atitudes dos  consumidores é que as empresas conseguirão inovar e dominar o mercado da Internet das Coisas. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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A IMPORTÂNCIA DOS INSIGHTS DO CONSUMIDOR

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Quantas empresas realmente entendem os insights do consumidor, quando se trata de desenvolver novos produtos e serviços, ou comercializar esses produtos para clientes em potencial? Isso não se refere apenas a entender os consumidores no sentido tradicional, de como um produto atrai um grupo demográfico específico. Significa, realmente, chegar ao âmago da questão, de entender por que os consumidores agem de determinada maneira; como eles compartilham informações uns com os outros e quais influências culturais estão atuando na formação de suas percepções e entendimentos. Os insights permitem que as marcas se conectem com seus consumidores em um nível emocional mais profundo.

1 – ENTENDER O CONSUMIDOR É CRUCIAL PARA QUALQUER NEGÓCIO

Os consumidores de hoje mudaram drasticamente na forma como optam por seguir as empresas e marcas que usam. Eles têm diferentes origens e fundações culturais; recebem e processam informações de novas maneiras e querem interagir em um nível mais pessoal.

Assim sendo, as empresas e os profissionais de marketing que não pesquisam insights dos consumidores ou que não entendem seu histórico antropológico, não poderão se conectar ou se envolver com clientes em potencial e nem motivá-los a se tornarem clientes.

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A abordagem antropológica do marketing é toda sobre a compreensão da cultura. Em vez de tentar mudar comportamentos, os profissionais de marketing podem aprender a usá-los e utilizá-los em seu benefício. Dessa forma, a construção de uma marca passa a ser baseada no estabelecimento de um relacionamento intelectual e emocional.

Planejadores de negócios, desenvolvedores de produtos e profissionais de marketing devem levar em consideração o contexto cultural. Todavia, observando que “Cultura” não é apenas linguagem, mas uma combinação de caracterizações históricas, tribais e mitológicas. Enfim, uma maior compreensão de insights culturais e fatores antropológicos aumentará a capacidade do profissional de marketing de motivar ações e efetuar mudanças comportamentais dos consumidores.

2 – O QUE SÃO INSIGHTS DO CONSUMIDOR?

Insights se referem ao comportamento dos consumidores, em uma dimensão mais aprofundada:  suas mentalidades, humores, motivações, desejos, aspirações subjacentes, que motivam e acionam suas atitudes e ações. O porquê eles se identificam com uma marca.

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Podemos então definir “insights” como “um entendimento não óbvio sobre os consumidores, que, se aplicado, tem o potencial de alterar o comportamento deles para benefício mútuo”. Esta definição aponta quatro elementos:

1º elemento – Os insights “não são óbvios”, ou seja, normalmente não vem apenas de uma fonte de informação; apenas da análise ou da pesquisa. Daí a necessidade de convergir várias evidências,  para coletar insights; 

É importante notar que há certos fatos ou até mesmo suposições sobre determinados mercados-alvo, que podem ser óbvios, mas jamais darão uma verdadeira compreensão do consumidor.

2º elemento – Os insights verdadeiros precisam ser “capazes de agir”. Aquelas hipóteses que permanecem teóricas e não podem ser testadas na prática não são insights; 

3º elemento – As percepções dos consumidores devem ser poderosas o suficiente para que quando elas sejam postas em prática, os consumidores possam ser persuadidos a “mudar seu comportamento”. Apenas se baseando na análise do comportamento passado do consumidor e considerando que eles são criaturas de hábitos, não revelará qualquer profundidade de compreensão deles, e consequentemente, não contribuirá para mudança de seus comportamentos.

4º elemento – Para ser sustentável, o objetivo de mudança dos comportamentos dos consumidores deve ser para “benefício mútuo”, logo, um entendimento não óbvio sobre os consumidores, sendo considerado, tem o potencial de mudar o comportamento deles para benefício mútuo.

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Estes quatro elementos, unidos, dão uma direção de avaliação às empresas para que prevejam o comportamento futuro dos clientes, com base em ações anteriores e ajuda elas a entenderem a probabilidade de um cliente se comportar de determinada maneira.

3 – POR QUE A AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR É IMPORTANTE?

Sem insights do consumidor, os fabricantes, produtores e marqueteiros mal conseguirão entender o que seus consumidores estão procurando em um produto. Isso geralmente leva a produtos mal direcionados que são projetados sem um público específico em mente.

No entanto, quando os insights dos consumidores são utilizados e gerenciados adequadamente, eles podem encontrar produtos que atendam perfeitamente às suas necessidades, gostos e desejos. Essas percepções podem ser usadas desde a concepção do produto, da sua formulação, indo até o design da embalagem.

Por exemplo, uma empresa que fabrica sobremesas pode descobrir, através do uso de insights, que um número de seus consumidores está preocupado com a adequação de um ingrediente em particular ou prefere que o produto tenha menos calorias. Se a empresa optar por agir de acordo com isso e divulgar a mudança em sua publicidade e embalagem, ela estará segmentando ativamente esses consumidores, oferecendo a eles um benefício mútuo.

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Uma maneira de usar os insights é prever como os consumidores se comportarão no futuro. Isso pode ser uma previsão de comportamentos durante um determinado período de tempo, como no decorrer de um mês ou no decorrer de um ano, ou pode até prever o comportamento deles ao longo da vida.

Por exemplo, na moderna indústria de alimentos, percebe-se que os consumidores estão tendo um interesse maior em conhecer e entender os produtos que compram. Esta necessidade de transparência indica que mais consumidores desejam ver rotulagem e certificações precisas, listadas na embalagem de alimentos. Isso significa, que os fabricantes que atenderem a esse interesse, com transparência e integridade, terão a vantagem de impulsionarem suas vendas.

Outra maneira, é segmentar a base de consumidores e pesquisar os atributos de um grupo específico. Empregando os insights do consumidor, as empresas descobrirão que tem uma melhor compreensão do seu mercado-alvo e que é capaz de criar uma situação vantajosa para ela e para seus clientes.

Todas essas estratégias trarão benefícios, tanto para as empresas como para os consumidores de um modo geral.

4 – AS FORÇAS POR TRÁS DA ASCENSÃO DOS INSIGHTS DO CONSUMIDOR

À medida que os negócios crescem e evoluem, os profissionais de marketing sabem muito bem que não podem mais tentar dar aos consumidores “a cor que quiserem, desde que sejam pretos”, como Henry Ford gostava tanto de dizer.

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Atualmente, as empresas entendem que precisam oferecer uma ampla variedade de produtos, serviços, cores e modelos para atrair uma base de clientes, que estão em constante mudança de comportamento. Mas por que alguns produtos saltam das prateleiras, enquanto outros definham na obscuridade? Cada empresa pode afirmar que fez uma pesquisa de mercado aprofundada, capaz de tornar seu produto mais desejável?

A composição do público comprador mudou drasticamente na última década. Agora, todos os consumidores competem pela atenção dos planejadores corporativos. Cada grupo de consumidores tem suas próprias necessidades e desejos específicos. Sem obter insights sobre esses grupos, as empresas nunca poderão desenvolver produtos que eles desejam ou promovê-los de maneira a ganhar sua atenção. 

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Mesmo dentro desses grupos, pode haver uma ampla diversidade de características, o que exigirá delas a buscarem entender o porquê de cada grupo ser diferente.

Nesta diversidade, inclui o complexo quebra-cabeça demográfico em que se encontra a nova economia global, onde os consumidores podem virtualmente vir de qualquer parte do mundo que tenha uma conexão com a Internet. Isso levará a uma compreensão mais maciça sobre os insights do consumidor, que moldam os padrões de compra em vários países.

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Por exemplo, enquanto os consumidores americanos podem valorizar certas características, os europeus podem ter diferentes necessidades e desejos.

Se formos restringir essa avaliação, constataremos que mesmo a Europa não pode ser vista como um mercado gigante, já que antropólogos serão necessários para estudar as diferenças, de país para país, e até mesmo dentro das várias regiões de cada país europeu.

Fica evidente, que as empresas precisam buscar entender como cada grupo de consumidores (seja ele, local, regional ou continental) se relaciona com os produtos e serviços usados, ​​antes que os planos de marketing possam ser implantados. O que estava acontecendo enquanto cada geração de consumidores crescia? O que moldou seus valores morais? Como os consumidores interagem uns com os outros e corporações?

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Com tantas mudanças, é bem provável que embora uma geração mais velha de consumidores possa ter sido mais aberta a aceitar a avaliação brusca de Ford, os consumidores mais jovens certamente não consentirão em tal arranjo.

Todas essas avaliações devem ser realizadas num “piscar de olhos virtuais”, porque o universo da mídia social se tornou o ponto de encontro dos implacáveis consumidores, que estão sempre em busca de respostas rápidas sobre produtos, serviços e empresas.

5 – CONCLUSÃO

Os insights buscam ler e interpretar tendências no comportamento dos consumidores, com o objetivo final de ajustar as operações, usando essas observações para aumentar as vendas. Eles ligam a pesquisa e o marketing para conectar os interesses e as características dos consumidores aos recursos ou benefícios que uma marca tem a oferecer. 

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O marketing centrado no consumidor é mais do que apenas um chavão. O mundo mudou drasticamente e continua a evoluir rapidamente. O que atrai os consumidores um dia, pode não funcionar no dia seguinte. Compreender as suas necessidades e desejos, se tornou uma das coisas mais importantes, antes mesmo de se criar produtos de consumo. Portanto, as empresas precisam despertar para esse fato e melhorar suas percepções sobre o comportamento do consumidor. (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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O COLORIDO DOS NUTRIENTES

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Em meio a altos níveis chocantes de obesidade, excesso de peso e casos de infarto, cada vez mais o consumidor brasileiro tem buscado consumir alimentos saudáveis, com uma rotina diária de exercícios físicos. Para tanto, surge a necessidade de tomar conhecimento da qualidade nutricional dos alimentos e bebidas, através das informações inseridas nos rótulos. Ocorre, que a fonte dessas informações é tão minúscula que torna-se impossível a sua leitura; sem falar que essa avaliação nutricional é feita pelo consumidor no ambiente movimentado do supermercado, e como a maioria deles não possui um alto nível de conhecimento nutricional para entender, por exemplo, se a quantidade de nutrientes em 8,6 g de gordura saturada e 7,6 g de açúcar, é alta ou baixa, acabará perdido em confusão, ao tentar fazer uma escolha mais saudável. Diante dessa realidade, a melhor maneira de ajudar o #consumidor a avaliar rapidamente a qualidade nutricional dos produtos, sem precisar vasculhar a embalagem, é o governo brasileiro tornar obrigatória a implantação de rotulagem front-of-pack com código de cores, que já é muito utilizado por alguns países da Europa.

1 – ROTULAGEM FRONT-OF-PACK (FOP) COM CÓDIGO DE CORES

O rótulo com código de cores é uma intervenção proeminente no nível da população para a comunicação de informações nutricionais.

Um dos tipos de código de cores, popularmente conhecidos como “rótulo de semáforo”, o rótulo é colocado na frente da embalagem, permitindo ao  consumidor obter uma imagem rápida e precisa da qualidade nutricional de um determinado alimento ou bebida. Ele fornece informações sobre quatro nutrientes principais (gordura, gorduras saturadas, açúcar e sal),  definindo uma cor específica para cada um desses nutrientes, com variação de tonalidade correspondente às quantidades.

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Em 2017 a França foi o segundo país da Europa a fazer uso do rótulo de semáforo, mas logo em seguida, depois de uma quantidade considerável de pesquisas, decidiu substituí-lo pelo Nutri-Score, considerando tratar-se de um melhor sistema para os consumidores franceses identificarem os #nutrientes dos produtos.

O Nutri-Score também usa cores para ajudar os consumidores na escolha de alimentos e bebidas mais saudáveis, mas diferem do rótulo de semáforo ao fornecer uma “pontuação” global e mais abrangente para os #produtos, indo de A (verde escuro) a E (laranja escuro). Outra vantagem é que o cálculo da pontuação é baseado em elementos positivos (para frutas e vegetais) e negativos (para gordura saturada ou teor de açúcar).

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Em agosto do ano passado, a Bélgica anunciou que estava seguindo o exemplo da França e fez uma recomendação oficial para o uso do Nutri-Score.

Hoje, graças à legislação da União Europeia, os consumidores tomam decisões de compra em questão de segundos, após identificarem facilmente nas embalagens, através dos códigos de cores, as quantidades de nutrientes, como #proteínas ou açúcar, por 100 g do produto.

2 – CONCLUSÃO

Numa altura em que as doenças relacionadas com a alimentação estão a subir vertiginosamente, está comprovado que a presença dos rótulos front-of-pack (FOP) nas embalagens para identificar a quantidade de nutrientes, acabam fornecendo aos #consumidores informações concisas e de fácil compreensão sobre o perfil nutricional dos produtos alimentícios, melhorando a sua compreensão e percepção, e  influenciando a sua intenção de compra.  (Gilbert Lorens – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)

NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

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